<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174</id><updated>2012-01-29T17:27:09.410-08:00</updated><title type='text'>PROETI NO POLIVALENTE</title><subtitle type='html'>Projeto Escola de Tempo Integral</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>784</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-1246609254532503529</id><published>2012-01-29T16:38:00.001-08:00</published><updated>2012-01-29T17:27:09.421-08:00</updated><title type='text'>Euller:"Blog comenta carta do governo para os pais de alunos."</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--6nAzak4XCA/TyXnZQeWtzI/AAAAAAAABp0/SMsvot0U3dI/s1600/SEGUNDA%2BPANFLETAGEM%2BNDG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--6nAzak4XCA/TyXnZQeWtzI/AAAAAAAABp0/SMsvot0U3dI/s400/SEGUNDA%2BPANFLETAGEM%2BNDG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703218924239632178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na segunda panfletagem do NDG, realizada hoje, na Feira Hippie em BH. (Foto: Petrus Assis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMINGO, 29 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog comenta carta do governo para os pais de alunos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo preparou uma carta para os pais ou responsáveis pelos estudantes. E obviamente que nós devemos dar a nossa versão sobre as afirmações do governo. Assim, vamos comentar o texto da carta do governo. A fonte cinza, é do texto do governo; a fonte vermelha, é o nosso comentário. Vamos lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara Mãe, Pai ou Responsável,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com alegria que nos dirigimos a vocês no inicio desse novo ano escolar. Temos muitas boas notícias para dividir com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: Com alegria? Boas notícias? Hummm, vamos saber os motivos desta euforia toda do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano passado, avaliação realizada em todo o Estado comprovou que continua aumentando o número de crianças mineiras que leem e escrevem corretamente aos oito anos de idade. Já são 88,9% os alunos que dominam a leitura e a escrita. Este é um número muito bom. Mas só estaremos felizes quando atingirmos a meta de 100%.&lt;br /&gt;E os alunos mais velhos das escolas públicas de Minas continuam sendo avaliados nas primeiras posições nos exames nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: não dá para levar a sério estes resultados estatísticos do governo. Um número muito expressivo de alunos, quando chega nos anos finais do ensino fundamental, mal sabe ler ou escrever. E a culpa não é dos alunos. É do sistema, e dos governos, como o de Minas Gerais, que não investe adequadamente na Educação pública, na formação continuada do professor, na valorização dos profissionais da Educação, e nas condições adequadas de trabalho. Fazem muita propaganda, mas investem pouco na Educação e nas demais áreas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso mostra o esforço dos professores, da comunidade escolar e, é claro, de nossos alunos e de seus familiares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: os professores e demais educadores de fato se esforçam muito, mas se encontram desmotivados por conta das políticas deste governo, que corta direitos e não aplica as leis voltadas para a valorização dos profissionais da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos ainda prestar alguns esclarecimentos sobre as paralisações de professores que ocorreram nos últimos anos e que, infelizmente, por mais que tenhamos tentado evitar, trouxeram transtornos não somente para o aprendizado dos alunos, mas, também, para a rotina familiar. Infelizmente, muitas informações falsas foram divulgadas sobre as razões que levaram às paralisações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: O único ou principal culpado pela realização das greves tem sido o próprio governo, que aplicou uma política de arrocho salarial contra os educadores, cortou e reduziu os nossos salários, e fez aprovar uma lei estadual que destrói o plano de carreira dos profissionais da Educação de Minas. Ao invés de cumprir a lei federal 11.738/2008 e pagar o piso salarial nacional para os profissionais do magistério, o governo burlou a lei e alterou as regras do jogo para não investir o que a lei mandava investir. Por isso realizamos a greve: para cobrar um direito constitucional, que o governo se recusou e se recusa a cumprir, causando sérios prejuízos aos profissionais da Educação e aos alunos e pais de alunos, que são vítimas, também, da política do governo. Se tivesse cumprido a lei, não haveria greve. O governo foi, portanto, o principal responsável pelas paralisações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, compreendendo que a realidade da escola interessa a toda a sociedade, tomamos a liberdade de dividir com vocês algumas informações sobre o esforço que vem sendo feito pelo governo do Estado para melhorar a remuneração dos professores de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2011, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que cria um novo modelo de remuneração para os profissionais da educação, e garante vantagens para o professor e para a sociedade. O modelo assegura que todos os profissionais que têm direito ao piso nacional recebam salários acima do que é estabelecido pelo Ministério da Educação. Os professores da rede estadual de ensino com licenciatura plena ganham, no mínimo, R$ 1.320,00 para uma jornada de 24 horas semanais. A Lei do Piso Salarial Nacional estabelece o piso de R$1.187,00 para 40 horas semanais e define a proporcionalidade conforme a jornada de trabalho, por isso o valor pago aos professores em Minas é, proporcionalmente, 85% superior ao piso nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: nesta passagem do texto, o governo falta com a verdade do começo ao fim. Vamos analisar ponto por ponto: a) o governo diz que a ALMG votou uma lei que trouxe vantagens para os professores com direito ao piso. Mentira. A Lei aprovada pelo legislativo de Minas criou o subsídio (remuneração total), que retira vantagens, confiscando os direitos adquiridos pelos professores, como quinquênios, biênios, pó de giz, entre outras gratificações. Além disso, o governo reduziu os percentuais de promoção (de 22% para 10%) que ocorre a cada cinco anos, e de progressão na carreira (de 3% para 2,5%), que ocorre a cada dois anos. Como se não bastasse, a referida lei congelou a carreira dos educadores até 2016, cancelando qualquer avanço na carreira; b) o governo diz ainda que paga, através desta lei estadual, um valor acima do que manda a Lei do Piso, chegando a citar um espalhafatoso índice de 85% a mais do que manda a lei federal. Contudo, a realidade é outra, e faz-se necessário explicar resumidamente o que é o piso salarial e o que o governo fez para não pagá-lo aos profissionais de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar dizendo que o governo desinforma a população sobre os conceitos de piso e subsídio. Piso é vencimento básico, enquanto subsídio é soma total de salário, remuneração total. Logo, não se pode comparar estes dois conceitos, como grosseiramente faz o governo, usando de má fé, inclusive, já que as pessoas não envolvidas desconhecem essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piso salarial nacional dos profissionais do magistério consta da Constituição Federal, aprovada em 1988. Vinte anos depois, em 2008, o inciso VIII do artigo 206 da Carta Magna, que previa a criação do piso, foi regulamentado e instituído pela lei federal 11.738/2008. Esta lei estabelece claramente que: 1) o piso é o salário inicial, vencimento básico, sobre o qual devem ser aplicadas as gratificações adquiridas pelos educadores. O que fez o governo de Minas, espertamente? Ao invés de adaptar o vencimento básico existente no estado - que é o pior do Brasil -, ao valor do piso salarial nacional, e sobre este novo valor aplicar as gratificações, o governo simplesmente somou o vencimento básico e as gratificações e disse que este valor somado é maior do que o valor do piso. Ou seja, o governo aplicou um calote nos educadores de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se você, caro pai ou mãe de aluno, recebesse um salário de R$ 500,00 como vencimento básico, e tivesse direito a uma gratificação de 30% sobre este vencimento básico, num total de R$ 650,00. Mas aí, imagine-se, nesta nossa suposição, que uma lei federal tivesse exigido que você recebesse pelo menos R$ 600,00 de vencimento básico. O que deveria acontecer? O correto seria que lhe pagassem os R$ 600,00 de vencimento básico e aplicassem os 30% de gratificação sobre este novo vencimento, resultando em R$ 780,00. Contudo, imaginem então, senhores pais, que os seus patrões, ao invés de cumprir a lei, tivessem somado o seu vencimento de R$ 500,00 com a gratificação de 30% a que você teria direito (R$ 150,00) e dissesse que você, com esta soma (R$ 650,00), estaria ganhando até mais do que manda a lei? Foi exatamente isso o que fez o governo de Minas conosco. E isso nos causou sérios prejuízos. Os professores de Minas tiveram perdas mensais entre R$ 300,00 e 3.000,00 por conta dessa mágica feita pelo governo de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cinco governadores questionaram a Lei do Piso junto ao STF, reivindicando o direito de pagar o piso enquanto remuneração total, e não enquanto vencimento básico. O STF, em abril de 2011, rejeitou esta tese, reafirmando que o piso dos educadores é vencimento básico, e não remuneração total. Mas, o governo de Minas, descumprindo a lei federal e desobedecendo a decisão do STF, somou o vencimento básico com as gratificações, transformando-os em remuneração total, e com isso escapou de pagar o piso, que é direito dos educadores, e ainda se dá ao luxo de dizer que paga até mais do que o piso, o que é um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vergonhosa manobra, que contou com o apoio de 51 deputados da base do governo, praticamente descaracterizou a lei federal do piso dos professores. A lei federal, que fora criada para valorizar o educador e proporcionar um ensino de qualidade, foi burlada, e quem perde com isso é toda a sociedade. Com este golpe, o governo economizou dinheiro que seria da Educação para aplicar os recursos em outras áreas de interesse do governo. Talvez em obras faraônicas, ou na Copa de 2014, ou em rodovias, ou em juros de bancos, ou em altos salários para os muitos assessores da alta esfera do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começará a ser implantado este ano o sistema de um terço da jornada semanal dos professores para atividades fora da classe, como, por exemplo, a preparação das aulas. Além disso, o novo modelo preserva os direitos adquiridos pelos professores e incorpora alguns que eram perdidos em caso de aposentadoria ou licença, como a gratificação de incentivo à docência, o chamado “pó de giz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: o terço de tempo extraclasse é uma conquista legal dos trabalhadores, que até o momento o governo de Minas não aplicou. Quanto ao pó de giz, trata-se de uma gratificação que é paga para o professor quando ele está em regência de turma - e é retirada quando ele sai de sala, seja para aposentadoria ou em licença médica. O governo poderia manter esta gratificação sem precisar destruir toda a carreira dos educadores, como fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo modelo também é bom para a sociedade porque agora a remuneração do professor fica mais transparente, mais fácil de ser conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: essa é outra grande inverdade. A remuneração dos professores era super transparente, sendo composta de um salário inicial (vencimento básico) e de gratificações que o profissional de carreira adquiria na sua vida profissional, como o quinquênio (10% sobre o salário inicial a cada cinco anos de serviço prestado), o biênio (5% a cada dois anos), pó de giz (gratificação de 20% para o professor em sala de aula), entre outras. A nova política remuneratória do governo é que não tem nenhuma transparência. Nela, o governo criou uma tabela fictícia, que servirá de base para um cálculo, cujo valor encontrado será parcelado em 4 vezes - uma parcela a cada ano - até completar o valor integral somente em 2015. Na essência, o governo confiscou o tempo de serviço, reduziu os percentuais de promoção e progressão, aboliu as gratificações, e com isso destruiu completamente a carreira dos educadores. Além disso, como se trata de uma remuneração total, o governo de Minas não precisará acompanhar os reajustes anuais do piso salarial nacional. Para se ter uma ideia, enquanto os profissionais da Educação de todo o Brasil terão, agora em janeiro, 22% de reajuste salarial aplicado ao piso nacional, os educadores de Minas terão apenas 5% de reajuste em abril de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é apenas parte do trabalho que estamos fazendo com um objetivo principal: oferecer a seu filho ou filha a atenção e a educação de qualidade que merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: a realidade é exatamente a oposta da que afirma o governo: ao não pagar piso salarial a que os educadores têm direito; ao cortar e reduzir salários dos trabalhadores da Educação, como o governo fez em 2011, deixando os educadores em situação de total penúria, inclusive com contracheque zero durante dois meses, mesmo após o fim da greve; o governo, na verdade, não aposta numa Educação de qualidade para os alunos e sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos continuar a contar, como temos contado, com o apoio de todos vocês. Estejam certos de que sua participação na vida escolar de seus filhos é fator decisivo para o bom andamento da formação de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: os profissionais da Educação de Minas e do Brasil esperam contar com a sua participação sim, mas não para apoiar o governo e seus deputados, que se negam a cumprir a lei e a pagar o piso, mas para que possamos cobrar, juntos, por uma educação de qualidade para todos. Para isso, é preciso que os governos levem a sério a Educação, valorizando o trabalho dos profissionais da Educação, oferecendo cursos de formação continuada, aplicando corretamente os recursos da Educação, investindo mais nas escolas, construindo laboratórios e espaços adequados para a aplicação das políticas pedagógicas, e com isso possibilitando que haja, de fato, um ensino público de qualidade. É importante dizer que, quando o governo deixa de investir corretamente na Educação, ou na saúde, ou na moradia popular, toda a população, principalmente as famílias de baixa renda, é prejudicada. E o governo de Minas, seus deputados e senadores, e a grande imprensa, que é comprada, dão um mau exemplo para os mineiros e para o Brasil. Nós, os educadores, esperamos contar com o seu apoio à luta pela Educação de qualidade e pela valorização do profissional da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2012 a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretaria de Estado de Educação&lt;br /&gt;Governo do Estado de Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Quero deixar aqui três registros e alguns abraços. Ao combativo FREI GILVANDER, que me ligou ontem à tarde diretamente de Ceará. Neste mundão pequeno ele estava ao lado de conhecidos meus de três décadas, uma turma combativa do Contra-a-corrente de Fortaleza, aos quais estendo o meu abraço. *** Um abraço também para o professor Wladmir Coelho, especialista em matéria de petróleo, e que deu entrevista hoje para o programa Tribuna do Trabalhador, na Rádio Favela. Pena que no domingo eu acordo mais tarde um pouco e só pude ouvir uma parte da entrevista, mas o colega Wladmir mostrou o que está por trás da novela do pré-sal.*** Finalmente, neste domingo, a partir das 10h, um combativo grupo do NDG continua a distribuição de panfletos na Feira Hippie, em BH. Ontem, eu e o comandante João Martinho, em horários diferentes, distribuímos o boletim da realidade da Educação em Minas na parte central de Vespasiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 02:10 66 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1246609254532503529?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1246609254532503529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerblog-comenta-carta-do-governo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1246609254532503529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1246609254532503529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerblog-comenta-carta-do-governo.html' title='Euller:&quot;Blog comenta carta do governo para os pais de alunos.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--6nAzak4XCA/TyXnZQeWtzI/AAAAAAAABp0/SMsvot0U3dI/s72-c/SEGUNDA%2BPANFLETAGEM%2BNDG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-1726273051996529717</id><published>2012-01-27T17:39:00.001-08:00</published><updated>2012-01-27T17:39:56.598-08:00</updated><title type='text'>Antonio Kleber dos Santos Cecílio:"DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA." ( Blog gritossemecos)</title><content type='html'>REFLEXÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há dois mil e quinhentos anos os pensadores já se preocupavam com a sanha do Estado em explorar o povo a fim de aquinhoar benevolentemente a elite. Entendia-se como de direito a maioria pagar para que alguns vivessem muito bem; afinal, o Estado sempre fez-se representar pela nobreza e em assim sendo, ela precisava ser defendida, ovacionada, imitada, respeitada e, por que não, perpetuada. Assim nasceram as dinastias comumente comandadas por linhagens de senhores nobres, que se mantinham no poder apoiados na força política das elites e ambos valiam-se um do outro mantendo a plebe sobre controle pelo medo da espada, do confisco, da guilhotina, da fogueira ou do degredo.&lt;br /&gt; Se era direito então era justo. Daí tem início a dialética entre os opostos justiça e injustiça. Afinal, elas existem? Se o cidadão esta subordinado a um sistema de governo injusto, mas cumpre seus deveres cívicos, então ele não seria justo? Partindo dessa premissa é correto concluir que justiça e injustiça sejam subjetividades interdependentes e subordinadas a variáveis culturais, políticas, religiosas válidas em determinada época ou lugar, mas que podem ganhar ou perder importância ao longo do tempo e da evolução daquelas mesmas variáveis? Obvio que sim, pois a humanidade nunca foi uma massa estática e através mesmo da discussão e da contradição de velhos valores é que aconteceu a evolução para o alcance do que hoje se considera como civilização moderna. O adjetivo moderna, aí funcionando como uma filigrana dá ao conceito de civilização certo refinamento que nos transporta direto à idéia de democracia. Nessa situação o Estado perde sua condição de agente absoluto, pois sede espaço ao cidadão, que passa a figurar como protagonista central do Estado Democrático, cuja finalidade precípua não é mais a de se fazer representar por um ditador e sua elite centralizadora, mas a de defender e proteger o direito às liberdades básicas do ser humano, quais sejam: liberdade de expressão, de ir e vir, de educar-se, de investir, de procriar.&lt;br /&gt;  Todavia, esses direitos pétreos, com o aperfeiçoamento da filosofia democrática ganharam status de legalidade e passaram a ser regulados pela Constituição e por outros códigos legais, sendo o Poder Judiciário o pilar principal dessa salvaguarda. Entretanto no Brasil, país que se auto-intitula a segunda maior democracia do mundo, andam acontecendo fatos, que nos levam a ter certeza que a democracia brasileira é uma falácia, pois vários desses direitos ainda não são conquistas plenas e aqueles que já se concretizaram andam sendo vilipendiados pelos próprios agentes, cuja missão é exatamente a de regular e fiscalizar as relações entre os cidadãos e destes com o Estado. &lt;br /&gt; Nessa democracia capenga, depois de vermos um senador da República, eleito democraticamente, ter o poder de calar um veículo de informação da importância do jornal ‘O Estado de São Paulo’, termos que engolir figurões, que deviam estar atrás das grades, conduzidos ao poder como se anjos fossem ainda temos que tragar novo boom de notícias que enojam até quem tem um mínimo de dignidade, dando conta de que o poder judiciário, nossa última esperança, também anda se esquecendo de que os cidadãos brasileiros não são presas, mas patrões, que merecem respeito, pois os pagam salários absolutamente dignos, muitas vezes maiores que os de outros profissionais, que também muita dureza enfrentaram, para chegar aonde chegaram e sem dúvida carregam tanta ou mais responsabilidades que esses impolutos senhores togados. &lt;br /&gt; É um chocante achincalhe ouvir dizer que funcionários públicos de um país covarde como o Brasil, que não valoriza professores, nem respeita seus velhos e muito menos crianças, seu maior patrimônio, que usurpa de quem gera empregos e riquezas a maior carga tributária do mundo, pagar a qualquer servidor público quantias que chegam a estratosféricos seiscentos mil reais mensais (US$ 353 mil dólares para ficar mais elegante), enquanto que setenta por cento da população assalariada pelo mínimo levará oitenta e um anos para perceber o mesmo montante, lembrando que esse tempo equivale a quatro gerações. Entretanto, o pior ainda estava por vir, quando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, tranquilamente tentando justificar o injustificável, assegurou que era tudo dentro da lei e que estava esperando a fiscalização chegar de braços abertos. Ah, antes que me esqueça, ainda há que mencionar aquele adicional de insalubridade! Certamente seja referindo-se à toxidade da tinta das canetas Mont Blanc ou ao cloro da água que abastece os bebedouros do Tribunal.&lt;br /&gt; Obvio que nós cidadãos brasileiros, portadores da maior paciência da história da humanidade, acreditamos que esta tudo dentro da legalidade. Afinal, o que poderia ser ilegal nas casas onde se falam e se escrevem em nome da lei? Nossa única dúvida, que talvez os nossos meritíssimos desembargadores não respondam, é se essa tal lei seria ditada por alguma divindade do bem ou do mal simpática a todos aqueles que se vestem de negro?&lt;br /&gt; Bom! Do alto da nossa dolorosa indignação, diante de imagens e justificativas grotescas, que aqui nos rincões mineiros conhecem-se como “música para boi dormir”, necessário é que voltemos ao exercício dialético de acima. Num país injusto como o Brasil é justo alguém merecer regalias imperiais de tal vulto, ainda que seja funcionário publico de alta patente? A resposta deixo a cargo da sensibilidade do caro leitor. &lt;br /&gt; Apenas para concluir; diante desses absurdos nacionais, me vem à lembrança a voz do meu velho e saudoso pai, um daqueles exemplares de homens quase extintos, pois nunca ouvi dizer que ele tivesse preço, atestado passado pela população inteira de uma cidade que teve a honra de conhecê-lo, a qual dizia: “meu filho, as leis podem carregar a mácula da insensatez dos homens, por isso é preciso que aquele que tem nas mãos a competência para decidir o destino de alguém, saiba aplicá-las de acordo com a consciência, pois ela não convive com interesses, mas, sobretudo, com a ética e a moral”.&lt;br /&gt; Baseado nessa pérola podemos considerar que seja justo, porque é legal, nossos monárquicos desembargadores serem agraciados com tamanhas benesses, uma vez que certamente seja mesmo um extraterrestre o autor da lei, a qual os confere tão cintilantes vantagens; no entanto seria ético e a MORAL agradeceria, se uma explosão de luz os fizesse desconfiar que o poder de modificá-la reside em suas próprias mãos para o bem de um país aonde há trinta milhões de abandonados que não teem onde cair morto, obviamente não se esquecendo do resto, que paga por uma cesta básica quarenta e cinco por cento de imposto, cuja fome, avitaminoses e exclusão são suas inseparáveis companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1726273051996529717?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1726273051996529717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/antonio-kleber-dos-santos_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1726273051996529717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1726273051996529717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/antonio-kleber-dos-santos_27.html' title='Antonio Kleber dos Santos Cecílio:&quot;DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA.&quot; ( Blog gritossemecos)'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-5152871437884927926</id><published>2012-01-27T17:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T17:39:11.027-08:00</updated><title type='text'>Antonio Kleber dos Santos Cecílio:"DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA."  o:"</title><content type='html'>REFLEXÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há dois mil e quinhentos anos os pensadores já se preocupavam com a sanha do Estado em explorar o povo a fim de aquinhoar benevolentemente a elite. Entendia-se como de direito a maioria pagar para que alguns vivessem muito bem; afinal, o Estado sempre fez-se representar pela nobreza e em assim sendo, ela precisava ser defendida, ovacionada, imitada, respeitada e, por que não, perpetuada. Assim nasceram as dinastias comumente comandadas por linhagens de senhores nobres, que se mantinham no poder apoiados na força política das elites e ambos valiam-se um do outro mantendo a plebe sobre controle pelo medo da espada, do confisco, da guilhotina, da fogueira ou do degredo.&lt;br /&gt; Se era direito então era justo. Daí tem início a dialética entre os opostos justiça e injustiça. Afinal, elas existem? Se o cidadão esta subordinado a um sistema de governo injusto, mas cumpre seus deveres cívicos, então ele não seria justo? Partindo dessa premissa é correto concluir que justiça e injustiça sejam subjetividades interdependentes e subordinadas a variáveis culturais, políticas, religiosas válidas em determinada época ou lugar, mas que podem ganhar ou perder importância ao longo do tempo e da evolução daquelas mesmas variáveis? Obvio que sim, pois a humanidade nunca foi uma massa estática e através mesmo da discussão e da contradição de velhos valores é que aconteceu a evolução para o alcance do que hoje se considera como civilização moderna. O adjetivo moderna, aí funcionando como uma filigrana dá ao conceito de civilização certo refinamento que nos transporta direto à idéia de democracia. Nessa situação o Estado perde sua condição de agente absoluto, pois sede espaço ao cidadão, que passa a figurar como protagonista central do Estado Democrático, cuja finalidade precípua não é mais a de se fazer representar por um ditador e sua elite centralizadora, mas a de defender e proteger o direito às liberdades básicas do ser humano, quais sejam: liberdade de expressão, de ir e vir, de educar-se, de investir, de procriar.&lt;br /&gt;  Todavia, esses direitos pétreos, com o aperfeiçoamento da filosofia democrática ganharam status de legalidade e passaram a ser regulados pela Constituição e por outros códigos legais, sendo o Poder Judiciário o pilar principal dessa salvaguarda. Entretanto no Brasil, país que se auto-intitula a segunda maior democracia do mundo, andam acontecendo fatos, que nos levam a ter certeza que a democracia brasileira é uma falácia, pois vários desses direitos ainda não são conquistas plenas e aqueles que já se concretizaram andam sendo vilipendiados pelos próprios agentes, cuja missão é exatamente a de regular e fiscalizar as relações entre os cidadãos e destes com o Estado. &lt;br /&gt; Nessa democracia capenga, depois de vermos um senador da República, eleito democraticamente, ter o poder de calar um veículo de informação da importância do jornal ‘O Estado de São Paulo’, termos que engolir figurões, que deviam estar atrás das grades, conduzidos ao poder como se anjos fossem ainda temos que tragar novo boom de notícias que enojam até quem tem um mínimo de dignidade, dando conta de que o poder judiciário, nossa última esperança, também anda se esquecendo de que os cidadãos brasileiros não são presas, mas patrões, que merecem respeito, pois os pagam salários absolutamente dignos, muitas vezes maiores que os de outros profissionais, que também muita dureza enfrentaram, para chegar aonde chegaram e sem dúvida carregam tanta ou mais responsabilidades que esses impolutos senhores togados. &lt;br /&gt; É um chocante achincalhe ouvir dizer que funcionários públicos de um país covarde como o Brasil, que não valoriza professores, nem respeita seus velhos e muito menos crianças, seu maior patrimônio, que usurpa de quem gera empregos e riquezas a maior carga tributária do mundo, pagar a qualquer servidor público quantias que chegam a estratosféricos seiscentos mil reais mensais (US$ 353 mil dólares para ficar mais elegante), enquanto que setenta por cento da população assalariada pelo mínimo levará oitenta e um anos para perceber o mesmo montante, lembrando que esse tempo equivale a quatro gerações. Entretanto, o pior ainda estava por vir, quando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, tranquilamente tentando justificar o injustificável, assegurou que era tudo dentro da lei e que estava esperando a fiscalização chegar de braços abertos. Ah, antes que me esqueça, ainda há que mencionar aquele adicional de insalubridade! Certamente seja referindo-se à toxidade da tinta das canetas Mont Blanc ou ao cloro da água que abastece os bebedouros do Tribunal.&lt;br /&gt; Obvio que nós cidadãos brasileiros, portadores da maior paciência da história da humanidade, acreditamos que esta tudo dentro da legalidade. Afinal, o que poderia ser ilegal nas casas onde se falam e se escrevem em nome da lei? Nossa única dúvida, que talvez os nossos meritíssimos desembargadores não respondam, é se essa tal lei seria ditada por alguma divindade do bem ou do mal simpática a todos aqueles que se vestem de negro?&lt;br /&gt; Bom! Do alto da nossa dolorosa indignação, diante de imagens e justificativas grotescas, que aqui nos rincões mineiros conhecem-se como “música para boi dormir”, necessário é que voltemos ao exercício dialético de acima. Num país injusto como o Brasil é justo alguém merecer regalias imperiais de tal vulto, ainda que seja funcionário publico de alta patente? A resposta deixo a cargo da sensibilidade do caro leitor. &lt;br /&gt; Apenas para concluir; diante desses absurdos nacionais, me vem à lembrança a voz do meu velho e saudoso pai, um daqueles exemplares de homens quase extintos, pois nunca ouvi dizer que ele tivesse preço, atestado passado pela população inteira de uma cidade que teve a honra de conhecê-lo, a qual dizia: “meu filho, as leis podem carregar a mácula da insensatez dos homens, por isso é preciso que aquele que tem nas mãos a competência para decidir o destino de alguém, saiba aplicá-las de acordo com a consciência, pois ela não convive com interesses, mas, sobretudo, com a ética e a moral”.&lt;br /&gt; Baseado nessa pérola podemos considerar que seja justo, porque é legal, nossos monárquicos desembargadores serem agraciados com tamanhas benesses, uma vez que certamente seja mesmo um extraterrestre o autor da lei, a qual os confere tão cintilantes vantagens; no entanto seria ético e a MORAL agradeceria, se uma explosão de luz os fizesse desconfiar que o poder de modificá-la reside em suas próprias mãos para o bem de um país aonde há trinta milhões de abandonados que não teem onde cair morto, obviamente não se esquecendo do resto, que paga por uma cesta básica quarenta e cinco por cento de imposto, cuja fome, avitaminoses e exclusão são suas inseparáveis companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-5152871437884927926?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/5152871437884927926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/antonio-kleber-dos-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5152871437884927926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5152871437884927926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/antonio-kleber-dos-santos.html' title='Antonio Kleber dos Santos Cecílio:&quot;DESEMBARGADORES EMBARGAM NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA.&quot;  o:&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-9070233043115252619</id><published>2012-01-27T17:32:00.001-08:00</published><updated>2012-01-27T17:32:55.218-08:00</updated><title type='text'>Euller:"União, estados e municípios não têm compromisso com educação básica de qualidade para todos. Esta é a verdade nua e crua."</title><content type='html'>SEXTA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade do povo pobre do Brasil que a mídia das elites dominantes não mostra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União, estados e municípios não têm compromisso com educação básica de qualidade para todos. Esta é a verdade nua e crua. Por isso, os profissionais da Educação não são levados a sério pelos governantes e pelos titulares dos demais poderes constituídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas Gerais, neste instante, os profissionais da Educação ficaram sabendo o quanto perderam com a nova política remuneratória implantada unilateralmente pelo governo, que burlou a Lei do Piso de forma descarada, ante à omissão e conivência de ministério público, da justiça e do legislativo. Mas, tal fato não constitui exclusividade do estado de Minas Gerais e da sua política de choque de gestão iniciada no governo anterior - cuja característica central tem sido o descaso com os servidores da Educação em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de compromisso com o ensino básico e com seus profissionais atinge a todos os governos das três esferas. O governo federal, por exemplo, faz política seletiva para o ensino superior e uma pequena fatia que estuda nas escolas federais do ensino técnico. Trata-se de uma política seletiva e eleitoreira, pois exclui a enorme maioria pobre da população brasileira, que ao ser privada de um ensino básico de qualidade, é privada também de uma formação crítica, de uma prática cidadã consciente, e da capacidade de concorrer com os filhos das famílias ricas pelos melhores cargos e vagas em escolas superiores ou nas empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino público básico atinge em torno de 50 milhões de crianças, jovens e adultos, que têm na escola pública talvez sua única possibilidade de superação da dramática realidade criada pela reprodução do capital, que marginaliza, exclui, penaliza e joga para o crime organizado, na periferia dos grandes centros urbanos, milhares de crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, oferecer um ensino de qualidade para todos parece ser um risco para os de cima, para estes políticos profissionais eleitoreiros, fisiológicos ou ideologicamente comprometidos com políticas excludentes, fascistas e neoliberais. Para eles, manter as pessoas das comunidades afastadas de um ensino de qualidade é o melhor caminho para garantir mão de obra barata, de um lado, e sustentar o crime organizado em pequena grande escala, de outro. Manter a periferia dominada pelo crime em pequena escala chega a ser uma forma de manter a própria comunidade intimidada, submetida às leis do silêncio e do medo, muito apropriadas para os feudos políticos eleitorais. O que eles não querem fazer oficialmente, para não queimarem a sua imagem pública, deixam para que os próprios segmentos dos excluídos executem tais tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aparente modernização que certos políticos adoram arrotar e apresentar como modelo de eficiência não passa de um embuste, uma enganação contra a população de baixa renda. Eles são modernos apenas quando se trata de assegurar os fabulosos lucros e ganhos para os amigos deles, que dominam os meios de comunicação, os transportes coletivos, as empreiteiras, os bancos, e que, em contrapartida, financiam suas campanhas eleitorais, nesse jogo de cartas marcadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cortam salários dos educadores - como fizeram e continuam fazendo em Minas e no Brasil - estão desviando recursos que deveriam ser investidos na formação de milhões de cidadãos brasileiros para o bolso de minorias privilegiadas. Não têm a menor vergonha em votar tetos salariais para a alta hierarquia dos três poderes, além de todas as benesses inerentes a estes cargos - auxílio paletó, auxílio moradia, gastos com viagens, hotéis, alimentação nos melhores restaurantes, etc., etc., etc. Mas, quando se trata de aplicar uma miserável lei federal que instituiu a Lei do Piso dos profissionais do magistério, fazem o maior drama. Enrolam, tergiversam e burlam a lei federal, para não pagar o que é de direito aos educadores. Em Minas, como em Goiás, em Santa Catarina, no Ceará ou no Rio Grande do Sul, entre outros, para não pagar o piso corretamente, os governos estaduais alteraram as leis estaduais, esvaziando o conteúdo da lei federal. Ou seja, aplicaram um calote nos profissionais da Educação, com a conivência dos ministérios públicos, da justiça, incluindo o STF, do governo federal e a homologação servil dos legislativos estaduais - e do federal também, que chegou a criar uma comissão para acompanhar a aplicação do piso, mas como os governantes de todos os partidos não pagam o piso, a tal comissão morreu antes de nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um país cujas elites dominantes não levam à serio a Educação básica e, consequentemente, tratam com descaso aos profissionais da Educação, porque não apostam no presente e no futuro de milhões de famílias pobres, que são massa de manobra para eleger a cada quatro anos aqueles que atuarão como seus algozes. Foi parte do povo pobre, sem consciência política, que elegeu o canalha do governador de São Paulo, que colocou a tropa de choque da PM para destruir a vida de 6 mil pessoas que moravam em casebres no Pinheirinho, São Paulo, em benefício de um único cidadão - um megaespeculador. Foi parte da população pobre, manipulada por esta mídia mafiosa e vendida, que elegeu o atual governador de Minas e seus deputados, bem como aos piores senadores que teoricamente representam Minas, mas são os mais ausentes dos problemas do estado, e que, juntos - governador, deputados, senadores e seus apoiadores -, destruíram a carreira dos profissionais da Educação de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora assume o pasta do MEC o sr. Mercadante, substituindo o falastrão e demagogo do Haddad, que nada fez pela Educação básica em sete anos. Pelo pouco que li nos jornais, Mercadante assume fazendo discurso oco, dizendo que é preciso mandar os bons professores para as piores turmas. Um completo desconhecedor da realidade da Educação básica. Deveria primeiro se preocupar em garantir a Carta Magna, que apregoa a valorização dos educadores com o cumprimento da Lei do Piso, ou então federalizar a folha de pagamento dos educadores do ensino básico, para acabar com esta realidade dramática que todos nós vivemos em todas as regiões do Brasil. Mas o problema dessa gente é que eles não têm contato com as realidades vividas nos estados e municípios, com o cotidiano do povo comum. Eles vivem nas nuvens, são blindados pela mídia, pelas tropas de choque das PMs, e até mesmo pelas entidades sindicais, que os promovem, ao invés colocá-los contra a parede e obrigá-los a se expor e a se queimarem, caso venham a trair aos interesses dos de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse a liberdade ainda existente na Internet, a realidade brasileira e mundial seria pior do que o fascismo. As elites detêm o total controle da grande mídia, dominam os aparelhos de estado - judiciário, legislativo e executivo - e geralmente dominam também as entidades sindicais, e com isso conseguem blindar os seus agentes, que vivem de aparência midiática. Há muito que os políticos que são votados não existem na vida real, mas são meras máscaras midiáticas construídas em laboratório, com conteúdo decorado e programado para dizer - e fazer, principalmente - o que interessa aos de cima, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É contra a possibilidade da maioria pobre se revoltar contra essa realidade descrita, injusta e profundamente desigual, que as elites investem pesado na destruição e no sucateamento do ensino público, e consequentemente, na desvalorização do profissional da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o governo de Minas e o governo federal e os demais governos e chefes dos demais poderes vêm fazendo contra os profissionais da Educação é parte integrante de uma política deliberada de manutenção dos pobres deste país na situação de escravos modernos. Forncedores de mão de obra barata, sem formação crítica e curral eleitoral para manter a roda da democracia de fachada girando sobre as nossas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tenhamos a capacidade de resistir e reagir contra essa política destruidora dos de baixo, e saibamos, nós, os de baixo, nos unir e arrancar os nossos direitos sonegados. O direito ao piso salarial aplicado corretamente na nossa carreira; o direito à moradia digna, ao ensino de qualidade para todos, à saúde pública decente, à liberdade de expressão e opinião, e a reapropriação de espaços públicos, hoje apropriados por interesses privados. A recusa em valorizar os profissionais da Educação é o sinônimo da recusa em proporcionar às famílias pobres do Brasil, que são a maioria, um ensino público de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:58 104 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-9070233043115252619?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/9070233043115252619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eulleruniao-estados-e-municipios-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/9070233043115252619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/9070233043115252619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eulleruniao-estados-e-municipios-nao.html' title='Euller:&quot;União, estados e municípios não têm compromisso com educação básica de qualidade para todos. Esta é a verdade nua e crua.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-1688308895640732037</id><published>2012-01-25T22:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T22:59:59.381-08:00</updated><title type='text'>Euller:"Na democracia de fachada que existe em Minas e no Brasil, educadores mineiros aguardam o simulador das perdas salariais."</title><content type='html'>QUINTA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;Na democracia de fachada que existe em Minas e no Brasil, educadores mineiros aguardam o simulador das perdas salariais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pela minha situação: em janeiro 2012, pela tal remuneração unificada (subsídio), vou receber o valor total de R$ 1.336,70. Se o governo me pagasse o piso na carreira corretamente, receberia R$ 1.634,00. Perda mensal de quase R$ 300,00. Para quem tem mais tempo de serviço (tenho quase 8 anos e tive os biênios e quinquênios cortados pelo governo anterior) as perdas são bem maiores, como veremos nos comentários dos colegas. Mas, posso dormir sossegado porque meu futuro está garantido: em 2015 meu salário total vai pular para R$ 1.456,17. Com uma carreira maravilhosa dessa, não há mais o que reclamar, não é mesmo? Tenham bons pesadelos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós já vimos coisas ruins demais durante a nossa existência. Uns mais, outros menos, a depender da sensibilidade de cada um, e também das circunstâncias sociais e políticas que cada um esteja envolvido. Não vou negar para vocês: nestes últimos dias estou remoendo um ódio, que mexe com minha habitual tranquilidade, por conta do covarde, cruel e desumano ataque aos moradores de Pinheirinho, em São Paulo. Eu sei que o ocorrido, ou até mesmo coisas mais graves, acontece todos os dias no Brasil e no mundo. Os palestinos que o digam, vítimas que são de sistemáticos e covardes ataques contra milhares de famílias. Os povos da África, igualmente, têm muito a dizer e a chorar pelo que fizeram no passado e continuam fazendo contra suas tribos, seus povos, sua rica cultura, sua brava gente, com a qual o Brasil tem uma dívida histórica impagável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma palavra, os de baixo, os trabalhadores explorados, estão (estamos) submetidos a um sistema perverso que ceifa a vida, a dignidade e a felicidade de milhões de pessoas, para manter a ganância vazia, pela posse privada ou pelo poder de alguns poucos. Canalhas, bandidos, infelizes, incapazes de repartir o pão com outrem. Querem tudo para si, e por isso despejam bombas, tiros, cassetetes pra cima da gente simples e indefesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leis deste país são uma verdadeira piada, e a maior prova disso foi o nosso piso salarial nacional, aprovado em 2008, depois de 20 anos de enrolação, apesar de constar da Carta Magna de 1988. Pura malandragem destes políticos demagogos. Aprovaram uma lei federal, criaram expectativas para uma categoria sofrida e humilhada como a dos professores e demais profissionais do ensino básico. E passados quatro anos da aprovação desta lei e ela simplesmente não saiu do papel. Fomos enganados, enrolados e sabotados por partidos e governos de todas as esferas: do governo estadual, que alterou a lei local para não pagar o que a lei federal manda pagar, ao governo federal, que finge que não tem nada a ver com a lei federal sonegada pelos estados e municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se era para não aplicar a lei corretamente, na carreira, respeitando-se os direitos adquiridos, por que fizeram todo este barulho e propaganda em torno do piso salarial nacional? Pura sacanagem, demagogia, que reúne no mesmo balcão da enganação o PSDB de Aécio Neves, Anastasia, Serra e FHC, com o PT de Lula, Dilma, Haddad e Mercadante. No que tange ao ensino básico, que é mais importante, pois é ele que prepara milhões de crianças, jovens e adultos para a vida, estes partidos e governantes estão de mãos dadas no massacre aos profissionais da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça no nosso país? Outra piada de mau gosto. Funciona, com raras exceções, a serviço dos ricos e poderosos. Blindam os poderosos, jamais atacam os interesses dos governantes e massacram os de baixo com suas ordens de reintegração de posse, como fizeram agora em Pinheirinho, São Paulo. O interesse particular de um único cidadão, um megaespeculador, que até preso já fora, proprietário do terreno ocupado por seis mil almas, o interesse deste sujeito é mais importante do que o de centenas de famílias. Não se preocuparam os juízes, o governo municipal (canalha) de São José dos Campos e o de São Paulo, com os destinos dessa gente simples. Pouco importa se eles serão lançados ao relento, se serão trucidados na primeira esquina, se muitas famílias serão desfeitas em busca de sobrevivência; se centenas de crianças serão empurradas para o tráfico de drogas por falta de perspectiva. Nada disso preocupa a essa gente sem alma e sem caráter. O que preocupa essa gente é o sagrado direito mercantil de um imbecil construir algum condomínio de luxo para levantar milhões de lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito à vida digna, à moradia, ao tratamento digno, a não ter a sua morada invadida de forma violenta, tudo quanto consta da nossa Carta Magna, foi sonegado, rasgado, pisoteado pelas tropas de choque que meteram bala nos moradores indefesos, enquanto o cínico governador de estado comemorava no mesmo domingo o acontecido. O mesmo STF que se apressara em proibir que bandidos de colarinho branco sejam algemados, fizera ouvidos moucos para com mais este massacre de centenas de famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa é outra piada neste país. O que existe é um monopólio da mídia nas mãos de poucas famílias, articuladas com esquemas corruptos de poder político, que decidem os destinos de milhões de pessoas, vendendo mentiras e fantasias baratas para uma população espoliada. Um dos poucos espaços de liberdade que ainda restam está na Internet, onde ainda podemos falar o que pensamos. Mas não duvidem que também neste espaço logo arranjarão alguma forma de cercear nosso direito. É o que vem tentando os EUA, que agora, depois do fechamento do Megauploud, perderam a cerimônia, e já pensam em fechar qualquer site que julgarem conveniente. Iniciativa semelhante de cerceamento da Internet, aqui no Brasil é autoria do ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, outro serviçal dos poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos lidando com pessoas cujos valores se assemelham aos da lógica do fascismo, ou de regimes exceção, de força, totalitários, que discriminam os pobres. Num sistema em crise, como se apresenta o capital, seus principais beneficiários tentam de toda forma transferir as consequências para os de baixo. Promovem políticas de higienização social, jogando os moradores pobres para as franjas dos centros urbanos. Cortam salários, como fez o governo de Minas com os profissionais da Educação, e tentam cortar cada vez mais os direitos e conquistas sociais da população pobre, enquanto mantém e ampliam as vantagens dos de cima. Vocês devem ter visto pela TV a reportagem sobre os mega salários dos desembargadores do Rio de Janeiro, que chegam a R$ 150 mil reais mensais. Enquanto os professores lutam por mísero piso de R$ 1 mil e poucos reais, e ainda assim, os governos, como o de Minas e tantos outros, têm a coragem de burlar este direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministério Público em Minas Gerais? Outra piada. Depois que o ex-governador e atual senador pelo Rio de Janeiro escolheu o terceiro da lista tríplice para representar este órgão, e diante da atuação vergonhosa do MP durante a nossa greve de 112 dias pelo cumprimento de uma lei federal - atuando como autarquia do governo de Minas - não dá para lever a sério este órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, no meio desta realidade dramática, resta-nos resistir, buscar a nossa auto-organização e unidade na luta para enfrentar os ataques dos de cima. Não temos a escolha de não querer lutar, a menos que concordemos em perder, perder, perder, sem revidar. E isso não faz parte da natureza humana. E muito menos da nossa natureza, nossa, dos de baixo, explorados, massacrados, mas prontos para a luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, aos profissioanais da Educação de Minas Gerais, que tiveram seus direitos cassados, sonegados, burlados descaradamente, ante uma justiça omissa, um MP conivente e um legislativo que é outra piada, composto por um bando de carneiros serviçais do governo, só resta aguardar a publicação da nova condição salarial do subsídio com o tal simulador, que vai simular a nossa dor, ou dissimular a farsa do piso que não foi pago. Caso seja disponibilizado, que cada colega faça a sua consulta e depois mostre para o mundo o quanto cada um perdeu com esta armação feita em Minas para não cumprir a lei federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada centavo sonegado do nosso bolso será um testemunho vivo de que as leis neste país, e os poderes constituídos que deveriam fazer cumprir estas leis, são meras frases ocas ou peças decorativas quando se trata de beneficiar aos de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor seria, assim sendo, que a população pobre tivesse a compreensão de que deve se organizar e arrancar os seus direitos na luta, já que as leis e as instituições carcomidas são meras fachadas para esconder o reino das negociatas que beneficiam a alguns poucos, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;P.S. Para quem desejar consultar o novo salário basta clicar no primeiro item dos Dados Funcionais no Portal do Servidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:42 17 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1688308895640732037?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1688308895640732037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerna-democracia-de-fachada-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1688308895640732037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1688308895640732037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerna-democracia-de-fachada-que.html' title='Euller:&quot;Na democracia de fachada que existe em Minas e no Brasil, educadores mineiros aguardam o simulador das perdas salariais.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-8652873589816307093</id><published>2012-01-23T12:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T12:48:30.777-08:00</updated><title type='text'>Blog do Euler vai organizar simulador paralelo para mostrar o quanto se perdeu com o novo sistema remuneratório, que burlou a Lei do Piso.</title><content type='html'>Blog do Euler vai organizar simulador paralelo para mostrar o quanto se perdeu com o novo sistema remuneratório, que burlou a Lei do Piso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o governo disponibilizar o seu simulador, a partir do próximo dia 26 (era para ser dia 20, o que não aconteceu), vamos realizar um trabalho paralelo com o simulador do governo. Esta iniciativa vai funcionar da seguinte forma: o servidor da Educação coloca os dados no simulador oficial do governo e tenta descobrir quanto vai receber de salário total. Em seguida, visita o nosso blog e coloca, num comentário, os seguintes dados: a condição funcional até dezembro de 2010 (exemplo: PEB IV D) e as vantagens adquiridas até dezembro de 2011, tipo: número de biênios, quinquênios, pó de giz, gratificação por pós-graduação, etc. Coloque também o valor encontrado no site do governo (o interessado não precisa colocar o nome aqui no blog). De posse desses dados, e com base no valor do piso salarial de 2012 com o reajuste de 22% e aplicado ao nosso plano de carreira e sua tabela salarial vigente até dezembro de 2011, faremos o cálculo de quanto deveria ser o salário total de cada servidor da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cada caso será analisado isoladamente, o resultado que apresentaremos pode demorar um pouco, mas tentaremos responder a todos, ou o maior número possível de comentários. Além disso, os diversos casos apresentados poderão corresponder às realidades de outros colegas, que saberão o quanto perderam com o novo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está óbvio para todos nós que o governo burlou a lei federal que instituiu o piso salarial nacional e por isso todos nós seremos prejudicados. A nova lei do subsídio, também chamada de novo modelo de remuneração, acabou com as gratificações, que foram somadas ao vencimento básico, quando este não havia sido sequer corrigido de acordo com a lei federal. Portanto, o governo transformou o nosso piso (vencimento básico) em remuneração total, em desacordo com a lei federal e com a decisão irrecorrível do STF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, para efeito de cálculo da remuneração a ser paga em 2012, o governo rebaixou os índices de promoção (de 22% para 10%, e em alguns casos para 5%) e progressão (de 3% para 2,5%) e tomou como referência o valor do piso de 2011, e cujo resultado será pago de forma parcelada entre 2012 e 2015. Somente em janeiro de 2012, por exemplo, o reajuste do piso salarial nacional será de 22%. Mas os salários dos profissionais da Educação de Minas serão reajustados em apenas 5% a partir de abril de 2012. Como se não bastasse, o governo congelou até 2016 a carreira dos educadores, que não poderão mais conquistar qualquer promoção neste longo período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio exemplo utilizado pelo governo, na propaganda oficial no portal do servidor, para tentar convencer os professores das vantagens do novo e "transparente" sistema, dá-nos uma ideia do confisco. Pelo exemplo citado, um professor com curso superior e 23 anos de serviços prestados receberá, em 2012, apenas R$ 1.380,00 de remuneração total - valor este muito próximo do salário do professor em início de carreira, que receberá R$ 1.320,00. Um verdadeiro ato de destruição da carreira dos profissionais da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mesmo professor (com 23 anos de serviço), se tivesse recebendo corretamente pelo antigo sistema remuneratório - com o piso salarial nacional aplicado na carreira -, teria no contracheque um valor aproximado de R$ 2.970,00 - ou seja, mais do que o dobro do que o valor que será pago pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, fica cada vez mais claro que os profissionais da Educação de Minas Gerais foram (fomos) vítimas de um verdadeiro golpe dado pelo governo de Minas, com a conivência do legislativo, do judiciário, do ministério público e da mídia, além do governo federal, todos se omitindo ou se aliando ao governo nos seus atos voltados para confiscar direitos assegurados em lei aos trabalhadores da Educação. Calcula-se que mais de R$ 1 bilhão é o tamanho do confisco anual aplicado aos educadores, enquanto o governo exibe, em sua propaganda, números pomposos para tentar iludir a população menos informada da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está que a categoria terá que reagir a esta agressão e confisco de direitos. Urge que se prepare uma boa ação na justiça para cobrar este e outros tantos direitos que foram retirados pelo atual governo e seu antecessor, que juntos elegeram a Educação pública e os profissionais da Educação como os grandes alvos de destruição. No governo do faraó foram oito anos de arrocho salarial, confiscos e retirada de direitos; no atual governo, consolidou-se o golpe fatal voltado para destruir de vez a carreira dos educadores e com isso, destruir o sonho de muitas gerações de estudantes, que dependem da escola pública como único ou principal meio de formação cidadã e ascensão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minas Gerais deve ser apresentada para os mineiros e para os brasileiros como o pior exemplo de projeto político para a Educação. Ainda que as estatísticas e resultados altamente questionáveis sejam apresentados em propaganda paga, a realidade nua e crua é outra: os profissionais da Educação, que são aqueles que produzem a Educação em interação com os estudantes, estão desmotivados, pois foram humilhados, maltratados, empobrecidos, tiveram seus direitos roubados e se não houver uma radical mudança na política do governo, a Educação pública em Minas vai ao total declínio nos próximos anos. E contra isso, há que se organizar uma grande mobilização da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, aguardemos o (dis)simulador do governo no dia 26 para que iniciemos a nossa comparação paralela com o verdadeiro piso aplicado na carreira, que em Minas Gerais não aconteceu, em total descumprimento a uma lei federal; ante à omissão de todos os poderes das três esferas, que deveriam fazer algo, e até agora nada fizeram. Numa cumplicidade criminosa à luz da legislação federal vigente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Recomendo a leitura do texto do Frei Gilvander no post abaixo. Além da narrativa doas execuções cometidas em Unaí, que continuam impunes, chama-nos a atenção mais dois fatos gravíssimos: a prática da escravidão, que permanece ainda hoje, e o uso do agrotóxico sem controle, que provoca câncer - o que aliás, seguramente está acontecendo em todo o país, pois não existe fiscalização adequada contra os poderosos do agronegócio. Assim como banqueiros e empreiteiros nadam de braçada nos recursos públicos, favorecidos por políticas feitas por parlamentares capachos, que são eleitos para dizerem amém ao que mandam os governos e seus financiadores, em clara traição ao povo que os elegeu. Somente a mobilização popular, a auto-organização pela base e a resistência organizada e unida dos de baixo poderá colocar um fim nesta tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 23:28 172 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-8652873589816307093?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/8652873589816307093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/blog-do-euler-vai-organizar-simulador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8652873589816307093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8652873589816307093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/blog-do-euler-vai-organizar-simulador.html' title='Blog do Euler vai organizar simulador paralelo para mostrar o quanto se perdeu com o novo sistema remuneratório, que burlou a Lei do Piso.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-3263387507024597527</id><published>2012-01-15T06:38:00.001-08:00</published><updated>2012-01-15T06:57:52.613-08:00</updated><title type='text'>Aécio, Anastasia e os R$4,3 bilhões‏</title><content type='html'>Recebi este e-mail e repasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aécio, Anastasia e os R$4,3 bilhões‏&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha aí pessoal, onde foi parar o dinheiro para a valorização do funcionário público, para pagar o piso salarial dos professores, para a melhoria do serviço público em Minas? Ninguém sabe, ninguém viu. Quem sabe foi para a campanha milionária para eleger o desconhecido Anastasia?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E aí, quem vai querer votar em Aécio para presidente em 2014?&lt;br /&gt;Até a revista Veja (que é uma porcaria) tá noticiando? Nessa guerra entre José Serra e Aécio Neves nós mineiros é que sairemos ganhando, pois a podridão do P$DB de MG vai vir à tona. &lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Carla&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aécio Neves no banco dos réus. Senador eleito é acusado de desviar R$ 4,3 bilhões&lt;br /&gt;Publicado em 01/12/2011 por Reinaldo&lt;br /&gt;A Promotoria de Justiça da Saúde entrou com uma ação civil pública por ato deimprobidade administrativa contra o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves e a ex-contadora geral do estado, Maria da Conceição Barros.Na ação é questionado o destino de R$ 3,5 bilhões que teriam sido declarados na lei orçamentária como dinheiro repassado à Companhia de Saneamento de MinasGerais (Copasa) para investimentos em obras de saneamento básico. De acordo com a promotora Joseli Ramos Pontes, o repasse do dinheiro não foi comprovado.Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá que explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009.&lt;br /&gt;Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um jornal de âmbito nacional.&lt;br /&gt;Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o ex-governador Aécio Neves, quanto o candidato tucano Antônio Anastasia, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado poderão ser condenados por improbidade administrativa.&lt;br /&gt;Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado não foi estancada.&lt;br /&gt;De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda, somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade. Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.&lt;br /&gt;Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados pelo MPE, também não se sabe onde foi parar esses R$ 1,017 supostamente transferidos para a Copasa em 2009.&lt;br /&gt;O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em 2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo Aécio. Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em saneamento e esgotamento sanitário.&lt;br /&gt;Os promotores Josely Ramos, Eduardo Nepomuceno e João Medeiros querem que a administração do governo de Minas e da Copasa, conduzida na gestão Aécio Neves/Anastasia, devolva ao Fundo Estadual de Saúde os R$ 3,3 bilhões que é objeto da Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e que segundo eles podem ter sido desviados da saúde pública.&lt;br /&gt;No pedido de liminar na ação, os promotores já antecipavam e solicitavam à Justiça que “seja julgado procedente o pedido, com lastro preferencial na metodologia dos cálculos apresentados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, para condenar os réus, solidariamente ou não, à devolução de todos os valores transferidos à COPASA do orçamento vinculado às ações e serviços de saúde que não foram utilizados em saneamento básico entre os anos de 2003 e 2008, totalizando R$ 3.387.063.363,00 (três bilhões, trezentos e oitenta e sete milhões, sessenta e três mil e trezentos e sessenta e três reais), a serem depositados no Fundo Estadual de Saúde.”&lt;br /&gt;Como o MPE encurralou o governo e Copasa&lt;br /&gt;Para encurralar o governo do Estado e a Copasa, o MPE se valeu de sua autonomia investigativa e requereu às duas instituições as provas que pudessem revelar como foram aplicados os recursos públicos constantes das prestações de contas do Executivo e nos demonstrativos financeiros da empresa.&lt;br /&gt;O que os promotores constataram foi outra coisa ao analisarem os pareceres das auditorias externas realizadas durante esse período: “Além disto, as empresas que realizaram auditoria externa na COPASA, durante o período de 2002 a 2008, não detectaram nos demonstrativos financeiros da empresa os recursos públicos que deveriam ser destinados a ações e serviços da saúde.”&lt;br /&gt;As discrepâncias contidas nas prestações de contas do Estado levaram os promotores a consultar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à qual a Copasa deve apresentar seus demonstrativos financeiros e balanços anuais.&lt;br /&gt;Em sua resposta à consulta, a CVM respondeu ao Ministério Público Ofício que “após análise de toda a documentação, não foram encontrados evidências da transferência de recursos da saúde pública para investimentos da COPASA, nos termos da Lei Orçamentária do Estado de Minas Gerais e na respectiva prestação de contas do Estado de Minas Gerais, conforme mencionado na consulta realizada por esta Promotoria de Justiça”.&lt;br /&gt;Na página 26 das 30 que compõem a ação, os promotores afirmam o seguinte sobre a ausência das autoridades convocadas para prestar esclarecimentos sobre o assunto:&lt;br /&gt;“Ressalte-se que a COPASA recusou-se a prestar informações ao Ministério Público sobre os fatos aqui explicitados. Notificado a comparecer na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, seu Presidente apresentou justificativa na data marcada e não compareceu.A Contadora Geral do Estado também notificada a prestar esclarecimentos, na condição de técnica que assina a Prestação de Contas, também apresentou justificativa pífia e não compareceu na data marcada. Finalmente, a Auditora Geral do Estado, que também assina as Prestações de Contas do Estado, que poderia e até deveria colaborar com a investigação, arvorou-se da condição de servidora com status de Secretário de Estado, por força de dispositivo não aplicável à espécie, contido em lei delegada estadual (sic) e não apresentou qualquer esclarecimento ao Ministério Público.”&lt;br /&gt;Fabrício Menezes – Jornalista Fonte: Blog da Renata&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-3263387507024597527?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/3263387507024597527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/aecio-anastasia-e-os-r43-bilhoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3263387507024597527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3263387507024597527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/aecio-anastasia-e-os-r43-bilhoes.html' title='Aécio, Anastasia e os R$4,3 bilhões‏'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-3401787899185324098</id><published>2012-01-12T07:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T07:58:39.553-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Reajuste de 22% para o piso salarial dos educadores não se aplicará a Minas Gerais. Afinal, estamos em outro país?"</title><content type='html'>QUINTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;Reajuste de 22% para o piso salarial dos educadores não se aplicará a Minas Gerais. Afinal, estamos em outro país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JEFcBZtutUQ/Tw8CdkUfJSI/AAAAAAAABpY/tC7oFlsJMHk/s1600/Brasil.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JEFcBZtutUQ/Tw8CdkUfJSI/AAAAAAAABpY/tC7oFlsJMHk/s400/Brasil.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696774760636032290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso se confirme o reajuste de 22% para o piso salarial nacional dos profissionais da Educação do Brasil, em janeiro de 2012, a ser anunciado pelo MEC, os educadores de Minas Gerais não serão contemplados com o novo piso. Em Minas, por conta da Lei do Subsídio aprovada a toque de caixa pelo governo e seus deputados, o reajuste dos profissionais da Educação será de apenas 5%, e em abril de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo do descompasso entre a política nacional de valorização dos educadores, instituída por lei federal e por decisão irrecorrível do STF, e a realidade específica de Minas pode ser explicada pelo descumprimento da norma legal que instituiu a Lei do Piso em 2008. A Lei Federal 11.738, que regulamentou o inciso VIII do artigo 206 da Constituição Federal, determina os seguintes pressupostos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) que o piso salarial dos profissionais do magistério é vencimento básico - e não remuneração total -, sobre o qual incidirão as gratificações e vantagens adquiridas pelo servidor da Educação. O próprio STF, questionado por cinco desgovernadores sobre a interpretação desta parte claríssima da lei, pronunciou-se em abril de 2011: "piso é salário inicial, vencimento básico, e não remuneração total";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) que o piso fosse pago integralmente - ainda que respeitada a proporcionalidade da jornada de trabalho de cada ente da federação - a partir de janeiro de 2010;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) que os estados e municípios criassem o plano de carreira ou adaptassem o plano de carreira existente, ajustando-o às normas da Lei Federal que instituiu a Lei do Piso. Ou seja, no caso de Minas, que se aplicasse a Lei do Piso na carreira existente, ao invés de destruí-la;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) que um terço da jornada de trabalho fosse dedicada às atividades extraclasse, ou seja, fora de sala de aula;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) que em janeiro de cada ano o piso seja reajustado pelo mesmo percentual do aumento anual do custo aluno ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo final, o custo aluno ano já anunciado pelo MEC é de cerca de 22%. Logo, embora o MEC e o governo Federal estejam enrolando em anunciar o novo valor do piso - e com isso dando tempo aos governos estaduais e municipais de pressionarem os deputados para alterarem a lei do piso, como já tentaram fazer em 2011 -, não restará outra medida a ser anunciada pelo MEC senão a confirmação do reajuste do piso em 22%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal reajuste colocaria o valor do piso em torno de R$ 1.450,00 para o profissional com ensino médio e jornada de trabalho de até 40 horas semanais. Em Minas Gerais, caso a lei federal fosse aplicada corretamente na tabela salarial do plano de carreira criado pelo governo do faraó e seu afilhado em 2004/2005 - e recentemente destruído pelo governo do afilhado e seus 51 deputados - o vencimento básico ficaria assim, para a carreira inicial dos professores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEBIA (professor com ensino médio): R$ 870,00; PEBIIA (professor com licenciatura curta): R$ 1.061,40; PEBIIIA (professor com licenciatura plena): R$ 1.294,90; PEBIVA (professor com especialização): R$ 1.579,79; PEBVA (professor com mestrado): R$ 1.937,24; PEBVIA (professor com doutorado): R$ 2.351,35.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre estes valores de vencimento básico incidiriam as gratificações, como pó de giz, biênios, quinquênios, trintenário, gratificação por pós graduação. Um professor com curso superior em início de carreira, por exemplo, tendo somente o pó de giz, receberia pelo menos R$ 1.553,88. Se este professor já estivesse na Letra C, seu vencimento total seria de R$ 1.648,51. Para um professor mais antigo no estado - por exemplo, com 20 anos de serviço prestado, e com 110% de gratificações, e se estivesse na Letra D -, teria direito a um salário total de R$ 3.565,73 por um cargo completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o governo de Minas não cumpriu a lei federal que instituiu o piso, e ao contrário disso, fez exatamente aquilo que era proibido fazer, os educadores do estado receberão valores bem inferiores ao que têm direito pela lei federal. No subsídio, o professor com curso superior em início de carreira receberá R$ 1.320,00 de salário total e terá um pífio reajuste de 5% em abril de 2012. Os professores mais antigos receberão em torno de 50% do valor a que teriam direito em relação ao piso corretamente aplicado na carreira. Em outro post, eu calculei aqui que as perdas anuais serão entre R$ 3.000,00 - para os novatos - a R$ 30.000,00 - para os mais antigos servidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao instituir o subsídio 1 e depois o subsídio 2, com o nome de modelo unificado de remuneração, o governo destruiu a carreira dos profissionais da Educação de Minas, confiscando as gratificações e transformando o piso em remuneração total. Ou seja, o governo somou os valores nominais das gratificações com o vencimento básico quando este estava com valores defasados, antes de se aplicar o piso, criando assim a parcela única total, e com isso descaracterizando a lei do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desta engenharia salarial confiscatória é que as gratificações enquanto percentuais sobre o vencimento básico desapareceram. Como não há vencimento básico a ser corrigido anualmente em Minas, mas remuneração total, o valor do subsídio - por ser remuneração total e não vencimento básico - fica sempre acima do valor proporcional do piso salarial. Com isso, o governo de Minas não precisará aplicar os reajustes anuais anunciados pelo MEC. Pela fórmula que burlou a lei do piso, Minas poderá ficar vários anos sem conceder um centavo de reajuste salarial e ainda assim o subsídio ficará dentro dos valores nominais do valor do piso. Pois, são dois conceitos diferentes: piso é salário inicial, enquanto subsídio é remuneração total, aquilo que o STF rejeitou. Portanto, claro está que tal fato se deve a uma manobra do governo para escapar da norma federal que instituiu a lei do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grave nisso tudo é que a lei do piso fora criada para valorizar o profissional da educação. Trata-se de uma exigência constitucional, inserida em toda a legislação federal educacional. Foi por este motivo, inclusive, que o STF considerou o piso dos educadores enquanto vencimento básico como matéria constitucional. Porque trata-se de uma política nacional voltada para a valorização dos educadores - política esta que transcende aos interesses regionais voltados para outras prioridades, como é o caso de Minas Gerais e de outros estados e municípios. O legislador - e assim entendeu o STF - compreendeu que o piso era o mecanismo concreto de viabilizar uma política nacional de valorização dos educadores. Tanto assim que a lei federal que instituiu o piso nacional inseriu o caráter de compartilhamento, cooperação, entre os entes federativos, além da fonte de financiamento do piso, para que não houvesse desculpas para não se pagar o piso aos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em Minas Gerais, quebrando o ordenamento jurídico nacional e o pacto federativo, e em clara desobediência à norma federal que instituiu a Lei do Piso, criou-se outra lei estadual, após a criação da Lei do Piso e da decisão do STF - o que constitui uma afronta aos poderes constituídos - sepultando o plano de carreira dos educadores existente, e impondo mudanças que esvaziam o conteúdo da Lei do Piso, tornando-a letra morta no estado (ou país?) de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, tal fato se deu com a aquiescência do poder legislativo mineiro, que mais uma vez se apequenou diante de sua atribuição constitucional; e também diante da omissão do Ministério Público estadual, que também deixou de cumprir o seu papel constitucional de fiscal da lei. A própria justiça, ao perceber tal desvio de conduta do poder executivo, em clara ameça ao interesse público que tem direito ao ensino de qualidade - o qual está diretamente associado à política de valorização dos educadores - igualmente tem se omitido. E para completar o quadro de descaso para com os interesses da população, o estado de Minas tem uma grande mídia que é grande em tamanho e em negócios, mas pequena em matéria de jornalismo sério, independente e em defesa da população, especialmente dos mais necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o anúncio do novo piso salarial nacional, que não tarda a acontecer - apesar da enrolação do governo federal - não se aplica a Minas Gerais, mas talvez sirva como estímulo para que a categoria não desista de lutar pelos direitos que a lei assegura. Que sejamos capazes de construir a nossa estratégia de luta, que passa por uma adequada assistência jurídica em defesa do piso e pela devolução do que nos foi tirado em 2011 (redução ilegal de salário, cortes, redução do 13º salário, pagamento de reposição menor do que o combinado), e pela mobilização da comunidade em defesa da Educação pública de qualidade, da nossa carreira, e do piso salarial a que nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:47 27 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-3401787899185324098?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/3401787899185324098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerreajuste-de-22-para-o-piso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3401787899185324098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3401787899185324098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerreajuste-de-22-para-o-piso.html' title='EULLER:&quot;Reajuste de 22% para o piso salarial dos educadores não se aplicará a Minas Gerais. Afinal, estamos em outro país?&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JEFcBZtutUQ/Tw8CdkUfJSI/AAAAAAAABpY/tC7oFlsJMHk/s72-c/Brasil.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-7119932835944139915</id><published>2012-01-10T17:47:00.002-08:00</published><updated>2012-01-10T18:02:03.735-08:00</updated><title type='text'>Bill Gates: " O que as escolas não ensinam."</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-be70Gl2Uoak/TwztlNWemFI/AAAAAAAABpM/Y5NUKFHyyh8/s1600/bill_08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-be70Gl2Uoak/TwztlNWemFI/AAAAAAAABpM/Y5NUKFHyyh8/s400/bill_08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696188852211718226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia enviou um e-mail para a Microsoft convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua surpresa, Bill Gates aceitou. Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele é o dono da Microsoft e possuiu a maior fortuna pessoal do mundo! Mas Bill foi extremamente lacônico, falou apenas durante 5 minutos, subiu em seu helicóptero e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, as 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora.  Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é.  Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração.  Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde.  Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 1: A vida não é fácil.  Acostume-se com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.  O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade.  Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.  Seu avós tinham uma palavra diferente para isso.  Eles chamavam isso de “oportunidade”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais.  Não lamente seus erros, aprenda com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora.  Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”.  Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.  Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar.  Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.  Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 9: A vida não é dividida em semestres.  Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 10: Televisão não é vida real.  Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 11: Seja legal com os CDF´s – aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas.  Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflita agora sobre as palavras do Bill e pense em como isso se enquadra no conceito de Valor e Honra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-7119932835944139915?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/7119932835944139915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/bill-gates-o-que-as-escolas-nao-ensinam_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7119932835944139915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7119932835944139915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/bill-gates-o-que-as-escolas-nao-ensinam_10.html' title='Bill Gates: &quot; O que as escolas não ensinam.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-be70Gl2Uoak/TwztlNWemFI/AAAAAAAABpM/Y5NUKFHyyh8/s72-c/bill_08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-5523156572765582225</id><published>2012-01-10T12:02:00.002-08:00</published><updated>2012-01-10T12:48:26.689-08:00</updated><title type='text'>Cidades mineiras afetadas pelas chuvas, São João del Rei já tem centenas de famílias desalojadas.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;As coisas aqui estão ficando difíceis assim como em muitos lugares de Minas e do Brasil. Há sim má vontade política de estruturar a cidade de forma a suportar a época das chuvas, assim como há culpa de todos que com o péssimo hábito de jogar lixo nas ruas, boeiros e no córrego, contribuem para piorar a situação.&lt;br /&gt;Vejam essas fotos!!!!&lt;br /&gt;Vanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ahref="http://4.bp.blogspot.com/-0gQd3aAoTpk/TwyeoxRS9JI/AAAAAAAABo0/fVNxMgEBSqg/s1600/sao%2Bj%2B%2Balagada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0gQd3aAoTpk/TwyeoxRS9JI/AAAAAAAABo0/fVNxMgEBSqg/s400/sao%2Bj%2B%2Balagada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696102051974673554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(foto de Vinícius do Axé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oiD0bFFNd-c/TwyeQ066JwI/AAAAAAAABoo/3TBqSR7aS4k/s1600/Paulo%2BH.%2BNunes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oiD0bFFNd-c/TwyeQ066JwI/AAAAAAAABoo/3TBqSR7aS4k/s400/Paulo%2BH.%2BNunes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696101640637654786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paulo Henrique Nunes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ahref="http://1.bp.blogspot.com/-6QZCy20FnEg/Twyd7MNWyFI/AAAAAAAABoc/WbqCsPzfZRQ/s1600/lucas%2Bsantos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6QZCy20FnEg/Twyd7MNWyFI/AAAAAAAABoc/WbqCsPzfZRQ/s400/lucas%2Bsantos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696101268931922002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(foto de Lucas Santos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B-IbhwFOogg/TwydmHw152I/AAAAAAAABoQ/Nc6LZGEdnXY/s1600/isabel%2Bvale.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-B-IbhwFOogg/TwydmHw152I/AAAAAAAABoQ/Nc6LZGEdnXY/s400/isabel%2Bvale.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696100906961332066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(foto de Isabel Vale)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globo Minas&lt;br /&gt;Buscarbuscar&lt;br /&gt;G1&lt;br /&gt;Telejornais&lt;br /&gt;Esporte VC no G1&lt;br /&gt;+ Regiões&lt;br /&gt;Carnaval&lt;br /&gt;10/01/2012 12h51 - Atualizado em 10/01/2012 12h53&lt;br /&gt;São João Del Rei tem cerca de 300 famílias desalojadas, diz Defesa Civil&lt;br /&gt;Cerca de 800 pessoas foram afetadas pelas chuvas no município.&lt;br /&gt;Vinte e cinco moradores estão desabrigados.&lt;br /&gt;Do G1 MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 comentários&lt;br /&gt;saiba mais&lt;br /&gt;Chega a 116 o número de cidades em situação de emergência em MG&lt;br /&gt;Prédio interditado desaba no Buritis, em Belo Horizonte, diz Defesa Civil&lt;br /&gt;Chuva em BH ultrapassa média histórica de 30 anos, diz meteorologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio das Mortes e o Córrego Linheiros transbordaram em São João Del Rei, na Região Central de Minas Gerais, e deixaram cerca de 300 famílias desalojadas, segundo a Defesa Civil municipal. O órgão informou que 800 pessoas foram afetadas pela chuva deste fim de semana, sendo que 25 estão desabrigadas. Choveu forte no município de sábado (7) até esta segunda-feira (9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Defesa Civil, três casas desabaram e uma corre risco de desabar. Não houve vítimas e as famílias desabrigadas foram encaminhadas para uma escola pública da cidade. O bairro Colônia Giarola está totalmente alagado, e mais quatro bairros estão parcialmente inundados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corpo de Bombeiros informou que, desde domingo (8), eles recebem vários chamados nas cidades de Tiradentes, Santa Cruz de Minas, além de São João Del Rei, devido as chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz e Tiradentes tiveram ruas alagadas por rios que passam pela cidade, afirmou ainda a corporação. O acesso a Tiradentes pela MG-265 foi interditado devido a alagamento na pista. A Maria Fumaça que faz trajeto entre Tiradentes e São João Del Rei não está funcionando por causa da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rodovia que dá acesso de São João Del Rei para Ritápolis, a MG-494, está bloqueada. Além delas, a MGT-383, próximo ao município de Prados, também teve o tráfego impedido por causa da inundação, segundo o Corpo de Bombeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanço&lt;br /&gt;A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais informou que as mortes pelas chuvas no estado subiram para 15 nesta segunda-feira (9). O número refere-se ao período desde outubro do ano passado, quando começaram a ser contabilizados os óbitos causados pelas enchentes e deslizamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o órgão, três pessoas estão desaparecidas, uma em Santo Antônio do Rio Abaixo, outra em União de Minas e uma em Além Paraíba. No total, 167 municípios foram atingidos pelas tempestades durante o período, afetando mais de 2,2 milhões de pessoas. Destas, 12.875 pessoas estão desalojadas e outras 1.240 estão desabrigadas. Trinta e seis pessoas ficaram feridas. Até esta terça-feira (10), 131 casas e 112 pontes foram destruídas.&lt;br /&gt;Segundo o balanço da Defesa Civil, divulgado nesta terça-feira, 116 cidades já decretaram situação de emergência em Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tópicos:&lt;br /&gt;Minas Gerais afetada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-5523156572765582225?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/5523156572765582225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/cidades-mineiras-afetadas-pelas-chuvas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5523156572765582225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5523156572765582225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/cidades-mineiras-afetadas-pelas-chuvas.html' title='Cidades mineiras afetadas pelas chuvas, São João del Rei já tem centenas de famílias desalojadas.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0gQd3aAoTpk/TwyeoxRS9JI/AAAAAAAABo0/fVNxMgEBSqg/s72-c/sao%2Bj%2B%2Balagada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-7387645680749821340</id><published>2012-01-09T07:39:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T07:41:03.044-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Se houvesse a federalização, os recursos do FUNDEB em 2012 dariam para pagar R$ 3.000,00 de salário para os professores de todo o Brasil."</title><content type='html'>SEGUNDA-FEIRA, 9 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;Se houvesse a federalização, os recursos do FUNDEB em 2012 dariam para pagar R$ 3.000,00 de salário para os professores de todo o Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As elites brasileiras não querem que a Educação pública no ensino básico funcione a contento. Por isso aplicam golpes, calotes, confiscos, ao invés de buscarem reais soluções para os problemas da Educação básica, sendo o da valorização do profissional da Educação o principal deles. O piso salarial nacional, por exemplo, criado para cumprir essa função determinada pela Carta Magna - a de valorizar o educador - tem surtido efeito inverso, como acontece em Minas Gerais - mas não somente -, onde o governo, para não cumprir a lei federal, alterou a lei estadual, esvaziando a essência da Lei do Piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A par desta realidade dramática, ficamos sabendo, através do site do MEC, que em 2012 a receita do FUNDEB será de R$ 114 bilhões de reais. O FUNDEB, como já explicamos aqui, é um fundo contábil que recebe repasses constitucionais dos impostos dos municípios e estados e a complementação da União. Cada ente federado administra o "seu" FUNDEB praticamente ao bel prazer, já que não existem mecanismos sérios de fiscalização e controle, o que provoca geralmente desvios, má utilização, inchaço da folha de pagamento, etc. E com isso, os grandes prejudicados são os profissionais da Educação e a população brasileira, que necessita e tem direito a um ensino público de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, bastaria uma conta rápida para percebermos o quanto os recursos da Educação existem, mas são investidos de forma inadequada, em função deste sistema descentralizado de gestão do FUNDEB. No Brasil existem cerca de 3 milhões de profissionais da Educação na ativa, sendo que dois terços destes são professores. Façamos então uma conta simples: R$ 114 bilhões (recursos totais do FUNDEB) divididos para 3 milhões de educadores, dá uma média de R$ 38.000,00 por ano para cada profissional da Educação. Este valor dividido por 13,33 (13 salários mais o terço de férias) resulta em R$ 2.850,00 mensalmente por educador. Mas, se considerarmos que boa parte dos profissionais é composta por servidores com ensino médio e salários mais baixos do que os cargos com exigência de ensino superior - além das diferentes situações funcionais - veremos que, com os recursos do FUNDEB seria possível pagar pelo menos R$ 3.000,00 por professor por cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que fosse necessário uma pequena complementação extra do governo federal, para as poucas realidades onde os salários tenham atingido patamares maiores, seria possível iniciar assim uma real política de valorização profissional dos educadores. Se houvesse de fato interesse e disposição política para tal. E vocês podem perguntar: e por que então os recursos do FUNDEB, distribuídos de forma descentralizada, são insuficientes? Uma primeira resposta pode ser a de que existem realidades diferentes, com estados ricos arrecadando mais que estados ou municípios pobres. Isso, contudo, só justifica a necessidade de um controle nacional destes recursos, para a sua distribuição com os mesmos critérios. Mas, há outras respostas para a dúvida levantada. Uma delas, é a má gestão dos recursos por prefeitos e governadores, que lançam mão das verbas do FUNDEB para bancar coisas que fogem à natureza deste fundo. Por exemplo: pagar pessoal que não é da Educação com recursos do FUNDEB; ou pagar pessoal da Educação que já esteja aposentado, os quais devem receber sua merecida aposentadoria - com valores equivalentes aos do pessoal da ativa - com recursos do tesouro do estado, caso a previdência não detenha tal recurso, mas não do FUNDEB; além de desvios com contratações de serviços e obras superfaturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os recursos do FUNDEB fossem administrados por uma secretaria nacional, que ficasse responsável pela remuneração de uma folha federalizada dos profissionais da Educação, seguramente a história seria outra. Acabaria a politicagem de estados e municípios em manusear a folha e a contratação para atender a interesses de caixa, ou de políticos regionais; seria possível estabelecer uma política nacional de fato, com a real aplicação do piso salarial nacional e um plano de carreira nacional, com a devida valorização dos profissionais. E até mesmo a remoção entre profissionais de distintas redes em qualquer parte do país poderia ser pensada. Além, é claro, de uma política séria de formação continuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso acontece porque as elites dominantes não têm interesse que o estado cumpra o seu papel constitucional, de oferecer um ensino público de qualidade para todos, especialmente para a maioria da população de baixa renda, que necessita e tem direito a este ensino de qualidade. Ao não remunerar dignamente o educador, não valorizar o profissional da Educação, os governantes apostam no sucateamento do ensino público, abrindo e ampliando os espaços para a crescente privatização do ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto isso, o que assistimos em todo o Brasil? Os estados e municípios desenvolvendo políticas de choque de gestão, sinônimo de choque de confisco salarial dos educadores, recusando-se até mesmo a pagar o rebaixado valor do piso salarial nacional. É o triste retrato de um país cujos governantes e parlamentares e juízes e promotores públicos demonstram, com raras e honrosas exceções, pouco respeito para com os interesses públicos dos de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim caminha o Brasil: de um lado, a propaganda de um valor pomposo para o FUNDEB de 2012 de R$ 114 bilhões, o qual, aritmeticamente falando, daria para proporcionar R$ 3.000,00 mensais para cada professor por cada cargo; de outro lado, a realidade nua e crua dos governos estaduais e municipais burlando a lei do piso e pagando a metade ou menos do valor a que os educadores fazem jus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os profissionais da Educação, os pais de alunos e os estudantes reflitam sobre essa realidade e lutem para mudá-la. Esta mesma realidade, que está presente também muito provavelmente na Saúde pública, ou nos recursos que os políticos arrecadam durante as enchentes - e depois deixam de usá-los corretamente -, entre outros. O que não podemos é assistir a tudo isso calados, sem nada fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Gilvander:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanço da Reforma Agrária em 2011 feito pela CPT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam balanço da reforma agrária em 2011, realizado pela equipe da CPT do nordeste, objetivo e claro. 05/01/2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início de 2011 foi marcado pela perspectiva de que o governo da Presidenta Dilma pudesse percorrer o caminho para superar os desafios e impasses históricos da Reforma Agrária no Brasil. Com o apoio da maioria no Congresso Nacional, a nova Presidenta teria, nesse campo estratégico, condições políticas para impulsionar um processo de Reforma Agrária, o que nunca foi feito no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessas legítimas expectativas, o que se configurou na prática foi que o Estado brasileiro direcionou toda a sua energia para garantir o avanço de um modelo ultrapassado de desenvolvimento para o país, com um perfil concentrador de renda, prejudicial ao meio-ambiente e às populações tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, as diretrizes política e econômica do governo são as mesmas do grande capital. Como consequência desta opção, os maiores impactados foram os trabalhadores e trabalhadoras rurais, as comunidades tradicionais, indígenas, posseiros, ribeirinhos, toda a diversidade de povos que vivem no campo brasileiro e a mãe Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, isso reflete uma violência e o abandono do povo excluído. Do outro, tem provocado um momento de retomada de mobilizações e independência dos pequenos, frente à traição de quem julgavam ser aliados. Essa importante retomada vem acontecendo em toda América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a obsessão do Governo da Presidenta Dilma pela implantação de grandes projetos e pela produção ilimitada de commodities tem levado as populações tradicionais, indígenas e camponeses a retomarem seus originais métodos de protesto. Exemplo emblemático disto é o debate em torno da Hidroelétrica de Belo Monte e do Código Florestal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reforma Agrária agoniza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números da Reforma Agrária deste governo, em relação às famílias assentadas, foram ainda piores do que o primeiro ano do governo anterior. Em 2011, somente 6.072 famílias foram assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O número é pífio e insignificante diante da quantidade de famílias acampadas que se encontram do outro lado das cercas do latifúndio do agronegócio. De acordo com estimativas do próprio Incra, existem aproximadamente 180 mil famílias debaixo da lona preta em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o número insignificante de desapropriações. Do outro, um imenso contingente de famílias sem terras. Esta realidade se choca com outra: a da grande disponibilidade de terras improdutivas e devolutas no país. Os dados oficiais mostram que mais de dois terços das propriedades de grande e médio porte não cumprem com sua função social. Terras improdutivas, assim como as devolutas, deveriam ser destinadas imediatamente para fins de Reforma Agrária, no entanto já possuem um destino definido: o agro-hidronegócio e os projetos de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nas áreas de assentamentos, continuou faltando política de Estado. Neste cenário de total ausência de incentivo à agricultura camponesa, muitas famílias foram mantidas à mercê do capital, de seus interesses e de seus instrumentos de controle e de exploração. Nas regiões de monocultivo da cana-de-açúcar, por exemplo, as Usinas ocupam o vácuo deixado pelo Estado e se apropriam do território camponês, oferecendo financiamento, infraestrutura e assistência técnica às famílias, tornando-as reféns da lógica definida pelo modelo de produção do agronegócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o Governo não mediu esforços para garantir o avanço do agronegócio e do latifúndio, principalmente sob áreas tradicionalmente ocupadas por camponeses e camponesas. Um dos exemplos mais marcantes aconteceu em maio, quando a presidenta Dilma assinou de uma única vez, o decreto de desapropriação de quase 14 mil hectares na Chapada do Apodí/RN, para implantação do Projeto de irrigação que beneficiará meia dúzia de empresas do agronegócio. Em consequência, serão atingidos e prejudicados milhares de pequenos agricultores que desenvolvem experiências de convivência com o semiárido, reconhecidas internacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso que Lula, em seus últimos anos de governo, não tenha chegado a desapropriar 14 mil hectares para a Reforma Agrária no RN e que Dilma, muito provavelmente, não desaproprie 14 mil hectares para essa finalidade em todo o seu governo. Entretanto, logo no seu primeiro ano de mandato, ela já desapropriou essa grande quantidade de terras para atender ao agronegócio. Além deste caso, vimos também a desapropriação de cerca de 8 mil hectares na região de Assú, também no RN, para a Zona de Processamento de Exportação (ZPEs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os Povos indígenas e quilombolas que travam no dia-a-dia um embate pelo direito a terra, enfrentando a chegada do agronegócio e dos projetos governamentais, não há o que comemorar em 2011. Foram homologadas apenas três terras indígenas, sendo duas no estado do Amazonas e uma no Pará. O Governo não se sensibilizou nem com a situação dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, em especial os Kaiowá e Guarani, que vivem em conflito com fazendeiros e usineiros da região. Nenhuma ação foi feita para homologação das terras neste estado. No caso das populações descendentes de Zumbi dos Palmares, fora a desapropriação do território da comunidade de Brejo dos Crioulos, em Minas Gerais, poucos foram os resultados conseguidos frente às reivindicações e resistências das 3,5 mil comunidades quilombolas existentes no Brasil. De todas, apenas 6% tem a titulação de suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em 2011 foi dada a concessão, pelo Ibama, da licença de instalação para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), o que possibilitou o início das construções na região. Belo Monte é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a primeira de inúmeras usinas a ser instalada na região Amazônica para beneficiar as grandes mineradoras, devastar a floresta e acabar com a forma de viver dos índios. Com ela, expande-se sobre a floresta o modelo de exploração e degradação planejado há 50 anos pelo grande capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contramão do que reivindicam as populações tradicionais e os sem terras, o Governo ainda anunciou uma redução do orçamento da Reforma Agrária para 2012. De acordo com o projeto de lei orçamentária previsto para o ano de 2012, as ações de obtenção de terras terão uma drástica redução de 28% em relação a 2011 e de 31,2% em relação a 2010. Além disso, a assistência técnica, já inviabilizada pelo Governo nos anos anteriores, ainda sofrerá uma redução de 30% em relação a 2010. Para a implantação de infraestrutura, o orçamento prevê uma perda de 8% em relação a 2011. Já a área da educação sofreu uma perda de quase R$ 55 milhões em comparação a 2009, correspondendo a uma redução de 63% de seu orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Retrocesso continuou também na lei. O ano de 2011 se encerra com mais uma vitória da Bancada Ruralista. A aprovação do Código Florestal no Congresso Nacional ultrapassou as expectativas dos aliados da motoserra no Governo. Com retrocessos históricos, o Código prevê, entre outros exemplos gritantes, a anistia aos desmatadores anteriormente a julho de 2008, no que diz respeito ao dever de recuperação ambiental. Posição esta, aquém do entendimento consolidado até então pelo conservador Poder Judiciário brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, a Lei complementar de nº 140, no que se refere à gestão ambiental, foi sancionada pela presidenta Dilma no final do ano, sem alardes. Com a aprovação da lei complementar, as competências de gestão ambiental ficam diluídas nos Estados e nos Municípios, que são muito mais vulneráveis a pressões políticas e empresariais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova ameaça de retrocesso em curso é o lobby para um novo Código Mineral, que vem sendo redigido no Governo e no Congresso Nacional, sem o debate e sem a participação da sociedade e das populações diretamente interessadas e que serão atingidas, em sua grande maioria comunidades tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, avançam os grandes projetos de forma truculenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, obras impactantes como a Transposição do Rio São Francisco, a Transnordestina, projetos de mineração, construções de BR's, a especulação imobiliária, obras da Copa, Porto de Suape, a construção da Hidrelétrica de Belo Monte e do Rio Madeira, barragens, além de outros mega-projetos, foram um dos principais causadores de conflitos agrários no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia da gravidade desses efeitos sobre as populações tradicionais, no período de janeiro a setembro de 2011, registramos um total de 17 assassinatos de trabalhadores no campo. Destes assassinatos, pelo menos 8 têm ligações com a defesa do meio ambiente, 04 estão relacionados com as comunidades originárias ou tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Alagoas, ocorreu o avanço do projeto de plantação de Eucalipto por parte do Grupo Suzano, especializado na fabricação de papel e celulose. O Grupo reivindica uma área de 30 mil hectares para viabilizar o investimento. O Governo do Estado já sinalizou positivamente e já tem mapeadas as terras que serão destinadas para a plantação do monocultivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Paraíba, outro fato emblemático foi o apoio incondicional do Governo para a implementação de uma Fábrica de Cimentos da Empresa Elizabeth em uma área de assentamento no litoral sul do Estado. A área que será ocupada pela Empresa também é reivindicada pelo povo indígena Tabajara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, a Transnordestina atingiu as comunidades camponesas por onde tem passado, desde o Sertão, como o caso do município de Betânia até a Zona da Mata, como as famílias de Fleixeiras, no município de Escada, que resistiram bravamente ao despejo que daria lugar aos trilhos da Ferrovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutas e Resistência Camponesa em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os camponeses e as camponesas continuam lutando pela Reforma Agrária e resistindo ao avanço do latifúndio e do agronegócio. Mesmo diante de todas as dificuldades impostas pelo Estado e pelo agronegócio, estes camponeses teimam em reescrever a história. Das 789.542 famílias assentadas nos últimos dez anos, 87% permanecem resistindo e produzindo no campo, sem qualquer tipo de incentivo governamental para a agricultura camponesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da diminuição das ocorrências das ocupações e acampamentos em 2011, aumentou o número de famílias envolvidas nestes conflitos de luta pela terra. Este ano, de acordo com os dados parciais da CPT, foram 245.420 pessoas envolvidas no período de janeiro a setembro de 2011, enquanto que no mesmo período de 2010, foram 234.150 pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registramos em 2011 mais de 350 mobilizações no país, protagonizadas pelos povos do campo. É como se em cada um dos 365 dias do ano, camponeses e camponesas organizados se mobilizassem em defesa da Reforma Agrária, dos direitos dos povos do campo e pelos territórios dos povos originários e de uso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas grandes mobilizações marcaram este ano que se encerra. Em agosto, cerca de 70 mil mulheres camponesas ocuparam as ruas de Brasília, reivindicando seus direitos, durante a Marcha das Margaridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo mês, mais de 4 mil trabalhadores rurais sem terra ligados à Via Campesina montaram acampamento na capital federal, exigindo do Governo o compromisso com a Reforma Agrária. Por sua vez, “Aperte a Mão de Quem te Alimenta”, foi o nome da marcha realizada pelo MLST, de Goiânia até Brasília, e que explicitou a importância da produção agroecológica e da criação de assentamentos para garantir alimentos saudáveis, sem utilização de agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, cerca de 15 mil pessoas foram as ruas em Juazeiro e em Petrolina protestar contra a proposta do Governo de construir cisternas de PVC, que vai contra toda a metodologia de relação com o semiárido, construída pelas populações ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra, os quilombolas e indígenas também estiveram firmes em suas manifestações em 2011. Durante o mês de maio, os povos indígenas realizaram uma de suas maiores mobilizações, o acampamento Terra Livre, realizado em Brasília e que reuniu centenas de indígenas de mais de 230 povos de todo o país para apresentar suas principais reivindicações. Já no início de novembro, mais de dois mil quilombolas estiveram reunidos em Brasília, quando ocuparam pela primeira vez o Palácio do Planalto durante a Marcha Nacional em Defesa dos Direitos dos Quilombolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2012: Marcharemos na Luta pela Reforma Agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do Estado brasileiro e de seus governantes condenarem a Reforma Agrária à morte, ela segue a cada dia pulsando com mais intensidade nas veias dos camponeses e das camponesas, como se ouvissem os ecos do compromisso de Elizabete Teixeira, na ocasião do sepultamento do seu companheiro: "Continuarei a tua luta". Este é o chamado que ecoa para aqueles e aquelas que acreditam e lutam em defesa da vida, da vida plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vim para que todos tenham Vida e Vida em abundância.” (João 10:10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Pastoral da Terra - Nordeste II – dia 5 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.&lt;br /&gt;e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br&lt;br /&gt;www.gilvander.org.br&lt;br /&gt;www.twitter.com/gilvanderluis&lt;br /&gt;Facebook: gilvander.moreira&lt;br /&gt;skype: gilvander.moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 02:20 14 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;br /&gt;BlogThis!&lt;br /&gt;Compartilhar no Twitter&lt;br /&gt;Compartilhar no Facebook&lt;br /&gt;Compartilhar no Orkut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-7387645680749821340?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/7387645680749821340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerse-houvesse-federalizacao-os_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7387645680749821340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7387645680749821340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerse-houvesse-federalizacao-os_09.html' title='EULLER:&quot;Se houvesse a federalização, os recursos do FUNDEB em 2012 dariam para pagar R$ 3.000,00 de salário para os professores de todo o Brasil.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-167688080095515323</id><published>2012-01-07T22:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T19:45:20.682-08:00</updated><title type='text'>CONTO:" AMOR", DE CLARICE LISPECTOR e interpretações variadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6nHQLcrf2QQ/Twk1Bh7yL4I/AAAAAAAABnY/CHiU2jnAKW0/s1600/clispector.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6nHQLcrf2QQ/Twk1Bh7yL4I/AAAAAAAABnY/CHiU2jnAKW0/s400/clispector.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695141504191967106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranqüilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto — ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranqüila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão — Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava — o bonde estacou, os passageiros olharam assustados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão — e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e as pessoas assustavam-na com o vigor que possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com um rosto. Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados entrelaçavam os dedos sorrindo... E o cego? Ana caíra numa bondade extremamente dolorosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Um movimento leve e íntimo a sobressaltou — voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus pêlos eram macios. Em novo andar silencioso, desapareceu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ao mesmo tempo que imaginário — era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega — era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria — e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto. Protegia-se tremula. Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora criado — amava com nojo. Do mesmo modo como sempre fora fascinada pelas ostras, com aquele vago sentimento de asco que a aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como se soubesse de um mal — o cego ou o belo Jardim Botânico? — agarrava-se a ele, a quem queria acima de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se seguisse o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela precisava deles... Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais recebera. Q sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda presos na rede. De que tinha vergonha?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Já não sabia se estava do lado do cego ou das espessas plantas. O homem pouco a pouco se distanciara e em tortura ela parecia ter passado para o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Botânico, tranqüilo e alto, lhe revelava. Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo — e que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê. A vida do Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o jantar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino da escola, longe e constante. O pequeno horror da poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para mudar a água - havia o horror da flor se entregando lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As gotas d'água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava bom. Também suas crianças ficaram acordadas, brincando no tapete com as outras. Era verão, seria inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida e ria suavemente com os outros. Depois do jantar, enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois, quando todos foram embora e as crianças já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que olhava pela janela. A cidade estava adormecida e quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia entre os frutos do Jardim Botânico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria pegado em toda a casa! pensou correndo para a cozinha e deparando com o seu marido diante do café derramado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; — O que foi?! gritou vibrando toda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ele se assustou com o medo da mulher. E de repente riu entendendo: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; — Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele parecia cansado, com olheiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido afago.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; — Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse ela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; — Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar um estouro, respondeu ele sorrindo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de tarde alguma coisa tranqüila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Acabara-se a vertigem de bondade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto extraído no livro “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998, pág. 19, incluído entre “Os cem melhores contos brasileiros do século”, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, seleção de Ítalo Moriconi.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector: tudo sobre a autora e sua obra em "Biografias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÁLISES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Análise filosófica sobre o conto Amor, de Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O conto&lt;br /&gt;2. O ser-idiota&lt;br /&gt;3. O medo de pensar&lt;br /&gt;4. O thaumazein do amor&lt;br /&gt;5. O ovo e a galinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1. O conto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é uma narrativa de Clarice Lispector que cujo centro é uma mulher comum, Ana, casada, com os filhos crescendo. A vida era normal, "os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Ana era rotineira e feliz em seu apartamento no nono andar, costurava para os meninos, recebia o marido de volta em casa todas as tardes e os movéis empoeirados todas as manhãs "como se voltassem arrependidos". Um dia, foi às compras e, depois, cansada, subiu no bonde para voltar à casa. Recostou-se no banco, procurando conforto, num suspiro de meia satisfação. Revê sua vida: plácida, sem tempestades, tudo no lugar. Com o saco de tricô que ela mesma tecera ao colo, cheio de ovos frescos, Ana é apenas uma mulher que vai às compras. Mas vê, com o bonde parado, um cego que, tateando, no escuro de si mesmo, as mãos estendidas para a frente, sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, Ana tem sua epifania, revelação da vida. Descontrolada emocionalmente, perde o ponto onde deveria descer. Desce no Jardim Botânico e lá permanece, com a alma em estado de sobrelevação, por toda a tarde, até que anoiteça e se veja sozinha. Grita para que abram o portão e arfante chega à casa, onde faz um jantar às pressas para a família. Durante o jantar, não presta atenção a nada, a vida está modificada, o homem mascando chiclete, a cegueira e a vida, a certeza de que a humanidade sofre. Aperta o filho a ponto de assustá-lo e, quando todos se vão, diante do espelho, ouve o fogão dar um estouro. Era um defeito do fogão, mas que a traz de volta para a vida cotidiana. Abraça o marido, diz que não quer que ele sofra (ela mesma estava sofrendo por ter descoberto o mundo). Ele ri, e ela, antes de dormir, sopra a flama do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O ser-idiota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filósofa Hannah Arendt afirmou que "uma vida vivida na privatividade do que é próprio ao indivíduo (idion), à parte do mundo comum, é 'idiota' por definição"[1] e "para o indivíduo, viver uma vida inteiramente privada significa, acima de tudo, ser destituído de coisas essenciais à vida verdadeiramente humana: ser privado da realidade"[2]. Portanto, se, no fundo, "Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas" e "fazia obscurantemente parte das raízes negras e suaves do mundo", alimentando "anonimamente a vida", Ana era idiota por definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alude-se, aqui, à metáfora da árvore cujas raízes representam a vida obscura e anônima de Ana, que entretanto é o sustentáculo da sobrevivência daquilo que se vê de árvore em plena luz, a vida pública. Em meio à crise, que pôs em xeque seu idiotismo, Ana sente o Jardim [Botânico] ser tão bonito a ponto de ter "medo do inferno" e é bem provável que essa sensação esteja conectada ao suplício de uma vida privada e subterrânea. Sua casa fica no nono andar e o nono círculo do Inferno, segundo a Divina Comédia de Dante Alighieri, é o último e mais subterrâneo de todos os círculos infernais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O medo de pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa pensar? "A característica principal do pensamento é interromper toda ação, todas as atividades habituais, sejam elas quais forem"[3]. Valéry resume bem essa idéia ao dizer "tantôt je suis, tantôt je pense"[4]. Sem ser platônico, poderíamos de fato dizer que há dois mundos: o do pensamento e o das atividades habituais do cotidiano. É a faculdade de pensar o meio pelo qual o homem voluntariamente se retira desse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sossego, o vazio do mundo, parece ser a melhor condição material para que se realize o pensamento, pois facilmente a atividade de pensar pode ser turbada pelas ocupações habituais que o cotidiano exige. Numa existência cheia de ocupações cotidianas, dificilmente haverá tempo de "parar para pensar". É o caso de Ana, que tinha tanto medo de pensar que "sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kant define a maioridade como a capacidade de pensar por si mesmo, algo de que todo ser humano é capaz quando atinge a idade da razão na adolescência. Maioridade é luz - a razão ilumina, clareia - e luz revela novidade (nova-idade). A menoridade de um adulto mentalmente sadio é uma menoridade culpada porque é resultado de uma escolha do próprio adulto em ignorar o thaumazein (espanto) ou buscar a resposta em terceiros. Ana, que "não sentia ternura pelo próprio espanto", vivia numa menoridade culpada até o dia em que não resistiu ao thaumazein do amor e passou a pensar como seria a vida a partir daquele dia: A nova-idade trazida por essa iluminação revela-se na indagação: "Quantos anos levaria até envelhecer de novo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O thaumazein do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice, no conto O ovo e a galinha, assim define o amor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque o amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que se voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter. Inclusive amor é a desilusão do que pensava que era amor."[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de amor enquanto perda é recorrente no cristianismo, no platonismo e na literatura. Deus amou o mundo de tal maneira que perdeu seu filho unigênito para esse mesmo mundo. Jesus amou o mundo perdendo a si mesmo, doando sua própria carne para que fosse compartilhada pelos homens (comunhão). Em Camões, é "um cuidar que ganha em se perder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho do amor é proporcional ao tamanho da perda de si. Quem se perde inteiramente evidentemente morre, mas ama além de si mesmo, como diz Vinícius no Soneto do Amor Total: "É que um dia em teu corpo de repente / Hei de morrer e de amar mais do que pude." No mito dos seres esféricos de Platão, sugere-se que o amor-a-dois deve representar a perda da metade de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana é tomada de amor na medida em que lhe ocorrem perdas: ela perde o sentido normal do tato e a rede de tricô fica "áspera entre seus dedos"; perde o sentido de haver um lar no mundo, pois este se mostra mais "hostil" e "perecível", chegando a sentir-se "expulsa de seus próprios dias"; perde o senso de orientação a ponto de segurar-se no banco da frente "como se pudesse cair do bonde"; perde o ponto em que deveria descer; perde a noção de tempo que ficou no Jardim e chega a sentir-se "banida" para o lado dos que "lhe haviam ferido os olhos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto, junto do conceito de amor como perda, está o conceito de piedade rousseauniana. Em Rousseau, a piedade é definida como capacidade do homem em "temperar o ardor que sente por seu bem-estar por meio de uma repugnância inata ao ver o semelhante sofrer"[6]. O amor piedoso é paradoxal, pois a doçura de estar amando, de sentir-se leve por se haver perdido, mistura-se à repugnância ao sofrimento alheio. O sofrimento que Ana sente pelo cego que "mascava chicles na escuridão"[7] e pelo Jardim Botânico que "apodrecia" opera nela o paradoxo do amor piedoso: ela sente uma "náusea doce", nojo e fascínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho do amor de Ana era imenso. A perda de si foi completa. O assassinato foi profundo. Seu grande amor, sua "piedade de leão", a fez apertar seu filho com tanta força contra si que o assustou. A grandeza de Ana era tanta que "qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças"; sua misericórdia era violenta. Ela amava muito, mas isso não a faria uma santa, pois um santo é tudo menos violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O ovo e a galinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A galinha é o disfarce do ovo. Para que o ovo atravesse os tempos, a galinha existe. Mãe é para isso."[8] Em Clarice, não há como evitar a associação entre as figuras da mãe e da galinha: Figuras que, articuladas em torno da questão do amor, fazem-nos supor que a rapidez com que Ana retorna às suas atividades habituais, ao assustar-se com o estouro do fogão, tenha a ver com o mal da galinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo susto da galinha é porque estão sempre interrompendo o seu devaneio. A galinha é um grande sono - a galinha sofre de um mal desconhecido. O mal desconhecido da galinha é o ovo - ela não sabe explicar: 'sei que o erro está em mim mesma', ela chama de erro a sua vida, 'não sei mais o que sinto', etc.(...) Para a galinha não há jeito: está na sua condição não servir a si própria. Sendo, porém, o seu destino mais importante que ela, e sendo o seu destino o ovo, a sua vida pessoal não nos interessa."[9]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. por Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense, 1991.&lt;br /&gt;______________. A Dignidade da Política: Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1993. p. 149.&lt;br /&gt;LISPECTOR, Clarice. Amor. In: Laços de família. Rio de Janeiro: Nova Fronteira 1998. p. 19-33.&lt;br /&gt;_________________. Medo da Eternidade. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 446-8.&lt;br /&gt;_________________. O ovo e a galinha. In: Felicidade clandestina; contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 51.&lt;br /&gt;ROUSSEAU, Jean-Jacques. Os Pensadores. Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens. São Paulo, Nova Cultural, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Hannah Arendt. A condição Humana, p. 47&lt;br /&gt;[2] Ibidem, p. 68.&lt;br /&gt;[3] Hannah Arendt. A Dignidade da Política: Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1993. p. 149.&lt;br /&gt;[4] Do francês: "ora sou, ora penso".&lt;br /&gt;[5] Clarice Lispector. O ovo e a galinha. In.: Felicidade clandestina; contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 55.&lt;br /&gt;[6] Jean-Jacques Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. p. 157-8.&lt;br /&gt;[7] Em Clarice, o ato de mascar chicletes está associado ao sofrimento de quem está condenado a fazer a mesma coisa por toda uma eternidade: "a vantagem de ser uma bala eterna me enchia de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito" (Clarice Lispector. Medo da eternidade. In:. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 448)&lt;br /&gt;[8] Clarice Lispector. O ovo e a galinha. In.: Felicidade clandestina; contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 51&lt;br /&gt;[9] Ibidem. p. 53&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(c) 2002  Israel de Alexandria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-PALAVRAS-CHAVE&lt;br /&gt;Literatura; mulher; Amor; Clarice Lispector.&lt;br /&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? E que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;(Clarice Lispector, "Amor" in. Laços de Família, 1998. p. 26-27)&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;O conto Amor de Clarice Lispector publicado no ano de 1982 presente na obra Laços de Família apresenta uma temática voltada para as questões existenciais, em que a personagem protagonista Ana, em um determinado momento da sua vida cotidiana demonstra uma extrema insatisfação com a realidade a sua volta.&lt;br /&gt;A partir dos estudos sobre a literatura feminina e a história da mulher na sociedade ao longo dos tempos. Procuraremos analisar a personagem Ana segundo o que algumas autoras, como Rita Terezinha Schmidt e Maria Consuelo Cunha Campos defendem a cerca da mulher na literatura.&lt;br /&gt;Clarice Lispector pode ser vista como uma das grandes motivadoras na narrativa de autoria feminina, que começa a se expandir no universo cultural brasileiro, apresentando características inovadoras em termos de linguagem e de perspectivas. Conhecida por sua complexa subjetividade e seus questionamentos do mundo externo sob o interno, nos proporciona uma leitura, em seu conto Amor, da tomada de consciência de mundo da personagem protagonista. Por a isso, enxergamos na personagem Ana a figura de um ser humano com aspectos psicológicos incomuns, em conflito consigo mesma e tudo que representa para a sua família e a sociedade.&lt;br /&gt;A análise da personagem Ana, nos proporciona um maior entendimento das questões existenciais, por se tratarem de monólogos interiores da personagem que acontecem e se combinam num estilo indireto livre até por fim se encontrarem em toda obra. No qual teremos uma redução dos vários universos pessoais às correntes de consciência. A obra da autora sublinha a precariedade e o nomadismo da consciência da existência entre as alegrias e as agonias do ser.&lt;br /&gt;Os teóricos de base utilizados para a elaboração deste artigo foram: SCHMIDT, 1995; CAMPOS, 1992.&lt;br /&gt;LITERATURA E GÊNERO&lt;br /&gt;Maria Consuelo Cunha Campos, em seu texto sobre o gênero na literatura, fala dos papéis masculinos e femininos na sociedade. Os papéis sociais dos sexos estão culturalmente determinados, como se sabe o sistema gênero-sexo enquanto constituição simbólica sócio-histórica organizada socialmente é vivenciada simbolicamente, por meio da interpretação das diferenças dos sexos, a identidade incorporada no modo de ser e de vivenciar o corpo.&lt;br /&gt;[...] na relação masculino e feminino, a opressão e exploração deste último pelo primeiro: a história das sociedades até agora existentes constituiria uma história da subordinação das mulheres pelos homens em base aos sistemas gênero-sexo que culturalmente produziram. Donde não se tratar de pura diferença, mas sim de diferença hierarquizada em vista de poder. (CAMPOS, Maria Consuelo Cunha. Gênero. In Palavras da crítica. Rio de janeiro: Imago Ed., 1992.p. 111-112).&lt;br /&gt;Conforme a história, os sistemas gênero-sexo revelam a subordinação das mulheres pelos homens em base culturalmente estabelecida. Biologicamente a diferença dos sexos é marca da alteridade que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos e que a existência do "eu - individual" só é permitida mediante um contato com o outro.&lt;br /&gt;A ginocrítica, ciência que faz um estudo feminista da escrita da mulher, afirma que essa escrita é marcada pelo sexo. Sendo assim, acredita-se que através da desnaturalização e desideologização da opressão sofrida pela mulher, há o predomínio de valores culturais patriarcais na literatura produzida pela mulher.&lt;br /&gt;A crítica feminista condena o desprezo pela contribuição da mulher na literatura, ou seja, o desprezo de determinadas escritoras, a exclusão devido a predominância masculina amparada pela ideologia sexista que apóia os valores referentes ao papel tradicional da mulher. Além disso, denuncia a predominância do androcentrismo, o masculino como referência, o cânon literário marcado pela inferiorização feminina.&lt;br /&gt;[...] na crítica feminista, ocorre a denúncia da perspectiva androcêntrica que, estatuindo o ponto de vista masculino como a referência, fazia redundar o cânon literário num jogo de cartas não menos previamente marcadas, pela inferiorização feminina prévia. (idem, p. 118)&lt;br /&gt;Conforme a história mostra, existiram três fases da mulher na literatura, a primeira marcada pela mulher imitando a escrita masculina, adotando pseudônimos, vestuários e padrão de conduta masculino. A segunda marcada pela mulher lutando pelo seu direito, nessa fase a escrita da mulher se torna uma escrita de protesto em face de exclusão e rebaixamento sofrido.&lt;br /&gt;E a última fase denota uma escrita marcada pela conscientização, a partir dos anos 60 da auto-afirmação da escrita-mulher, nessa fase a escrita é caracterizada pela diferença em relação ao homem, pois como a vivência da mulher é diferente a vivência do homem o seu discurso conseqüentemente se torna diferente, desse modo a escrita feminina difere da masculina.&lt;br /&gt;Enfim, a conscientização feminina ocorre quando a mulher, por meio da análise de sua vida íntima e de seu comportamento frente à cultura a que está inserida, toma consciência do seu papel na sociedade. A problemática das relações de gênero como um conjunto de relações sociais sustenta a idéia de ambos, homem e mulher estarem inter-relacionados e presos ao gênero. Assim, nas sociedades ocidentais contemporâneas os sistemas gênero-sexo têm sido utilizados conceitualmente de acordo com o sistema de dominação.&lt;br /&gt;Desse modo, Rita Terezinha Schmidt, vem acrescentar que de um modo geral a negação da mulher como sujeito do discurso no contexto da literatura brasileira até a década de 70, levou a escritoras como Raquel de Queiroz, Cecília Meireles e Clarice Lispector a contradizer por parte de suas obras críticas, a tradição estética de base que excluiu a mulher da produção artística, dando lugar unicamente ao homem, alegando ser a arte um dom essencialmente masculino.&lt;br /&gt;Com a mulher exercendo o papel secundário da reprodução, a diferença da experiência feminina foi neutralizada e sua representação reduzida de importância por não atingir ao patamar de "excelência" exigido pela crítica literária da época. Sendo assim, a experiência feminina na literatura, foi marcada pela exclusão e desvalorização do seu discurso.&lt;br /&gt;Porém, mesmo com as resistências encontradas, tais escritoras desafiaram o processo de socialização e transgrediram os padrões culturais pré-estabelecidos, nos proporcionando assim, uma tradição de cultura feminina que apesar de desenvolvida numa cultura dominante, abre espaço ao diálogo, as discussões e tensões, levando ao desequilíbrio das representações cristalizadas pelo masculino.&lt;br /&gt;ANÁLISE DA PERSONAGEM ANA&lt;br /&gt;A partir da leitura dos textos de Maria Consuelo Cunha Campos e Rita Terezinha Schmidt, faremos uma análise do conto"Amor" presente na obra Laços de Família de Clarice Lispector. A obra citada foi escrita muito antes da sua publicação em 1982, portanto faz-se alusão a sociedade da época da década de 60 para 70.&lt;br /&gt;A época em que foi escrito o conto "Amor" foi marcada pelo início da realização de projetos culturais e ideológicos alternativos decorrentes da crise no moralismo rígido da sociedade na década de 50. Na década de 60 para 70 apresentou o estado de espírito que pode ser definido por "um tom mais ácido", revelando experiências com drogas, a perda da inocência, a revolução sexual e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos. É nessa época que se dá início a uma grande revolução comportamental o surgimento do feminismo e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais.&lt;br /&gt;Foi nessa perspectiva que Clarice Lispector escreveu o conto"Amor" que, de forma complexa e subjetiva, faz uso intenso de metáforas, relatando a história da personagem Ana, uma simples dona de casa entregue a uma vida de rotina, como por exemplo, cuidar dos filhos, da casa e do marido Sob uma visão crítica a cerca do papel da mulher na sociedade, revelou sua angústia por ser uma escritora da década de 60, a qual sofreu pela falta de valorização na literatura por ser uma mulher.&lt;br /&gt;A personagem vive cercada por situações simples e corriqueiras, mas guarda em seu inconsciente desejos que insiste em negar por considerá-los um perigo à situação segura e reconfortante que imagina viver.&lt;br /&gt;Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores, cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno dos empregados do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, suas mãos pequenas e fortes, sua corrente de vida.&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 17-18)&lt;br /&gt;Segundo Campos, conforme a história mostra, existiram três fases da escrita da mulher na literatura, a primeira marcada pela mulher imitando a escrita masculina, adotando pseudônimos, vestuários e padrão de conduta masculino. A segunda marcada pela mulher lutando pelo seu direito, nessa fase a escrita da mulher se torna uma escrita de protesto em face de exclusão e rebaixamento sofrido. E a última fase denota uma escrita marcada pela conscientização, a partir dos anos 60, pela auto-afirmação da escrita-mulher, nessa fase a escrita é caracterizada pela diferença em relação ao homem, pois como a vivência da mulher é diferente da vivência do homem, o seu discurso conseqüentemente se torna diferente, desse modo a escrita feminina difere da masculina.&lt;br /&gt;Seguindo o pensamento de Campos, Clarice Lispector apresenta em sua obra uma escrita determinada e feminina, mostrando criticamente os valores nos quais acredita. A partir da personagem Ana, ela mostra as contradições e angústias vividas por uma dona de casa durante uma época de transição de valores culturais estabelecidos pela sociedade de base patriarcal.&lt;br /&gt;A personagem Ana, procurava se entregar a uma vida tranqüila e previsível, na qual não poderia haver espaços para situações inusitadas. Mas, em determinados momentos apresenta certo desconforto, pois havia dentro dela, sensações que ela não conseguia negar, que insistiam em emergir do seu inconsciente. A personagem se perdia, mas, lutava para encontrar um equilíbrio em tudo que vivia. Ana desejava algo, mas não sabia exatamente o que era. Estava presa àquele mundo de convenções e se sentia mais segura ali, "Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantava riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se.[...]" (LISPECTOR, p. 18).&lt;br /&gt;Havia momentos na vida da personagem, que causavam angústias, percebemos que a personagem se sente encurralada, perdida em si mesma, pois repensando a sua vida começam a surgir desejos que podem ser entendidos como ânsia pela liberdade.&lt;br /&gt;No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Nela havia aos poucos emergido[...].&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 18).&lt;br /&gt;Ana constrói para si uma vida que segundo ela, considera segura e reconfortante, tenta deixar de lado toda aquela inquietação que há tempos a persegue e considera um perigo, uma ameaça, uma risca à vida que havia escolhido para si mesma, assim procura ver as coisas que tem como certas, concretas e seguras, contrapondo a sentimentos insólitos que sentira em sua juventude e volta e meia desperta do seu inconsciente.&lt;br /&gt;Clarice Lispector nesse conto relata a "imagem" de mulher existente numa sociedade onde ainda persistem valores ultrapassados. Ana mesmo com o anseio de libertar-se da mesmice na qual está condicionada, tem medo. Não consegue se aceitar e reconhecer estas sensações que volta e meia se fazem presentes em sua mente, que poderiam ser vistas como a possibilidade de mudança para uma vida na qual poderia se auto-afirmar e ser sujeito da sua própria existência. Sem se prender aos padrões e convenções da época.&lt;br /&gt;Seria preocupação, reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto   ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido.&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 19)&lt;br /&gt;O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e escolhera.(LISPECTOR, p. 18-19)&lt;br /&gt;Desse modo, de acordo com Rita Terezinha Schmidt, com a negação da mulher como sujeito do discurso no contexto da literatura brasileira até a década de 70, Clarice Lispector era reconhecida por parte da sua crítica. Ela negava a tradição estética basicamente européia, que definia a produção artística como unicamente um dom essencialmente masculino e a mulher com o papel secundário da reprodução. Sendo assim, a experiência feminina na literatura, foi marcada pela exclusão e desvalorização do seu discurso.&lt;br /&gt;Logo, Ana vivenciava momentos nos quais se angustiava, pois se defrontava com o que considera fantasmas interiores, mas que pode ser considerado como um fluxo de consciência em que a ela, poderia se libertar daquele mundo que a oprimia. Só que por estar presa a uma idéia cristalizada, a personagem vê como se o perigo estivesse justamente nesses momentos de perturbação psicológica.&lt;br /&gt;O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 19)&lt;br /&gt;A partir deste fragmento, percebemos que a inquietação na personagem é ainda maior, ela finalmente emerge na pessoa do cego, Ana se vê nele, o cego representa o significante, pois ele traz à tona o que tanto perturbava a personagem, a falta de liberdade, o seu desejo de ter uma vida diferente da que havia imposto a si mesma "Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgira-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume (LISPECTOR, p. 20).&lt;br /&gt;Seu desejo de liberdade emergia-se por fim, a personagem reconhece o sentimento que tanto a perturbara, sentimento de frustração, de não realização, percebera que tudo aquilo que lhe bastara em um determinado momento não fazia mais sentido, era a tão sozinha liberdade que ficara presa em si mesma. Tudo que vivera até agora, não era real, passou a compreender isso na figura do cego com sua indiferença, a sua presença causara um grande transtorno a Ana, e fez com que entendesse que na sua condição não se sentia realizada, estava presa às convenções sociais e deixara de viver.&lt;br /&gt;A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido, não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçara ao redor. O mal estava feito. Porquê? Teria esquecido de que haveria cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobre aviso, tinham um ar hostil, perecível... o mundo se tornara de novo um mal-estar.(LISPECTOR, p. 21)&lt;br /&gt;Neste fragmento percebemos que tudo se desconstrói ao redor da personagem, as coisas fugiram ao seu controle. Ela desperta para a realidade, e isso tudo a amedronta. Tudo está se desorganizando a sua volta. E ela não sabe como lidar com essas novas sensações ou com essa nova consciência de mundo.&lt;br /&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? E que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 27)&lt;br /&gt;A situação de desconforto era cada vez mais intensa, todos os questionamentos emergiam em sua mente, como assumir ou não a sua vontade de viver uma outra realidade, de sair deste mundo de convenções ou ignorar e deixar as coisas seguirem na mesma linha, continuar vivendo a mesma vida.&lt;br /&gt;Hoje de tarde alguma coisa tranqüila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver. Acabara-se a vertigem de bondade. E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela soprou a pequena flama do dia.(LISPECTOR, p. 30)&lt;br /&gt;A personagem acaba se prendendo ao mundo ao qual já estava acostumada, por considerá-lo mais seguro, porém a sua consciência não continua a mesma, agora Ana consegue assumir sua própria identidade. Assim, a personagem possivelmente teria se identificado com o cego, pois ele representava o seu próprio reflexo, uma pessoa igualmente limitada.&lt;br /&gt;Contudo, ao se dar conta da pessoa que havia se tornado surge uma nova identidade, a de uma mulher que fez sua escolha e que decidiu continuar com a estrutura pré-existente dos papéis sexuais e sociais das relações que constituem a família e a sociedade.&lt;br /&gt;Enfim, a conscientização feminina, conforme Campos, ocorre quando a mulher, por meio da análise de sua vida íntima e de seu comportamento frente à cultura a que está inserida, toma consciência do seu papel como mulher na sociedade. E da problemática existente nas relações de gênero como um conjunto de relações sociais que sustenta a idéia de ambos, homem e mulher estarem inter-relacionados e presos ao "gênero".&lt;br /&gt;Diante disso, o que parecia ser um relato de uma simples experiência acaba por nos mostrar uma grande revelação, a percepção de uma realidade atordoante, quanto a questões corriqueiras do cotidiano da personagem Ana e à tomada de consciência de seu valor como mulher.&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;br /&gt;O nosso trabalho buscou analisar o conto de Clarice Lispector Amor, a partir da visão literária feminista. Sabemos que a situação de submissão da mulher é um fenômeno histórico, em que esta sofreu um processo de exclusão e diminuição de seu papel social. Assim, historicamente a figura feminina foi sendo associada aos cuidados domésticos e familiares, herança de uma sociedade patriarcal, tornando-a, assim, inferior dentro da hierarquia familiar e sacrificando nesta perspectiva sua própria identidade, pois de tanto ser obrigada ideologicamente a viver sob a máscara da aceitação dos valores hegemônicos, perdia-se de si mesma.&lt;br /&gt;Desse modo, a literatura feminina vem destacar as desigualdades de poder nas relações de gênero que ainda são profundas, na tentativa de desconstruir certas representações que historicamente instrumentalizam a opressão às mulheres e a outras minorias.&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;JOBIM, José Luís (org.). Palavras da Crítica. Coleção Pierre Menard. Rio de Janeiro: Inago, 1992. p. 111-125.&lt;br /&gt;LISPECTOR, Clarice. "Amor" in. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.&lt;br /&gt;SCHMIDT, Rita Terezinha. "Repensando a cultura, a literatura e o espaço da autoria feminina". In:NAVARRO, Márcia Hoppe (Org.). Rompendo o silêncio: gênero e literatura na América Latina. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O AMOR(E A MULHER):UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE&lt;br /&gt;Valeska Zanello&lt;br /&gt;Universidade de Brasília&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: Com o presente trabalho visamos fazer uma análise do conto “O amor”, de Clarice&lt;br /&gt;Lispector, a partir das seguintes categorias apontadas por Sartre em O ser e o nada: olhar-ser&lt;br /&gt;olhado, instrumentalidade (funcionalidade) e amor. Partimos da experiência elaborada por&lt;br /&gt;Clarice em seu texto, na qual Ana, dona de casa atarefada e ‘empenhada’ em servir aos familiares&lt;br /&gt;(“pura funcionalidade”), se depara, numa de suas idas e vindas à cidade, com um cego mascando chicletes. Ora, um cego é um olho que não olha, é um olho sem função. É essa vivência&lt;br /&gt;que abre a Ana a dimensão do amor, num sentido muito específico (que aponta para as relações&lt;br /&gt;de gênero), e do qual a descrição fenomenológica de Sartre parece não dar conta.&lt;br /&gt;alavras-chave: amor; mulher; Clarice Lispector; Sartre.&lt;br /&gt;Co p y r i g h t ¤  2 0 0 7   b y  Re v i s t a&lt;br /&gt;Estudos Feministas.&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 21-31.&lt;br /&gt;Valeska Zanello&lt;br /&gt;Universidade de Brasília&lt;br /&gt;Em “O Amor”,&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt; Clarice Lispector nos relata a história&lt;br /&gt;de Ana, uma dona de casa atarefada em cumprir seus&lt;br /&gt;deveres de mãe e esposa, completamente ‘sugada’ em&lt;br /&gt;seu mundinho previsível e cotidiano. Podemos dizer que&lt;br /&gt;ela é muito mais dependente de sua servidão do que talvez&lt;br /&gt;os próprios beneficiados. Em algumas horas do dia, Ana&lt;br /&gt;pressente o ‘perigo’ se aproximar: uma espécie de lacuna,&lt;br /&gt;de falta, um vazio. E é essa ‘rachadura’ que Clarice Lispector&lt;br /&gt;vai explorar. Numas dessas horas, à tarde, depois de fazer&lt;br /&gt;suas compras, ao retornar para casa, Ana toma um bonde&lt;br /&gt;e, contemplando a paisagem, avista um cego mascando&lt;br /&gt;chicletes. Aparentemente uma cena banal, mas no quadro&lt;br /&gt;d a q u e l e   m o m e n t o   t o m a   u m a   d i m e n s ã o   a t é   e n t ã o&lt;br /&gt;imprevisível para ela: Ana é invadida por uma piedade&lt;br /&gt;absolutamente profunda, espantosa, que beira o nojo.&lt;br /&gt;Completamente tomada por essa experiência, a&lt;br /&gt;personagem nem percebe a partida do bonde, deixando&lt;br /&gt;cair a caixa de ovos que havia comprado – acontecimento&lt;br /&gt;que sai do previsto, dos trilhos repetitivos de seu cotidiano,VALESKA ZANELLO&lt;br /&gt;532 Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007&lt;br /&gt;de sua medíocre vidinha do dia-a-dia. A personagem&lt;br /&gt;permanece nesse estado por um bom tempo, olhando as&lt;br /&gt;coisas e as pessoas de uma maneira um tanto ‘estranha’. É&lt;br /&gt;nesse espanto que Clarice mostra ou aponta a vivência&lt;br /&gt;de Ana quanto à sua escolha (sua vida como mera&lt;br /&gt;p o s s i b i l i d a d e ,   c o m o   ‘ e s c o l h i d a ’ ) ,   e   a   a n g ú s t i a&lt;br /&gt;desconstrutora, mas também possibilitadora de novas&lt;br /&gt;escolhas (o que não ocorre: a personagem oblitera seus&lt;br /&gt;abismos... não suportando a vertigem).&lt;br /&gt;Ao retornar para casa, vemos Ana se esforçar por&lt;br /&gt;mergulhar novamente em seu cotidiano: através da ‘culpa’&lt;br /&gt;que sente ao rever seu filho. “É pelas crianças!” (E não é&lt;br /&gt;esta a justificativa de tantas mulheres?). Ela tenta espremer&lt;br /&gt;a vastidão do que vivenciou na estreiteza de sua cozinha,&lt;br /&gt;quartos, limpeza e relações domésticas – totalmente&lt;br /&gt;conhecidas, previsíveis e esgotadas. E é o próprio marido&lt;br /&gt;que a reconduz a seu mundinho tamponado, morno, sem&lt;br /&gt;frestas.&lt;br /&gt;Duas questões emergem como essenciais para o&lt;br /&gt;presente ensaio: por que Clarice denominou este conto&lt;br /&gt;de “O amor”? E por que logo um cego é, no conto, o objeto&lt;br /&gt;de transição, cortante, interpelador (interpela-dor) da&lt;br /&gt;retirada da personagem de sua funcionalidade de dona&lt;br /&gt;de casa para seu estado de torpor?&lt;br /&gt;Comecemos pela segunda pergunta. Sartre, em O&lt;br /&gt;ser e o nada,sublinha, de maneira enfática, a importância&lt;br /&gt;do olhar do outro no congelamento de traços do ser-parasi como um em-si. Isto é, coisificando o para-si que se sente e se vê em face do outro como objeto. Ora, Sartre   também nos diz que podemos colocar/captar o outro em sua pura&lt;br /&gt;funcionalidade: a indiferença. Ele nos diz:&lt;br /&gt;Trata-se pois de uma cegueira com relação aos outros&lt;br /&gt;[...]. Quase não lhes dou atenção; ajo como se estivesse&lt;br /&gt;sozinho no mundo; toco de leve pessoas como toco de&lt;br /&gt;leve paredes; evito-as como evito obstáculos; sua&lt;br /&gt;l i b e r d a d e -  o b j e t o   n ã o   p a s s a   p a r a   m i m   d e   s e u&lt;br /&gt;coeficiente de adversidade; sequer imagino que&lt;br /&gt;possam me olhar [...]. Essas pessoas são funções: o&lt;br /&gt;bilheteiro nada mais é que a função de coletar&lt;br /&gt;ingressos; o garçom nada mais é que a função de servir&lt;br /&gt;fregueses.&lt;br /&gt;E por que não continuar? A mãe pode vir a ser&lt;br /&gt;identificada com a função de cuidar das crianças, de sua&lt;br /&gt;alimentação, de seus horários e estudos, etc.; a esposa,&lt;br /&gt;com a função de preparar a comida, afagar o esposo e&lt;br /&gt;satisfazê-lo sexualmente; etc. Parece que a personagem&lt;br /&gt;descrita por Clarice enquadra-se nesse congelamento do&lt;br /&gt;olhar dos outros: ela é transparente, pura funcionalidade,&lt;br /&gt;que garante o bom andamento da casa e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SARTRE, 1997, p. 474.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SARTRE, 1997.Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007 533&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos bem: ela é congelada na cegueira dos outros,&lt;br /&gt;enquanto puro instrumento. Mas há algo que no conto&lt;br /&gt;aponta também para os ‘benefícios’ dessa posição:&lt;br /&gt;almofada para a angústia de sua própria liberdade e de&lt;br /&gt;suas escolhas. A personagem não entra em conflito, como&lt;br /&gt;poderia nos fazer pensar uma leitura sartreana, com o olhar&lt;br /&gt;do outro, mas antes se nutre desse olhar, identificando-se&lt;br /&gt;com o que nele se reflete como dela mesma. Isto é, a&lt;br /&gt;própria personagem coisifica, ou reduz o outro, à sua&lt;br /&gt;própria funcionalidade de olhar. É assim que ela precisa&lt;br /&gt;ser vista. Isto não lhe acontece: isto é escolha. “Ela plantara&lt;br /&gt;as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas&lt;br /&gt;apenas. [...] Certa hora da tarde as árvores que plantara&lt;br /&gt;riam dela. Quando nada mais precisava de sua força,&lt;br /&gt;inquietava-se.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, manter o outro na sua funcionalidade&lt;br /&gt;do olhar não é conflito, é homeostase, não passiva, calma,&lt;br /&gt;n e u t r a ,  ma s   t e n s a .   Tr a t a - s e   n ã o   d e   um  “ o u / o u ”   t ã o característico de um modo reducionista de pensar, mas&lt;br /&gt;de um “e”, complexo, e que resulta num sistema ‘vivo’&lt;br /&gt;processual. Diferentemente dos textos que indicam uma&lt;br /&gt;dupla possibilidade à personagem feminina – “ou refletir a&lt;br /&gt;ima g em ma s c u l i n a ,  me t o n ími a   e  me t á f o r a   d e   uma&lt;br /&gt;ideologia opressora, ou perder-se no vazio da loucura e&lt;br /&gt;da marginalização”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; – acreditamos que o conto de Clarice&lt;br /&gt;“indica novas possibilidades para o imaginário cultural,&lt;br /&gt;implantando novas questões num imaginário que se torna&lt;br /&gt;reativado em novas direções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sartre ainda pensa a subjetividade na relação&lt;br /&gt;sujeito-objeto, em um esquema no qual “ora eu conquisto,&lt;br /&gt;ora o outro me conquista”. Trata-se de ‘vencer’ e não de&lt;br /&gt;conviver. A pergunta agora é: o que do outro me constitui&lt;br /&gt;e o que no outro eu constituo? Se durante a década de 70&lt;br /&gt;a crítica literária da obra de Lispector seguiu os passos de&lt;br /&gt;Benedito Nunes, no que tange à tendência existencialista&lt;br /&gt;e universalizante, trata-se aqui de pensar o que o conto&lt;br /&gt;de Clarice pode, por seu turno, desconstruir da própria&lt;br /&gt;concepção satreana (a nosso ver, binária-patriarcal) acerca&lt;br /&gt;do que venha a ser o amor e, ainda nesse sentido, o que o&lt;br /&gt;conto sobre o amor nos abre como possibilidades de&lt;br /&gt;reflexão acerca da ‘mulher’, pois “ao desestabilizar os&lt;br /&gt;estereótipos de  gender e as formas de articulação do&lt;br /&gt;poder, instalados pelo patriarcado, Lispector também&lt;br /&gt;desmantela as bases dos essencialismos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sartre, o ápice da consciência da liberdade&lt;br /&gt;se dá exatamente à beira do pressentimento de estar sendo&lt;br /&gt;coisificado pelo outro (quando me sinto prestes a perdê-&lt;br /&gt;la). Mas, no caso de Ana, personagem do conto de Clarice&lt;br /&gt;L i s p e c t o r,   n ã o   s e   d á   o  mesmo,   p o i s   a   redução   d a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; HELENA, 1997, p. 106.&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt; HELENA, 1997, p. 38.&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt; Lucia HELENA, 1997, p. 28.&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt; Ruth BRANDÃO, 2004, p. 56.VALESKA ZANELLO&lt;br /&gt;534 Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007&lt;br /&gt;personagem à pura funcionalidade, como vimos, não lhe&lt;br /&gt;representa angústia, mas antes alívio:&lt;br /&gt;No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a&lt;br /&gt;raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe&lt;br /&gt;dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de&lt;br /&gt;mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse&lt;br /&gt;inventado. O homem com quem casara era um homem&lt;br /&gt;verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros.&lt;br /&gt;[...] Assim ela o quisera e escolhera. Sua preocupação&lt;br /&gt;reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde,&lt;br /&gt;quando a casa estava vazia, sem precisar mais dela, o&lt;br /&gt;sol alto, cada membro da família distribuído nas suas&lt;br /&gt;funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se&lt;br /&gt;apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não&lt;br /&gt;havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto&lt;br /&gt;– ela o abafava com a mesma habilidade que as lides&lt;br /&gt;em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer&lt;br /&gt;compras ou levar os objetos para consertar, cuidando&lt;br /&gt;do lar e da família à revelia deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela precisa ser útil, funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E Clarice descreve a&lt;br /&gt;escolha de vida da personagem como uma grande&lt;br /&gt;aceitação que dava ao seu rosto um ar de mulher.&lt;br /&gt;Num de  seus  pas seios ,  a  f im de manter- se na&lt;br /&gt;funcionalidade da família (fazer compras, etc.), Ana deparase com o inesperado e o adormecido. Aqui entra um&lt;br /&gt;aspecto interessantíssimo do conto e que nos faz colocar&lt;br /&gt;em xeque as próprias idéias de Sartre: o aparecimento do&lt;br /&gt;cego, ela vê o cego.&lt;br /&gt;Ora, tudo ia se encaminhando ‘bem’ na vida diária&lt;br /&gt;des sa per sonagem,  na  sua  ida às  compras ,  na  sua&lt;br /&gt;previsibilidade, até que do bonde ela avista um cego&lt;br /&gt;mascando chicletes. O que há de tão estranho nisso?,&lt;br /&gt;podemos nos perguntar. Uma resposta contundente se&lt;br /&gt;e v i d e n c i a :   o   c e g o   é   u m   o l h o   q u e   n ã o   o l h a .   A&lt;br /&gt;funcionalidade do olho é o olhar, mas no cego o olho é&lt;br /&gt;c o i s a .   A q u i   s e   e v i d e n c i a   a   r e d u ç ã o ,   p o r   p a r  t e   d a&lt;br /&gt;personagem, do outro à sua funcionalidade do olhar. O&lt;br /&gt;olho do cego é, assim, um espelho às avessas: um buraco&lt;br /&gt;negro, no qual a personagem se sente sugada até a alma,&lt;br /&gt;em puro estado de ódio, torpor, piedade e nojo. “Era um&lt;br /&gt;cego [...]. Inclinada, olhava o cego profundamente, como&lt;br /&gt;se olha o que não nos vê [...], como se ele a tivesse&lt;br /&gt;insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão&lt;br /&gt;de uma mulher com ódio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre-se o fundamento (que antes era a manutenção&lt;br /&gt;daquilo a que o olhar do outro a reduzia e alimentava:&lt;br /&gt;pura  funcional idade) ,   surgindo a pos s ibi l idade de a&lt;br /&gt;per sonagem deparar- se com a  sua própr ia  fal ta de&lt;br /&gt;fundamento: sua liberdade. Vertigem... Suas escolhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Discordamos aqui, portanto, de&lt;br /&gt;Berta Waldman, para quem Ana&lt;br /&gt;parece ser uma mulher tranqüila&lt;br /&gt;e em paz consigo mesma. Ver&lt;br /&gt;Berta WALDMAN, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 23.Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007 535&lt;br /&gt;O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE&lt;br /&gt;passam a ser ressentidas como meras possibilidades. Em&lt;br /&gt;outras palavras, o ápice da consciência da liberdade,&lt;br /&gt;nesse caso, se dá justamente quando o olhar do outro some,&lt;br /&gt;quando não há mais sustento ou amparo: tudo se esboroa.&lt;br /&gt;Perdida nesse buraco, Ana não percebe a partida do&lt;br /&gt;bonde e deixa que os ovos caiam de sua bolsa e se&lt;br /&gt;quebrem, alguns, no chão:&lt;br /&gt;O mal estava feito [...]. Mesmo as coisas que existiam&lt;br /&gt;antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso,&lt;br /&gt;tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara&lt;br /&gt;de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas&lt;br /&gt;amarelas escorriam. [...] Ela apaziguara tão bem a vida,&lt;br /&gt;cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha&lt;br /&gt;tudo em serena compreensão, separava uma pessoa&lt;br /&gt;das outras, as roupas eram claramente feitas para serem&lt;br /&gt;usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite&lt;br /&gt;– tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro.&lt;br /&gt;E um cego mascando goma despedaçava tudo isso.&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;A personagem sente-se então ‘dessituada’ no seu&lt;br /&gt;mundinho,  perdendo os  hábi tos ,   lugares ,  horár ios  e&lt;br /&gt;“mundanidade” de seu modo repetitivo de viver, caindo&lt;br /&gt;numa “bondade extremamente dolorosa”. A ênfase se faz,&lt;br /&gt;então ,  no olho que não olha,  no olho  sem  função ,&lt;br /&gt;despedaçando a funcionalidade do mundo de Ana.&lt;br /&gt;Acreditamos que o cego não é, na verdade, apenas “o&lt;br /&gt;mediador de uma incompatibilidade latente com o mundo&lt;br /&gt;que jaz no ânimo de Ana”,&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt; mas que a escolha da própria&lt;br /&gt;cegueira como abertura de mundo da personagem aponta&lt;br /&gt;para a nomeação de importantes questões relacionadas&lt;br /&gt;ao gênero.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, faz-se necessário sublinhar o fato&lt;br /&gt;de ser a personagem principal uma mulher, escravizada&lt;br /&gt;(pelo outro, mas também por si mesma) ao olhar do outro.&lt;br /&gt;Essa relação entre a mulher e o olhar/ser olhada é um tema&lt;br /&gt;b a s t a n t e   d i s c u t i d o ,   c o m e n t a d o   e   r e v i s i t a d o   p e l a&lt;br /&gt;psicanálise.&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt; A questão então é: será gratuita, no conto,&lt;br /&gt;esta escolha? Por que Clarice nos diz que sua grande&lt;br /&gt;‘aceitação’ transformava seu rosto em rosto de ‘mulher’? E,&lt;br /&gt;finalmente, por que o conto se intitula “O amor”?&lt;br /&gt;Sartre, em O ser e o nada, situa a experiência do&lt;br /&gt;amor na primeira atitude para com o outro, juntamente&lt;br /&gt;com a linguagem e o masoquismo. Ele nos nos diz que “o&lt;br /&gt;amor é um empreendimento, ou seja, um conjunto orgânico&lt;br /&gt;de projetos rumo a minhas possibilidades próprias”.&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt; No&lt;br /&gt;entanto, o amor é conflito, pois nos coloca em relação&lt;br /&gt;direta com a liberdade do outro: daí ter saído de Sartre a&lt;br /&gt;afirmação, hoje em dia quase um slogan, de que “o inferno&lt;br /&gt;são os  out ros ” .  Mas  es se  inferno não  se es tabelece&lt;br /&gt;definitivamente no conto clariceano. Ocorre, ao contrário,&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt; SARTRE, 1997, p. 457.&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt; Ver, entre outros, Luce IRIGARAY,&lt;br /&gt;1977; Lucien ISAREL, 1995; Juan&lt;br /&gt;NAS IO,  1991;   S igmund  FREUD,&lt;br /&gt;1974.&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt; Benedito NUNES, 1995, p. 85.&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 24-25.VALESKA ZANELLO&lt;br /&gt;536 Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007&lt;br /&gt;como já afirmamos, uma ausência de luta, de conflito (pelo&lt;br /&gt;me n o s   n a   r e l a ç ã o  ma r i d o –mu l h e r ) ,   f i rma n d o  - s e   um&lt;br /&gt;apaziguamento via a homeostase funcionalidade do olhar/&lt;br /&gt;funcionalidade do ser olhada. É o cego, enquanto ausência&lt;br /&gt;de olhar, que abre à personagem possibilidades outras que&lt;br /&gt;não a funcionalidade. É ele que lhe abre a porta, antes&lt;br /&gt;evitada, do conflito. Após ‘ultrapassá-la’, Ana se dirige ao&lt;br /&gt;J a r d i m   B o t â n i c o ,   e m   e s t a d o   d e   t o r p o r,   e s p a n t o ,   e&lt;br /&gt;admiração em face da crueza da vida: “A crueza do mundo&lt;br /&gt;era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não&lt;br /&gt;era o que pensávamos. [...] As árvores estavam carregadas,&lt;br /&gt;o mundo era tão rico que apodrecia”.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt; Algo acontece à&lt;br /&gt;personagem que nela trespassa vida, pulsão, força, crueza&lt;br /&gt;pulsátil: “A piedade pelo cego era tão violenta como uma&lt;br /&gt;ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu”.&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;Ana permanece nesse estado por um bom tempo.&lt;br /&gt;É importante ressaltar que Clarice denomina “amor”&lt;br /&gt;exatamente esse estado de ‘abertura’. Mas, enquanto&lt;br /&gt;mulher, e funcionalidade mãe, Ana se lembra de seus filhos,&lt;br /&gt;é fim de tarde e eles chegarão em casa... Culpa. Morte. A&lt;br /&gt;personagem corre então para casa e “por um instante a&lt;br /&gt;vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo&lt;br /&gt;moralmente louco de viver”.&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;Seu filho corre ao seu encontro. Ana abraça-o com&lt;br /&gt;força, com espanto, protegendo-se trêmula, porque “a vida&lt;br /&gt;era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora&lt;br /&gt;criado – amava com nojo”:&lt;br /&gt;Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como&lt;br /&gt;se soubesse de um mal – o cego ou o belo Jardim&lt;br /&gt;Botânico? – agarrava-se a ele a quem queria acima&lt;br /&gt;de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é&lt;br /&gt;horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se seguisse&lt;br /&gt;o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares ricos&lt;br /&gt;e pobres que precisavam dela. Ela precisava deles...&lt;br /&gt;Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da&lt;br /&gt;criança entre os braços, ouviu seu choro assustado.&lt;br /&gt;Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele&lt;br /&gt;rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te&lt;br /&gt;esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se&lt;br /&gt;afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de&lt;br /&gt;onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais&lt;br /&gt;recebera .&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;O olhar não é mais materno (ruptura também da&lt;br /&gt;homeostase dessa função), mas de uma falta, ‘abertura’.&lt;br /&gt;O filho a estranha: a “chave”, como nos diz Sartre acerca&lt;br /&gt;da funcionalidade do outro, não entra, não é eficaz. “Cadê&lt;br /&gt;minha mãe?”, pergunta o menino, chama-a. “Partindo-se&lt;br /&gt;disso, será possível utilizá-las como for melhor aos meus&lt;br /&gt;interesses, caso conheça suas ‘chaves’ e essas ‘palavras-&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 28.&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 28.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 27.&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 29. Grifos&lt;br /&gt;nossos.Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007 537&lt;br /&gt;O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE&lt;br /&gt;chave’ aptas a desencadear seus mecanismos”,&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt; ou seja,&lt;br /&gt;o retorno de Ana à sua função materna.&lt;br /&gt;Acreditamos que a descrição fenomenológica que&lt;br /&gt;Sartre faz da experiência do amor não dá conta da&lt;br /&gt;especificidade dessa experiência de amor que Clarice&lt;br /&gt;descreve e que não se inscreve na relação com o outro,&lt;br /&gt;na intersubjetividade (apesar de ter sido com o outro ‘cego’&lt;br /&gt;que ela se abriu, se possibilitou). Através da ausência da&lt;br /&gt;funcionalidade do olhar do outro é que Ana se depara&lt;br /&gt;com a vastidão, agora incabível nesse mundinho reduzido&lt;br /&gt;da limpeza, do fogão, da cozinha, do marido e dos filhos:&lt;br /&gt;De que tinha vergonha? Não havia como fugir. Os dias&lt;br /&gt;que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água&lt;br /&gt;escapava. Estava diante da ostra. E não havia como&lt;br /&gt;não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era&lt;br /&gt;mais piedade: seu coração enchera-se com a pior&lt;br /&gt;vontade de viver.&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;A homeostase funcional é rompida: invade-lhe um&lt;br /&gt;fluxo de vida intenso: possibilidades... Com medo da&lt;br /&gt;intensidade do fluxo de vida pelo qual é invadida (a&lt;br /&gt;experiência de amor, para Clarice Lispector), Ana dirigese para a cozinha, a fim de ajudar a empregada a preparar&lt;br /&gt;o jantar. Continua invadida por essa corrente, que lhe faz&lt;br /&gt;estranhar pequenos, mas intensos sinais de vida que se lhe&lt;br /&gt;avizinham: aranhas, moscas, besouros, etc. Chegam o&lt;br /&gt;marido, os irmãos e suas mulheres. E “apesar de ter usado&lt;br /&gt;poucos ovos, o jantar estava bom”.&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt; Ana tenta a todo custo&lt;br /&gt;retomar seu lugarzinho anterior... Eles conversam à mesa,&lt;br /&gt;riem, distraem-se. “E como a uma borboleta, Ana prendeu&lt;br /&gt;o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse&lt;br /&gt;seu.”&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;Quando as visitas vão embora, Ana se sente ainda&lt;br /&gt;tocada pela experiência vital e brutal pela qual passou:&lt;br /&gt;“O que o cego desencadeou caberia nos seus dias?&lt;br /&gt;Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer&lt;br /&gt;movimento seu e pisaria numa das crianças”.&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt; Escuta então&lt;br /&gt;um estouro na cozinha: grita assustada. Nada demais&lt;br /&gt;aconteceu, apenas um pequeno acidente, normal, com&lt;br /&gt;o marido que derramara café. Diz a ele que deseja que&lt;br /&gt;nada lhe aconteça. Ele, é importante frisar, é ele que a&lt;br /&gt;reconduz ao seu mundinho:&lt;br /&gt;É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que&lt;br /&gt;não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão&lt;br /&gt;da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás,&lt;br /&gt;afastando-a do perigo de viver. Acabara-se a vertigem&lt;br /&gt;de bondade. E, se atravessara o amor e seu inferno,&lt;br /&gt;penteava-se agora diante do espelho, por um instante&lt;br /&gt;sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar,&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 31.&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 31.&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 31.&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 29.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt; SARTRE, 1997, p. 474.VALESKA ZANELLO&lt;br /&gt;538 Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007&lt;br /&gt;como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama&lt;br /&gt;do dia.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;O desfecho da história de Ana se dá pelo olhar-se&lt;br /&gt;no espelho. Mas o que é um espelho? “É o único material&lt;br /&gt;inventado que é natural. Quem olha um espelho, quem&lt;br /&gt;consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua&lt;br /&gt;profundidade consiste em ele ser vazio [...] esse alguém&lt;br /&gt;percebeu o seu mistério de coisa.”&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt; Ana não vê o vazio –&lt;br /&gt;contemplado e aberto pelo olho do cego – mas sua própria&lt;br /&gt;imagem, reintroduzida na banalidade de seu cotidiano:&lt;br /&gt;“O olhar no espelho já assinala o desdobramento do sujeito,&lt;br /&gt;que se vê como um outro, objetivo e impessoal”.&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;Percebemos assim que o amor, nesse conto, se abre&lt;br /&gt;para a personagem não na relação com o marido, nem&lt;br /&gt;com o filho, mas no inesperado evento do cego. É talvez&lt;br /&gt;na possibilidade fecunda de não ser olhada, pelo menos&lt;br /&gt;de uma determinada maneira (enquanto funcionalidade&lt;br /&gt;seja para a casa, a família ou para a beleza; homeostase&lt;br /&gt;na qual e a qual a mulher se mantém e mantém), que&lt;br /&gt;sobre espaço para a vastidão do mundo que não cabe&lt;br /&gt;na redução, na aceitação ativa, que Clarice denomina&lt;br /&gt;de destino de mulher e que, sem sombra de dúvidas,&lt;br /&gt;poderíamos relacionar ao que Sartre denomina de má-fé.&lt;br /&gt;É na falta de fundamento, e de sustento, que sua escolha,&lt;br /&gt;enquanto escolha pessoal, se lhe aparece dolorosamente&lt;br /&gt;c o m o   m e r a   p o s s i b i l i d a d e .   O   q u e   f a z e r   c o m   e s s a&lt;br /&gt;experiência aponta para destinos possíveis, dos quais Ana&lt;br /&gt;escolhe, novamente, a funcionalidade. Destino de mulher?&lt;br /&gt;É talvez uma pergunta, e uma crítica, que Clarice tenha&lt;br /&gt;apontado indiretamente, sutilmente. E que outros destinos&lt;br /&gt;de mulher são possíveis? É possível um destino de mulher&lt;br /&gt;sem má-fé? Ou será que um destino de mulher sem má-fé&lt;br /&gt;será  fatalmente  tachado como mascul ino em nos sa&lt;br /&gt;sociedade? São questões que, a partir do conto, se&lt;br /&gt;abriram...&lt;br /&gt;Fazemos nossas as palavras de Cixous:&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt; “Lá, mais à&lt;br /&gt;frente, onde o filósofo perde o fôlego ela (Lispector)&lt;br /&gt;continua, mais longe ainda, mais longe do que todo saber&lt;br /&gt;[...]. Ela não sabe nada. Não leu os filósofos. Contudo, temse às vezes a impressão de ouvi-los murmurar em suas&lt;br /&gt;florestas. Ela descobre tudo”.&lt;br /&gt;BRANDÃO, Ruth Silviano. “A loucura feminina na letra do&lt;br /&gt;texto”. In: BRANDÃO, Ruth Silviano; CASTELLO BRANCO,&lt;br /&gt;Lúcia. A mulher escrita. Rio de Janeiro: Lamparina, 2004.&lt;br /&gt;p. 51-57.&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt; Hélène CIXOUS, 1999, p. 115.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1974, p. 31.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt; LISPECTOR, 1973, p. 94.&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt; NUNES, 1995, p. 107.Estudos Feministas, Florianópolis, 15(3): 531-539, setembro-dezembro/2007 539&lt;br /&gt;O AMOR (E A MULHER): UMA CONVERSA (IM)POSSÍVEL ENTRE CLARICE LISPECTOR E SARTRE&lt;br /&gt;CIXOUS, Hélène. A hora de Clarice Lispector. Rio de Janeiro:&lt;br /&gt;Exodus, 1999.&lt;br /&gt;FREUD, Sigmund. Estudos sobre a histeria (1893–1895). Rio&lt;br /&gt;de Janeiro: Imago, 1974. (Edições Standard Brasileira&lt;br /&gt;das Obras Completas de Sigmund Freud, v. XX).&lt;br /&gt;LISPECTOR, Clarice. Água-Viva. Rio de Janeiro: Antenova,&lt;br /&gt;1973.&lt;br /&gt;______. Laços de família. Rio de Janeiro: José Olympio,&lt;br /&gt;1974.&lt;br /&gt;HELENA, Lucia. Nem musa, nem medusa: itinerários da&lt;br /&gt;escrita em Clarice Lispector. Niterói: EDUFF, 1997.&lt;br /&gt;IRIGARAY, Luce. Ce sexe qui n’en est pas un. Paris: Minuit,&lt;br /&gt;1977.&lt;br /&gt;ISAREL, Lucien. A histérica, o sexo e o médico. São Paulo:&lt;br /&gt;Escuta, 1995.&lt;br /&gt;NASIO, Juan. A histeria: teoria e clínica psicanalítica. Rio&lt;br /&gt;de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.&lt;br /&gt;NUNES, Benedito. O drama da linguagem: uma leitura de&lt;br /&gt;Clarice Lispector. São Paulo: Ática, 1995.&lt;br /&gt;SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada. Petrópolis: Vozes, 1997.&lt;br /&gt;WALDMAN, Berta. Clarice Lispector: a paixão segundo C.L.&lt;br /&gt;São Paulo: Escuta, 1992.&lt;br /&gt;[Recebido em maio de 2006&lt;br /&gt;e aceito para publicação em fevereiro de 2007]&lt;br /&gt;Abstract: The present work analyses Clarice Lispector’s story “The Love”, starting from the following&lt;br /&gt;categories pointed by Sartre in Being and the Anything: to see and to be seen, functionality and&lt;br /&gt;love. Starting from the experience elaborated by Clarice in her text, in which Ana – a housewife,&lt;br /&gt;always busy serving her family (“pure functionality”) –, in one of her goings and comings to and&lt;br /&gt;from the city, comes across a blind man chewing a chewing gum. But a blind man has an eye&lt;br /&gt;that doesn’t see, it is an eye without function. It is this experience that opens to Ana the dimension&lt;br /&gt;of love, in a very specific sense (which points out to the gender relationships), and for which the&lt;br /&gt;phenomenological Sartre’s description seems to us somewhat limited.&lt;br /&gt;ords: Love; Woman; Clarice Lispector; Sartre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Uma Leitura Psicanalítica da Personagem Ana em Amor de Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mara Regina Santos Rita de Cássia de Souza Moreira ¹ Adilma Nunes Rocha ² &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho tem como proposta apresentar uma análise do conto Amor de Clarice Lispector, a partir da teoria psicanalítica de Lacan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRAS-CHAVE: Literatura; psicanálise; Amor; Clarice Lispector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? E que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Clarice Lispector, "Amor" in. Laços de Família, 1998. p. 26-27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto Amor de Clarice Lispector publicado no ano de 1982 encontrado na obra Laços de Família apresenta uma temática voltada para as questões existenciais, em que a personagem protagonista Ana, em um determinado momento da sua vida cotidiana rotineira demonstra uma extrema insatisfação com a realidade a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos estudos sobre a teoria freudiana do psicanalista francês Jacques Lacan compreendemos a questão do sujeito humano, bem como seu lugar na sociedade e sua relação com a linguagem. Desse modo, procuraremos analisar a personagem Ana segundo o que Lacan define como o estado imaginário que seria uma condição em que nos falta qualquer centro definido do eu, no qual o eu que possuímos se confunde em uma incessante troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector conhecida por sua complexa subjetividade e seus questionamentos do mundo externo sob o interno, nos proporciona uma leitura, em seu conto Amor, da tomada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Graduandos do curso de Letras Vernáculas da Universidade do Estado da Bahia – Campus XXI, VI semestre vespertino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² Professor orientador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de consciência de mundo da personagem protagonista. Devido a isso, enxergamos em Ana a figura de uma ser humano com aspectos psicológicos incomuns, que nos possibilita uma análise psicanalítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise psicanalítica da personagem Ana, nos proporciona um maior entendimento das questões existenciais, são monólogos interiores da personagem que se acontecem e se combinam num estilo indireto livre até por fim se encontrarem em toda obra. Teremos então uma redução dos vários universos pessoais as correntes de consciência. A obra da autora sublinha a precariedade e o nomadismo da consciência da existência entre as aleluias e as agonias de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teóricos de base utilizados para a elaboração deste artigo, foram: EAGLETON, 2001; RALLO, 2005; SCHUITZ, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LITARATURA E PSICANÁLISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques Lacan, psicanalista francês, estudou a psicanálise, a partir da teoria freudiana. Seu foco principal era a questão do sujeito humano, seu lugar na sociedade e a relação com a linguagem, sendo que a última era a de seu maior interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacan na tentativa de reinterpretar Freud buscou embasar-se em suas teorias estruturalistas do discurso a fim de relacioná-lacom a psicanálise. Para Lacan a criança em seu desenvolvimento ainda não distingue o sujeito do objeto, logo ela se ver no estado imaginário numa condição que não permite que se defina ou que defina seu "eu". No período pré-edipianoa criança se sente dependente do corpo da mãe e em determinados momentos ela terá instintos agressivos contra o corpo da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a teoria lacaniana a criança ainda não se reconhece no espelho momento esse conhecido como "fase do espelho", pois ela ainda se vê no imaginário e não consegue aceitar a imagem que vê no espelho como sendo sua, é nessa fase que a criança começa a construir seu "eu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai representa para a criança o incesto, pois ela ao perceber a distinção dos sexos entre a mãe e o pai, se sente apenas como parte de uma relação familiar. Como de acordo com o complexo de Édipo a criança se sente atraída pela mãe, ao descobrir o papel que o pai desempenha na família, reprime seu desejo culposo, conhecido como inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança refletida no espelho é como uma espécie de "significante" algo que atribui significação e resulta em significado. O significante e o significado estão unidos como um signo, a criança se vê refletida no espelho e se assemelha ao reflexo, logo para Lacan os objetos refletem-se a si mesmos uns aos outros, acriança encontra plenitude na frente do espelho e a identidade total no significado de seu reflexo, ainda não foi estabelecido nenhum "hiato" entre o significante e o significado, entre o sujeito e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As identidades surgem em conseqüência da diferenciação e da semelhança com outros sujeitos à sua volta, assim ao passar dessa fase a criança passa do imaginário para a "ordem simbólica" que conforme Lacan é a "estrutura pré existente dos papéis sexual e social e das relações que constituem a família e a sociedade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um significante leva a outro, o "mundo metafórico" do espelho transfere-se ao "mundo metonímico" da linguagem. Assim a partir dos significantes produzir-se-ão significações ou significados. De acordo com Lacan entende-se por desejo o "movimento interminável de um significante para outro", o desejo nasce pela falta de algo que se tenta suprir. Desse modo, a linguagem mexe com a falta, a ausência de objetos reais indicados pelos signos. Ao partir para a linguagem, consequentemente significa estar presa ao desejo e distante do "real", do que está inacessível e fora do alcance da significação, ou seja, exterior a "ordem simbólica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o inconsciente se estrutura como a linguagem, pois além de funcionar como metáforas e metonímias, também se assemelha a concepção pós-estruturalista da linguagem, sendo composto por menos signos e significações estáveis do que significantes. Em resumo, o "inconsciente é apenas um movimento e uma atividade constante de significantes, cujos significados nos são muitas vezes inacessíveis por serem reprimidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÁLISE PSICANALÍTICA DA PERSONAGEM ANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto Amor de Clarice Lispector, de forma complexa e subjetiva, fazendo uso intenso de metáforas, relata a história da personagem Ana, uma simples dona de casa entregue a uma vida de rotina, como por exemplo, cuidar dos filhos, da casa e do marido. A personagem vive cercada por situações simples e corriqueiras, mas guarda em seu inconsciente desejos que insiste em negar por considerá-los um perigo à situação segura e reconfortante que imagina viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E crescia árvores, crescia árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno dos empregados do edifico. Ana dava a tudo, tranquilamente, suas mãos pequenas e forte, sua corrente de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 17-18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem Ana, procurava se entregar a uma vida tranqüila e previsível, na qual não poderia haver espaços para situações inusitadas. Mas, em determinados momentos um certo desconforto. Pois havia dentro dela, sensações que ela não conseguia negar, que insistia em emergir do seu inconsciente. A personagem se perdia, mas lutava para encontrar um equilíbrio em tudo que vivia. Ana desejava algo, mas que não sabia exatamente o que era. Estava presa àquele mundo de convenções e se sentia mais segura ali, "Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantava riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se.[...]" (LISPECTOR, p. 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia momentos na vida da personagem, sentimentos que guardava dentro de si, que causavam angústias, percebemos que a personagem se sente encurralada, perdida em si mesma, o que segundo Lacan pode ser considerado como se a partir do processo de auto-análise estivesse a procura do objeto de desejo que pode ser entendido como a liberdade, algo que está além do seu eu, mas que a personagem insiste em negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Nela havia aos poucos emergido[...].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana constroe para si uma vida que segundo ela, considera segura e reconfortante, tenta deixar de lado toda aquela inquietação que a tempos a persegue e considera um perigo, uma ameaça, um risco a vida que havia escolhido para si mesma, assim procura ver as coisas que tem como certas, concretas e seguras, contrapondo aos sentimentos insólitos que sentira em sua juventude e volta e meia desperta do seu inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a teoria de Freud do pós-estruturalismo, revista por Lacan, a personagem está presa a fase imaginária. E mesmo com o anseio de libertar-se da mesmice na qual está condicionada, tem medo. Não consegue se aceitar e reconhecer estas sensações que volta e meia se fazem presentes em sua mente, que poderiam ser vistas como a possibilidade de mudança da personagem por uma vida na qual poderia se auto-afirmar e ser sujeito da sua própria existência. Sem se prenderaos padrões e convenções da época. Sensações estas que poderia despertar a personagem do mundo imaginário e desperte para o que Lacan classifica como "Real", que se caracteriza por aquilo que causa inquietação, por estar fora do alcance da significação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria preocupação, reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto – ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e escolhera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 18-19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses momentos angustiavam a personagem, pois ela se defrontava com o que considera fantasmas interiores, mas que pode ser considerado como um fluxo de consciência em que a personagem, poderia se libertar daquele mundo que a oprimia. Só que por estar presa a fase do imaginário, Ana vê como se o perigo estivesse justamente nesses momentos de perturbação psicológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste fragmento, percebemos que a inquietação na personagem é ainda maior, ela finalmente emerge na pessoa do cego, e Ana se vê nele, o cego representa o significante, posto por Lacan, pois ele traz a tona o que tanto perturbava a personagem, a falta de liberdade, o seu desejo de ter uma vida diferente da que havia imposto a si mesma, "Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgira-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume (LISPECTOR, p. 20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu desejo de liberdade emergia-se por fim, a personagem reconhece o sentimento que a tanto a perturbara, sentimento de frustração, de não realização, percebera que tudo aquilo que lhe bastara em um determinado momento não fazia mais sentido, era a tão sozinha liberdade que ficara presa em si mesma. Tudo que vivera até agora, não era real, passou a compreender isso na figura do cego com sua indiferença, a sua presença causara um grande transtorno a Ana, e fez com que entendesse que na sua condição não se sentia realizada, estava presa as convenções sociais e deixara de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de tricô era áspera entre os dedos, não intima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido, não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçara ao redor. O mal estava feito. Porquê?. Teria esquecido de que haveria cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobre aviso, tinham um ar hostil, perecível... o mundo se tornara de novo um mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste fragmento percebemos que tudo se desconstroe ao redor da personagem, as coisas fugiram ao seu controle. Ela desperta para a realidade, e isso tudo a amedronta. Segundo Lacan, o "Real" que está causando problemas e angústias, tudo está se desorganizando a sua volta. E ela não sabe como lhe dar com essas novas sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? E que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de desconforto, era cada vez mais intensa, todos os questionamentos emergiam em sua mente, entre assumir a sua vontade de viver uma outra realidade, de sair deste mundo de convenções ou ignorá-la e deixar as coisas seguirem na mesma linha, continuar vivendo no mundo do imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de tarde alguma coisa tranqüila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver. Acabara-se a vertigem de bondade. E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela soprou a pequena flama do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LISPECTOR, p. 30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem a partir do que descreve Lacan em sua teoria do pós-estruturalismo, não consegue se libertar do mundo imaginário. Acaba se prendendo ao mundo no qual já estava acostumada, por considerá-lo mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, Ana não consegue assumir sua própria identidade, desse modo segundo a teoria lacaniana, a personagem possivelmente teria se identificado com o cego, pois ele representa o seu próprio reflexo, uma pessoa igualmente limitada. Assim, conforme escreve Lacan, as identidades surgem em conseqüência das semelhanças com outros sujeitos a sua volta. Logo, Ana não consegue passar da fase do imaginário para a simbólica que de acordo com a teoria psicanalítica é a estrutura pré-existente dos papéis sexuais e sociais das relações que constituem a família e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, o que parecia ser um relato de uma simples experiência acaba por nos mostrar uma grande revelação. A percepção de uma realidade atordoante, quanto a questões corriqueiras do cotidiano da personagem Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso trabalho buscou analisar o conto de Clarice Lispector Amor, a partir da visão psicanalítica. Sabemos que o objeto de estudo da psicanálise é decifrar os enigmas da experiência humana e na literatura é de grande contribuição, pois ambas lêem o homem na sua vivência cotidiana e seu possível destino histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, a psicanálise proporciona meios que permitem uma melhor leitura da literatura ou de uma obra literária como o nosso caso. Sendo assim, a teoria a qual nos atentamos, a partir de Lacan, para analisarmos a personagem Ana foi de grande contribuição para entendermos o comportamento incomum da personagem frente a realidade e seu lugar na sociedade e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. 4ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LISPECTOR, Clarice. "Amor" in. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RALLO, Elizabeht. Métodos de crítica literária. São Paulo: Martins Fontes, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHUITZ, Duane P. História da psicologia moderna. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Rita Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-O mal estar do amor em Clarice: &lt;br /&gt;uma releitura através de Freud e Bauman&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança”.&lt;br /&gt;Franz Kafka&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente ensaio tem como proposta uma análise do conto Amor, de Clarice Lispector, a partir do olhar de dois autores que se debruçam sobre as relações entre os homens na modernidade: Sigmund Freud e Zygmunt Bauman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto tem início num final de tarde em que a personagem Ana sobe em um bonde com as compras, pensando em seus filhos, sua casa, e na forma como construiu um cotidiano onde se abriga das emoções e das incertezas e reflete sobre uma vida construída de forma a não abrir espaço para grandes paixões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha – com persistência, continuidade, alegria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana represara a felicidade em busca de segurança, pois, segundo Freud, o que chamamos de felicidade seria a satisfação das necessidades, mas que só é possível como manifestação episódica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana havia se tornado alguém obscuro, ou, como ela mesma se representava, alguém que “fazia parte das raízes negras e suaves do mundo”. Abolindo a incerteza e a emoção, restava apenas o cotidiano, no qual ela mergulhara para estar em segurança. Assim, Ana possuía uma vida na qual os dias se sucediam, uns iguais aos outros, e isto lhe dava tranqüilidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranqüilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conter seus impulsos, Ana abdicou de grandes paixões para alcançar o que denominava de “vida verdadeira”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O refugiar-se do mundo, o isolamento voluntário, o afastamento em relação às pessoas que poderiam trazer emoções e a busca de uma vida que ela considerava sólida, a “felicidade da quietude.” (FREUD, 1987:85), na verdade, era uma forma de se proteger contra o sofrimento que pode advir dos relacionamentos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim ela o quisera e escolhera”. Vivia uma vida sem grandes sobressaltos, onde tudo podia ser antecipado e controlado, onde nada de surpreendente aconteceria. Esta fora a sua escolha. Ana reduzira suas expectativas em relação à vida e à felicidade, “tal como, na verdade, o próprio princípio do prazer, sob a influência do mundo externo, se transformou no mais modesto princípio da realidade(...)”.(FREUD, 1987:85).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tática de Ana para conseguir este afastamento consistia em não pensar, não sentir, não lamentar; simplesmente embriagar-se nas lides de dona-de-casa e de mãe. Para evitar sofrimento, insegurança e relações fugidias, Ana se refugiara no casamento, uma relação sólida, porque garantida pelo “até que a morte os separe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto – ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranqüila vibração. (...) E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana se agarrava aos objetos, às tarefas, aos deveres, para afogar seu desejo de viver e de encontrar um mundo que, ao mesmo tempo em que poderia lhe trazer prazer, também poderia significar sofrimento. A cada manhã “acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos”.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana, na verdade, procura se preservar daquilo que Bauman identifica como o sentimento de fragilidade e de insegurança dos vínculos humanos e dos desejos conflitantes de apertar os laços e, ao mesmo tempo, mantê-los frouxos. Ana não se sente muito feliz na sua vida organizada segundo as normas da civilização, mas segundo Freud, é muito difícil formar uma opinião sobre o papel que a condição cultural desempenha nesta questão, pois segundo Freud, “ela seria a soma integral das realizações e regulamentos que distinguem nossas vidas das de nossos antepassados e animais e que servem a dois intuitos, a saber: o de proteger os homens contra a natureza e o de ajustar os seus relacionamentos mútuos”. (FREUD, 1987:97)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira encontrada por Ana para garantir uma vida que ela considerava como racional, eliminando o que é considerado irrelevante no mundo moderno era o isolamento. Mas, mesmo estando ao abrigo das grandes paixões, defendida dos “perigos” do mundo pelas muralhas do cotidiano que ela havia construído e que lhe ocupava os sentidos, Ana temia perder a “segurança” e a “tranqüilidade” da vida e das relações que construíra. O que a ameaçava não era algo externo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde todos os perigos, todos os sentimentos voltaram. Quando o bonde parou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão deste homem despertou em Ana todos os sentimentos que sufocara durante tanto tempo. O sentimento de amor, não um amor sexual, mas aquilo que Bauman identifica como o preceito do amor ao próximo, tendo como base a idéia de que este é o princípio fundador da humanidade e de que, sem ele, nenhum outro preceito teria sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgira-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana redescobre o amor ao próximo, o que, segundo Bauman, desafia e interpela os instintos estabelecidos pela natureza, mas também confere significado à sobrevivência por ela instituído, assim como o do amor próprio que o protege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mal estava feito. Por que? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão do cego mascando chicletes desperta Ana para a possibilidade de um mundo ao mesmo tempo prazeroso e hostil. O mundo do mal-estar, mas também da liberdade. O mundo de todas as possibilidades, sem fronteiras ou regulamentos, do qual ela havia voluntariamente se apartado, mas que veio ao seu encontro naquela tarde. Liberdade da qual Ana havia se afastado. [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar o próximo, para Bauman, significa respeitar o valor das diferenças, que enriquecem o mundo e reconhece-lo como um lugar fascinante e agradável, abrindo espaço para todas as possibilidades e promessas. Este sentimento inundou Ana, que se sentiu acuada, porque retirada de seu esconderijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que chamara de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana estaria percebendo a impossibilidade de renunciar aos instintos. Tal renúncia, que, segundo Freud, domina os relacionamentos humanos, é geradora do que ele identifica como frustração cultural. (FREUD, 1987:104) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Bauman, Ana teria matado sua própria humanidade, procurado a sobrevivência ao assassinar a humanidade de outros seres humanos e, ao se defrontar com a fragilidade do cego, encarou sua própria fragilidade, a volatilidade de suas escolhas, bem como a impossibilidade de manter-se dentro de suas muralhas. Ana constatou a insegurança de sua fortaleza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite – tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontrar-se com os “perigos do mundo” trouxe sobressalto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se dar conta, Ana entrou no Jardim Botânico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si. De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento de fragilidade tornava-se mais forte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava a terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana encontrava-se naquilo que Freud identificou como “um estado de sentimento imparcialmente suspenso, constante e afetuoso, que tem pouca semelhança com as tempestuosas agitações do amor genital”.O encontro com o outro, a saída do enclausuramento, levavam à sensação de que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana estava frente a frente com o medo do desconhecido e com a ameaça do amor ao próximo. E tudo isso, em Ana, habituada a interagir com desconhecidos, levada ao individualismo e desligada dos outros, gera pânico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao mesmo tempo que imaginário – era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega – era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante. As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de morte e as náuseas experimentadas por Ana podem ser entendidas como manifestações eróticas . [3] Ela tinha sido invadida pelo mundo que durante tanto tempo havia evitado. E a tranqüilidade do isolamento na “normalidade” foi substituída pelo medo e pela “barbárie”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos, enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana tenta se refugiar na vida normal. Tenta sair do Jardim e voltar à sua casa, à sua fortaleza segura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho escuro, atingiu a alameda. Quase correndo – e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto. Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito – o que sucedia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode prever as ações do “outro”, e por isso ele causa medo. Sendo incerteza e insegurança, sua presença incomoda, chegando muitas vezes a ser repugnante. Contudo, o habitante da grande cidade não pode evitá-lo. Por isso as fortificações construídas para “deixar o outro do lado de fora”, excluir-se, proteger-se: são formas de tentar o distanciamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de viver que poderia ser interpretada como um impedimento à civilização, ou o que Bauman identifica como mixofilia (atração pelo diferente) estavam em Ana. Para Bauman, o urbano é formado por uma mistura de mixofobia (pavor de estranhos) com mixofilia. O que atrai no urbano é a diferença, ao mesmo tempo em que se desenvolve o sentimento de medo e a tendência a isolar-se do outro. Estes sentimentos ambíguos estão dentro de cada habitante e se manifestavam em Ana. Poderia ser também o que Freud considerou como um agente estabelecido no interior do indivíduo pela civilização, “como uma guarnição numa cidade conquistada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo – e que nome se deveria dar à sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar o leproso, pois nunca seria apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo do que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhar o espaço com estranhos, viver na sua proximidade repugnante e impertinente, é uma condição que os habitantes das cidades consideram difícil, da qual não conseguem  escapar. Não se pode prever as ações do “outro”, e por isso ele causa medo. Sendo incerteza e insegurança, sua presença incomoda, chegando muitas vezes a ser repugnante. Mas o habitante da grande cidade não pode evitá-lo. A proximidade de estranhos é sua sina.  Faz-se necessário experimentar, tentar, testar e encontrar um modus vivendi que torne a proximidade viável e a vida possível. Todos estes sentimentos estavam presentes em Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas a vida arrepiava-a, como um frio. (...) As gotas d’água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas persiste em Ana a tentativa de distanciar-se de tudo o que a amedronta e ao mesmo tempo fascina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por que. A vida no Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! Mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Freud, a renúncia instintiva não basta, pois o desejo persiste e não pode ser escondido do superego. Por isso, este desejo também gera medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma de livrar-se deste sentimento e deste amor, para Ana, é se refugiar novamente no seu cotidiano, no mundo que construiu para si, tentando proteger-se dos outros através da formação daquilo que Bauman chamou de comunidades de semelhança: espaços fechados e protegidos onde os “iguais” se enclausuram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos. Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. (...) Depois do jantar, enfim a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atração de uma comunidade da mesmidade é a de segurança contra os riscos de que está repleta a vida cotidiana num mundo de diversidades. Ela não anula nem afasta os riscos, mas garante abrigo em relação a alguns dos efeitos mais imediatos e temidos dos riscos. Quanto mais as pessoas permanecem num ambiente uniforme - na companhia “dos seus” onde podem socializar-se de modo superficial prosaico sem o risco de serem mal compreendidas nem a irritante necessidade de tradução entre diferentes universos de significações -, mais se tornam propensas a “desaprender” a arte de negociar uma vida compartilhada e conviver com a diversidade. Esta era a única saída para Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar par trás, afastando-a do perigo de viver”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se abrigar no seu mundo racional, liberta dos “malefícios” de amar o próximo, Ana superou a inquietação e estava de volta aos seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E, se atravessara o amor e seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia”.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clique e cadastre-se para receber os informes mensais da Revista Espaço Acadêmico &lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREUD, Sigmund. O Mal Estar na Civilização (1930[1929] ) in: FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas. Rio de Janeiro: Ed. Imago, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LISPECTOR, Clarice. Amor. In Laços de Família. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Mas ela não volta as costas ao mundo externo; pelo contrário, prende-se aos &lt;br /&gt;objetos pertencentes a esse mundo e obtém felicidade de um relacionamento emocional com eles.”(FREUD, 1987:89)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] “A liberdade do indivíduo não constitui um dom da civilização. Ela foi maior antes da existência de qualquer civilização, muito embora, é verdade, naquele, na maior parte, valor, já que dificilmente o indivíduo se achava em posição de defende-la. O desenvolvimento da civilização impõe restrições a ela, e a justiça exige que ninguém fuja a essas restrições”. (FREUD, 1987:102). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] “As manifestações de Eros eram visíveis e bastante ruidosas. Poder-se-ia presumir que o instinto de morte operava silenciosamente dentro do organismo, no sentido de sua destruição, mas isso, naturalmente, não constituía uma prova. Uma idéia fecunda era a de que uma parte do instinto é desviada no sentido do mundo externo e vem à luz como um instinto de agressividade e destrutividade”. (FREUD, 1987:120)&lt;br /&gt;clique e acesse todos os artigos publicados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.espacoacademico.com.br - Copyright © 2001-2005 - Todos os direitos reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-167688080095515323?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/167688080095515323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/conto-amor-de-clarice-lispector.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/167688080095515323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/167688080095515323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/conto-amor-de-clarice-lispector.html' title='CONTO:&quot; AMOR&quot;, DE CLARICE LISPECTOR e interpretações variadas'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6nHQLcrf2QQ/Twk1Bh7yL4I/AAAAAAAABnY/CHiU2jnAKW0/s72-c/clispector.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-1208340983827511457</id><published>2012-01-07T21:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T21:54:11.448-08:00</updated><title type='text'>Frases, pensamentos e citações de Clarice Lispector.</title><content type='html'>Quando eu estudava para o vestibular de Letras, aqui em São João del Rei, na extinta Faculdade Dom Bosco ( hoje Campus Dom Bosco-UFSJ), li um texto de Clarice Lispector e me apaixonei por ela.Até hoje leio e releio suas frases, pensamentos e citações e nunca pensei que a emoção fosse permanecer a mesma.A vida passa e Clarice  sempre toca o coração do leitor, toca nossa dor,nossa existência.&lt;br /&gt;Vanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.” (A Hora da Estrela). (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem) (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas… continuarei a escrever.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagens de Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria.É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“A palavra é o meu domínio sobre o mundo”. (Clarice lispector)&lt;br /&gt;“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar”.(Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.(Perto do Coração Selvagem). (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada”.(Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“E se me achar esquisita,respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar”. (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citações da de Clarice Lispector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Os factos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão.”(Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.”(Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo.” (Clarice Lispector)&lt;br /&gt;“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…” (Clarice Lispector)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1208340983827511457?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1208340983827511457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/frases-pensamentos-e-citacoes-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1208340983827511457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1208340983827511457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/frases-pensamentos-e-citacoes-de.html' title='Frases, pensamentos e citações de Clarice Lispector.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-6342916294348406136</id><published>2012-01-07T21:05:00.001-08:00</published><updated>2012-01-07T21:21:00.438-08:00</updated><title type='text'>Meryl Streep e Clarice Lispector</title><content type='html'>Meryl Streep será Clarice Lispector no cinema&lt;br /&gt;2 de setembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PEx7zQPCo1U/TwklKAA1ROI/AAAAAAAABmw/KlhzEs_ucqU/s1600/header.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 40px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PEx7zQPCo1U/TwklKAA1ROI/AAAAAAAABmw/KlhzEs_ucqU/s400/header.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695124057519113442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sGU-HRZyprM/Twkk-9K6uqI/AAAAAAAABmk/cztzIBrcmns/s1600/meryl-clarice.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-sGU-HRZyprM/Twkk-9K6uqI/AAAAAAAABmk/cztzIBrcmns/s400/meryl-clarice.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695123867777546914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meryl Streep vai dar vida à escritora e jornalista Clarice Lispector nas telonas, segundo o jornal O Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela de Hollywood aceitou o convite feito pelo diretor americano Benjamin Mose, autor da biografia Clarice, que servirá de base ao projeto. Os detalhes da produção ainda não foram divulgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice que nasceu na Ucrânia e foi naturalizada brasileira foi autora de importantes publicações, como Laços de Família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da biografia da escritora é do diretor americano Benjamin Mose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----xxxx-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meryl Streep interpreta Clarice Lispector no Cinema&lt;br /&gt;De acordo com os jornais, a bela atriz Meryl Streep irá interpretar a grandiosa e inesquecível escritora Clarice Lispector no Cinema, por esta, não podemos perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QfhuBzrAxSA/Twknbe4ENVI/AAAAAAAABm8/KG4jM3xFRwE/s1600/Meryl-Streep-interpreta-Clarice-Lispector-no-Cinema.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QfhuBzrAxSA/Twknbe4ENVI/AAAAAAAABm8/KG4jM3xFRwE/s400/Meryl-Streep-interpreta-Clarice-Lispector-no-Cinema.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695126556884874578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿&lt;br /&gt;Atualizado em 02 de setembro de 2011 - 12:30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Mello - 550 matérias no site&lt;br /&gt;Redação&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre milhares de filmes interpretados no cinema, Meryl Stree  agora irá se destacar como uma escritora brasileira, Clarice Lispector. Além de ser uma das melhores atrizes da categoria internacional, tem se destacado e tornado-se alvo de inúmeros comentários positivos em relação a sua nova interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser alguém que não conhecíamos muito é algo muito difícil, mas quanto a isso, Maryl não se abala, pois o seu currículo já diz tudo, à mais de 10 anos, atuando em diversos longas, ela é uma das melhores, e para que os brasileiros se animem, saibam, ela irá interpretar uma das melhores escritoras já mais vistas entre a literatura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com informações, a atriz poderá reviver Lispector de uma forma muito completa no cinema, algo que poderá dar o total destaque para a sua trajetória. Convidada Benjamin Mose, o autor norte-americano, responsável pela biografia “Clarice, Why This World” -vendido no Brasil como, “Clarice, A Descoberta de Um Mundo”, a atriz se mostra muito empolgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida da escritora para quem não a conhece, é algo muito legal de se saber, se você leitor, tem o costume de ler, saibam esta será uma ótima novidade para todos nós, um verdadeiro orgulho para o Brasil. As obras de Clarice Lispector já ganharam as telas com adaptações de A Hora da Estrela (Suzana Amaral, 1985) e dos contos Estrela Nua (José Antonio Garcia e Ícaro Martins, 1985) e O Corpo (José Antonio Garcia, 1991). Veja abaixo o Trailer do filme!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-6342916294348406136?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/6342916294348406136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/meryl-streep-e-clarice-lispector_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/6342916294348406136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/6342916294348406136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/meryl-streep-e-clarice-lispector_07.html' title='Meryl Streep e Clarice Lispector'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PEx7zQPCo1U/TwklKAA1ROI/AAAAAAAABmw/KlhzEs_ucqU/s72-c/header.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-4649678195196005818</id><published>2012-01-06T19:23:00.003-08:00</published><updated>2012-01-09T15:46:05.875-08:00</updated><title type='text'>Brasil, Minas e São João del Rei ainda têm problemas com enchentes: politicagem não favorece melhoras.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-T1oGDZWmkKg/Twt4AW_PEYI/AAAAAAAABoE/K7aFz6H2bBE/s1600/11BI.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-T1oGDZWmkKg/Twt4AW_PEYI/AAAAAAAABoE/K7aFz6H2bBE/s400/11BI.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695778101306265986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Foto de Léo Assunção)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZOoQtpB-hT4/Twt3myphPrI/AAAAAAAABn4/bVQbcCM6pxE/s1600/SJDR.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZOoQtpB-hT4/Twt3myphPrI/AAAAAAAABn4/bVQbcCM6pxE/s400/SJDR.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695777662054776498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Foto de Anna Júlia Silveira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Bc6llUe6ixA/Twt3RgeqVII/AAAAAAAABns/JEwoSNZES9I/s1600/Esso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Bc6llUe6ixA/Twt3RgeqVII/AAAAAAAABns/JEwoSNZES9I/s400/Esso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695777296400143490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Foto de Hélio Carvalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jY9_fAW6h-0/Twt3D024Y0I/AAAAAAAABnk/slz8fHUM8VY/s1600/APAE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jY9_fAW6h-0/Twt3D024Y0I/AAAAAAAABnk/slz8fHUM8VY/s400/APAE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695777061352268610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( APAE de São João del Rei- Foto de Lucas Santos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cidade, meu estado e muitas regiões do Brasil, sofrem com as enchentes.Todo Janeiro é o mesmo problema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sabemos que parte desse problema poderia ser sanado se houvesse um interesse maior das autoridades em olhar com cuidado para o problema.Aqui, em São João del Rei particularmente, sabemos do problema do Córrego do Lenheiro, que tanto sofre a ação inadequada da população ao jogar lixo nele,como também não recebe cuidados estratégicos que poderiam  solucionar a questão. Outras partes da cidade são alagadas pelo rio que atravessa toda a cidade, por enquanto o Tijuco não sofreu com a chuva, por vezes incessante.Mas a questão é: tem solução o problema aqui ou em todo o estado, ou em outros estados do pais? Há verbas? Há interesse em solucionar o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por que todo ano é a mesmíssima coisa?Isso nunca vai ter fim? Época de férias acaba sendo essa avalanche de más notícias causadas pelos problemas das enchentes.Não há, no país uma programação, um projeto para evitar tantos transtornos, tristezas e mortes? Quando o ser voltará a ser valorizado,respeitado e sua dignidade posta acima de interesses de dinheiro e poder? Quando minha cidade caminhará para um progresso planejado, com boa administração, contando com gente, ser humano de verdade nos postos de poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sonho em ver São João del Rei feliz, com muito incentivo na área da educação, esportes e lazer.Com a cultura sendo vivida a todo tempo, baixando à zero a criminalidade,com muito teatro, cinema, amor sendo vivido pelas nossas ruas e praças, respeito às diferenças,a cidade limpa, o córrego limpo, a vida fluindo e os jovens se divertindo. Quando? Quando este sonho poderá ser real? A educação é o caminho.Educação em todos os sentidos. Tanto a escolar como a familiar,como a busca interior de equilíbrio. A auto educação é o pontapé inicial, sem vaidades, sem arrogância, sem roubos.A construção de um espaço digno de se viver começa dentro de nós.E que a nossa classe de educadores possa significar muito mais do que ela tem significado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A enchente que apavora nossos olhos e coração é a mostra da inadequação do ser humano ao espaço em que ele habita e que ele mesmo desequilibrou, seja o espaço físico, seja o espaço interior.O mal (e o mau) que enfrentamos é o fruto do mau desempenho do homem no mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Minha cidade não ficou fora da má conduta da politicagem que desfavorece o povo pobre e mais humilde.A cidade não respira um ambiente que merece. Minas não é mais a mesma.São João já foi melhor e deve ser cuidada porque está na ante-sala da UTI.Estamos todos doentes e há remédio para todos, falta muita boa vontade política , assim como falta bom caráter da maioria das autoridades responsáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanda Sandim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-4649678195196005818?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/4649678195196005818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/brasil-minas-e-sao-joao-del-rei-ainda_3598.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/4649678195196005818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/4649678195196005818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/brasil-minas-e-sao-joao-del-rei-ainda_3598.html' title='Brasil, Minas e São João del Rei ainda têm problemas com enchentes: politicagem não favorece melhoras.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-T1oGDZWmkKg/Twt4AW_PEYI/AAAAAAAABoE/K7aFz6H2bBE/s72-c/11BI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-162592422638741954</id><published>2012-01-06T15:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T17:00:01.907-08:00</updated><title type='text'>Banjamim Moser ( quem é ele) e Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4ZeXFJUu1UU/TweDPTg6ElI/AAAAAAAABmY/81LlNEfQcp4/s1600/benj_moser.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 395px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4ZeXFJUu1UU/TweDPTg6ElI/AAAAAAAABmY/81LlNEfQcp4/s400/benj_moser.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694664552792855122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENJAMIN MOSER&lt;br /&gt;Foto: Tessa Posthuma de Boer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin Moser nasceu em Houston (EUA), em 1976, e formou-se em história, além de ter estudado na França. Escritor e tradutor, é colunista da Harper’s Magazine e colaborador do The New York Review of Books. É dele a tradução de Nove noites, de Bernardo Carvalho, e de todos os romances policiais de Luiz Alfredo Garcia-Roza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por acaso que Moser aprendeu português – estava interessado em chinês, até descobrir que não levava muito jeito para os ideogramas. Conheceu Clarice Lispector na universidade, durante um curso sobre literatura brasileira em que se estudou A hora da estrela (1977), que o impressionou muito. Alguns anos depois, já vivendo na Holanda, soube que a escritora brasileira seria homenageada pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip, 2005), e então pegou o primeiro avião para o Brasil. Desde então dedicou-se à biografia Clarice,. Para saber mais, visite também o site oficial do autor: www.benmoser.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin Moser foi convidado da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBRAS DE REFERÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    -----xx-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSFÁCIO DO TRADUTOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Benjamin Moser*&lt;br /&gt;Segunda-feira, 10 outubro, 2011, às 18:31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin Moser conta da sua busca pela tradução perfeita da obra de Clarice Lispector. O ponto de partida é A hora da estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1954, quando vivia em Washington como mulher de um diplomata brasileiro, Clarice Lispector recebeu a tradução francesa de seu primeiro livro, Perto do coração selvagem. Publicado uma década antes no Rio de Janeiro, este livro foi  seu primeiro a ser traduzido no estrangeiro, e o resultado foi calamitoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa série de cartas que supostamente “prejudicaram a saúde” de seu editor, ela deu conselhos valiosos para seus futuros tradutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Admito, se o senhor quiser, que as frases não refletem a maneira usual de falar, mas lhe garanto que ocorre o mesmo em português”, ela escreve. “A pontuação que eu emprego no livro não é acidental e não resulta de uma ignorância das regras gramaticais. O senhor concordará que os princípios elementares de pontuação são ensinados em qualquer escola. Estou plenamente consciente das razões que me levaram a escolher essa pontuação e insisto que ela seja respeitada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um ponto que seus tradutores fariam bem em reter: não importa quão estranha a prosa de Clarice soe em tradução, ela soa igualmente insólita no original. “A estrangeiridade de sua prosa é uma das evidências mais contundentes de nossa história literária e, ainda, da história de nossa língua”escreveu o poeta Lêdo Ivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escritora canadense Claire Varin lamenta a tendência de seus tradutores a “arrancar os espinhos do cactus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tendência é compreensível. Pode mesmo ser inevitável. As palavras esquisitas de Clarice Lispector, sua sintaxe estranha, a falta de interesse na gramática convencional produzem frases – ou fragmentos de frases – que vão na direção da abstração sem nunca chegarem lá. O seu objetivo, místico além de artístico, era reorganizar a linguagem convencional para encontrar sentido, sem nunca descartá-lo por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, quanto melhor o português do leitor, mais difícil é ler Clarice Lispector. O estrangeiro com uma noção básica das línguas latinas consegue ler A hora da estrela com facilidade. O brasileiro, contudo, frequentemente acha Lispector difícil. Isso porque suas sutis reorganizações da linguagem cotidiana são tão surpreendentes que desconcertam o leitor, principalmente o leitor com pouca experiência de seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando minha biografia de Clarice Lispector, Clarice,, foi publicada no Brasil, ocorreu um problema surpreendente. Não menos do que cinco revisores examinaram o longo manuscrito. E todos tentaram corrigir, além da minha, a prosa da própria Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil, mas não intraduzível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, seus livros não são intraduzíveis. Eles não são cheios de regionalismos, gírias, trocadilhos ou piadas internas. A intenção de Clarice é quase sempre perfeitamente clara. O tradutor então tem de resistir à tentação de explicar ou reorganizar sua prosa, o que só pode enfraquecê-la e removê-la da aura “estrangeira” que é a sua marca, e sua glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste que foi o último livro que Clarice publicou em vida, a linguagem deslocada que se tornou sua marca desde Perto do coração selvagem quase racha. Ela tem uma beleza crepuscular que, mesmo quando não inteiramente inteligível intelectualmente, cria no leitor uma reação emocional e até mesmo tátil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Clarice,, escrevi que muito da fama subsequente de Clarice Lispector, sua duradoura popularidade junto a um público amplo, repousa nesse livrinho, no qual ela conseguiu juntar todos os fios de sua escrita e de sua vida. Explicitamente judaico e explicitamente brasileiro, ligando o Nordeste da infância com o Rio de Janeiro da vida adulta, “social” e abstrato, trágico e cômico, unindo suas questões religiosas e de linguagem com a força narrativa de seus melhores contos, A hora da estrela é um monumento digno da “genialidade insuportável” de sua autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma grande satisfação pessoal inaugurar a retradução de Clarice Lispector feita pela New Directions com The hour of the Star (A hora da Estrela). Foi o primeiro livro dela que eu li, quando era um estudante do segundo ano de faculdade. Desde então me tornei íntimo do seu trabalho. Mas foi apenas durante a tradução deste livro que realmente compreendi quanta coragem foi necessária para escrever assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que essa nova versão, assim como o trabalho dos tradutores responsáveis pelos outros volumes na série, restaure os espinhos ao cactus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Benjamin Moser é autor de Clarice, , biografia de Clarice Lispector&lt;br /&gt;publicada pela Cosac Naify. Atualmente é o responsável pela tradução&lt;br /&gt;das obras da escritora para o inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto, originalmente intitulado Translator’s afterword, integra a&lt;br /&gt;edição americana de A hora da estrela. Tradução: Luiza Franco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLARICE,&lt;br /&gt;Compartilhar&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANÇADO EM: OUTUBRO/2009&lt;br /&gt;ENTREVISTA: BENJAMIN MOSER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLARICE, A DESCOBERTA DE UM MUNDO       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin Moser se encantou por Clarice Lispector na primeira página de A hora da estrela, durante um curso de literatura brasileira da Brown University. Ficou impressionado (“Ainda estou”) e, desde então, a escritora se tornou uma paixão. Ao saber que ela seria a homenageada na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em 2005, pegou o primeiro avião para o Brasil.&lt;br /&gt;Norte-americano nascido em Houston, em 1976, crítico e tradutor, Moser mergulhou fundo na cultura brasileira do século XX para tentar desvendar a enigmática personagem, dona de um mistério até hoje perturbador, passados mais de 30 anos de sua morte. O resultado se lê na biografia Clarice,, que tem despertado o crescente interesse internacional pela escritora. O livro revela fatos desconhecidos de sua vida e joga luz sobre recantos até agora nebulosos, que ajudam a entender melhor seu principal interesse: a origem das coisas, inclusive a dela própria.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biógrafo fala, a seguir, sobre como aprendeu o português – idioma que domina com perfeição – e das pessoas que conheceu pelo mundo ao longo das pesquisas para o livro, além de esclarecer o lugar da questão judaica neste trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pão fresco engorda": o aprendizado do português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi o idioma acidentalmente, na faculdade, depois de descobrir que não prestava para o chinês. Logo adorei. Um mundo inteiro se abriu para mim. Havia um excelente departamento de português na Brown University, localizada numa região com muitos imigrantes portugueses. Depois de três semestres, estávamos lendo Clarice Lispector. "Pão fresco engorda" foi a primeira frase que aprendi. Agora me pergunto: pão velho engorda menos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre minhas preferências, está o verbo “ficar”, por não ter equivalente em outras línguas latinas, e de certas heranças do latim, como a diferenciação entre "dois" e "duas". Gosto do infinitivo pessoal e da maneira enfática de poder falar com duplas negativas: "Não vou, não", que não deixa lugar a dúvidas, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha ouvido falar de Clarice. Quando li A hora da estrela no curso de literatura brasileira, fiquei impressionadíssimo. Ainda estou. Logo na primeira página, pensei: essa é uma grande escritora. Depois viajei pela América do Sul de ônibus, do Rio de Janeiro a Buenos Aires, voltando pelo Paraguai. Diante de mim, o tango, Iguaçu, o Pão de Açúcar e tudo mais, e realmente a única coisa de que me lembro foi A paixão segundo G. H., que comprei em Florianópolis. Perto daquele livro, nada mais podia me impressionar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás, tentei traduzir o livro, apenas como exercício. Fracassei totalmente. Porque o drama de Clarice está muitas vezes ao nível da frase, ou até da palavra, algo muito delicado de se captar em outra língua. Mas quando você escreve um livro como o meu, tem que encontrar uma maneira, e acho que inventei uma Clarice anglófona que soa muito bem.&lt;br /&gt;A tradução para o português ficou excelente; o José Geraldo Couto fez um trabalho maravilhoso. Foi um prazer ver que ele conseguiu preservar meu ritmo e estilo, que são muito norte-americanos, sem que o livro tenha sotaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumo ao Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei meu trabalho de editor em Londres e me mudei para a Holanda. Estava escrevendo muitas coisas curtas, pois não achava que tinha descoberto um assunto de suficiente importância para dedicar vários anos somente a ele. Agora que não tinha que ler mais “profissionalmente”, como é o caso quando se está numa editora, reli vários autores queridos, entre eles Clarice. Falava muito sobre ela, ainda com essa sensação missionária. Afinal, como é possível que, fora do Brasil, ninguém soubesse quem é essa mulher? Então um amigo me telefonou de Nova York e disse: “sabe aquela autora brasileira de que você gosta? Ela será a homenageada de um festival no Brasil [FLIP 2005], que começa amanhã”. Sabia que tinha que ir e, na manhã seguinte, peguei um avião até São Paulo e mais uma condução para Paraty. Não parei mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério Clarice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda permanece um mistério sob muitos aspectos, ainda que fatos inéditos sobre sua vida tenham sido revelados na biografia. O fato fundamental, desconhecido até agora, são os episódios vividos pelos Lispector na Ucrânia. Isto costumava ser visto como uma história de imigrantes, sem grande drama, um mero prólogo. Mas, na verdade, esta é uma história de refugiados de uma guerra civil e racial, que condenou a mãe de Clarice a uma morte terrível, assim como centenas de milhares de outras pessoas, judias e não. Este episódio é, sobretudo, a razão que a traz ao mundo, com o objetivo de salvar sua mãe. E ela fracassa. Carregou esta culpa até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A universalidade clariciana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Por mais feminina que fosse a mulher, esta não era uma escritora, e sim um escritor. Escritor não tem sexo, ou melhor, tem os dois, em dosagem bem diversa, é claro. Que eu me considerava apenas um escritor e não tipicamente escritor brasileiro. Argumentou: nem Guimarães Rosa que escreve tão brasileiro? Respondi que nem Guimarães Rosa: este era exatamente um escritor para qualquer país", disse a própria Clarice em A descoberta do mundo. Por brasileira que fosse, Clarice também é uma escritora para qualquer país. Os grandes artistas são universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre sua brasilidade, não sei se foi ela própria ou se foram os outros que faziam questão de chamar a atenção para isso, algo muito constante nos escritos sobre sua personalidade: que amava o país, que era brasileira etc.. Tudo bem, é verdade, mas por outro lado, ela não nasceu no Brasil, seus pais eram de outra nacionalidade e ela teve uma formação bem diferente da maioria dos brasileiros daquela época, que a achavam muitas vezes estranha: alta, loura, com uma espécie de sotaque judaico-pernambucano. As pessoas se perguntavam: “ela vem de onde mesmo?”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão judaica&lt;br /&gt;Eu não diria que a presença judaica na literatura de Clarice contribuiu para o meu interesse inicial por ela, ou que tenha sido o motivo de minha admiração. O que me chamou a atenção foi como a questão é tão óbvia em sua obra. Quanto mais me aproximava de seus livros, mais evidente isso ficava para mim, algo que não tinha recebido a devida atenção antes. O fato de o judaísmo estar disfarçado em seus escritos só o faz ainda mais emblemático, e isso é uma característica da literatura judaica, sobretudo a que provem de épocas de perseguição e exílio, como era o caso da família Lispector. Nem Proust, nem Kafka são explicitamente judaicos, mas as obras deles são profundamente infundidas da experiência histórica. De lá, acho, vem suas deslumbrantes alegorias, sua ânsia por conhecer um Deus que ela, ao mesmo tempo, rejeitou, quando ele, a despeito de seus rogos, matou sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho nenhuma vocação religiosa, nem sou crente. Clarice diz: "A ausência do Deus é um ato de religião." Talvez. Mas tenho grande fascinação pelas pessoas que se dedicam às grandes questões filosóficas e religiosas: De onde viemos? Para onde vamos? Por que nascemos, por que temos que morrer? Onde está Deus? São questões dolorosas porque não têm respostas, mas ninguém as procurou com tanta intensidade como Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto íntimo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo quando dizem que ler Clarice é como se auto-analisar. Sua literatura oferece acesso a regiões íntimas onde geralmente não ousamos entrar. Uma moça italiana me escreveu contando que dorme com livros de Clarice debaixo do travesseiro e que a escritora é, para ela, mais importante até do que a própria vida. Uma obra não tem este impacto sobre as pessoas se não nos fala de nossa própria alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão para Clarice, que inclusive serviu de título para a versão original do livro – Why this world [Por que esse mundo?] – é uma questão para todos nós. Acho que o questionamento intenso que a caracteriza, também nos marca, ainda mais na adolescência, quando escolhemos nossa própria máscara. Quando envelhecemos, temos que tocar a vida e este tipo de questão fica escondido. Mas sempre está aí, como nos contos de Clarice, como quando uma erupção mística destrói uma fachada cuidadosamente construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portas abertas&lt;br /&gt;De toda a experiência que tive durante a elaboração do livro, levarei para sempre as amizades que fiz. Uma biografia te obriga a bater em muitas portas totalmente desconhecidas. Você se sente como um invasor, espionando os álbuns de fotos, interrompendo essa gente enquanto tomam seu café, e falando de coisas muitas vezes íntimas. No início, não tinha muita coragem para fazer isto. Pensei: por que alguém contaria sua vida para mim? Por isso abordei as pessoas com bastante timidez, mas logo me dei conta de que elas queriam, sim, falar. Gostavam de compartilhar suas lembranças, falar sobre o passado e sobre Clarice, que foi uma figura tão impressionante. Conversamos de tudo, e eu também falei de mim. E foi a partir daí que perdi o receio e passei a ficar cheio de expectativa em relação à pessoa interessantíssima que talvez me esperasse atrás da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei quase todo mundo que encontrei pelo mundo inteiro, desde a bibliotecária de Tchechelnik [Ucrânia], onde Clarice nasceu, até sua cunhada em Paris [Eliane Weil Gurgel Valente], que virou minha grande amiga. Sem este livro, não teria encontrado tantas pessoas incríveis, não teria visitado lugares exóticos (como a Moldávia!), não teria tido tanto tempo para conhecer a cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão segundo Benjamin &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais perigosa em escrever uma biografia é passar a detestar o biografado. Conheço uma biógrafa muito proeminente nos Estados Unidos a quem isso aconteceu: no meio do caminho, ela ficou cansada daquela mulher sobre quem pesquisava, e ainda tinha que trabalhar mais três anos nisso. Porque é uma intimidade muito extensa com uma pessoa que, afinal, você não conhece, nem poderá conhecer. É como um namoro, ou uma amizade: aquela pessoa tão charmosa no restaurante pode se revelar, com o tempo, chata, mesquinha ou burra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, Clarice só cresceu aos meus olhos. Depois de cinco anos de estudos, pesquisas e escrita, a amo e respeito ainda mais. A proximidade só a torna mais espetacular, sobretudo agora, que entendo muito melhor os desafios humanos que ela enfrentou para se tornar uma entre os maiores escritores do século XX, não somente do Brasil, mas do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-162592422638741954?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/162592422638741954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/banjamim-moser-quem-e-ele-e-clarice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/162592422638741954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/162592422638741954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/banjamim-moser-quem-e-ele-e-clarice.html' title='Banjamim Moser ( quem é ele) e Clarice Lispector'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4ZeXFJUu1UU/TweDPTg6ElI/AAAAAAAABmY/81LlNEfQcp4/s72-c/benj_moser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-3788187854795557404</id><published>2012-01-06T12:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T12:37:31.512-08:00</updated><title type='text'>Euller:"Nossa luta, o congresso de Araxá e o que queremos e devemos fazer para enfrentar nossos inimigos."</title><content type='html'>SEXTA-FEIRA, 6 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa luta, o congresso de Araxá e o que queremos e devemos fazer para enfrentar nossos inimigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inúmeras e justificadas as lamentações dos colegas educadores de Minas Gerais. Justificadas, porque fomos vítimas de calote, confisco, redução salarial, cortes salariais, pressão psicológica, ameaças. Os profissionais da Educação de Minas têm todos os motivos do mundo para não esquecerem o que foi feito pelo desgoverno do estado, com a cumplicidade dos demais poderes constituídos e do governo federal. Tivemos o nosso piso salarial sonegado; sofremos com os cortes salariais feitos de forma indecente; fomos vítimas de redução salarial imoral e ilegal, posto que fomos atraídos para a armadilha montada pelo subsídio criado pelo governo: vocês podem deixar este sistema, mas vão sofrer o castigo da redução salarial; passados sete meses de redução salarial, vocês agora estão obrigados a voltar para o subsídio que nós permitimos anteriormente que vocês o deixassem. E não lhes devolveremos um centavo sequer pela redução salarial aplicada. Isso, parece-me, não é ato republicano, mas coisa de governo e de deputados sem princípios éticos e sem respeito pelos princípios constitucionais. Como esquecer tudo o que vivemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, além de lamentar, de chorar, de reclamar, de praguejar - o historiador Isaac Deutscher dizia que o povo russo, à época dos czares (se bem que nunca deixou de viver sob diferentes czares, apesar das cores ideológicas com distintas roupagens), adorava praguejar. Talvez para enfrentar os dissabores causados pelas péssimas condições de vida. É o que agora acontece com os educadores de Minas Gerais. Mas, dizíamos, para além do nosso justificado lamento, precisamos nos organizar e lutar pelos nossos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade nos mostrou que a categoria está bem abandonada em matéria de assistência jurídica, de comunicação, de trabalho de base, que teoricamente deveria ser direcionado pelos órgãos que dirigem o sindicato, a começar pela direção estadual. Pessoalmente, avalio que a direção estadual sofre do problema do monopólio político: um único grupo político controla a direção há muitas décadas. Acho até que houve uma tentativa de mudança quando a atual direção foi eleita. Mas, o tempo e a prática têm demonstrado que essa tentativa não era séria e que sempre que o controle absoluto dos principais instrumentos de direção tinha que ser compartilhado, retornava-se com a velha prática da decisão burocrática, no lugar do consenso entre a diversidade existente na base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade de desmobilização da categoria em grande parte é o reflexo deste legado deixado por direções burocratizadas e ligadas a interesses políticos de um único grupo. A categoria dos educadores, composta por 400 mil educadores, entre ativos e aposentados, é muito maior do que apenas uma força política, uma tendência, ou uma liderança. Temos muitas lideranças e forças e tendências que têm sido sufocadas ou afastadas pelas diferentes práticas de comando burocratizado imposto pelas diversas direções do sindicato da categoria. Isso precisa acabar, ser alterado completamente, se não quisermos assistir ao enfraquecimento da entidade sindical que nos representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que precisamos de um sindicato forte. Mas, sindicato é instrumento de luta, voltado para a intransigente defesa dos nossos interesses de classe. Se ele não funciona enquanto tal, perde a razão de ser e em seu lugar outros mecanismos serão construídos. É o que se verifica hoje, por exemplo, em relação a outros instrumentos de poder: um parlamento apodrecido e vilipendiado; instrumentos como a justiça, o ministério público, a grande mídia, todos a serviço de minorias privilegiadas, a indicar que outras formas de fazer e viver politicamente a nossa vida, a reprodução da nossa existência, precisam ser (re)pensadas e construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto essas reflexões são ruminadas, devemos agir em relação aos dilemas que vivemos no momento. Os nossos dilemas, enquanto profissionais da Educação em Minas Gerais, são muitos. Um deles, o principal, neste momento, leva o nome de piso salarial nacional, burlado, sonegado, roubado dos educadores pelo desgoverno mineiro, com o respaldo de deputados, do ministério público, da justiça, da mídia, de todos, enfim, que se calam, quando deveriam cobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos o nosso piso na carreira, enquanto vencimento básico, como manda a lei federal 11.738/2008, e não esse arremedo de remuneração total em forma de subsídio. Não pedimos isso, não concordamos com isso, não merecemos isso. O subsídio, com o nome alterado para modelo unificado de remuneração, é sinônimo de calote no piso, de confisco de bilhões de reais do nosso bolso, de congelamento da nossa carreira, de política de achatamento salarial permanente. É a negação de praticamente todos os pontos essenciais da lei federal que instituiu o piso salarial nacional: do piso enquanto vencimento básico, dos reajustes anuais de acordo com o custo aluno ano, das gratificações conquistadas ao longo dos anos de dedicação ao magistério público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do piso, queremos também a devolução do que nos foi tirado ilegalmente - nosso, dos 153 mil educadores que caímos no golpe da redução salarial por termos feito a opção pelo antigo sistema de vencimento básico e depois termos sido obrigados a voltar para o subsídio por força de uma lei aprovada de forma vergonhosa por 51 picaretas, cretinos e canalhas, que destruíram a carreira dos educadores sem o menor pudor. Terão seus nomes e rostos pendurados em todos os postes de Minas, para que nunca mais sejam eleitos a coisa alguma. Voltem para suas casas e abandonem a vida pública, pois vocês não são dignos de representar a ninguém. Acredito que nem os seus entes próximos tenham a coragem de confiar qualquer coisa a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piso, a devolução do que foi roubado, o pagamento correto das reposições e do 13º salaŕio reduzido, além da indenização necessária pelas perdas irreparáveis - morais, financeiras, psicológicos, emocionais, etc., provocadas pela política de destruição dos educadores praticada pelo desgoverno de Minas -, estão entre as nossas principais demandas. Queremos também democracia e autonomia nas escolas, para eleger os diretores, para discutir a melhor forma de utilizar os tempos e os espaços existentes, respeitados os parâmetros determinados pela legislação educacional vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista destes direitos, dos quais não abrimos mão, requer atitude, ação organizada, não necessariamente uma nova greve, pois estamos financeiramente destruídos para fazer uma greve nos próximos meses. Mas, podemos fazer várias pequenas e grandes atividades de pressão, de denúncia, de mobilização da comunidade. Algumas propostas foram apresentadas pelos colegas que visitam o blog, como um protesto na Praça da Liberdade (ou da Repressão), com faixas, cartazes, de tempos em tempos. Eu acrescentaria: protestos na Linha Verde, em frente à Cidade Administrativa, com faixas e painéis gigantes, mostrando que os governos do faraó e seu afilhado e seus deputados são os piores inimigos dos educadores e do povo pobre. Nem precisaríamos parar o trânsito. Pelo contrário: queremos mesmo que o tráfego rodoviário aconteça para que um número maior de pessoas fique sabendo sobre a realidade de Minas em relação aos educadores e à Educação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos também de uma boa assistência jurídica, para cobrar os nossos direitos e tocar as demandas da categoria. O sindicato que nos representa já deu provas de que está debilitado nesta área, também. E não devemos culpar os profissionais do departamento jurídico que trabalham no sindicato. Este é um problema de orientação política da direção, que não foi capaz, ao longo de todos estes anos, de formar um quadro jurídico mais preparado, inclusive com a contratação de juristas e escritórios de renome, para enfrentar governos como o atual e o anterior. Sabemos que a questão jurídica isoladamente não substitui a ação política. Mas, ela não pode ser subestimada como tem acontecido. Ainda mais quando estamos lidando com um governo que atua - e agride - o tempo todo a legalidade, agindo nos limites da lei e também fora destes limites - à margem, portanto, da lei -, carecendo de uma resposta jurídica à altura, o que exige quadros mais experientes e com renome, para impor respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa realidade, o congresso de Araxá foi a resposta que a direção do sindicato sacou do bolso para tentar enfrentar os dilemas vividos pela categoria. Para quem já participou de algum congresso estudantil, ou sindical, ou partidário, saberá que tal evento é sempre uma boa oportunidade para contatos, diálogos e trocas de experiência. Mas, a sua essência é sempre uma forma de reafirmar modelos de poder que começam a ser questionados. Principalmente quando não há uma prévia e rica discussão sobre os anseios e as propostas que a base da categoria possa apresentar. Neste caso, a discussão, o diálogo e o necessário contraditório enriquecido nas escolas, são substituídos pelas intervenções de algumas poucas lideranças. Nem vou me ater aos mecanismos de escolha dos delegados, quando se conhece que a realidade de boa parte das subsedes é controlada pelo grupo que dirige o sindicato. E que o núcleo mais aguerrido da categoria está sofrendo e vivendo as reposições de aulas, salários cortados, e pouco interesse em participar do congresso neste momento. Logo, mesmo que este apresente um número pomposo de delegados - o que deve acontecer, tendo em vista o atrativo extra do local turístico - isto não significa, em essência, uma superação da realidade dramática vivida pelos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, penso que um outro momento, talvez em julho, seria a melhor hora de realizarmos o congresso. Até mesmo pela proximidade das eleições municipais, quando precisaremos reunir as nossas fileiras para colocá-las nas ruas a combater os candidatos que dão respaldo ao projeto do atual governo, que aposta todas as fichas na destruição da Educação pública em Minas e da carreira dos educadores em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso momento atual ficaria melhor resolvido se tivéssemos a combinação de uma adequada assistência jurídica, com manifestações de protesto e denúncias, reforçada, esta combinação, por uma política de comunicação mais ativa e um trabalho de base nas escolas para combater o atraso político existente, e construir um sólido núcleo de resistência e luta em defesa dos nossos interesses de classe. Além disso, precisamos democratizar o nosso sindicato, fazendo com que a direção expresse a diversidade existente na base da categoria, e não apenas um único grupo ou tendência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a minha avaliação neste momento, estando este espaço, como de costume, aberto ao diálogo horizontal, e respeitando as diferentes opiniões. Precisamos transformar os nossos lamentos, justificados, em força social autônoma e auto-organizada pela base para enfrentar os nossos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. No próximo dia 10 tem reunião do NDG na sede da Escola Popular, Bairro Preto, em Belo Horizonte. A proposta de horário é que se inicie às 18h. Mas, quem desejar apresentar outro horário, fique à vontade. Se desejarem realizar reuniões do NDG em outras regiões - já que nem todos poderão participar da reunião em BH -, fiquem igualmente à vontade, pois não há centralismo, nem donos no NDG. E é importante que façamos a discussão não burocratizada deste momento que estamos vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Gilvander:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenda para 2012: viver mais o presente&lt;br /&gt;Por Gilvander Moreira[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não dá para viver sem agenda, vamos combinar umas coisas para o ano que se inicia. Vamos viver mais o presente? Vamos cultivar uma nova sintonia com a nossa própria história, convivendo e saboreando tudo que a vida nos oferece todos os dias, ainda que haja fatos que não sejam tão bons, mas que nos fazem crescer com a vida? Vamos começar o ano lembrando algumas tarefas significativas que podem ser essa ponte da nossa história de vida como novas possibilidades que serão boas não apenas para nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 01 de janeiro, por exemplo, é o 45º Dia mundial da paz. No mundo católico, do qual muitos fazemos parte, propõe-se neste dia o tema “Educar os jovens para a justiça e a paz”. Que isso nos inspire na nossa missão de educadores fazendo-nos conscientes de que somente pode ensinar quem coloca em prática o que ensina e está sempre aberto para aprender com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 22 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, será o primeiro dia após o descanso ou alegria do Carnaval. Em 2012, o tema da Campanha da Fraternidade é: Fraternidade e Saúde Pública e o Lema: Que a saúde se difunda sobre a terra! (Eclo 38,8). A nossa tarefa nesse período poderá ser a alegria de pensar a saúde como o fim de todas as doenças. Podemos assumir nova atitude, respeitando em primeiro lugar os nossos próprios limites e depois multiplicando compromissos por vida saudável na alimentação, no cuidado com o nosso corpo, da alegria da nossa alma, na harmonia que vem do cuidado com todos os seres vivos. Além disso, que ninguém deixe de assistir ao filme-documentário O veneno está na mesa[2], de Sílvio Tendler, que alerta para o grande perigo que está chegando à nossa mesa: os agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada do dia 09 de abril, a comunidade Dandara, no Céu Azul, em Belo Horizonte, celebrará três anos de existência. Antes, centenas de famílias crucificadas pelo aluguel, por estarem sobrevivendo de favor, nas ruas ou em áreas de risco. Mas com a ajuda das Brigadas Populares, do MST, do Fórum de Moradia do Barreiro e de uma grande Rede de Apoio Externo, hoje, após ocuparem “um latifúndio urbano” que não cumpria sua função social, quase mil famílias vivem em comunidade já tendo construído mais de 800 casas de alvenaria, Igreja Ecumênica, Centro Comunitário, dezenas de liderança e, melhor, construindo pessoas. Dandara, como uma estrela luminosa, aponta o caminho para os pobres se libertarem de tantas escravidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril, para celebrar a data da chegada dos portugueses ao Brasil podemos olhar melhor para todos os bens naturais que nos cercam, sem ficarmos tristes pela falta do feriado do dia 21 de abril, ou apenas lamentando a nossa condição de vítimas do sistema colonial. É hora de sairmos de fato do sistema colonizador. É uma boa oportunidade para estudarmos um pouco mais a História e ver tantas oportunidades que estamos construindo nesse momento no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 01 de maio, como todo ano, será feriado nacional. Que tal encontrar outros amigos trabalhadores em algum ato público que valorize o trabalho como dignificante para a vida? E que denunciemos toda forma de trabalho que agride a dignidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 31 de maio, também poderá ser um dia de festa para todos que se inspiram no evangelho do galileu de Nazaré. Celebramos 60 anos de ordenação sacerdotal de Dom Pedro Casaldáliga – bispo emérito de São Félix do Araguaia, MT em 1952. Temos motivos de sobra para agradecer à vida por sermos contemporâneos de tão eminente testemunho profético. Que a centelha da profecia irradie no nosso modo de ser e de agir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2012 acontecerá no Rio de Janeiro a Rio+20. O encontro reunirá chefes de Estado que debaterão sobre ecologia global e sustentabilidade. Mais importante que o debate dos chefes de Estado é a oportunidade que terá toda a sociedade mundial para pensar e exigir dos chefes do poder maiores cuidados com a vida no Planeta. Não poderemos perder mais essa oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 07 a 11 de outubro de 2012 ocorrerá o Congresso Continental de Teologia – UNISINOS – na cidade de São Leopoldo, RS. Que as vozes da Teologia da Libertação sejam ouvidas a partir do encontro e sejam inspiração para justiça e paz para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os que gostam dos números inteiros temos muitas oportunidades de humanização em 2012:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 150 anos da publicação por Victor Hugo de Os Miseráveis – 1862 - quem não leu ainda, está na hora. Depois de tanto tempo ainda temos muito que aprender com esse clásico da literatura mundial. No Brasil, temos 110 anos da publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Resgatar a história de Canudos pode ser boa inspiração para aprendermos mais com tantos fatos que estão no fundo das nossas gavetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano é o marco dos 100 anos: a) do início da Guerra do Contestado - 1912-1916. Material para estudar é que não vai faltar neste ano; b) do naufrágio do navio Titanic. Pode ser um momento ideal para aprendermos mais sobre os limites da ciência e da técnica. As crianças vão gostar… Que o Planeta Terra não continue sendo empinado como um Titanic!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebra-se os 80 anos da conquista do direito de voto das mulheres no Brasil – 1932 -, é momento para que todas as mulheres possam ver que de fato a principal política não é a política partidária. Melhor fazermos outras formas de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completam-se 70 anos do primeiro reator nuclear – 1942 – é hora de educação para a paz interior, social, ecumênica e ecológica, tudo isso como fruto da justiça, do amor e do perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 60 anos da criação da CNBB – 14/10/1962 – é hora de regatarmos os princípios do Concílio Vaticano II, da Opção pelos Pobres e pela juventude – de Medelín (1968) e Puebla (1979) – e o protagonismo das/os leigas/os – da Conferência de Santo Domingos (1992). É hora de fortalecer as Comunidades Eclesias de Base – CEBs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também chegamos ao meio século, 50 anos da prisão de Nelson Mandela na Africa do Sul – 1962 – é ano de participarmos do Movimento Negro, nas suas mais diversas expressões, e decretar o fim de todo e qualquer tipo de racismo e preconceito. Aliás, o Brasil é o país que tem a maior população negra fora da África. Todo nosso apoio aos quilombolas na demarcação de suas terras e no respeito a sua cultura tão bela e exuberante. Que o povo negro das favelas descobra a força e o valor que tem e, despertos, não mais aceitem movimentar a engrenagem do capitalismo por uma migalha de salário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio século também do filme O pagador de promesas, de Anselmo Duarte, 1962 – vamos valorizar a beleza do cinema e da cultura brasileira. Viva o povo brasileiro! É nas raízes mais profundas da nossa cultura popular, camponesa e tupiniquim que estão as chaves que poderão abrir portas para a construção de um outro mundo, justo e solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significativos também os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, inaugurado pelo Papa João XXIII em 11/10/1962 na Basílica de São Pedro, em Roma, com a presença inédita de 2.540 padres conciliares, é hora de continuarmos a luta pela construção de igrejas democráticas, ecumênicas e populares, igrejas que animem a convivência a partir do princípio da compaixão-misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 40 anos da criação do Conselho Indigenista Missionário – CIMI – que o testemunho libertador de tantos apaixonados pela causa indígena nos faça solidários ao grande e plural Movimento Indígena na luta pela demarcação de suas terras, respeito às suas culturas e místicas de convivência harmônica com toda a biodiversidade. Feliz quem tiver a grandeza de aprender com nossos parentes indígenas! Sem a sabedoria indígena não há futuro para o povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que foi ontem, mas lá se vão 20 anos do impeachment de Fernando Collor de Melo – 1992. Em 2012 teremos eleições municipais para prefeitos e vereadores, dia 07 de outubro. Precisamos, nos limites da democracia representativa, aprender a votar em políticos por vocação. Aprender também que a maior parte das nossas energias devem ser dedicadas a lutas na Política que realmente faz diferença: a política dos pobres que lutam de forma organizada em movimentos populares autênticos. Apenas um pouquinho de energia em campanhas eleitorais. Não esqueçamos: o poder é exercido mandando-se, ou impedindo-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Conto com você para ajudar no resgate de várias outras datas e outros acontecimentos históricos não mencionados por mim, mas que não podem ser esquecidos, pois engrandecem a nossa História. Aguardo sua contribuição pelo e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arinos, Noroeste de Minas, MG, Brasil, dia 03 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Frei e padre carmelita, mestre em Exegese Bíblica, professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos no Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte, e no Seminário São José, em Mariana, MG -, assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.br – www.twitter.com/gilvanderluis - facebook: gilvander.moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Já disponibilizado no www.youtube.com no link: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs terno. Gilvander Moreira - gilvander@igrejadocarmo.com.br&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:02 38 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-3788187854795557404?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/3788187854795557404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullernossa-luta-o-congresso-de-araxa-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3788187854795557404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/3788187854795557404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullernossa-luta-o-congresso-de-araxa-e.html' title='Euller:&quot;Nossa luta, o congresso de Araxá e o que queremos e devemos fazer para enfrentar nossos inimigos.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-5114448977316378785</id><published>2012-01-04T20:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T20:41:36.520-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Profissionais da Educação de Minas estão indignados - e muitos, desanimados - com a realidade de choque de confisco imposta pela atual gestão</title><content type='html'>QUARTA-FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionais da Educação de Minas estão indignados - e muitos, desanimados - com a realidade de choque de confisco imposta pela desastrosa gestão do afilhado do faraó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual governo elegeu a categoria dos educadores como o grande alvo de destruição. Já havia sido assim na gestão anterior, do faraó, que congelou os salários dos educadores durante oito anos. Tanto assim que o piso salarial dos professores foi considerado, em 2011, o mais baixo no Brasil: R$ 369,00. Enquanto outras carreiras, como a da polícia, tem sido contempladas com reajustes acima da inflação (nada contra os aumentos de outras carreiras, apenas comparamos), os educadores tiveram, nos oito anos de gestão do faraó que se apresenta como candidato a presidente da república, uma tremenda redução no poder de compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda oficial, paga com o nosso dinheiro, diz o contrário e com isso pode até enganar aos incautos, além de silenciar a mídia com os trocados que arrancam do nosso salário confiscado. Mas, não enganam a todos o tempo todo. Já mostramos aqui inúmeras vezes que o governo de Minas na era do choque de gestão, tanto o anterior quanto o atual, tem sido o maior carrasco que os educadores mineiros já conheceram na história recente do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação se agravou em função de uma lei federal - a Lei do Piso - prevista na Carta Magna e voltada para valorizar os profissionais do magistério como condição para oferecer uma educação pública de qualidade para todos. Ao invés de aplicar a lei federal, o governo de Minas e muitos outros simplesmente trataram de burlar esta lei. Alteraram os planos de carreira existentes para deixar de aplicar a lei. A norma federal mandava adaptar a lei estadual às regras da lei federal, e não alterar o conteúdo das leis estaduais para sonegar o piso na carreira. O que se fez foi isso. Mudaram as leis estaduais a ponto de esvaziar completamente o conteúdo da lei federal, de forma a torná-la letra morta. É como se não tivessem aprovado uma lei do piso, já que sua pseudo aplicação teve o efeito inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piso salarial nacional, cujo conceito e essência é salário inicial, vencimento básico - conceito este reafirmado por decisão irrecorrível do STF -, foi alterado no estado para a condição de remuneração total em forma de subsídio. Uma afronta à lei federal e à decisão do STF. Assim, tudo o que os educadores conquistaram em matéria de gratificações foi simplesmente abolido para que o valor total do subsídio pudesse ser apresentado enganosamente como estando o governo cumprindo a lei federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números, contudo, falam por si: para pagar o piso corretamente, o governo teria que investir, em 2011, algo próximo de R$ 3,7 bilhões; ao contrário, para pagar o subsídio, o governo investiu no máximo R$ 1,4 bilhão. Isto antes da redução salarial imposta a 153 mil educadores. Uma cidade administrativa e meia foi confiscada do bolso dos 400 mil educadores na ativa e aposentados. Isto sem falar nas demais consequências da nova lei do governo para os educadores: carreira congelada até 2016, reajuste de apenas 5% em abril de 2012, quando o reajuste do piso nacional deve ficar na casa dos 22%; destruição, enfim, da carreira dos educadores em Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gestão do governador-professor concluiu a obra demoníaca do seu padrinho político, voltada para arrasar a perspectiva de uma adequada valorização dos profissionais da Educação. E quem perde com isso não são apenas os 400 mil educadores, mas acima de tudo, os milhões de alunos, especialmente os de famílias de trabalhadores de baixa renda, que deixarão de receber um ensino público de qualidade a que têm direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperem por educação de qualidade com profissionais desmotivados, mal tratados, espoliados, zombados pelo governo, e mal remunerados. Muitos, infelizmente, têm abandonado a carreira. A maioria, contudo, mesmo permanecendo no quadro da Educação, e lutando para mudar esta realidade, está desmotivada em relação ao ofício que escolheu. O profissional da Educação, assim como o profissional da segurança pública, ou da Saúde pública, não é um servidor a cumprir missão voluntária. Não. O educador é um profissional e precisa ser respeitado enquanto tal, coisa que os governos em geral não o fazem, e este governo em especial, muito menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como o governo de Minas na atual gestão tratou os educadores é digna de registro histórico de mau exemplo a ser condenado por muitas gerações. É modelo a ser estudado para ser combatido e afastado do nosso meio. A truculência, a arrogância, a mentira, além da contumaz prática de confisco de direitos e de salários. O despotismo mais descarado. É uma vergonha o que aconteceu com os educadores no ano de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor com curso superior recebeu, em média, nos últimos seis ou sete meses, não mais que um salário mínimo, quando muito. O mesmo governo que puniu 153 mil educadores que deixaram o subsídio, através da redução salarial, obrigou estes mesmos educadores a voltarem para o subsídio sem devolver um centavo do que retirou destes profissionais. Algo imoral e indecente, além de ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Minas Gerais se caracteriza também, cada vez mais, por não ter instituições que funcionem como um estado democrático de direito e uma república séria, enquanto parte de uma federação nacional subordinada às leis federais. Aqui, o Ministério Público não existe, quando se trata de cobrar do governo de estado o cumprimento da lei. Ele atua como autarquia do governo, e com isso negando as atribuições que lhe são próprias. Por aqui também não funciona a assembleia legislativa, conhecida como assembleia homologativa, tal a sua característica de dizer amém a tudo o que o governador e seu grupo impõem. Numa noite apenas, sem terem sequer lido o substitutivo do governo enviado para aquela casa, destruíram a carreira dos educadores, cassando direitos adquiridos, debaixo de grande vaia, e sem demonstrar o menor respeito pelos eleitores que os colocaram lá para que atuassem enquanto defensores dos interesses da população pobre, e não meros carneiros e pau mandados do governo, como têm se comportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em Minas também existe uma grande imprensa que é a negação do direito de liberdade de imprensa, de opinião e de expressão. Não fosse a Internet, seguramente o governo de Minas estaria 100% blindado contra qualquer crítica, como aliás, aconteceu durante a gestão do faraó. Procurem uma única crítica de fundo ao governo anterior na grande mídia e não encontrarão. Mas, vocês encontrarão a informação informal de que o referido governo gastou cerca de R$ 1 bilhão com publicidade com esta grande mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, este desprezo aos educadores não é apenas regional, mas nacional. E isto talvez contribua para que ocorra este desânimo de muitos colegas. Muitos acreditaram que a presidenta da república (república com r minúsculo mesmo, propositadamente) cumpriria a sua promessa de campanha de valorizar os educadores. Promessa feita inúmeras vezes, e não cumprida. A presidenta esteve em Minas Gerais durante a nossa greve de 112 dias. Encontrou-se com a coordenadora do sindicato da categoria. Recebeu um relatório com a realidade da educação em Minas. Não houve qualquer providência ou manifestação da presidenta. Foi omissa, tanto em Minas quanto em 22 outros estados cujos profissionais da Educação também fizeram greve para cobrar um direito constitucional: o piso salarial nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próprias centrais e confederações e sindicatos que representam os profissionais da Educação têm agido com dois pesos e duas medidas, em prejuízo dos educadores. Como estão ligados a um partido político que governa estados e o país, agem ao sabor desses interesses, alheios aos interesses de classe dos profissionais da Educação. 2011 era o ano para se convocar uma greve geral nacional, exigindo inclusive a federalização da folha de pagamento dos educadores, arrancando assim, das mãos de governantes regionais, tão importante direito dos cidadãos. O direito ao ensino público gratuito e de qualidade para todos. Mas, isso não aconteceu, pois contrariava interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o quadro com o qual convivemos. Um governo estadual que fez da Educação e dos educadores o alvo da destruição e o meio de sanar os débitos do estado - os confiscos nos nossos salários estão financiando a quebradeira de Minas Gerais. Uma direção sindical sem condições de esboçar uma reação, tanto no campo jurídico - com uma assistência adequada para enfrentar os imorais ataques do governo -, quanto no campo político, dada às limitações impostas pelo esquemão PT-CUT-CNTE-entidades sindicais. E no âmbito nacional, um governo federal preocupado em apresentar números macro econômicos favoráveis, enquanto despreza áreas essenciais como a Educação básica e a saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Minas - assim como o Brasil - esteja carente de uma revolta popular. De uma rebeldia dos de baixo, de uma revolução como queiram, mas de um grande movimento social que dê um fim a este estado de coisas, voltado para esmagar os de baixo, enquanto os de cima repartem entre si o bolo confiscado dos nossos bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, advirto aos governantes e seus financiadores e beneficiários: não desprezem a capacidade de ação e resistência dos de baixo. A história da humanidade não autoriza ninguém a subestimar a força que emerge da indignação causada pelas injustiças. E os profissionais da Educação estão sendo tratados com crueldade e injustiças. A resistência e os protestos certamente brotarão desta realidade dramática que o governador-professor e sua equipe, como continuação do governo do faraó, estão plantando em Minas Gerais. Seguramente, vão colher o que plantaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:28 64 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-5114448977316378785?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/5114448977316378785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerprofissionais-da-educacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5114448977316378785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5114448977316378785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullerprofissionais-da-educacao-de.html' title='EULLER:&quot;Profissionais da Educação de Minas estão indignados - e muitos, desanimados - com a realidade de choque de confisco imposta pela atual gestão'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-6500097290967884620</id><published>2012-01-02T05:02:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T05:07:57.060-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Governo de Minas não se cansa de espoliar os educadores."</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vUTj5Hxkf6A/TwGrUaVsJbI/AAAAAAAABmM/U4WgRq2kYhA/s1600/contrachequedez2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vUTj5Hxkf6A/TwGrUaVsJbI/AAAAAAAABmM/U4WgRq2kYhA/s400/contrachequedez2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693019771129046450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDA-FEIRA, 2 DE JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;Governo de Minas não se cansa de espoliar os educadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contracheque revela: após quase quatro anos da aprovação da Lei do Piso, professores de Minas continuam recebendo salário vergonhoso, imoral e ilegal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicada ao ditador de plantão, seu padrinho faraó, sua equipe de governo e às autarquias do Império no estado: assembleia homologativa, tribunal de homologação das contas, procuradoria geral da injustiça, tribunal da injustiça, e seus diários oficiais em forma de mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo de Minas não se cansa de espoliar os educadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados quase quatro anos da aprovação da Lei Federal 11.738/2008, que instituiu o piso salarial nacional, o governo de Minas continua sonegando a aplicação da lei. Pela Lei do Piso, nenhum educador deveria receber, como vencimento básico, e não como remuneração total, valor menor do que o piso nacional, que em 2011 foi de R$ 1.187,00 para o profissional com ensino médio. Por este valor aplicado proporcionalmente à tabela salarial do Plano de Carreira dos educadores de Minas, então vigente até dezembro de 2011, o vencimento básico de um professor com curso superior grau B deveria ser de R$ 1.092,00 e sobre este valor deveriam incidir as gratificações, como pó de giz, quinquênios, biênios, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contracheque acima, observa-se que o salário inicial de dezembro de 2011 - após a decisão do STF -, para um professor nas condições mencionadas, está aquém do que manda a Lei Federal: apenas R$ 567,04 de vencimento básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de burlar a Lei do Piso, implantando o subsídio que na prática é a soma total de remuneração - vencimento básico mais gratificações -, contrariando a Lei do Piso e a decisão do STF, o governo de Minas vem impondo sucessivos cortes e reduções salariais contra milhares de educadores. Primeiro, foi a redução salarial para os 153 mil educadores que optaram legalmente por deixar o subsídio e permanecer no sistema de vencimento básico. O governo reduziu imoral e ilegalmente os vencimentos destes 153 mil educadores, com o objetivo de punir os que deixaram o subsídio e de impedir que outros profissionais da Educação fizessem semelhante opção. Tal ato fere todos os princípios de uma correta ação pública. Em seguida, após sete meses de salário reduzido, o governo, com o apoio de 51 deputados servis, impôs o retorno destes 153 mil educadores ao subsídio, sem devolver um centavo sequer do que retirou imoral e ilegalmente destes educadores. Outro ato ilegal e imoral, pois provou que agiu de má fé contra os educadores e contra o interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, com a desculpa esfarrapada, indecente e sem mostrar provas, de que no ano passado não teria havido reposição de um milhão de horas aulas - o que, caso seja verdadeira a informação, compromete diretamente o governo, por ter omitido da sociedade tal fato e ter encerrado o ano letivo de 2010 com tal prejuízo para os alunos -, o governo de Minas não apenas cortou os dias em greve, como está retardando ao máximo o pagamento das reposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ninguém tem certeza de que haverá o correto pagamento das reposições. Tal dúvida tem fundamento, pois o governo não cumpre leis e nem aquilo que promete ou assina. Foi assim com o Termo de Compromisso assinado para conseguir a suspensão da nossa heroica greve de 112 dias pelo cumprimento de uma lei federal. No pagamento do 13º salário, o governo desconsiderou os primeiros seis meses de remuneração de 153 mil educadores que deixaram o subsídio, pagando apenas com base no valor reduzido imoral e ilegalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reclamações quanto aos cortes e não pagamento tem sido frequentes. E os descontos não cessam. O ano em que deveríamos comemorar a aplicação do piso salarial nacional, criado para valorizar o profissional do magistério, previsto pela constituição federal, pela Lei do Piso e por toda a legislação educacional vigente, foi justamente o ano em que o governo de Minas impôs os maiores confiscos, cortes e reduções salariais, além do ataque através da mídia, com danos morais irreparáveis para os 400 mil educadores. Professor em Minas virou sinônimo de profissional sem valor. Qualquer um pode assumir este ofício - se é que algum jovem estudante ainda terá coragem de ingressar nesta carreira, a não ser como bico. E para o comércio e demais serviços de crédito, o educador mineiro é visto com desconfiança, pois o governo obrigou os educadores a contraírem dívidas que não poderão honrar, dada à situação salarial vergonhosa na qual nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que diante desta realidade os educadores não ficarão acomodados. Apesar da omissão da atual direção sindical em buscar uma assistência jurídica adequada para cobrar o reparo dos ataques feitos pelo governo, além do piso na carreira, a categoria vai se mobilizar e cobrar os seus direitos. Vamos cobrar também do Ministério Público Federal o cumprimento da lei, que em Minas está sendo rasgada em função da desastrosa política de choque de gestão iniciada pelo desgoverno do faraó e continuada pelo desgoverno do seu afilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorará muito para que o chão de Minas volte a tremer, com grandes manifestações de massa. Além disso, a sociedade mineira será convocada a não respaldar os apoiadores deste projeto de desgoverno, a começar por derrotar os candidatos municipais que dão respaldo aos 51 picaretas que votaram uma lei destruindo a carreira de 400 mil educadores. Os profissionais da Educação e seus aliados e apoiadores não deixarão sem resposta as muitas atitudes do desgoverno que sacrificou, perseguiu, cortou e reduziu o salário de milhares de educadores, destruindo a carreira dos profissionais da Educação no estado. Também o governo federal, omisso e cúmplice de tudo o que aconteceu em Minas e do que está acontecendo no Brasil, será cobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro de 2012 será mais um mê de sacrifícios e mais um momento para não deixarmos esquecer tudo o que fizeram conosco em 2011. Não esqueceremos. E cobraremos em moeda corrente e em atos políticos cada dor vivida por milhares de educadores em função dos atos imorais e ilegais praticados pelo governo e sua camarilha. Que o governo, aliás, que os governos aguardem pela resposta que os de baixo seguramente darão contra as suas políticas a serviço de minorias privilegiadas, e que têm causado a destruição dos sonhos de muitas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 01:18 13 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-6500097290967884620?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/6500097290967884620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullergoverno-de-minas-nao-se-cansa-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/6500097290967884620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/6500097290967884620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2012/01/eullergoverno-de-minas-nao-se-cansa-de.html' title='EULLER:&quot;Governo de Minas não se cansa de espoliar os educadores.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vUTj5Hxkf6A/TwGrUaVsJbI/AAAAAAAABmM/U4WgRq2kYhA/s72-c/contrachequedez2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-7414506043950334742</id><published>2011-12-31T17:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T17:45:33.765-08:00</updated><title type='text'>Carlos Drummond de Andrade: "Feliz olhar novo."</title><content type='html'>FELIZ OLHAR NOVO&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.&lt;br /&gt;O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse&lt;br /&gt;o AQUI e o AGORA.&lt;br /&gt;Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove&lt;br /&gt;demais...&lt;br /&gt;... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez&lt;br /&gt;ao dia?&lt;br /&gt;Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão&lt;br /&gt;na ida pro trabalho? Quero viver bem.&lt;br /&gt;O ano que passou foi um ano cheio.&lt;br /&gt;Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e&lt;br /&gt;desilusões. Normal.&lt;br /&gt;Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.&lt;br /&gt;A grana que não veio, o amigo que decepcionou. Normal.&lt;br /&gt;O próximo ano não vai ser diferente.&lt;br /&gt;Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a&lt;br /&gt;natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas&lt;br /&gt;e aí?&lt;br /&gt;Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?&lt;br /&gt;O que eu desejo para nós é sabedoria!&lt;br /&gt;E que saibamos transformar tudo em uma boa experiência!&lt;br /&gt;Que consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua&lt;br /&gt;vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...&lt;br /&gt;Entender a pessoa que não merece nossa melhor parte. Se o amigo&lt;br /&gt;decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas.&lt;br /&gt;Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente,&lt;br /&gt;provavelmente, também já decepcionou alguém.&lt;br /&gt;O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser&lt;br /&gt;a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu&lt;br /&gt;adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).&lt;br /&gt;Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não&lt;br /&gt;adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e&lt;br /&gt;permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.&lt;br /&gt;Desejo para nós esse olhar especial.&lt;br /&gt;O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas&lt;br /&gt;fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.&lt;br /&gt;Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o&lt;br /&gt;outro.&lt;br /&gt;O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou...&lt;br /&gt;Pode ser puro orgulho!&lt;br /&gt;Depende de mim, de você!&lt;br /&gt;Pode ser.&lt;br /&gt;E que seja!!!&lt;br /&gt;Feliz olhar novo!!!&lt;br /&gt;Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para&lt;br /&gt;repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos,&lt;br /&gt;afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus&lt;br /&gt;e acreditarmos neles!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-7414506043950334742?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/7414506043950334742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/carlos-drummond-de-andrade-feliz-olhar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7414506043950334742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7414506043950334742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/carlos-drummond-de-andrade-feliz-olhar.html' title='Carlos Drummond de Andrade: &quot;Feliz olhar novo.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-7260778846903769387</id><published>2011-12-31T17:30:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T17:36:44.948-08:00</updated><title type='text'>Vera Viana da Silva:" Feliz Ano Novo"</title><content type='html'>Paz e saude  a todos. E amor, muito amor com muiiiita tolerância , mas muita transformação dentro de nós e fora, através de nossas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Recebi este e-mail da minha irmã Nilda ( Florianópolis))&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de algumas horas estaremos no último momento do ano de 2011... e,&lt;br /&gt;depois da meia-noite, virá o Ano Novo...&lt;br /&gt;O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...&lt;br /&gt;Ainda seremos os mesmos.&lt;br /&gt;Ainda teremos os mesmos amigos.&lt;br /&gt;Alguns o mesmo emprego.&lt;br /&gt;O mesmo parceiro(a).&lt;br /&gt;As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).&lt;br /&gt;Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.&lt;br /&gt;Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...&lt;br /&gt;A diferença, a sutil diferença, é que, quando o relógio nos avisar que&lt;br /&gt;é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2011, teremos um ano INTEIRO pela frente!&lt;br /&gt;Um ano novinho em folha!&lt;br /&gt;Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.&lt;br /&gt;Um ano para começarmos o que ainda não tivemos: força de vontade, coragem ou fé...&lt;br /&gt;Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...&lt;br /&gt;365 dias para fazermos o que quisermos...&lt;br /&gt;Sempre há uma escolha...&lt;br /&gt;E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.&lt;br /&gt;Desejo que sorriam o máximo que puderem.&lt;br /&gt;Cantem a música que quiserem.&lt;br /&gt;Beijem muito. Amem mais. Abracem bem apertado.&lt;br /&gt;Durmam com os anjos. Sejam protegidos por eles.&lt;br /&gt;Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.&lt;br /&gt;Agradeçam as suas escolhas pois, certas ou não, elas são suas.&lt;br /&gt;E ninguém pode ou deve questioná-las.&lt;br /&gt;Quero agradecer aos amigos que eu tenho.&lt;br /&gt;Aos que me acompanham desde muito tempo.&lt;br /&gt;Aos que eu fiz neste ano.&lt;br /&gt;Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.&lt;br /&gt;Aos que eu escrevo muito e falo pouco.&lt;br /&gt;Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.&lt;br /&gt;Aos que moram perto e eu vejo sempre.&lt;br /&gt;Aos que me seguram, quando penso que vou cair.&lt;br /&gt;Aos que eu dou a mão, quando me pedem, ou quando me parecem um pouco perdidos.&lt;br /&gt;Aos que ganham e perdem.&lt;br /&gt;Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.&lt;br /&gt;Aos que me parecem anjos, que talvez sejam, mas estão aqui e me dão a certeza de que&lt;br /&gt;este mundo é mesmo divino e maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que venha 2012!!!&lt;br /&gt;SAÚDE, PAZ E SUCESSO&lt;br /&gt;A TODOS&lt;br /&gt;COM O MEU ABRAÇO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vera Viana da Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-7260778846903769387?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/7260778846903769387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/vera-viana-da-silva-feliz-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7260778846903769387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7260778846903769387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/vera-viana-da-silva-feliz-ano-novo.html' title='Vera Viana da Silva:&quot; Feliz Ano Novo&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-615925823961068499</id><published>2011-12-29T05:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T05:34:49.685-08:00</updated><title type='text'>Euller:"Como o governo e os deputados, de forma ilegal e imoral, arrancaram milhões de reais do bolso de 153 mil educadores de Minas."</title><content type='html'>QUINTA-FEIRA, 29 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;br /&gt;Como o governo e os deputados, de forma ilegal e imoral, arrancaram milhões de reais do bolso de 153 mil educadores de Minas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na propaganda e na Carta Magna do país, a Administração Pública do país é coisa séria. Deveria ser regida por princípios como: a legalidade, a moralidade, a eficiência, a impessoalidade, a razoabilidade e a publicidade. Contudo, no estado de Minas Gerais, o que o governo e mais 51 deputados fizeram contra 153 mil educadores foi - e continua - algo digno de estudo nas melhores faculdades de Direito do país. Estudo de casos, bem entendido, de descarada prática de imoralidade contra os servidores públicos e cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de não pagar o piso salarial profissional nacional como manda a lei 11.738/2008, o governo de Minas aplicou um confisco especial contra 153 mil educadores que acreditaram na norma legal criada pelo primeiro subsídio - lei estadual 18.975, aprovada em meados de 2010 e implantada em janeiro de 2011 - segundo a qual, quem o desejasse poderia optar pelo antigo sistema de vencimento básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que para tentar impedir que os servidores deixassem o subsídio, o governo criou uma espécie de castigo, algo imoral e ilegal em matéria de administração pública. Como o governo divulgara - e continua fazendo - que o subsídio era mais transparente e que não provocaria perdas - pelo contrário, segundo o governo, teria havido reajustes e ganhos reais com o novo sistema - não haveria necessidade de tentar impedir a saída deste novo sistema. Mas, a par da propaganda enganosa, o governo de Minas e seus deputados armaram uma arapuca contra os educadores: vocês podem deixar o subsídio, mas terão o reajuste aplicado em janeiro de 2011 cortado a partir de julho deste ano. Na prática, portanto, houve redução salarial, do salário nominal, coisa que a Constituição Federal considera ilegal. Nenhum servidor pode começar o ano recebendo como remuneração total um valor x e seis meses depois passar a receber um valor x-y, ou seja, ter a remuneração subtraída, reduzida, sem que nenhuma alteração tenha ocorrido na sua jornada de trabalho, no cargo que ocupa, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratou-se, portanto, claramente de uma chantagem: vocês podem sair do subsídio, mas se o fizerem perderão dinheiro com a redução salarial. As perdas foram enormes, já que o governo não pagou o piso no antigo sistema de vencimento básico, mantendo o mesmo salário de 2010 nos contracheques dos 153 mil educadores. Ou seja, os reajustes aplicados para os 400 mil educadores em janeiro de 2011 foram abolidos em julho deste mesmo ano para os 153 mil educadores que optaram por retornar ao antigo sistema de vencimento básico. Com este ato, o governo agrediu os princípios da irredutibilidade salarial e da isonomia, já que pessoas com a mesma situação funcional tiveram diferente tratamento: uns tiveram reajuste salarial, e outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessas perdas imorais e ilegais, a expectativa desses 153 mil educadores era a de que o governo e os seus deputados pelo menos cumprissem o que estava na lei que eles mesmos criaram e aprovaram e pagassem o piso no antigo sistema remuneratório. Abro aqui um parêntese antes de prosseguir: desde de abril de 2011, aqui no blog, levantamos a bandeira do retorno ao antigo sistema SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS - coisa que a direção sindical sequer considerou, pois trabalhava apenas com a possibilidade da vitória do piso de R$ 1.597,00 - lembram-se? Depois, quando houve a redução, passamos a cobrar da direção sindical uma ação pela devolução deste dinheiro confiscado. Novamente nada se fez, pois a expectativa da direção sindical era a de cobrar no futuro o pagamento retroativo do piso. Fecha-se o parêntese e retomemos à análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as perdas, a expectativa, como dissemos acima, era a de que o governo e os deputados fossem minimamente decentes (quanta ilusão!) e pagassem o piso na carreira para os que deixaram o subsídio - já que neste sistema, eles diziam, através de milionária peça publicitária, que já se pagava até mais do que o piso. Logo, esperava-se que o governo pagasse pelo menos o que manda a lei federal, aplicando o piso na antiga carreira então existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, após saquearem o bolso desses 153 mil educadores durante sete meses (seis meses mais o 13º salário) com a imoral redução salarial, o governo e seus deputados aprovam no final de novembro de 2011 uma segunda lei do subsídio - lei estadual 19.837/2011 -, obrigando esses mesmos 153 mil educadores que optaram por deixar o novo sistema - e com isso foram injustamente penalizados - a retornarem ao subsídio. Retorno compulsório, sem escolha. E o governo e seus deputados sequer falaram em devolver os milhões que foram apropriados do bolso dos 153 mil educadores. Eu calculei aqui entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões o tamanho do confisco aplicado nestes sete meses aos 153 mil educadores. Onde está este dinheiro, que estava inclusive previsto em orçamento aprovado na ALMG?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo e seus deputados não só não pagaram o piso na antiga carreira aos 153 mil educadores que optaram por deixar o subsídio, como obrigaram o retorno de todos a este sistema - e com isso cassaram os direitos adquiridos por todos: o direito ao piso na carreira, com as gratificações conquistadas ao longo do tempo. Claro que isso só acontece num estado onde não existe Ministério Público, nem Justiça e nem tampouco imprensa livre, pois do contrário, isso já teria se tornado um escândalo nacional. Como é que um governo e seus deputados têm a coragem de oferecer a alternativa de saída do novo sistema criado, aplicam um castigo imoral para impedir a saída deste sistema, e em seguida, após meses de redução salarial, obrigam estes educadores a voltarem para o sistema que eles optaram por deixar? Que imoralidade e ilegalidade são essas praticadas no estado de Minas Gerais, com o aval de deputados que deveriam representar a população, e com a omissão dos demais poderes, autoridades e mídia, que deveriam se manifestar contrariamente a esta prática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é preciso levar em conta ainda que o governo assinou um Termo de Compromisso para que a heroica greve de 112 dias fosse suspensa. Neste documento, o governo se compromete a aprimorar, com a ajuda dos deputados, os dois sistemas existentes: o subsídio e o antigo sistema de vencimento básico. A greve fora realizada para que o governo pagasse o piso na carreira, cumprindo uma lei federal. Ao invés de cumprir a lei, o governo puniu os educadores com cortes salariais contra os grevistas, redução de salário para os 153 mil educadores, e finalmente, com a decisão unilateral de destruir a carreira e o antigo sistema de vencimento básico, obrigando todos a retornarem para o subsídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que este não é um governo democrático, assim como os deputados da sua base não têm respeito pelos direitos adquiridos pelos servidores públicos, especialmente os da Educação, que são cidadãos mineiros, e consequentemente, até que se declare formalmente a separação do estado de Minas Gerais da Federação brasileira, são também cidadãos brasileiros. Ou seja, todos estamos sujeitos ao cumprimento das normas contidas na Carta Magna e nas leis federais - e à garantia dos direitos, que aqui são rasgados e sonegados descaradamente. Com o aval de deputados; com a omissão da Procuradoria Geral da Justiça de Minas; com o silêncio de juízes e desembargadores; e com a blindagem e a censura impostas pela grande (na verdade apequenada) mídia mineira e nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 02:47 18 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;br /&gt;BlogThis!&lt;br /&gt;Compartilhar no Twitter&lt;br /&gt;Compartilhar no Facebook&lt;br /&gt;Compartilhar no Orkut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-615925823961068499?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/615925823961068499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullercomo-o-governo-e-os-deputados-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/615925823961068499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/615925823961068499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullercomo-o-governo-e-os-deputados-de.html' title='Euller:&quot;Como o governo e os deputados, de forma ilegal e imoral, arrancaram milhões de reais do bolso de 153 mil educadores de Minas.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-2691310807950269858</id><published>2011-12-27T11:51:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T11:54:05.880-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Piso sonegado revela falência dos instrumentos de poder em Minas e no Brasil ."</title><content type='html'>TERÇA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piso sonegado revela falência dos instrumentos de poder em Minas e no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer forma de organização é um instrumento de poder - isso todos sabem. Um sindicato é um instrumento de poder. Quando ele é controlado há três décadas por um único grupo político, mostra que sua essência é caracterizada por pouco respeito à democracia e às diferenças existentes na categoria que ele representa. Os partidos são instrumentos de poder, assim como o estado dito democrático, que supostamente funcionaria, segundo a fórmula de Montesquieu, separado entre três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Teoricamente este formato, guardada a relativa autonomia entre si, manteria o equilíbrio e a harmonia necessários para que nenhum deles praticasse abusos, e acima de tudo, para que todos correspondessem às demandas da maioria da população. "Todo poder emana do povo", é o que diz a Carta Magna do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa, contudo, são as palavras; a outra, bem diferente, é o que a prática revela. A prática, diziam os marxistas, é o critério da verdade. E esta prática revela que os poderes constituídos estão falidos. O piso salarial dos professores e demais educadores, sonegado, burlado, roubado, é mais uma robusta prova de que o estado brasileiro se tornou a sua negação. Claro que existem inúmeras outras provas deste confisco da cidadania, que se expressaria teoricamente na forma moderna de democracia ocidental. Poderíamos aqui, por exemplo, citar a grande mídia como a expressão da negação da liberdade de opinião e de imprensa. Mas, o nosso foco aqui é o piso, e portanto, é sobre ele - e sobre o que a sua negação revela - que falaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos papeis essenciais do estado enquanto instrumento de poder concedido, ou seja, aceito e eleito pela maioria para que a represente, é que este estado cumpra o seu dever de prestar serviços públicos essenciais de qualidade para todos. A Educação pública de qualidade é um destes serviços. Talvez o principal, porque sem uma formação humana e técnica adequada, estamos sentenciando milhões de pessoas a condições desfavoráveis para lidar com o próximo e com os desafios da vida no cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonegar à população, especialmente à maioria pobre, o direito ao ensino de qualidade, é burlar, é sonegar, é solapar aquilo que esta população, através dos seus representantes constituintes, transformaram em lei maior, através da Constituição Federal, e também através das leis federais voltadas para implementar a norma constitucional aprovada pela maioria. E quando se fala em educação de qualidade estamos falando diretamente dos seres humanos que são os responsáveis por esta educação. Estamos falando dos profissionais da Educação. Não é à toa que muito sabiamente a Carta Magna e toda a legislação educacional vigente no país associam diretamente qualidade na Educação com valorização dos profissionais da Educação. Trata-se de um princípio de estado, que governo nenhum tem autonomia para mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzir educação depende de pessoas. O espaço físico é importante; os instrumentos ou equipamentos de trabalho são importantes; mas, eles não existem, não funcionarão, se não forem usados por profissionais motivados, preparados humana e tecnicamente, e, na realidade concreta, remunerados adequadamente. Como o conceito de remuneração adequada é muito relativo e complexo, o legislador criou uma forma objetiva e direta de materializar este conceito: o piso salarial profissional nacional. É o que encontramos no parágrafo VIII do artigo 206 da Constituição Federal. Aliás, no texto original - depois desdobrado em mais de um artigo - valorização profissional, plano de carreira e piso profissional vinham juntos, num mesmo artigo. Seria este, portanto, o mecanismo através do qual o estado promoveria a valorização dos profissionais da Educação. Claro está que outras ações, como a formação continuada, além de adequadas condições de trabalho, deveriam se fazer acompanhar desta primeira e essencial medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o piso salarial não é uma palavra oca, que pudesse ser manuseada ao bel prazer de qualquer governozinho ou qualquer assembleia legislativazinha. Nada disso. O piso profissional dos educadores é o instrumento essencial para a valorização profissional prevista na Carta Magna do país, na legislação educacional, e regulamentado por uma lei federal específica, a Lei 11.738/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta lei federal define o conceito de piso - enquanto vencimento básico, salário inicial, sobre o qual incidirão as gratificações e vantagens; define a jornada de trabalho, com dois complementos: o primeiro, o de que o valor piso terá que ser o valor mínimo para remunerar uma jornada máxima de até 40 horas semanais. Reparem que aqui o legislador estabeleceu dois extremos: o valor mínimo do piso e o valor máximo de uma jornada de trabalho. Os governos inverteram estes critérios: o valor mínimo do piso tornou-se o máximo que eles se veem obrigados a pagar (e nem isso cumprem); e o tempo máximo para uma jornada de trabalho, expresso claramente no termo "até 40 horas", tornou-se um tempo absoluto. Ou seja, os governos, ao invés de pagarem no mínimo o valor integral do piso para qualquer jornada, incluindo a jornada menor que 40 horas, dizem querer pagar somente o valor proporcional ao tempo máximo de 40 horas. Mas, infelizmente, a própria lei do piso abre essa brecha. E o segundo critério em relação à jornada de trabalho é em relação ao terço de tempo da jornada, que deve ser dedicado aos trabalhos extraclasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses pontos essenciais, a Lei do Piso ainda define as datas da implantação do piso, a obrigação dos governos de criarem planos de carreira ou adaptarem os planos existentes à Lei Federal do piso; define ainda a fonte de financiamento, incluindo a cooperação entre os três entes federados; além do reajuste anual do piso de acordo com o aumento do custo aluno-ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos estaduais e municipais, na sua maioria, com a conivência do governo federal e dos demais poderes constituídos, não cumprem o que está estabelecido em lei. O piso salarial no estado de Minas Gerais, por exemplo, foi burlado descaradamente, transformado em remuneração total através desta forma jurídica chamada "subsídio". Se é verdade que esta forma esteja prevista na Carta Magna - aliás, prevista originalmente apenas para os cargos de confiança, e somente a posteriori estendida a outros setores -, não é menos verdade que o legislador, ao desenvolver uma política específica para os profissionais da Educação tenha excluído o subsídio enquanto possibilidade de remuneração para o piso salarial dos educadores. Esta é uma tese que o Bacharel em Direito Marcus Guerra, com outras e mais apropriadas palavras, defendeu aqui no blog. É uma tese que eu também advogo, e que parece consenso para todos os profissionais da Educação de Minas e do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador foi muito objetivo ao criar a lei 11.738 quando definiu o piso enquanto salário inicial. Ele poderia ter deixado esta questão em aberto, mas não o fez. Pelo contrário: fez questão de assegurar que a partir de janeiro de 2010 nenhum governo poderia deixar de pagar o piso enquanto vencimento inicial. O legislador não deixou a cargo dos governos estaduais escolherem se o piso poderia ter este conteúdo de salário base, ou se poderia ser pago enquanto remuneração total. Mas, na dúvida, caberia o questionamento na Justiça, coisa que cinco desgovernadores fizeram, para procrastinar a aplicação do piso, através da ADI 4167. O ponto central desta ADI era justamente o de esclarecer o conceito do piso salarial profissional dos educadores: se seria vencimento básico, sobre o qual incidiriam as gratificações, ou se seria o conceito mais amplo, enquanto remuneração total, não importando qual o formato pudesse adquirir: subsídio, soma nominal de vencimento básico e gratificações, ou modelo único de remuneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o STF, a mais alta Corte judicial do país, passados quase três anos da aprovação da Lei do Piso, em abril de 2011 finalmente se pronunciou a este respeito, de forma categórica e irrecorrível: piso é vencimento básico, e não remuneração total. Apesar deste pronunciamento definitivo acerca do teor de uma lei que havia sido aprovada em 2008 - e a qual traz muito claramente este conceito de piso considerado constitucional pelo STF -, o que fizeram o governo de Minas Gerais e o legislativo regional? Justamente aquilo que a Lei Federal e o STF consideram inconstitucional, ou seja, alteraram a legislação estadual para impor o piso enquanto remuneração total. De forma descarada, afrontando a legislação vigente e a decisão judicial da alta Corte do país, o governo de Minas, com a anuência do legislativo mineiro, burlou a aplicação da Lei do Piso, criada para valorizar nacionalmente os educadores e, com isso, assegurar ao cidadão mineiro e brasileiro uma educação pública de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta breve análise se pode perceber como todas as peças se encaixam, ou se desencaixam, demonstrando o quanto está invertida a essência dos poderes constituídos, que deveriam prezar pela garantia do interesse público - interesse este consubstanciado no texto aprovado na Carta Magna e na legislação federal vigente, e que prevê que o estado promova uma educação de qualidade para todos; e que para isso é necessário valorizar o profissional da Educação; e que para isso é preciso pagar um piso salarial profissional para estes educadores; e que o piso é salário inicial, não remuneração total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Minas e todos os demais que descumprem estes preceitos se encontram na ilegalidade. Numa democracia razoavelmente séria, eles deveriam ser punidos por isso. Mas, aqui, na inversão de valores e de princípios, os punidos são os profissionais da Educação, que ficaram meses com salários cortados e reduzidos, e vão receber, no lugar do piso e das gratificações a que fazem jus, um subsídio - ou modelo unificado de remuneração, que é a soma de remuneração total, e cuja consequência, ou cuja essência, é o confisco salarial e de direitos adquiridos. Nem vamos entrar aqui no mérito sobre as perdas que tal forma de remuneração provocam, como a não aplicação do reajuste anual do piso, além do confisco que houve na própria conversão do antigo sistema para o novo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país como o Brasil, e num estado como Minas Gerais, estas coisas são tidas como normais, enquanto a maioria da população, diretamente ou através de instrumentos de organização que a represente, não se rebelar contra essa sonegação de direitos. Se os meios jurídicos e os instrumentos de poder existentes não forem capazes de fazer cumprir o que manda a legislação vigente, terão os de baixo o legítimo direito - e o dever até - de buscar outros meios para que seus direitos sejam assegurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, estamos aguardando uma atitude da direção sindical que deveria representar os interesses da categoria e contratar uma boa assessoria jurídica para responder com competência a essa agressão de que fomos vítimas. Mas, realizado este esforço - o que ainda não se verificou, infelizmente, pois a prioridade parece ser o congresso de fevereiro na turística cidade de Araxá -, e caso o judiciário ou o ministério público federal se omitam ou fujam à responsabilidade atribuída pela Carta Magna, teremos que rediscutir e questionar seriamente um novo caminho para Minas e para o Brasil - e para o mundo também. Quando os instrumentos de poder usurpam os direitos daqueles aos quais dizem representar é dever moral e direito legítimo dos de baixo buscarem outros caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 10:57 11 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-2691310807950269858?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/2691310807950269858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullerpiso-sonegado-revela-falencia-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2691310807950269858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2691310807950269858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullerpiso-sonegado-revela-falencia-dos.html' title='EULLER:&quot;Piso sonegado revela falência dos instrumentos de poder em Minas e no Brasil .&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-2082367457969969144</id><published>2011-12-26T19:27:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T19:46:53.164-08:00</updated><title type='text'>Desaparecimento da Irmã Maria Goretti do Mosteiro de São João del Rei</title><content type='html'>Parece que a irmã da Clausura do Mosteiro da Diocese de São João del rei foi sequestrada em São Paulo quando trabalhava em uma missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZAQ6qCFwMB4/Tvk7iS4mn3I/AAAAAAAABmA/O9H97vCS2xk/s1600/safe_image.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 52px; height: 100px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZAQ6qCFwMB4/Tvk7iS4mn3I/AAAAAAAABmA/O9H97vCS2xk/s400/safe_image.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690645064530173810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.diocesedesaojoaodelrei.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1753%3Airma-do&lt;br /&gt;www.diocesedesaojoaodelrei.com.br&lt;br /&gt;Está desaparecida desde sexta-feira, 23, a Irmã Maria Goretti, que reside atualmente no Mosteiro São José, em São João del-Rei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-2082367457969969144?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/2082367457969969144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/desaparecimento-da-irma-maria-goretti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2082367457969969144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2082367457969969144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/desaparecimento-da-irma-maria-goretti.html' title='Desaparecimento da Irmã Maria Goretti do Mosteiro de São João del Rei'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZAQ6qCFwMB4/Tvk7iS4mn3I/AAAAAAAABmA/O9H97vCS2xk/s72-c/safe_image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-5878347816874622051</id><published>2011-12-23T09:50:00.001-08:00</published><updated>2011-12-23T10:28:06.921-08:00</updated><title type='text'>Natal de paz a todos nós deste mundo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-goBjNdzo1vU/TvS_oVX1M6I/AAAAAAAABl0/M_g0j2E9wK0/s1600/NATAL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-goBjNdzo1vU/TvS_oVX1M6I/AAAAAAAABl0/M_g0j2E9wK0/s400/NATAL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689382928928551842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Natal,aniversário de Jesus, seja esta uma data falsa ou não ( como muitos dizem), é um dia escolhido para que paremos para repensar nossas vidas e para confraternizar com todos em nome de um Deus apenas, independente dos rituais diferentes das diversas religiões.Dia apenas de São Nicolau ou não, é, na verdade, dia especial para ser dedicado à celebrar Deus vivo dentro de nós e entre nós.É um dia especial, mas todos os dias são dias de viver Deus, de celebrar Deus, de ser mais ser humano diante de tanta dor e conflito existentes no mundo.&lt;br /&gt;    Mais que  nos preocuparmos em consumir de tudo um pouco ( dentro de nossas posses), devemos querer ser belos pelo que somos e não pelo que vestimos ou aparentamos."Sem amor eu nada seria".&lt;br /&gt;    Que nossos amigos e familiares possam estar com saude e paz de espírito.Que possamos compartilhar nosso afeto com todos que passarem pelas nossas vidas. Que Deus nos ajude a assumirmos um caminho de dedicação à melhora do mundo e que não nos envergonhemos de ser quem somos, sempre em busca do nosso crescimento pessoal e em busca do crescimento de quem convive conosco.&lt;br /&gt;   Que eu, em particular, possa ser cada vez mais uma profissional, capaz de motivar meus alunos às escolhas de amor e que eu possa lhes dar mais do que conteúdos e consiga vê-los como seres humanos, não como depósitos de disciplinas que, sem contexto e amor não servem para a formação ética deles.&lt;br /&gt;Que eu possa amar meus filhos, amigos e parentes da forma que quero ser amada e contribuir para que a vida deles seja mais leve, mais repleta de sonhos, de magia, de pé- no- chão, de realizações e de elevação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Que assim seja pois " É só o amor que conhece o que é verdade." &lt;br /&gt;   Felicidades a todos.&lt;br /&gt;   Vanda Sandim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-5878347816874622051?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/5878347816874622051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/natal-de-paz-todos-nos-deste-mundo_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5878347816874622051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/5878347816874622051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/natal-de-paz-todos-nos-deste-mundo_23.html' title='Natal de paz a todos nós deste mundo.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-goBjNdzo1vU/TvS_oVX1M6I/AAAAAAAABl0/M_g0j2E9wK0/s72-c/NATAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-4139211371130162749</id><published>2011-12-23T09:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T09:47:15.266-08:00</updated><title type='text'>BEATRIZ CERQUEIRA:" Verdadeira realidade da Educação em Minas."</title><content type='html'>Verdadeira realidade da Educação em Minas&lt;br /&gt;Em resposta ao Editorial publicado nesta terça-feira (13.12), no Jornal Hoje em Dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário conhecer a realidade da educação pública mineira para entender os motivos da greve realizada pelos profissionais da educação em 2011, assim como as realizadas em 2008 e 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A categoria foi submetida a um processo de empobrecimento, a uma sistemática de desvalorização do seu tempo de dedicação à escola pública e a uma política de carreira com pouca perspectiva de futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas implementados na área da educação também não atingem o conjunto do estado, o que faz com que tenham pouca interferência na realidade pedagógica da escola, como o professor da família, o ensino profissionalizante e a escola de tempo integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta realidade, os alunos, pais e profissionais da educação já estão sacrificados. A greve foi o último recurso para tentar mudar esta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi amplamente divulgado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), deve ser do seu conhecimento o Termo de Acordo assinado pelo Governo do Estado e que não foi cumprido. Ao contrário, a lei estadual 19.837/11 estabeleceu um congelamento da carreira até o ano de 2016 e uma política de suposta valorização do tempo de serviço onde o servidor precisará de 42 anos de trabalho para finalizar sua carreira. Além disso, a composição do subsídio agrega verbas além do que foi estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal para composição do Piso Salarial Profissional Nacional. Por tudo isso, permanece a insatisfação da categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como o processo de reposição da carga horária do aluno é conduzida pelo Governo não tem nenhuma defesa do direito do aluno, tem sido instrumento apenas de punição do trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma última observação. O nosso Congresso foi definido como estratégia de mobilização da categoria, votado por ampla maioria pelo Comando Estadual de Greve que continuou reunindo, mesmo após a suspensão do movimento. Por isso a idéia de que as lideranças não se entendem traz uma idéia de divisão que não existe no movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário que o governo estabeleça um processo sério de negociação. Negociar pressupõe que as partes cedam e cheguem ao que é possível para ambos. Nós cedemos quando aceitamos o valor do Piso Nacional, a sua proporcionalidade e mesmo um parcelamento da sua implantação na carreira. Quando um lado impõe sua vontade ao outro, ou mesmo quando suspende o processo de negociação e não cumpre o que foi acordado - que foi a postura adotada pelo Governo do Estado, a relação continua conflituosa. E desta forma todos perdem. Não há vencedores, mesmo que o Governo do Estado gaste milhões de reais em recursos públicos em campanhas publicitárias para tentar construir outra idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Cerqueira&lt;br /&gt;Coordenadora-geral do Sind-UTE/MG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-4139211371130162749?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/4139211371130162749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/beatriz-cerqueira-verdadeira-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/4139211371130162749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/4139211371130162749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/beatriz-cerqueira-verdadeira-realidade.html' title='BEATRIZ CERQUEIRA:&quot; Verdadeira realidade da Educação em Minas.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-8433483952513180024</id><published>2011-12-23T06:19:00.001-08:00</published><updated>2011-12-23T07:23:29.049-08:00</updated><title type='text'>EULLER:"Uma carta de Natal e Ano Novo para os 400 mil educadores de Minas Gerais".</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wOTYnQxgGYY/TvSPUMCHk6I/AAAAAAAABlo/Imf3H86F8PQ/s1600/cartaodenatal%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-wOTYnQxgGYY/TvSPUMCHk6I/AAAAAAAABlo/Imf3H86F8PQ/s400/cartaodenatal%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689329806266045346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;br /&gt;Uma carta de Natal e Ano Novo para os 400 mil educadores de Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus queridos colegas profissionais da Educação de Minas Gerais, na ativa ou aposentados, efetivos, efetivados ou contratados, quero dedicar a vocês estas poucas e mal traçadas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2011, apesar da grande e justificada expectativa que tínhamos por conta da Lei do piso, e também da corajosa e justa luta que travamos, não foi um ano feliz para nós, educadores de Minas Gerais. Acredito que não tenha sido um ano feliz para os profissionais da Educação de todo o Brasil, pois praticamente todos nós tivemos os nossos direitos assegurados em lei ROUBADOS. Os políticos que dirigem este país são bons em promessas, mas canalhas quando se trata de cumprir o que prometeram, ou em aplicar as leis em favor dos de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para dizer, então, que este será um Natal feliz e um Ano Novo cheio de alegria, como gostaríamos de desejar aos nossos colegas. Nós tivemos os nossos direitos subtraídos, de forma covarde e cruel até, já que milhares de colegas educadores passaram por grandes sacrifícios, inclusive de sobrevivência alimentar, enquanto os de cima, que se apropriam da receita do Estado, a todo momento comemoram vantagens e ganhos às nossas custas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o péssimo exemplo dos vereadores de BH, que aprovaram um não merecido reajuste de 62% nos salários deles. Fizeram o mesmo que os parlamentares federais em 2010. E o mesmo que a alta cúpula da Justiça e dos demais poderes, que não se cansam de assegurar benesses para si, enquanto negam ao povo pobre os direitos essenciais, como Educação, Saúde, moradia própria e segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos vereadores de BH que deram este presente de natal para si e seus familiares, não tiveram coragem de votar uma lei que regularizaria definitivamente a situação de 5.000 pessoas que vivem na Ocupação Dandara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, 51 deputados estaduais votaram pela destruição da carreira de 400 mil educadores, negando e burlando o pagamento do piso salarial a que fazemos jus pela legislação vigente no país. Sequer conheciam o teor da matéria que votaram, pois estão ali para obedecer as ordens do governador e dos grandes empresários, e não para servir aos de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Natal não precisa ser de tristeza, porque merecemos ser felizes, e também porque a nossa vitória moral - especialmente dos que lutaram bravamente pelos direitos que o governo e sua trupe tentam nos tirar - faz com que comemoremos esta data e a do Ano Novo de cabeça erguida, ao lado dos nossos amigos e familiares. Um Natal modesto, pelas condições materiais a que estamos submetidos; contudo, sem esquecermos jamais o que fora feito pelo governo, pelos deputados e por aqueles que, por omissão ou conivência, calaram-se, quando era preciso protestar, resistir e denunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rol das entidades que envergonham Minas Gerais - ou melhor, não das entidades, mas daqueles que ocupam os cargos maiores destas instituições - estão o Ministério Público Estadual, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Justiça de Minas, além da grande mídia, toda ela conivente com o que vem acontecendo em Minas Gerais e com os educadores. Estas figuras podem ter o status e as benesses que o cargo lhes confere, mas não têm mais idoneidade moral para se apresentarem perante a sociedade, senão de forma cínica e blindada por uma mídia que é a negação da liberdade de imprensa que apregoamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal e o Ano Novo dos educadores de Minas, serão, portanto, além da comemoração entre os entes queridos, um momento também de reflexão sobre a realidade do nosso estado, do nosso país e do mundo em que vivemos. É fato que vivemos um estado de inversão de valores e princípios, onde os que deveriam dar bons exemplos são os primeiros a praticarem as maiores patifarias. A chamada democracia em Minas e no Brasil e no mundo não passa de uma farsa na qual minorias privilegiadas usam da força de que detêm - força policial, força da manipulação pela mídia, força do poder econômico, etc. - para manter os seus ganhos fáceis, enquanto impõem uma realidade de sofrimento e de sonegação de direitos à grande maioria da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade dos educadores de Minas expressa muito bem esse quadro. Mesmo um direito assegurado pela Carta Magna e por uma lei federal, como é o caso do piso salarial nacional, com definições conceituais bem nítidas e fontes de financiamento apontadas, mesmo assim foi burlado descaradamente pelo governo e seus associados nos demais poderes. E tudo caminha como se nada tivesse acontecido. Bilhões de reais foram arrancados dos nossos bolsos e ninguém é denunciado judicialmente por isso, os parlamentares dão cobertura, a mídia blinda o governo, o ministério público estadual diz que está tudo certo, enquanto nós amargamos as perdas incalculáveis de que fomos vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não posso aqui hipocritamente dizer aos meus 400 mil colegas educadores de Minas que está tudo bem, que o nosso Natal e Ano Novo serão marcados por grande felicidade. Não. Não está tudo bem. Era para estar tudo bem, se neste país os governantes das três esferas fossem pessoas dignas e honradas e comprometidas com os problemas sociais da maioria pobre. Mas, não é essa a nossa realidade. Por isso, as datas que se aproximam devem ser mais um momento de reflexão de tudo o que vivemos. Não com o sentido de desistência, de desânimo ou de inferioridade em relação aos de cima. De maneira alguma. Nós somos maiores e melhores do que eles, em tudo, e sem falsa modéstia. Somos nós que construímos e carregamos nas costas o presente e o futuro de Minas, do Brasil e do mundo. Nós, os de baixo, produzimos todas as riquezas do mundo, embora apenas uma minoria, por esperteza e pela força dos poderes que mencionei acima consiga, ainda, manter os privilégios em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que em 2012 possamos reverter essa situação. Devemos celebrar com os nossos colegas, a cada dia, que não vamos esquecer o que aconteceu conosco. Não vamos esquecer do papel que cada ator social desempenhou durante cada dia de 2011. Não vamos esquecer, principalmente, que temos direito ao piso salarial nacional, que não está sendo pago pelo governo do estado. A partir de fevereiro começaremos a receber a remuneração total em forma de subsídio. Trata-se de uma remuneração aquém do piso a que temos direito. E a cada mês do ano devemos apresentar para a sociedade a diferença entre o que estamos recebendo e aquilo que deveríamos receber, para que cada cidadão mineiro saiba o quanto estamos sendo confiscados nos nossos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que ao final do atual governo de estado, feitas as contas do não pagamento do piso, haja uma perda individual acumulada entre R$ 20 mil e R$ 200 mil. É este o tamanho da perda que os 400 mil educadores de Minas estão sendo vítimas em função da não aplicação correta da lei federal que instituiu o piso salarial nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa perda causa indignação, que por sua vez deve provocar disposição de resistir e de lutar. É, portanto, com este espírito de luta, de resistência, de esperança em dias melhores, que eu deixo aqui registrados os meus sinceros desejos de um Natal e um Ano Novo com dignidade e saúde e relativa paz para todos e todas os/as educadores/as de Minas Gerais e do Brasil. Com um abraço especial para os milhares de colegas que participaram da nossa heroica greve de 112 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 18:19 21 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-8433483952513180024?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/8433483952513180024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eulleruma-carta-de-natal-e-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8433483952513180024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8433483952513180024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eulleruma-carta-de-natal-e-ano-novo.html' title='EULLER:&quot;Uma carta de Natal e Ano Novo para os 400 mil educadores de Minas Gerais&quot;.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wOTYnQxgGYY/TvSPUMCHk6I/AAAAAAAABlo/Imf3H86F8PQ/s72-c/cartaodenatal%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-2392123151264559057</id><published>2011-12-21T09:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T10:03:26.897-08:00</updated><title type='text'>Euller:"Após oito anos de confiscos, governo de Minas aplica o maior golpe do século contra os educadores do estado."</title><content type='html'>QUARTA-FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oito anos de confiscos, governo de Minas aplica o maior golpe do século contra os educadores do estado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram oito anos de confiscos salariais praticados pelo governo de Minas contra os profissionais da Educação. A dupla formada pelo faraó e seu afilhado elegeu desde o primeiro momento os educadores como o grande alvo da destruição. Foram anos de penúria e cortes. Além do corte de direitos como quinquênios e biênios para os novatos, o governo manteve uma política de achatamento salarial que pode ser observado pelo valor do chamado teto remuneratório: em 2003, quando assumiu o governo, este teto, herdado pelo desgoverno anterior, era de R$ 660,00, o equivalente a 2,75 salários mínimos da época. Já em 2010, quando o faraó transferiu o governo para o seu afilhado, o teto remuneratório era de R$ 935,00, o equivalente a 1,83 salários mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levarmos em conta o aumento do custo aluno-ano neste período, veremos que a diferença - ou a perda - será ainda maior, pois os percentuais do valor aluno-ano são muito superiores aos da inflação e aos do salário mínimo. E embora os recursos do FUNDEB estejam vinculados ao custo aluno-ano e a uma política nacional de valorização dos educadores, a verdade é que os profissionais tiveram um resultado inverso ao esperado: nosso poder de compra decresceu neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o maior golpe contra os educadores estaria por acontecer. Justamente quando o Congresso Nacional, pressionado pela sociedade, resolve regulamentar a lei do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) dos educadores, para atender a uma exigência constitucional prevista desde 1988, foi quando se assistiu a este golpe do século. Aprovada a Lei do Piso - 11.738/2008 -, o governo de Minas passou a elaborar uma forma de burlar esta lei, sonegando aos 400 mil educadores um direito adquirido pela vontade da Nação brasileira, expressa nas decisões tomadas pelos três poderes constituídos, na esfera federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei do Piso, confirmada sua plena constitucionalidade pelo STF, é cristalina feito o dia em seus eixos centrais: 1) piso é igual a vencimento básico, salário inicial, e não remuneração total; 2) um terço de tempo da jornada de trabalho deve ser dedicada às atividades extraclasse; 3) o piso deve ser pago integralmente (ainda que na sua forma proporcional à jornada praticada em cada estado ou município) a partir de janeiro de 2010; 4) os entes federados terão até o final de 2009 para criar ou adaptar os planos de carreira existentes às normas da Lei do Piso; 5) o piso será reajustado anualmente, no mês de janeiro, pelo mesmo percentual de aumento do custo aluno-ano; e 6) o ente federado que provar não poder pagar com recursos próprios ao piso poderá pedir a complementação ao governo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Minas não cumpriu um item sequer dos pontos abordados acima. Pelo contrário. O governo sonegou descaradamente o pagamento do piso ao criar as duas leis do subsídio causando enormes e incalculáveis prejuízos aos 400 mil educadores de Minas Gerais. O subsídio não é vencimento básico, como prevê a lei federal e a decisão do STF, mas remuneração total, soma de vencimento básico e gratificações, e com isso descaracteriza e desvincula-se completamente do piso e dos seus objetivos - criada que fora tal lei federal para que ocorresse uma real valorização do magistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto remuneração total, o subsídio está acima do valor proporcional do piso - e com isso o estado fica desobrigado a conceder os reajustes anuais previstos na lei federal. O melhor exemplo disso é que em 2012, quando haverá um reajuste no piso que pode chegar a 22%, no subsídio o reajuste será de apenas 5% em abril. E esta realidade se repetirá a cada ano, provocando enormes perdas salariais para os educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo diz na propaganda que através do subsídio paga até mais do que o piso. Mas, não explica para a comunidade que subsídio é remuneração total, e não vencimento básico, como manda a lei do piso. Se agisse corretamente, aplicando o piso nacional ao plano de carreira existente, o governo teria que realizar, ainda em 2011, um reajuste de cerca 93% nos vencimentos básicos - publicamente (re) conhecidos como os mais baixos do país. E em 2012 teria que aplicar o reajuste anual do piso de 22% no vencimento básico - e sobre este valor incidiriam as gratificações. Ao invés disso, o governo somou o salário inicial mais as gratificações, transformando tudo em parcela única e com isso apresentando essa remuneração total como valor superior ao piso. O governo de Minas fez justamente aquilo que cinco desgovernadores haviam solicitado junto ao STF através da ADI 4167 - e que o STF, ao julgar o mérito desta ADI em abril deste ano, rejeitou-a integralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em Minas Gerais tivesse assembleia legislativa ou ministério público, ou mesmo uma justiça que acompanhasse a realidade do estado e do país, neste momento o governo de Minas estaria em maus lençóis. Não há justificativa para não pagar o piso salarial corretamente aos profissionais da Educação, a não ser a clara decisão política de transferir recursos que deveriam ser investidos na Educação e na valorização dos educadores para outras áreas. Quem se beneficiará com isso? Algum tipo de privataria? Certamente não serão os educadores, que foram lesados nos seus direitos assegurados na Carta Magna e na lei federal do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação do subsídio em Minas, tanto a versão 1, quanto a versão 2 - que além de tudo congelou a carreira até 2016 -, no chamado modelo remuneratório unificado, nada mais foi do que uma forma descarada de burlar a Lei do Piso, deixando milhares de educadores em situação de miséria, prejudicando inclusive e principalmente os mais antigos, incluindo os aposentados, que deram a sua vida em prol do magistério, e que agora se veem tungados desse direito ao piso salarial nacional. Isto sem falar no vergonhoso confisco extra que o governo de Minas aplicou aos 153 mil educadores que optaram por sair do subsídio e tiveram seus salários reduzidos ilegalmente a partir de julho de 2011. E em seguida, em novembro deste mesmo ano, sofreram novo golpe, sendo obrigados a retornarem para o subsídio, sem sequer receber o que haviam perdido. Uma verdadeira imoralidade em matéria de administração pública - e também de desrespeito ao ordenamento jurídico e aos direitos adquiridos dos servidores da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante do que pode ser considerado o maior golpe da história do país. Fala-se muito em roubos milionários, de assaltos e desvios de verbas que chegam a bilhões. Estamos aqui falando em tese e citando ocorrências em outro planeta, claro, já que em Minas e no Brasil estas coisas não existem. Mas, ainda não foi possível calcular quanto os educadores de Minas, 400 mil famílias, perderam com o golpe aplicado pelo governo do estado de Minas. E como é a educação pública que também perde com isso, podemos dizer que milhões de alunos e pais de alunos foram prejudicados com os atos do governo de Minas. Oficialmente não se pode dizer que tenha havido um ROUBO, já que teoricamente o governo conseguiu a anuência de um legislativo homologativo que se elegeu para dizer amém a qualquer coisa que o executivo queira apresentar. Mas, moralmente, estamos diante de um golpe, de uma transferência de recursos, de uma apropriação indébita de bilhões de reais que foram sugados dos bolsos dos educadores. E como este confisco é anual e crescente, pode-se dizer que o seu valor - o valor das perdas que tivemos e que teremos - é incalculável. Cada um poderá fazer a sua conta pessoal e exibir em praça pública o que o governo tirou de cada um, por não pagar o piso salarial nacional instituído pela lei federal 11.738.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, é importante destacar que a Lei do Piso não fora criada para que cada estado e município fizesse um ajeitamento e com isso anulasse as suas premissas. Se assim fosse, nem precisariam criar uma lei federal nacional, com base numa determinação constitucional. Bastaria indicar que cada estado fizesse um esforço para pagar pelo menos um valor determinado, mesmo que como remuneração total. Não foi isso o que foi aprovado pelo Congresso Nacional e referendado pela decisão do STF. Daí a nossa indignação também em relação ao desprezo da direção sindical em se buscar uma assistência jurídica à altura da demanda e das perdas que estamos colhendo. Do mês de abril até agora, vão completar oito meses, período em que já deveríamos ter nos preparado melhor no aspecto jurídico, para fazer frente a este tremendo golpe contra os nossos interesses de classe. As ações judiciais em andamento - ainda que apresentem números elevados - não correspondem às expectativas pela cobrança do piso na carreira, pela inconstitucionalidade das leis do subsídio e pela recuperação das perdas que tivemos em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a mobilização popular pode fazer toda a diferença. E a categoria, ainda que não tenha conseguido mobilizar todos os trabalhadores na ativa, deu provas de grande coragem, de grande capacidade de sacrifício e luta, ao realizar a maior greve da história de Minas Gerais - a nossa heroica greve de 112 dias. E estamos falando de uma categoria que foi submetida a uma situação de miserabilidade - e que o governo explora isso cruelmente quando corta cada dia de trabalho em greve, pois sabe que isso representa o pão retirado da mesa das famílias dos educadores. Apesar desta dramática realidade, é certo que nossa a luta prosseguirá em 2012, ainda que não façamos uma nova greve de imediato, e que realizemos grandes mobilizações populares. Mas, não se pode subestimar uma boa assistência jurídica, ainda mais tendo em vista tantos elementos de uma causa que nos favorece, como na questão da lei do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saibamos combinar a necessária mobilização popular, convocando toda a população mineira e brasileira para se juntar a nossa luta pelo piso e contra este golpe aplicado pelo governo, com uma correta orientação jurídica, que seja capaz de enfrentar o governo nos tribunais de justiça do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o faraó e o afilhado quiseram se livrar do fardo político de terem aplicado o maior golpe da história do país contra os professores e demais trabalhadores da Educação, terão que voltar atrás e pagar corretamente o piso na carreira a que temos direito. Do contrário, ainda que o legislativo lhes seja homologativo, e que os tribunais lhes deem ganho de causa à revelia da legislação vigente, ainda assim, eles terão que responder perante os tribunais da vida e da história, pelo estrago que cometeram contra milhares e milhões até de educadores, alunos e pais de alunos de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Gilvander:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDE DE APOIO E SOLIDARIEDADE DA COMUNIDADE DANDARA, Segue o JORNAL DANDARA Ano I, n. 39, de 21/12/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa notícia/convite que não está no Jornal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo domingo, dia 25/12, às 9:00h da manhã, D. Joaquim Mol, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, vai celebrar a Eucaristia no Centro Ecumênico de Dandara. A Comunidade Dandara convida a Rede de Apoio e Solidariedade para, com ela, seguir celebrando o Natal e a aproximação de um novo ano.&lt;br /&gt;Com ternura e resistência,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.&lt;br /&gt;e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br&lt;br /&gt;www.gilvander.org.br&lt;br /&gt;www.twitter.com/gilvanderluis&lt;br /&gt;Facebook: gilvander.moreira&lt;br /&gt;skype: gilvander.moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;JORNAL DANDARA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano I, n. 39 – Dandara, BH, 21/12/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Proposta para Caixa Comum de Dandara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi conversado na reunião da Coordenação Geral de Dandara dia 10/12/2011 e definida a seguinte proposta para 2012: cada família pagará, mensalmente, à sua coordenação, um valor de R$10,00 (como se fosse um condomínio). A coordenação, ao receber o valor, dará um recibo, ficando com o canhoto que comprovará o pagamento. Cada coordenador/a, ao receber das famílias, passará os valores para a Comissão do Caixa Geral de Dandara, que será composta por Rafael, das Brigadas, e mais uma pessoa de Dandara (a ser escolhida). Será aberta uma conta em um Banco e os valores recebidos de todas as famílias nela serão depositados. Assim, quando tiver alguma luta ou a comunidade necessitar para uma despesa geral, será usado o dinheiro desta conta. Isso evitará que os coordenadores tenham que sair toda vez que precisa, de casa em casa, pedindo dinheiro. Essa proposta será submetida ainda à aprovada da Assembleia Geral de Dandara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Curso de Artesanato na Igreja Imaculada Conceição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciará, no dia 06 de janeiro de 2012, um Curso de Artesanato na Igreja Imaculada Conceição (Igreja do padre João Holanda). O curso acontecerá das 14h às 16h. Maiores informações procurar a coordenadora Mirian. Vamos participar. É hora de cultivar os talentos que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Dandara ganhou o Prêmio Gentileza Urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comunidade Dandara, por intermédio do Arquiteto Tiago Castelo Branco, um dos autores do projeto urbanístico de Dandara, recebeu, no último dia 15/12, o Prêmio Gentileza Urbana, oferecido pela Associação Nacional dos Arquitetos do Brasil. Um dos aspectos relevantes para a premiação de Dandara foi o cuidado com as áreas de preservação ambiental existentes na Comunidade. Parabéns Dandara e parabéns aos nossos Arquitetos que desenham e ajudam construir uma cidade mais justa e humanizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. NATAL NA DANDARA (Lapinha de Dandara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 18/12 último na Celebração Ecumênica, na Igreja Ecumênica de Dandara, foi cantada uma linda música com letra de Maria do Rosário. Cf., abaixo, a letra de Natal na Dandara. É pra refletir e cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Um dia numa lapinha&lt;br /&gt;Um grande caso se deu&lt;br /&gt;Um garotinho bacana&lt;br /&gt;De uma mulher nasceu.&lt;br /&gt;2. Aqui bem longe, bem longe,&lt;br /&gt;Na nossa querida Dandara&lt;br /&gt;Tem lugar pra você, Jesus&lt;br /&gt;Na nossa humilde casa (bis)&lt;br /&gt;3. A gente vivia sofrendo&lt;br /&gt;Escravos do aluguel&lt;br /&gt;Mas, eis que surgiu a Dandara&lt;br /&gt;Tornou-se um pedaço do céu (bis)&lt;br /&gt;4. A nossa casa é simples&lt;br /&gt;Mas tem flores no quintal&lt;br /&gt;E tem lugar pra você, Jesus&lt;br /&gt;Na noite do seu Natal (bis)&lt;br /&gt;5. Aqui na nossa Dandara&lt;br /&gt;Aprendemos que tem que lutar&lt;br /&gt;Construir em mutirão&lt;br /&gt;Com fé, com garra e união (bis)&lt;br /&gt;6. As nossas crianças e idosos&lt;br /&gt;Agora tem felicidade&lt;br /&gt;Dandara está construindo&lt;br /&gt;Uma nova sociedade (bis)&lt;br /&gt;7. A nossa casa é cheinha&lt;br /&gt;De pessoas pra sustentar&lt;br /&gt;Mas ainda tem pra você, Jesus&lt;br /&gt;Uma vaguinha em nosso lar (bis)&lt;br /&gt;8. Nasce na nossa Dandara&lt;br /&gt;Você vai correr e brincar&lt;br /&gt;Passear com nossas crianças&lt;br /&gt;Nós vamos também te cuidar (bis)&lt;br /&gt;9. Dandara é uma grande lapinha&lt;br /&gt;Um lugar por Deus indicado&lt;br /&gt;Fazemos reforma urbana&lt;br /&gt;E Deus está ao nosso lado (bis)&lt;br /&gt;10. A nossa Dandara é feliz&lt;br /&gt;Na luta por moradia&lt;br /&gt;Nasce com a gente, Jesus&lt;br /&gt;Traz um Natal de alegria (bis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal e um sublime Ano Novo para todas as pessoas da Comunidade Dandara, para as Brigadas Populares e toda Rede de Apoio e Solidariedade. Seguiremos juntos, na luta, para que a Justiça social e o amor, permeado de solidariedade, cresça, floresça, se multiplique e se torne, cada vez mais, realidade. www.ocupacaodandara.blogspot.com&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:53 22 comentários  &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;br /&gt;BlogThis!&lt;br /&gt;Compartilhar no Twitter&lt;br /&gt;Compartilhar no Facebook&lt;br /&gt;Compartilhar no Orkut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-2392123151264559057?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/2392123151264559057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullerapos-oito-anos-de-confiscos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2392123151264559057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2392123151264559057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/eullerapos-oito-anos-de-confiscos.html' title='Euller:&quot;Após oito anos de confiscos, governo de Minas aplica o maior golpe do século contra os educadores do estado.&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-1206276658178514427</id><published>2011-12-18T08:37:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T08:44:04.574-08:00</updated><title type='text'>Euller: pior Natal das últimas décadas para educadores de M.G.</title><content type='html'>domingo, 18 de dezembro de 2011&lt;br /&gt;No ano do piso salarial nacional, o natal dos educadores de Minas será o pior já vivido nas últimas décadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-b7GI8mThLks/Tu4XisSrmtI/AAAAAAAABlc/azMR6PDwt6A/s1600/imagemdodia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-b7GI8mThLks/Tu4XisSrmtI/AAAAAAAABlc/azMR6PDwt6A/s400/imagemdodia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687509264188021458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano do piso salarial nacional, o natal dos educadores de Minas será o pior já vivido nas últimas décadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que marcam a vida e a história das pessoas. Uma delas, é quando a expectativa criada e alimentada pelos próprios governantes do país é frustrada. É o caso do piso salarial profissional nacional (PSPN). Após 20 anos de espera, os legisladores do Brasil, após ouvirem a população de todo o país, aprovaram por unanimidade uma lei federal, a Lei do Piso, a lei 11.738/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal ato, que era uma antiga reivindicação dos profissionais da Educação, ao se materializar em forma de lei, gerou naturalmente uma enorme expectativa positiva para os trabalhadores que atuam na Educação. Após décadas de sofrimento e de salários rebaixados, com políticas irresponsáveis levadas a cabo por desgovernadores mais irresponsáveis ainda, pensava-se que, finalmente, teria início no país um processo sério de valorização salarial da carreira do magistério, dos profissionais da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, bastou que tal lei federal fosse aprovada, para que ataques histéricos e formais fossem desferidos contra este novo direito assegurado em lei. Do governo federal, que usara tal fato como bandeira de campanha eleitoral, percebera-se, depois, que tentara, ainda no calor da aprovação do piso, alterar uma regra essencial, que é a do reajuste salarial anual baseado no custo aluno ano. E dos governos estaduais e municipais, assistimos as mais variadas formas de sabotagem para negar a aplicação do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco desgovernadores - RS, CE, SC, PR e MS - tiveram a cara de pau de ingressar na justiça com uma ADI, a 4.167, tentando fulminar a nascente lei do piso. Tentaram destruir dois pilares fundamentais da Lei do Piso, a saber: o piso enquanto vencimento básico e o terço de tempo extraclasse. O STF, num primeiro momento, garantiu uma liminar para esta ADI 4167, e com isso suspendeu a lei federal até o julgamento do mérito da mesma. Tal fato acontecera somente em abril de 2011, quando o STF, mudando a perspectiva apontada na apressada liminar, considerou corretamente que piso é salário inicial, vencimento básico, e não remuneração total. E considerou toda a lei do piso constitucional, inclusive o terço de tempo extraclasse, e que deveria ser aplicada na sua plenitude - e não burlada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a partir daí, quando considerava-se encerrada qualquer possibilidade de alterar a norma instituída em lei federal, eis que somos surpreendidos com novo golpe, aplicado em estados como Minas Gerais, onde o governo simplesmente colocou em prática a ADI 4.167 rejeitada pelo STF, ao transformar o antigo sistema de vencimento básico, em vigência até então, em remuneração total, em forma de subsídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com essa forma descarada de não pagar o piso, o governo de Minas deixara ainda uma porta de saída deste sistema. Imaginava-se que essa seria uma última possibilidade séria dos educadores optarem entre o novo sistema, que o governo dizia ser mais vantajoso, e o antigo sistema de vencimento básico. Acreditando na boa fé do governo, 153 mil educadores, apesar de toda a propaganda contrária por parte do governo, deixaram o subsídio. E foi aí que o governo revelou sua verdadeira intenção de não cumprir a Lei do Piso. O governo de Minas chegou inclusive a montar uma imoral e ilegal armadilha contra os educadores. Ao mesmo tempo em que anunciava nas rádios e TVs, em milionárias campanhas publicitárias, que o subsídio era mais vantajoso, na outra ponta mandava um claro recado aos educadores: se vocês deixarem o subsídio, terão os seus salários reduzidos ao patamar de 2010. Ou seja, o reajuste salarial aplicado em janeiro de 2011 para todos os servidores da Educação fora abolido para estes rebeldes que ousaram deixar o subsídio, a partir de julho de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, os 153 mil educadores, que representam a grande maioria dos trabalhadores da Educação na ativa e que tiveram a possibilidade de deixar este sistema, não desistiram. Se a lei facultava o direito ao antigo sistema, ainda que como armadilha, os educadores, que não são tão ignorantes quanto julgava o governo, continuaram firmes na opção pelo vencimento básico e gratificações, na expectativa de que finalmente o governo cumpriria a lei e pagaria o piso na carreira. Mesmo quando o governo abriu nova possibilidade de retorno para o subsídio, com novas ameaças de um lado, e promessas de aprimoramento do subsídio do outro, ainda assim permanecemos firmes na opção que fizemos: o piso é nosso direito e dele não abrimos mão. Contudo, o desfecho dessa trama revelara que o governo agira o tempo todo mal intencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, ano do piso salarial nacional, ou do engodo no qual se tornara, os educadores de Minas realizaram a maior greve da história de Minas. Foram 112 dias de uma heroica greve, debaixo de toda forma de pressão, de chantagem, de ameaça, de campanha publicitária através de uma mídia subserviente e que revelou-se inútil no papel de informar honestamente, quando se trata de atender aos interesses da população, especialmente a de baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A greve dos profissionais da Educação desnudou o conteúdo deste governo e de sua política de choque de gestão, demonstrando que toda a imagem fantasiosa criada pela mídia não tinha amparo na vida real. O governo só soubera mesmo massacrar os educadores e demais segmentos dos de baixo para servir aos ricos; a greve desnudou também o conteúdo servil e lambe-botas dos deputados estaduais, que na sua maioria atuara como cordeiros a soldo do governo estadual, demonstrando o quanto a representatividade da democracia brasileira está falida; a greve mostrou também que em Minas o órgão responsável pela fiscalização da aplicação da lei, o Ministério Público estadual, quando se trata de contrariar os interesses do governo estadual se cala e atua como autarquia do governo. Ingressou na Justiça contra os educadores, quando deveria cobrar do governo a aplicação de uma lei federal. E para completar, demonstrou-se também que alguns desembargadores atuam a serviço do governo estadual, ao arrepio das leis federais existentes: a Lei do Piso e a Lei de Greve foram rasgadas em Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, fomos submetidos à palhaçada do Termo de Compromisso assinado pelo governo e não cumprido, pois, após o retorno dos educadores ao trabalho, o que se assistiu foi o recrudescimento da pressão e da perseguição nas escolas, enquanto o governo tramava um novo golpe contra os educadores, materializado na versão número 2 do subsídio. Através de um substitutivo, que fora aprovado por 51 deputados pau mandados do governo, de forma unilateral e compulsória, o governo revogou a opção feita por 153 mil educadores, retornando com todos para o subsídio. Ou seja, a opção de saída do subsídio existente na primeira lei do subsídio revelara-se uma farsa, um engodo, já que o governo, além da armadilha montada para impedir a saída daquele sistema, com a redução ilegal e imoral dos salários, não logrando sucesso nesta tentativa, tinha nas mangas uma carta alternativa, que era na verdade a essência do seu ardiloso plano: a versão dois do subsídio revelara-se a forma acabada do governo de Minas burlar a Lei do Piso para os 400 mil educadores, incluindo os aposentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teor deste novo sistema não é necessário que o detalhemos neste post, como já fizemos anteriormente. Em resumo, o subsídio representou confisco salarial, perdas irreparáveis, a cassação do direito ao piso, uma vez que o antigo sistema de vencimento básico, com as gratificações a que os educadores fazem jus, representaria um real processo de valorização profissional. O governo provocou perdas irreparáveis na vida de milhares de educadores, que ao invés de se sentirem contemplados pela nova lei federal do piso salarial nacional, estão hoje desiludidos e sem esperanças para com o magistério público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tal ato, o governo detonou a perspectiva criada pela Lei do Piso e pela Carta Magna, segundo as quais, ao valorizar o profissional da Educação, estariam na verdade atingindo o objetivo principal, que é a oferta de uma Escola pública de qualidade para todos. É esta a determinação constitucional e que o governo de Minas e outros, ao burlarem a Lei do Piso, agrediram descaradamente, ante ao silêncio e omissão covarde dos diversos poderes, do MPE, da mídia corrompida, dos deputados, do TCE, de todos enfim que poderiam fazer alguma coisa, e nada fizeram. Todos eles partilham entre si e com os grandes empresários, empreiteiros e banqueiros, os recursos do Orçamento público que deveriam ser revertidos em forma de educação de qualidade para todos e saúde pública decente, segurança e moradia popular digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, o Natal de 2011 dos educadores de Minas, sob a égide do piso sonegado, de direitos confiscados, não será um natal robusto. Nem tanto pelo poder de compra reduzido - o que atinge diretamente também ao comércio de dezenas de cidades do Interior de Minas -, mas, acima de tudo, pela ausência de perspectiva de carreira e dos direitos garantidos em lei retirados de forma ardilosa e imoral. E cujos atos certamente terão que ser questionados na Justiça - o que já tarda a acontecer, por parte do sindicato de classe da categoria. E obviamente que tal realidade despertará a categoria para novas e crescentes mobilizações em 2012, pois ninguém aceitará passivamente a retirada de direitos que estavam garantidos em lei federal e no plano de carreira existente no estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este será, portanto, um natal diferente, quando haveremos de partilhar com nossos familiares e amigos, e alunos e pais de alunos, além do pão e do vinho, o cálice de fel que se vive em Minas Gerais. Para que dias melhores, de esperança, de sonhos e de conquistas sejam vividos a partir da unidade dos de baixo contra os seus (nossos) algozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 10:30 16 comentários&lt;br /&gt;Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1206276658178514427?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1206276658178514427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/euller-pior-natal-das-ultimas-decadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1206276658178514427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1206276658178514427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/euller-pior-natal-das-ultimas-decadas.html' title='Euller: pior Natal das últimas décadas para educadores de M.G.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b7GI8mThLks/Tu4XisSrmtI/AAAAAAAABlc/azMR6PDwt6A/s72-c/imagemdodia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-7632538428407208410</id><published>2011-12-16T07:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-16T07:51:27.850-08:00</updated><title type='text'>Kléber Cecílio:"Professores: vítimas ou vilões?"</title><content type='html'>Adorei este texto do Kléber Cecílio ( gritossemecos.blogspot.com)que retrata a verdade do nosso pais e a tristeza da classe dos educadores brasileiros.Nós,educadores de Minas Gerais, entendemos perfeitamente o que este texto retrata.&lt;br /&gt;Vanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terça-feira, 27 de setembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSORES; VÍTIMAS OU VILÕES?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No momento em que volta à baila a falência do ensino brasileiro, mediante os fiascos do ENEM e de outros balanços negativos, ficamos estarrecidos com a inação das autoridades brasileiras! Ninguém mais agüenta ver e ouvir nossos governantes se debaterem com os mesmos problemas estruturais que atravancam o crescimento do Brasil e o mantém atrelado ao passado colonial. – Saúde, transporte, segurança, educação. – Se esse fosse o nome de um quarteto de violas, certamente suas cordas estariam rompidas de tanto soar mesmas notas e o som enfadonho da cantilena teria implodido os ouvidos da platéia. Mas felizmente a esperança é a última que morre e as eleições bienais brasileiras são o balsamo que alivia frustrações mal curadas. Promessas e mais promessas e o heróico povo espera e espera!...Trágico destino para uma nação que se auto-intitula “o país do futuro”.&lt;br /&gt;            Por falar em futuro, certa vez Sêneca em um de seus encontros com discípulos lhes perguntou o que entendiam como futuro? Os noviços, depois de longo pensar, responderam que era tudo o que podiam fazer amanhã. Então, ouviram a seguinte correção: “futuro é o fruto da boa semente que plantamos hoje”. Diante de tal verdade dobrem-se joelhos culpados pelas colheitas dos frutos podres que nosso sistema educacional vem faturando ao longo de décadas de desmazelo e mentiras bem plantadas no passado e que continuam sendo regadas por quiméricos acadêmicos, os quais vivem tateando teorias vãs entre miragens de um processo falaz e duvidoso, cujo objetivo primaz é engordar salários de autoridades e avantajar com índices positivos relatórios manipulados, a fim de impressionar analistas incautos da Unesco e outros órgãos internacionais.&lt;br /&gt;            Sob a sombra dessa incompetência proposital e antipatriótica padecem professores, escolas e o Brasil. Professores e seus salários de fome expostos na vitrine do ridículo como culpados imperdoáveis. Homens e mulheres donos da nobre missão de semear para o futuro, lutando desumanamente contra o tempo, as distâncias, as intempéries, o desconforto, a falta de recursos técnicos e ainda estrangulados pelo antidemocrático pressionamento imposto pelo medo do desemprego. Escolas; não fazendo jus aos nomes dos ilustres que as denominam; quebradas, desfalcadas, sujas, alagadas, pichadas, invadidas por malfeitores de toda ordem. E o Brasil; em apuros diante dos desafios das novas tecnologias cada vez mais exigentes, na procura de homens/mulheres aptos a produzir e concorrer em igualdade de condições com seus congêneres estrangeiros. Nesse mergulho ao abismo tecnológico e ao poço da vergonha criam-se empregos para estrangeiros bem formados, geram-se índices estatísticos mascarados e a invencionice campeia solta nos discursos parafraseados com a única intenção de justificar o injustificável lançando objetivos sem planejamento, nem vontade política, nem compromisso com as boas cepas exigidas pelo futuro.&lt;br /&gt;            O célebre pensador americano Alvin Toffler em sua monumental obra “O Choque do Futuro” escreveu que: “O homem é efêmero; perenes sãos seus sonhos e realizações, porque através dos sonhos nascem as utopias e através destas a humanidade se move rumo ao progresso real”. Portanto, sonhos são frutos de conhecimento e inspiração. Se escolas ruins são incapazes de transmitir conhecimento, não haverá homens/mulheres cultos capazes de sonhar, nem inspiração, nem utopias, nem realizações e muito menos progresso.&lt;br /&gt;            Por conseguinte, não basta ser culto para sonhar. Há ainda que ser feliz... E o que se pode entender como felicidade? Segundo Moacyr Scliar: “o mais completo bem estar físico, mental e social”. Pois bem, à luz de tal definição pode-se afirmar que o corpo docente do ensino básico e médio nacional é composto de elementos no pleno gozo dessas faculdades? Diante de tal pergunta pairam enfáticos “nãos”. Causas são fartas: basta alguma convivência com esses heróis anônimos para se perceber o quão atarantados estão pelos problemas familiares, frustrações profissionais, desafios de toda ordem impostos por um sistema caótico, desorganizado e desorientado em cargas horárias duplas ou até triplas e ainda indefesos contra agressões de alunos raivosos drogados, na sua maioria filhos de pais ineptos. Como se não bastasse tamanho sofrimento ainda percebem salários aviltantes, insuficientes para a gorjeta dos engraxates de nobres governantes inúteis que têm demonstrado não valer o que comem. Portanto, diante de tão obscuro pesadelo, existe possibilidade de essas pessoas transmitirem a outras em formação a capacidade de sonhar acreditando em si e na nação cujo dever é protegê-las? Claramente a resposta é negativa. Então, que se culpem os demagogos proxenetas do povo indefeso com seus salários milionários, sempre munidos de farto corolário de desculpas, a fim de empurrarem cabeças inocentes à guilhotina e absolvam-se esses pobres inocentes, cuja única falta é serem vítimas do sistema e não fazerem parte do esquema coronelista colonial tacanho, que teima em manter a nação de joelhos para o seu bel desfrute.&lt;br /&gt;            Peter Drucker, filósofo do pensamento corporativo, pai da administração, cujas teorias levaram centenas de empresas ao absoluto sucesso e à liderança global, sempre enfatizou, na maioria das suas obras, que a administração moderna é “a ciência que trata sobre pessoas nas organizações”. Portanto preconiza que de nada adiantarão gigantescos investimentos em maquinário, equipamentos e instalações, se o fator humano ficar em segundo plano. Primeiro investe-se em pessoas, plantando em suas mentes a satisfação que gerará motivação, comprometimento e criatividade. Depois as ofereça campo fértil adubado com reciclagem pessoal e vasta tecnologia. Os resultados serão auspiciosos lucros sociais e financeiros. Portanto, o primeiro passo é motivar pessoas as recompensando com salários à altura das pretensões da organização, pois não se podem superestimar os objetivos da corporação à custa da subestimação dos objetivos pessoais dos colaboradores. Fácil concluir que se as teses de Peter Drucker funcionam no ambiente corporativo, por-quê não funcionariam no sistema educacional, uma vez que ambos os meios são movidos pela mesma gente, susceptível a estímulos, ansiosa por sucesso profissional e realização pessoal?&lt;br /&gt;            Mas, pelo que parece, nossos débeis governantes nunca ouviram falar nessas preciosidades e acham que apenas com belos discursos, falsas promessas, ameaças ditatoriais e salários miseráveis vão conseguir tocar as quase intangíveis cordas que impulsionam o despertar humano. Certamente continuarão preferindo trilhar caminho inverso no intuito de defender interesses pessoais à custa do subdesenvolvimento desse país atrelado ao passado, que para competir no mundo global futurístico precisa substituir o proselitismo administrativo por ações concretas e investimentos maciços em capital humano, assim como fizeram a Coréia do Sul, a Austrália, o Canadá, o Japão, a Finlândia, e alguns outros; pois do contrário continuará sendo apenas o retrógrado país do futuro inalcançável; palco da violência social e guerras entre classes, abarrotado de analfabetos funcionais, pobres de espírito, infelizes mal informados e ignorantes; movidos a míseras bolsas governamentais e enganados pela falácia do assistencialismo eleitoreiro praticado pelos novos social-comunistas jurássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Gritos sem Ecos às 16:26 1 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-7632538428407208410?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/7632538428407208410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/kleber-cecilioprofessores-vitimas-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7632538428407208410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/7632538428407208410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/kleber-cecilioprofessores-vitimas-ou.html' title='Kléber Cecílio:&quot;Professores: vítimas ou vilões?&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-2046879359746749525</id><published>2011-12-16T07:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-16T07:28:53.409-08:00</updated><title type='text'>Kléber Cecílio:" QUE SAUDADES DO MARMELO DA MAMÃE!"</title><content type='html'>Este texto é de Kléber Cecílio, do blog: gritossemecos.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terça-feira, 13 de dezembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE SAUDADES DO MARMELO DA MAMÃE!&lt;br /&gt;            Para os mais jovens que certamente não tenham ouvido falar no marmelo, resolvi satisfazer a curiosidade ou, talvez, facilitar a pesquisa e anexei a seguinte definição:        O marmeleiro (Cydonia oblonga), é uma pequena árvore, único membro do gênero Cydonia, da família Rosaceae, cujos frutos são chamados marmelos. É originário das regiões mais amenas da Ásia Menor e Sudeste da Europa. Também é conhecido pelos nomes de marmeleiro-da-europa, marmelo e pereira-do-japão; segundo Caldas Aulete.&lt;br /&gt;            Para os mais vividos, entre os quais me incluo, a definição vai muito além da científica entrando pelo campo da convivência familiar e indo parar nas canelas e coxas dos garotos travessos que fugiam para soltar pipa e largavam os cadernos sobre a escrivaninha esperando pela feitura do dever de casa. Podia ser também que viajasse pelas costas de algum adolescente mais afoito que atrevidamente roubasse um furtivo beijo da filha do vizinho. Essa coisa terrível, comprida, preta como cobra surucucu de lacinho na cabeça, ficava dependurada atrás da porta e atendia pelo assustador nome de: “vara de marmelo“.&lt;br /&gt;             Toda horta que se prezasse ostentava um marmeleiro bem viçoso para fornecer às mamães aquela ferramenta fundamental capaz de arrefecer a coragem de meninos traquinas que ousassem contradizer uma ordem ou até mesmo um olhar fumegante, ardente como fogo, embalado por um limpar de garganta que mais parecia um trovão, para refrescar a lembrança da varinha de marmelo pendurada atrás da porta.&lt;br /&gt;            Falta leve podia valer uma simples conversa amigável com explicação da importância de se respeitar os mais velhos, do valor dos estudos ou até mesmo da necessidade de ir dormir mais cedo como maneira de preservar a saúde e o rendimento escolar. Segundo erro era falta muito grave e, conforme as circunstâncias podia custar umas duas varadinhas sem muita dor, mas que nós gritávamos para fazer chantagem emocional com a mamãe e ela dar por encerrada a reprimenda o mais rápido possível. Mas, se nem assim nos emendássemos e fosse necessária a terceira correção, aí; ah meu Deus! Entrava em ação a cobra surucucu zoando no ar que nem a esquadrilha da fumaça deixando riscos vermelhos nas pernas, tão doloridos quanto um abraço do Godzila, capaz de não deixar o infrator se esquecer da imediata necessidade de não mais fazer jus a um novo encontro com o dragão de trás da porta. Por vezes, fortuitos pensamentos nos invadiam a imaginação e vingativos impulsos floresciam borbulhantes, a fim de dar um sumiço na varinha de estimação. Mas não adiantava nada tirá-la do trono de trás da porta, pois lá estava, no fundo da horta, o marmeleiro frondoso como ele só, cheinho de novas surucucus tão ou mais venenosas quanto a primeira. E pior; era impossível atentar contra aquele Gigante Adamastor reinando dentre o arvoredo, pois mamãe lá estava a lhe aguar e chegar terra adubada ao pé todos os dias. Vez por outra, orgulhosa, dizia: - esse ano vai dar muito marmelo! Mas nossa sede em destruí-lo era grande e certa vez, um grande formigueiro surgiu nas proximidades. Aquilo foi um achado dos céus: logo nos veio à cabeça a brilhante idéia de fazermos um caminho de açúcar até o tronco do monstro para ver se as cortadeiras davam um jeito no desaforado. Mas logo mamãe o acudiu com uma dose de “Formicida Shell” que foi tiro e queda... Adeus saúvas!&lt;br /&gt;            O tempo passou, foram-se as saudosas mamães a se encontrar com Deus para serem abençoadas pelas boas varadas que nos aplicaram. Juntamente com elas extinguiu-se a psicologia da surucucu de trás da porta, a única que funcionou por séculos com indiscutível eficiência. Naquela época a lembrança dos vergalhões vermelhos nas pernas impedia que garotos imberbes batessem em professores dentro da escola, que pressionassem os pais pelo carro que não sabiam quanto trabalho custou ou que se calassem ao presenciar filhos viciados lhes roubando utensílios domésticos a fim de pagar a indispensável dose diária de crack.  A força do canto da cobra surucucu parecia mágica e fazia a vida pacata e tranqüila bastante poética. Os filhos passeavam calmamente com os pais e no frescor aconchegante da noite iam à sorveteria, ao cinema, ao teatro e logo voltavam à casa a tempo de dormir deixando a atividade noturna para os adultos aproveitarem sem se preocupar com essas hordas modernas de bandidos de toda classe e idade a atazanar a vida e a ordem pública.&lt;br /&gt;            Que incrível paradoxo é esse que nos faz lembrar com saudades de velhos tempos considerados bizarros pela incipiência tecnológica, quando psicólogos não palpitavam na educação dos filhos, conselhos tutelares canhestros, se existissem, era para tutelar, se necessário, cachorros e gatos vadios e políticos tinham outras coisas mais importantes a fazer que ficar legislando sobre as tantas e quantas palmadas podem ou não ser aplicadas em crianças travessas!?&lt;br /&gt;            Saudosos tempos passados conhecidos como “tempos do amarrar cachorro com lingüiça”, quando pais eram donos das suas palmadas, chineladas, beliscões, varas de marmelo e senhores absolutos da conduta educacional da família, muito competentes em produzir futuros cidadãos contidos nos padrões da melhor conduta e convivência social. Mau sinal esse em que o tal Estado Democrático precisa se meter na conduta intima das famílias! Que democracia é essa a ser sustentada por um Estado policialesco procurando se intrometer em tudo que não é da sua conta? Obviamente que não estamos aqui a defender pais truculentos, espancadores ou torturadores. A esses que se aplique as tantas leis já disponíveis.&lt;br /&gt;            Não é possível imaginar uma criança entrando numa delegacia para denunciar o pai que lhe deu boas e merecidas palmadas, porque cuspiu na cara da tia. Certamente o delegado vai dizer à tia caruda que tirasse o carão da frente, porque o pimpolho precisa ter o direito de cuspir quando bem entender e na cara de quem merecer. Afora isso estar-se-ão estimulando o denuncismo entre vizinhos xeretas, cujos ouvidos ouvirão a mais do que é da sua conta para depois fazer uma denúncia vazia, sem provas cabais dos motivos justos ou injustos das palmadas que ouviram na noite anterior através das paredes. E como agirá a autoridade diante de fatos obscuros sucedidos na intimidade do lar, se o ônus da prova cabe a quem acusa? Certamente pesará mais a palavra do pimpolho que a dos pais!...&lt;br /&gt;            Psicólogos dirão: - não precisam bater, basta dialogar e o rebento entenderá tudo, letra pos letra, assim como temos visto nossos jovens cibernéticos ultra-modernos entendendo de tudo, menos da lei da boa convivência e do respeito. A esses dignos senhores técnicos dos sentimentos humanos declaro, com certeza, apoiado por todos os contemporâneos dos cachorros que não comiam a lingüiça do laço, que morremos de saudades das benditas chineladas que nos aplicaram as mãos santas dos nossos saudosos pais e que a única revolta que nos permeia é a de não tê-los mais ao nosso lado para nos ajudar a compreender melhor a vida, a maneira moderna de educar e seus pífios resultados. Certamente nossos saudosos e sábios velhos ainda os aconselhariam a dar uma lida lá no Livro dos Provérbios 13:24 onde esta escrito que: “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho, mas quem o ama a seu tempo o castiga”.&lt;br /&gt;             E finalmente eles ensinariam que o problema fundamental do insucesso na criação moderna de filhos é que os pais devem sim dialogar e que carinho é fundamental, mas nunca podem prescindir de autoridade. Não se pode esquecer da nossa condição básica de animal e como animal homem as relações, inclusive entre pais e filhos, devem basear-se no mesmo respeito hierárquico existente até entre os irracionais. Há pais que ao dialogar ou mesmo na convivência diária descem do seu lugar superior e se transformam em adultos crianças ou adultos retardados, prejudicando a hierarquia. Assim, sem autoridade, não conseguem se impor na ordenança da orientação das crianças e se transformam em reféns de filhos tiranos. Afinal obedecer é difícil, quando se enxerga no outro um igual, mas muito fácil, quando se considera o outro um líder, pois liderar filhos implica em muito amor, maior conhecimento, inspira segurança, implica confiança e requer respeito, ainda que pelo medo da surucucu de trás da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Gritos sem Ecos às 04:41 &lt;br /&gt;Enviar por e-mail&lt;br /&gt;BlogThis!&lt;br /&gt;Compartilhar no Twitter&lt;br /&gt;Compartilhar no Facebook&lt;br /&gt;Compartilhar no Orkut&lt;br /&gt;1 comentários:&lt;br /&gt; polivanda@gmail.com disse...&lt;br /&gt;Adorei o texto Kléber, pois você foi da sua ( nossa) infãncia até os dias de hoje para provocar a reflexão sobre os filhos tiranos que estão sendo jogados na sociedade, sem nenhum preparo para conviver com o mundo. E ainda me lembrei das varas de marmelo...E das vezes que minha mãe foi à sua casa buscar varas com sua mãe...&lt;br /&gt;Abração!&lt;br /&gt;( Vou postar seu texto no meu blog ok?)&lt;br /&gt;Vanda Sandim&lt;br /&gt;16 de dezembro de 2011 07:25  &lt;br /&gt;Postar um comentário&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-2046879359746749525?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/2046879359746749525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/kleber-cecilio-que-saudades-do-marmelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2046879359746749525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/2046879359746749525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/kleber-cecilio-que-saudades-do-marmelo.html' title='Kléber Cecílio:&quot; QUE SAUDADES DO MARMELO DA MAMÃE!&quot;'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-6646490094609415826</id><published>2011-12-15T09:13:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T09:16:05.180-08:00</updated><title type='text'>Euller nos fala que o 13° de 2011 será, injustamente, o mesmo valor do ano passado!!!</title><content type='html'>&lt;h2 class="date-header" style="margin-top: 0px; margin-right: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 43px; font-size: 11px; line-height: 2em; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.2em; color: rgb(85, 136, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; background-color: rgb(238, 238, 204); "&gt;QUINTA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;/h2&gt;&lt;div class="date-posts" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; background-color: rgb(238, 238, 204); "&gt;&lt;div class="post-outer"&gt;&lt;div class="post hentry" style="margin-top: 0.3em; margin-right: 0px; margin-bottom: 25px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 13px; padding-bottom: 0px; padding-left: 13px; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 1px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;a name="767611346120465372"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="font-size: 13px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; line-height: 1.5em; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 0px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; padding-top: 2px; padding-right: 14px; padding-bottom: 2px; padding-left: 29px; font: normal normal bold 135%/normal 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; background-position: 10px 0.5em; "&gt;&lt;a href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/nem-o-13-escapou-dos-cortes-do-governo.html" style="color: rgb(51, 51, 51); text-decoration: none; "&gt;Nem o 13º escapou dos cortes do governo de Minas contra os educadores&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-767611346120465372" style="font-size: 13px; line-height: 18px; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 0px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 1px; border-bottom-color: rgb(238, 238, 204); padding-top: 10px; padding-right: 14px; padding-bottom: 1px; padding-left: 29px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 0, 0); font-size: 23px; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Nem o 13º escapou dos cortes do governo de Minas contra os educadores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;O ano de 2011 ficará marcado&lt;/span&gt; na história de Minas como aquele em que os profissionais da Educação pública de Minas tiveram seus direitos agredidos de forma sistemática. &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Até o último momento&lt;/span&gt;, já no desfecho do ano civil, o governo de Minas aplicou mais um corte na dramática realidade dos educadores: &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;o 13º será pago com valor inferior ao que deveria ser&lt;/span&gt;. Pelo menos para os&lt;span style="font-weight: bold; "&gt; 153 mil educadores que deixaram o subsídio&lt;/span&gt;- e que agora estão sendo obrigados a retornar por força da imoral - e na nossa opinião ilegal - &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;lei do subsídio 2&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter assumido formalmente o compromisso de &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;pagar o valor integral do 13º para os grevistas&lt;/span&gt;, inclusive em reunião com deputados de uma &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;casa homologativa&lt;/span&gt;, que saiu completamente desmoralizada após a votação apressada da lei do subsídio, versão 2, que burla completamente a Lei do Piso, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;novamente o governo não cumpriu o que prometeu&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;No corte da gratificação natalina&lt;/span&gt;, ainda não se sabe a razão específica. Geralmente, como no caso do salário de novembro, que o governo igualmente prometera pagar de forma integral, mas sapecou cortes com o argumento de que eram devidos aos meses anteriores - quando tais cortes não haviam sido mencionados na mesa de negociação -, o governo apresentava uma justificativa injustificável, sempre para dar aparência de eficiência. Mas, e desta vez, quando todos os cortes, até mesmo os que nunca deveriam ter existido, já foram aplicados? O novo corte seria resultado de&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;incompetência administrativa, má gestão da coisa pública, ou mera crueldade mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;o 13º figura no nosso contracheque com o mesmo valor de novembro de 2010&lt;/span&gt; - pelo menos para os 153 mil educadores que optaram por deixar o subsídio, essa lei criada pelo governo para escapar do piso salarial nacional. No meu contracheque, por exemplo, o valor líquido do 13º é idêntico ao do ano passado: &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;R$ 802,15&lt;/span&gt;. Contudo, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;entre janeiro e julho de 2011, o salário de todos os educadores de Minas teve um reajuste com o subsídio&lt;/span&gt;, criado pelo governo para não pagar corretamente o piso. E como é do conhecimento geral da nação, os valores pagos nestes primeiros seis meses do ano deveriam ser considerados para fins de cálculos do 13º. Logo, o meu contracheque do 13º deveria exibir o valor líquido de&lt;span style="font-weight: bold; "&gt; R$ 967,35&lt;/span&gt;, pelo menos. Ou seja, sem contar a redução indevida de seis meses, o governo se apropriou de pelo menos &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;R$ 165,00&lt;/span&gt; do meu bolso. Daria inclusive para pagar aquela &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;multa indevida &lt;/span&gt;que recebi da cidade paulista que eu nunca visitei, Caçapava, lembram-se? Pelas regras vigentes, primeiro eu devo pagar a multa do tanque de guerra e depois eu entro com recurso, para ser ressarcido, se for o caso, sabe-se lá quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;todos nós educadores vamos colhendo os cortes, reduções ilegais de salário, juros bancários para quem pegou empréstimos para sobreviver aos cortes, juros sobre juros nas contas atrasadas&lt;/span&gt;, e bota pressão da secretaria da Educação pra cima dos educadores, através de circulares e ordens aos diretores subservientes (não são todos, claro), processos administrativos contra alguns e ameaças contra outros. &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Até mesmo o corte das horas reduzidas&lt;/span&gt;, que em Minas significou o corte dos dias letivos - quando os profissionais estiveram na escola, lecionaram 70% ou mais do tempo, e na escola permaneceram no horário integral -, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;configura-se um apropriação indevida de tempo trabalhado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já é sabido, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;o governo de Minas está se notabilizando por ser o carrasco dos profissionais da Educação&lt;/span&gt;. O governo elegeu os educadores como &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;INIMIGOS do estado&lt;/span&gt;, enquanto gasta rios de dinheiro com propaganda dizendo que investe muito na Educação, que paga o piso acima do que manda a lei, que aplicou reajustes acima da inflação durante os oito anos de desgoverno do padrinho do afilhado.&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Nada disso é verdadeiro&lt;/span&gt;, mas a propaganda paga aceita tudo; e como no estado não temos nem Ministério Público, nem uma assembleia legislativa, e muito menos um tribunal de contas, e menos ainda uma imprensa livre, pois em Minas reina um império monárquico, então contabilizamos as perdas e mais perdas, sem que nada se faça contra os atos do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Este talvez seja o natal mais magro dos educadores de Minas&lt;/span&gt;. E um início de ano também, já que no salário de janeiro está previsto mais cortes. Claro que nós, educadores, estudantes, pais de alunos e toda a comunidade, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;não temos o direito de esquecer o que estão fazendo contra a Educação pública do estado e contra seus profissionais&lt;/span&gt;. A política deliberada de&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;sucateamento da Educação&lt;/span&gt; tem a ver com a disputa de orçamento público entre ricos e pobres: quanto mais cortes aplicarem na Educação (e no bolso dos educadores, incluindo covardemente os aposentados, como alvo principal), &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;mais recursos sobram para os de cima&lt;/span&gt;: banqueiros, empreiteiros, grandes empresas beneficiadas com anistia fiscal, proprietários da grande imprensa, governador, deputados, secretários de estado, diretores do TCE, desembargadores, procuradores da Justiça regionais, assessores diretos destes, e seus assemelhados nos três entes federados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a despeito dos cortes e confiscos, e talvez por isso mesmo, &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;não temos o direito de desistir de lutar&lt;/span&gt;, de resistir, e de nos unir para combater estes &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;atos lesivos aos interesses dos de baixo&lt;/span&gt;. Esta realidade não vai durar para sempre. E nós cobraremos o que é nosso, cada centavo a que temos direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Um forte abraço e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 2px; padding-right: 14px; padding-bottom: 2px; padding-left: 29px; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: transparent; border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1" style="min-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="post-author vcard" style="font-size: 13px; line-height: 1.5em; "&gt;Postado por &lt;span class="fn"&gt;Blog do Euler&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp" style="font-size: 13px; line-height: 1.5em; "&gt;às &lt;a class="timestamp-link" href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/nem-o-13-escapou-dos-cortes-do-governo.html" rel="bookmark" title="permanent link" style="color: rgb(68, 85, 102); "&gt;&lt;abbr class="published" title="2011-12-15T12:14:00-02:00" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; "&gt;12:14&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-comment-link" style="font-size: 13px; line-height: 1.5em; "&gt;&lt;a class="comment-link" href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/nem-o-13-escapou-dos-cortes-do-governo.html#comment-form" style="white-space: nowrap; color: rgb(68, 85, 102); background-image: url(http://www.blogblog.com/rounders3/icon_comment_left.gif); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; padding-left: 14px; background-position: 0% 45%; background-repeat: no-repeat no-repeat; "&gt;7 comentários&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-icons" style="font-size: 13px; line-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="item-action"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=8702078624234619905&amp;amp;postID=767611346120465372" title="Enviar esta postagem" style="text-decoration: none !important; color: rgb(68, 85, 102); "&gt;&lt;img alt="" class="icon-action" height="13" src="http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gif" width="18" style="border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; vertical-align: middle; padding-top: 4px; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="post-share-buttons goog-inline-block" style="margin-top: 0.5em; vertical-align: middle; position: relative; display: inline-block; "&gt;&lt;a class="goog-inline-block share-button sb-email" href="http://www.blogger.com/share-post.g?blogID=8702078624234619905&amp;amp;postID=767611346120465372&amp;amp;target=email" target="_blank" title="Enviar por e-mail" style="font-size: 13px; line-height: 1.5em; width: 20px; height: 20px; background-attachment: initial !important; background-origin: initial !important; background-clip: initial !important; background-color: initial !important; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; margin-left: -1px; position: relative; display: inline-block; color: rgb(68, 85, 102); background-position: 0px 0px !important; 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E também contra o padrinho do afilhado governador, que se omitiu e é co-autor do projeto neoliberal que destrói a Educação pública no estado. Mas, será que estes são os únicos inimigos dos educadores e da Educação? Parece que não. Senão vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no mês de julho de 2008, no calor da aprovação do nosso tão esperado piso salarial nacional - tão esperado e tão sonegado pelos desgovernos de todos os estados -, o governo do presidente Lula, através de representantes do MEC - José Henrique Paim Fernandes -, e do Ministério da Fazenda - Nelson Machado - encaminhou para a Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 3776/2008, propondo alteração na Lei do Piso, no mecanismo de reajuste anual do piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos sabem, atualmente a Lei do Piso prevê que em janeiro de cada ano ocorra um reajuste baseado no aumento do custo aluno ano, que tem se revelado muito acima da inflação. A lógica desse aumento é bem objetiva: 1) tendo em vista a necessidade de valorização dos salários dos educadores, reconhecidamente defasados em relação às demais carreiras; 2) pelo fato do salário dos educadores estar diretamente ligado aos - e financiado pelos - recursos do FUNDEB. Nada mais lógico que haja uma direta associação entre aumento do custo aluno ano com o aumento na remuneração dos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o infeliz PL 3776/2008, inspirado pelo Palácio do Planalto e rapidamente apoiado pelos demais grandes partidos, propõe alterar esta fórmula de reajuste para o INPC, que é um índice rebaixado, que gira em torno de 5 ou 6% ao ano. Além disso, o PL propõe mudar a data do reajuste anual do piso dos educadores de janeiro para maio. Inicialmente, o referido PL fora aprovado sem grandes estardalhaços na Câmara dos Deputados, pelo visto com a anuência de todos os partidos e com o suspeito descuido da CNTE e demais órgãos representativos dos educadores. Onde estavam os deputados que receberam votos dos profissionais da Educação e que nada fizeram para impedir e para denunciar publicamente essa manobra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao ser aprovado pela Câmara, o nefasto PL 3776 subiu para a Casa revisora - para o Senado - onde o projeto recebeu um substitutivo que atendia aos anseios dos educadores. De acordo com o substitutivo do Senado Federal, o reajuste seria mantido pelo critério do aumento do custo aluno ano do FUNDEB, e além deste mecanismo, foi introduzido o INPC, como espécie de salvaguarda. Ou seja: caso, em algum momento, o índice do custo-aluno seja inferior à inflação, o reajuste do piso teria que alcançar pelo menos o índice do INPC. Isto, sem dúvida, representava um aprimoramento na Lei do Piso, pois, daqui a alguns anos pode ser que os reajustes no FUNDEB sejam reduzidos, dado à redução do número de matrículas, ou por outros motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao retornar para a Câmara dos Deputados, o relator da Comissão de Finanças e Tributação, deputado do PT José Guimarães, rejeitou o substitutivo do Senado, mantendo o teor original do vergonhoso projeto 3776 que acaba com um dos pontos positivos do piso salarial. Claro que o infeliz deputado do PT não agiu sozinho, pois ele responde pelos interesses do seu partido e do Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o projeto aguarda um prazo para recursos, e caso isso não aconteça, como ele havia sido aprovado anteriormente naquela Casa, ele pode ser considerado definitivamente aprovado. Não tenho certeza se ainda terá que passar pelo crivo da presidenta da República para entrar em vigor. Mas, o dado real é que estamos cercados de inimigos por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento usado no tal projeto para tentar mudar a Lei do Piso é o mais cretino e cínico possível. Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto porque o efeito da regra em vigor poderá acarretar uma elevação contínua da parcela corresponde aos gastos com a remuneração dos profissionais do magistério público nas despesas totais com educação básica, comprometendo no médio e longo prazo o financiamento de outros não menos importantes itens para a melhoria da qualidade da educação básica pública, tais como os dispêndios na manutenção e melhoria das instalações físicas das escolas, na aquisição de material de ensino, na universalização do uso da informática e do próprio aperfeiçoamento profissional dos professores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, que canalhice! Desde quando estes outros investimentos representaram algum custo gigantesco que justificasse a redução nos nossos ridículos salários? E invertendo a frase: desde quando nossos ridículos salários foram capazes de ameaçar investimentos em qualquer outra área da Educação? Estes deputados deviam ter vergonha na cara de pau deles, pois no ano passado votaram seus próprios reajustes em mais de 60%. Logo eles que recebem, além do avantajado salário, inúmeras verbas indenizatórias, com todas as regalias, além das patifarias que praticam, como é público e notório em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o que eu estranho muito é que as entidades sindicais, especialmente a CNTE e a CUT, não tenham, para com o governo federal, a mesma conduta que apoiam em relação aos governos estaduais que não pagam o piso, como o de Minas Gerais. Por aqui, fazemos a nossa parte, denunciando o governador e seus deputados por praticarem atos lesivos aos interesses da população, da Educação e dos educadores. Mas, pergunto: e a atitude igualmente canalha dos deputados federais do PT, do PMDB e de toda a base do governo Federal que votou este projeto e agora se omite? Não vamos fazer nada contra eles? Não vamos colocar a cara deles nos jornais e cartazes e dizer bem alto, para toda a população, que eles são INIMIGOS da Educação e dos educadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ainda há tempo para que estes deputados possam se redimir pela omissão. Esperamos que os deputados Padre João, Wellinton Prado, Jô Moraes - todos eles receberam votos dos educadores -, os do PMDB, e dos demais estados, venham a público denunciar este golpe e lutar para impedir a sua realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos aceitar desculpas esfarrapadas. Queremos ação. Queremos prática. Não adianta aparecerem depois nas nossas assembleias, ou conferências ou congressos com a cara de santos de pau oco, porque vocês agora estão se omitindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos também que o nosso sindicato torne público para todos os deputados o descontentamento com o que vem acontecendo na Câmara dos Deputados. E que a CNTE incentive os sindicatos de todo o Brasil a fazer o mesmo. E não me venham com esta palhaçada de dizer que o projeto é obra do Ministério da Fazenda, ou da área financeira do governo federal. Esta mudança é encampada pelo governo federal como um todo. Ou por acaso as propostas neoliberais do governo Anastasia é obra apenas da SEPLAG? Dois pesos e duas medidas não! Se o citado projeto de lei virar lei federal, saberemos que não temos amigos entre os partidos políticos com expressiva presença nos parlamentos e nos governos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=405482&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cnte.org.br/index.php/mocoes/9473-nota-publica-pela-efetiva-valorizacao-dos-profissionais-do-magisterio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Postado por Blog do Euler às 00:19 1 comentários&lt;br /&gt;Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-1488100828726081032?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/1488100828726081032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/euller-nos-fala-sobre-os-inimigos-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1488100828726081032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/1488100828726081032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/euller-nos-fala-sobre-os-inimigos-da.html' title='Euller nos fala sobre os inimigos da educação, estarão também em Brasília????'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-8353169282442620798</id><published>2011-12-13T17:49:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T17:50:14.970-08:00</updated><title type='text'>CRIANDO UM MONSTRO.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;b style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 41px; "&gt;Criando um monstro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;O que pode criar um monstro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt; O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Será que é índole?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Talvez, a mídia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt; A influência da televisão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;A situação social da violência?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 23px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center" style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 31px; "&gt;Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 20px; font-size: 12pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 20px; font-size: 12pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 20px; font-size: 12pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 17px; font-size: 10pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 17px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; color: rgb(42, 42, 42); font-family: 'Segoe UI', Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="line-height: normal; "&gt;&lt;span style="line-height: 17px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ( P.S. Não sei o autor)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6522039045368971174-8353169282442620798?l=polivanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://polivanda.blogspot.com/feeds/8353169282442620798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/criando-um-monstro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8353169282442620798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6522039045368971174/posts/default/8353169282442620798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://polivanda.blogspot.com/2011/12/criando-um-monstro.html' title='CRIANDO UM MONSTRO.'/><author><name>polivanda@gmail.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02990652103128815645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Um0mWgNEyOQ/S_NK_tmd3eI/AAAAAAAAAU8/Y8R0ofNzqrk/S220/Imagem+485.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6522039045368971174.post-2417241806293570935</id><published>2011-12-13T07:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T07:43:39.815-08:00</updated><title type='text'>Euller:" O mundo está de cabeça para baixo, ou somos nós?"</title><content type='html'>&lt;div class="date-outer" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; background-color: rgb(238, 238, 204); "&gt;&lt;h2 class="date-header" style="margin-top: 0px; margin-right: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 43px; font-size: 11px; line-height: 2em; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.2em; color: rgb(85, 136, 102); "&gt;TERÇA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO DE 2011&lt;/h2&gt;&lt;div class="date-posts"&gt;&lt;div class="post-outer"&gt;&lt;div class="post hentry" style="margin-top: 0.3em; margin-right: 0px; margin-bottom: 25px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 13px; padding-bottom: 0px; padding-left: 13px; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 1px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 0px; "&gt;&lt;a name="5924819873078580968"&gt;&lt;/a&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; line-height: 1.5em; background-image: url(http://www2.blogblog.com/rounders3/icon_arrow.gif); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 0px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; padding-top: 2px; padding-right: 14px; padding-bottom: 2px; padding-left: 29px; font: normal normal bold 135%/normal 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; background-position: 10px 0.5em; background-repeat: no-repeat no-repeat; "&gt;&lt;a href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/o-mundo-esta-de-cabeca-para-baixo-ou.html" style="color: rgb(51, 51, 51); text-decoration: none; "&gt;O mundo está de cabeça para baixo, ou somos nós?&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-5924819873078580968" style="border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 0px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 1px; border-bottom-color: rgb(238, 238, 204); padding-top: 10px; padding-right: 14px; padding-bottom: 1px; padding-left: 29px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; "&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;a href="http://institutohelenagreco.blogspot.com/2011/12/todos-casa-de-dhelena-greco-espaco-de.html" style="color: rgb(34, 51, 68); "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-3pDct5Ka5JY/Tudpoyb1C5I/AAAAAAAABng/LBfV_i3Hcu8/s320/casadhelena.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685629204032719762" border="0" style="border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; padding-top: 4px; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); display: block; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 51, 0); "&gt;Neste sábado, 17, a partir das 13h, na Casa D. Helena Greco, haverá extensa programação com temas ligados aos Direitos Humanos, tributo aos mortos e desaparecidos, com debates, documentários, música de protesto e tudo mais. Vale a pena conferir. O Frei Gilvander e o colega Rômulo, entre outros, fazem parte de uma das mesas de debate. Cliquem na imagem para conhecerem a programação completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está de cabeça para baixo, ou somos nós?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Nesse compasso de espera&lt;/span&gt; entre as decisões judiciais urgentes e outras coisas e tais, quero falar de coisas outras, embora sejam as mesmas coisas. De certa forma tudo está interligado mesmo, né? Abro os jornais, ou melhor, não abro os jornais, mas visito os portais para ver se me surpreendo com alguma notícia que contrarie as mesmices ocidentais. Que pena que sejam tão poucas as surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes grandes portais de notícias, tirando o pouco de produção própria, onde um sopro de vida vez ou outra é percebido pelas penas de jornalistas que assumem maior independência, no geral o que se vê é a reprodução do que vem de fora. De fora, em todos os sentidos. A imprensa mineira reproduz o que sai nos maiores jornais nacionais, puxados pela Folha, Estadão, Veja e Globo. E estes, obviamente, reproduzem servilmente o que vem da Casa Grande Internacional, ou seja, das grandes redes de noticiário dos países tidos como ricos, como EUA e os Europa Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta linha de comunicação representa na prática, em nome da democracia ocidental, o maior confisco da democracia que jamais se percebeu, uma verdadeira ditadura da comunicação. Os comuns dos mortais imbecilizados, que se limitam a crer nos dogmas dessa mídia corrompida, formam seus valores com a base na inversão do mundo. Aquilo que é, é apresentado exatamente como o seu oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países ricos - ricos, mas quebrados, diga-se, como EUA, Inglaterra, França, Itália, Alemanha, entre outros - praticam as maiores patifarias e piratarias internacionais, mas são apresentados como &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;modelo de democracia&lt;/span&gt;, de respeito à liberdade de imprensa, e às outras liberdades também. Na prática, contudo, são piores do que qualquer ditadorzinho do Oriente Médio, pois estes fazem mal a seu povo, em região restrita - e claro que isso não justifica o que fazem. Mas, os gangsteres internacionais, que reúnem banqueiros, grandes empresários que dominam a comunicação, a indústria bélica e outras mais, e controlam os políticos profissionais que são eleitos, impõem as regras do jogo em escala mundial. E essas regras são ditadas pela força das armas, dos mísseis que destroem milhares de civis em nome da liberdade e da democracia, mas também e principalmente através da&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;manipulação midiática&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta gente não há a menor importância sobre qual forma utilizar para dominar os povos dos seus respectivos países e de qualquer outra parte do mundo. O discurso é sempre o mesmo: se você contrariou os interesses deles, você é um ditador, precisamos tirá-lo do caminho para que a democracia e a liberdade sejam introduzidas ou restauradas. Liberdade aqui tem aquele velho teor que aprendemos nos bancos escolares, assim que tivemos acesso ao quase esquecido &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Manifesto Comunista&lt;/span&gt;, redigido por Marx e Engels, no calor de um crescente movimento libertário. Não se trata de ideologia, mas de constatar o que é o óbvio - e poderia ser dito mesmo por um poeta conservador: a liberdade, aqui e ali, divulgada por esta mídia cínica, é &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;a liberdade da minoria continuar explorando&lt;/span&gt;, pilhando, roubando o que deveria pertencer à maioria da população do mundo que produz todas as riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;Caminhar contra a corrente&lt;/span&gt; nunca foi coisa fácil. Descobri isso ainda em tenra idade. E redescubro a cada dia. Mesmo nas organizações de esquerda, onde se disputam fatias de poder como se pudessem dominar a vontade e a mente das pessoas, isso se reproduz como lógica cega. A leitura enviesada que às vezes fazem dos textos revolucionários das diferentes correntes e matizes e pensadores conduz ao oportunismo de querer enquadrar os diferentes contextos ao sabor dos interesses pessoais e de grupos. Na prática acabam reproduzindo as mesmas práticas. Aplicam golpes em nome da defesa de valores que são, por eles, sonegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que o &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;mundo do capital,&lt;/span&gt; do capitalismo - e aqui dito sem qualquer ideologia - é uma inversão só, de tudo quanto aparenta ser. Não queiram entender muito bem este sistema, aconselho-os, pois quanto mais aprendemos - e isso falo por experiência própria - mais nos desiludimos com o que vemos e vivemos. É preciso ter nervos de aço e um coração forte para não se desencantar com aquilo que parecia ser o que realmente não é. Uma dose de ignorância, ou de fé, ou de embriaguez mesmo, neste caso é salutar. Vão me excomungar por isso, rsrs. Mas, e daí? Ninguém nunca saberá de tudo mesmo, ninguém, nenhum de nós, nunca alcançará tudo. Então que saibamos conviver com os nossos limites, mas sem perder a disposição para &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;caminhar contra a corrente&lt;/span&gt;. E obviamente, apropriando-me aqui das palavras do Che, "sem perder a ternura, jamais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha concepção, modesta, de quem nasceu num arraial - e nele permanece -, mudar o mundo todo é coisa que transcende ao nosso alcance. Comecemos por fazer de cada espaço que alcançamos uma &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;trincheira de resistência&lt;/span&gt;. Se a corrente esmaga a todos, aqui do meu pedaço, do meu quadrado arredondado, eu posso lutar contra ela, resistir e combater o que nos agride a todos, recuperando cada pequeno espaço apropriado indevidamente pelos de cima. Da (e pela) liberdade de dizer o que penso ao salário confiscado pelo governo que serve aos de cima, não abro mão de resistir e de lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade, democracia, direitos não são discurso. Ou a gente tem, ou a gente conquista. E geralmente é assim: o que a gente tem hoje foi fruto de conquista. Mas, podemos perder, se a luta parar, porque &lt;span style="font-weight: bold; "&gt;a corrente que nos esmaga não para&lt;/span&gt;. Somos testemunhas disso a cada instante. Portanto, é lutar, ou lutar, ou lutar, o tempo todo, a vida toda, até as muitas e pequenas vitórias, ainda que contrapostas a outras tantas derrotas. Vitórias e derrotas fazem parte de conceitos que ainda precisam ser redescobertos. Se eu estou de pé, e pronto para a luta, nunca serei derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-size: 23px; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold; "&gt;P.S. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;Para visualizar o cartaz com o nome e foto dos deputados que votaram contra os educadores e a Educação pública em Minas, &lt;a href="http://www.sindutemg.org.br/novosite/maladireta/deputados-encarte_12_12_11.php" style="color: rgb(68, 85, 102); font-weight: bold; "&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 2px; padding-right: 14px; padding-bottom: 2px; padding-left: 29px; border-top-style: dotted; border-right-style: dotted; border-bottom-style: dotted; border-left-style: dotted; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: transparent; border-left-color: rgb(187, 187, 187); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; line-height: 1.5em; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1" style="min-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="post-author vcard"&gt;Postado por &lt;span class="fn"&gt;Blog do Euler&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp"&gt;às &lt;a class="timestamp-link" href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/o-mundo-esta-de-cabeca-para-baixo-ou.html" rel="bookmark" title="permanent link" style="color: rgb(68, 85, 102); "&gt;&lt;abbr class="published" title="2011-12-13T12:32:00-02:00" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; "&gt;12:32&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-comment-link"&gt;&lt;a class="comment-link" href="http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/2011/12/o-mundo-esta-de-cabeca-para-baixo-ou.html#comment-form" style="white-space: nowrap; color: rgb(68, 85, 102); background-image: url(http://www.blogblog.com/rounders3/icon_comment_left.gif); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; padding-left: 14px; background-position: 0% 45%; background-repeat: no-repeat no-repeat; "&gt;1 comentários&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-icons"&gt;&lt;span class="item-action"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=8702078624234619905&amp;amp;postID=5924819873078580968" title="Enviar esta postagem" style="text-decoration: none !important; color: rgb(68, 85, 102); "&gt;&lt;img alt="" class="icon-action" height="13" src="http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gif" width="18" style="border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; vertical-align: middle; padding-top: 4px; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="post-share-buttons goog-inline-block" style="margin-top: 0.5em; vertical-align: middle; position: relative; display: inline-block; "&gt;&lt;a class="goog-inline-block share-button sb-email" href="http://www.blogger.com/share-post.g?blogID=8702078624234619905&amp;amp;postID=5924819873078580968&amp;amp;target=email" target="_blank" title="Enviar por e-mail" style="width: 20px; height: 20px; background-image: url(http://www.blogger.com/img/share_buttons_20_2.png) !important; 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