domingo, 25 de julho de 2010

DO BLOG MDFNOTÍCIAS, DE MARCOS FARIA: SERRA É RECEBIDO COM OVO EM SANTA CATARINA



sábado, 24 de julho de 2010

Serra é recebido com ovo em caminhada em Santa Catarina



Saiu no UOL:
Serra é recebido com ovo em caminhada em Santa Catarina

ESTELITA CARAZZAI
DE FLORIANÓPOLIS

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) por pouco não foi atingido por um ovo nesta sexta-feira (23) à tarde, quando chegava ao Mercado Público de Florianópolis para uma caminhada.

Um manifestante não identificado jogou um ovo na direção do tucano logo que ele chegou ao local, por volta das 14h. O ovo acertou um dos seguranças que acompanhava o candidato. A informação é da Guarda Municipal.

O manifestante foi detido imediatamente pela guarda, que o encaminhou à delegacia. Como ninguém compareceu ao local para registrar um boletim de ocorrência, ele foi solto cerca após uma hora.

A Guarda Municipal não soube informar nome e idade do rapaz, nem se ele era ligado a algum partido político.A assessoria de Serra não havia se manifestado sobre o incidente até o final da tarde de hoje.

BLOG DO EULER:PROPOSTAS DA EDUCAÇÃO PARA A CANDIDATA DILMA

sábado, 24 de julho de 2010

Propostas da Educação para a candidata Dilma


À exceção do suspeitíssimo instituto Datafolha, a serviço da Folha de S. Paulo e da Rede Globo, que teima em apontar o candidato dos demotucanos Serra ainda com ligeira dianteira, todos os demais institutos apontam um claro crescimento da candidata Dilma Roussef nas pesquisas de opinião. Há uma grande possibilidade da candidata Dilma vencer no primeiro turno. As últimas pesquisas apontam uma vantagem de 8 pontos em favor de Dilma (41% a 33%), percentual que tende a crescer na medida em que Dilma for identificada como a candidata do presidente Lula, que goza de enorme popularidade, especialmente entre as camadas mais pobres da população brasileira.

A candidata Marina Silva aparece em terceiro lugar com percentuais entre 8 e 9 pontos, enquanto os candidatos com um perfil ideológico mais defininido, como José Maria do PSTU e Plinio Arruda do PSOL aparecem ainda com algo próximo de 2%. É grande ainda o número de indecisos. Estes são os dados. Passamos agora à análise, provocado que fui pelo colega João Paulo Ferreira de Assis, que nos deixou a seguinte mensagem:

"Temos que fazer com que a Dilma, logo depois de eleita, (se Deus assim o permitir, no 1º turno) faça uma reunião com os governadores eleitos e lhes fale da necessidade de cumprir a lei do Piso Salarial.

Outrossim, eu penso numa idéia para persuadir esses governadores. Conceder um prêmio na forma do aumento de repasse de verbas para o Estado do Espírito Santo e algum outro Estado que cumpra a referida lei. Assim, os governadores, se convenceriam melhor. Peço aos prezados colegas de magistério que deem suas opiniões, e bem assim quero o parecer do Professor Euler."

* * *

Portanto, atendendo ao pedido do bravo colega João Paulo vou falar sobre este assunto, com enfoque geral primeiramente para depois tocar especificamente nas questões ligadas à Educação.

Salvo algum acidente de percurso de grande alcance, a próxima presidente do Brasil deve ser mesmo a candidata Dilma Rousseff. Uma improvável vitória do candidato Serra representaria um enorme retrocesso para o Brasil. Os demotucanos têm um legado de destruição do serviço público, de corte de direitos históricos dos trabalhadores, de implementação enfim de políticas neoliberais voltadas para as minorias privilegiadas. A política do faraó aqui em Minas é um pouco a expressão dessas práticas demotucanas quando estão no governo. Não negociam com movimentos sociais, se alinham ao imperialismo norteamericano e europeu na política externa, privatizam e vendem até a alma se possível for. São os criadores da famigerada Lei de (ir)Responsabilidade Fiscal, que garante verba para empreiteiras, enquanto pune os servidores da Educação e da Saúde, etc., etc., etc. No governo de SP, Serra tratou a greve dos professores com gás de pimenta e tropa de choque. Portanto, o educador que votar em Serra merece viver e morrer com salário mínimo, ou menos. Essa é minha opinião inicial.

Agora, falemos sobre a Dilma. Pessoalmente, tem todas as qualidades para ocupar a presidência e fazer um governo mais voltado para os de baixo. Quando falo "pessoalmente", estou delimitando a pessoa das circunstâncias. Dilma tem passado de resistência contra a ditadura militar e seu presente está associado ao governo Lula, aos pontos bons e também aos ruins. O arco de alianças realizado pelo PT desde a primeira eleição de Lula inclui acordos com setores privilegiados, grupos econômicos, banqueiros, agronegócio, etc. E o desdobramento desses acordos pudemos perceber na manutenção de boa parte da política neoliberal da época de FHC, com a brutal transferência de renda para banqueiros e proprietários da dívida pública.

A par destes compromissos negativos, o governo Lula desenvolveu também um leque de políticas públicas voltadas para o social, como o Programa Bolsa Família, que beneficia cerca de 11 milhões de famílias de baixa renda, o Prouni, o Luz para todos e o programa Minha Casa Minha Vida, entre outros, que são programas de grande alcance social. Pela manutenção e aprimoramento destes programas já valeria a pena, numa eleição plebiscitária, eleger a candidata Dilma em oposição ao candidato demotucano.

Mas, é preciso que se diga: o governo Lula tem uma enorme dívida com a Educação pública na modalidade ensino básico. Se os educadores de Minas e do Brasil recebem a miséria de salário que recebem (recebemos), o governo federal é có-responsável por isso, ao lado dos governadores e prefeitos. Em oito anos de governo era tempo suficiente para que Lula tivesse realizado uma real política de valorização dos educadores e não apenas fazer aprovar uma lei do piso que, apesar do valor ridículo, sequer é praticada nos estados e municípios. Claro que os governantes como o faraó e seus colegas têm uma parcela majoritária de culpa, pois poderiam muito bem pagar o piso independentemente de quaisquer processos de enrolação na Justiça brasileira. Mas, o governo Lula poderia ter chamado para si esta responsabilidade, inclusive colocando os governantes locais contra a parede: ou vocês pagam, ou abrem mão dos 25% da Educação e transferem tudo para a União que ela pagará.

Acho, aliás, que Dilma precisa assumir um compromisso deste porte com os educadores. Não basta reconhecer que os educadores ganham mal e que precisam ser valorizados. Palavras ao vento e promessas ocas já estamos de saco cheio. Queremos propostas concretas - aliás o pessoal mais chegado na cúpula do governo federal, tipo a CNTE e outros, bem que poderia mandar este recado diretamente para a candidata Dilma: queremos propostas concretas para assegurar um salário digno para os educadores
do ensino básico no Brasil .

Eu chamo de propostas concretas algo mais ou menos assim: a) o piso passará em janeiro de 2011 ao valor de R$1.800,00; b) vamos assegurar o pagamento pelo menos do piso salarial para todos os educadores do Brasil, independentemente da jornada praticada; c) vamos aprovar no primeiro ano de governo um plano de carreira nacional, com a valorização do tempo e do título acadêmico, jornada de trabalho comum em escala nacional (por exemplo: 30 horas semanais) com tempo extraclasse mínimo de 1/3 da jornada; d) vamos desvincular se necessário for a folha de pagamento do pessoal da Educação nos estados e municípios da Lei de Responsabilidade Fiscal; e) o estado ou município que não conseguir pagar o piso e gratificações previstas no plano de carreira perde automaticamente os recursos do FUNDEB em favor da União que ficará responsável por assumir integralmente o pagamento da folha de pagamento dos educadores.

Somente com propostas deste porte deixaremos de assistir a esse jogo de empurra onde uma esfera do governo coloca a culpa na outra e nós, os educadores, ficamos no meio deste jogo com cara de idiotas e recebendo os piores salários de todas as carreiras públicas para profissionais com a mesma formação acadêmica.

Claro que há muitas outras demandas sociais pendentes no Brasil e que merecem também grande atenção como prioridade no lugar das enormes riquezas transferidas para os ricos. Mas, o nosso foco aqui é a Educação. E espero sinceramente que Dilma faça mais do que Lula para o ensino básico. E que apresente propostas e compromissos concretos para essa área, que está ligada diretamente com o presente e o destino de milhões de pessoas, especialmente as de baixa renda. Os números da Educação são robustos: somos 3 milhões de educadores em escala nacional e lidamos com 50 milhões de crianças, jovens e adultos. Pelo peso numérico e pelo significado essencial da Educação pública, não há nada - nem copa do mundo, nem qualquer outro projeto - que mereça maiores investimentos do que esta área. Para hoje e não para daqui a 10 ou 20 anos, como gostam de fazer os políticos com as demandas sociais.

Estaremos acompanhando o desenrolar dessa novela nos próximos meses, com novas análises e perspectivas. Mas, como tenho falado em todos os meus textos, acredito mesmo é na força da nossa luta, da nossa união, organização e mobilização para o combate quando necessário, seja contra quem for o próximo governante.

* * *

Leiam também a entrevista do candidato Hélio Costa no jornal Hoje em Dia deste domingo. Vou colocar aqui os links das entrevistas de todos os candidatos, para que os educadores conheçam as propostas e promessas dos candidatos. Ou a ausência de propostas e compromissos. Transcrevo abaixo apenas a parte dedicada à Educação e a seguir colocarei o link para que nosso ilustre visitante possa ler a entrevista na íntegra, se assim o desejar:

"Hoje em Dia: O orçamento do Estado está chegando ao seu limite para a área de educação. Queria saber do senhor sobre o aumento para os professores da rede estadual e de onde o [senhor] retiraria os recursos para as escolas técnicas?

Hélio Costa:
Temos um compromisso com a área de educação que começa pela revisão da proposta que foi feita para os professores [grifo do Blog do Euler] depois de uma greve que aconteceu neste ano, logo no início do governo do meu adversário. Entendemos que a proposta que foi feita precisa ser revista, porque pode aparentar um ganho para os professores iniciantes, mas não é. Se ele tem um salário que vai ser elevado de aproximadamente R$ 900 para R$ 1.300, ele vai ficar condenado, dali para a frente, a não ter uma progressão na carreira. Vai ficar preso àquele salário. Vai perder todos os ganhos que os professores tiveram no decorrer desses anos, especialmente aqueles que estão com 20, 25, 30 anos de serviço, que não têm mais, a partir de agora, o seu quinquênio, todos os seus benefícios. Ele perde esses benefícios. É uma proposta meio ingrata. Ela resolve um problema: o do candidato que é governador de não ter o professor em greve durante o período de campanha, mas não resolve o problema do professor. Não resolve a questão salarial do professor. Achamos que devemos rever essa proposta, até porque ela foi feita de uma forma que não é a mais elegante de se fazer em um período eleitoral, ou seja, decidir agora para pagar no ano que vem. Tudo que se decidir nete momento tem de ser pago agora. Tem de pagar neste ano, neste governo. Para o próximo governo, quem for o governador, deve ter o direito de sentar com as lideranças dos professores e discutir um caminho para resolver o problema, porque, do contrário, vamos ficar sempre limitados. Com respeito ao recurso para a educação técnica, é muito importante lembrar que a receita de Minas vem crescendo de uma forma espetacular nos últimos anos. Em 2002, quando começa o governo atual, ela era de R$ 12 bilhões. Hoje, estamos fechando o orçamento do ano que vem em R$ 46 bilhões. Quer dizer, não é possível que não se encontre recursos com esse crescimento de receita para poder fazer o que estamos pretendendo, que é dar à escola de segundo grau, também - não é mudar ou trocar a escola, não é fazer só uma escola como os antigos ginásios polivalentes, não é isto que estamos propondo -, a opção de fazer a formação profissional dos nossos jovens. Isto, o orçamento do Estado tem de prever. Não vamos ter de retirar (recursos) de lugar algum, Vamos ter de, simplesmente, acomodar essa proposta."

Para ler a entrevista completa clique aqui.

* * *

Leiam também a mini-entrevista feita com a candidata Vanessa Portugal do PSTU pelo jornal O Tempo. Transcrevemos abaixo a parte dedicada à Educação e em seguida o link da matéria completa:

"O Tempo: Qual é a sua principal proposta para as áreas de educação e saúde?

Vanessa Portugal: É importante que se diga que qualquer proposta passa por um aumento substancial dos investimentos do Estado nessas áreas. Hoje, Minas Gerais não gasta sequer o mínimo previsto pela Constituição Federal nesses setores. Para a educação e saúde defendemos o aumento imediato dos salários dos trabalhadores rumo ao piso do Dieese, que é de R$ 2.157, e o fim das contratações irregulares, com a realização de concursos públicos que cubram 100% das vagas, além da implementação de um verdadeiro plano de carreira no Estado.
"

Para ler a íntegra da entrevista clique aqui.

BRASILEIRO RECLAMA DE QUÊ?

RECEBI ESTE E-MAIL E ACHEI INTERESSANTE POSTÁ-LO AQUI.
PENSO QUE PODEMOS RECLAMAR SIM, MAS TEMOS O DEVER DE FAZER A NOSSA PARTE, DE TER ÉTICA EM NOSSO COMPORTAMENTO, SEJA DENTRO DE NOSSAS CASAS OU EM LUGAR PÚBLICO.
VANDA

Tá reclamando de quê?

" " Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? E você?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:


1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.

13. - Faz
" gato " de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são
pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma
mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os
nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores
(educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso
planeta, através dos nossos exemplos..."


A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!







sábado, 24 de julho de 2010

EULER PREVÊ CONTRASTE DAS FÉRIAS DE EDUCADORES COM AS FÉRIAS DE GOVERNADORES, EX-GOVERNADORES, DEPUTADOS...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A pão e água



Com pouca grana, as férias dos educadores mineiros serão regadas a pão e água. Mas, as dos desembargadores, deputados, senadores, governador, ex-governador, secretários de estado...

Final de mês, salário de fome e poucos dias de férias ou recesso escolar. É este o presente do faraó e do seu afilhado para os educadores mineiros. O recesso dos desembargadores que votaram a ilegalidade da nossa maravilhosa greve dos 47 dias, ou o dos parlamentares que votaram contra as emendas dos educadores, geralmente é de 30 dias e banhado a vinho, champanhe e muita grana. Salários que ultrapassam a casa dos 30 mil, entre o básico e os penduricalhos. Enquanto isso, os professores de Minas sobrevivem com um salário mínimo e mais alguma coisa de complemento.

É o retrato estampado de um país cuja elite, cínica e hipócrita, não queima a cara ao prometer e mentir em época de eleição enquanto pratica, no governo, políticas de arrocho salarial contra os servidores públicos para encher os cofres de minorias privilegiadas. Onde estão os 46 bilhões anuais da receita total de Minas? Boa parte desse dinheiro está no bolso de empreiteiras que financiam as campanhas do faraó, do afilhado e da sua base de apoio; ou da mídia, que é paga para nos roubar a liberdade de expressão e de opinião. Outra parte está no bolso de deputados, desembargadores, conselheiros do TCE, enfim, de uma elite privilegiada. Já os professores, com curso superior e tudo mais, recebem menos que dois salários mínimos.

Não é a toa que o Brasil foi apontado hoje como o 3º país da América Latina em matéria de má distribuição de renda, aquele que possui portanto um dos maiores abismos entre ricos e pobres (vejam reportagem a respeito aqui, no jornal Hoje em Dia). O serviço público é um bom exemplo desse mau exemplo. Enquanto um professor em Minas com ensino superior recebe menos que dois salários, um desembargador, ou deputado estadual / federal, ou conselheiro do TCE, entre outros, recebe em torno de 60 salários mínimos mensais. E são eles que decretam as ilegalidades das nossas greves; são eles que votam contra as emendas de reajuste dos nossos salários; são eles que aprovam as contas do estado e dos municípios.

Tudo isso um dia tem que acabar. Talvez seja por isso que a elite brasileira e mineira tenha tanto medo de uma educação de qualidade, que obviamente pressupõe a valorização do profissional da Educação. Eles temem que a população mais pobre se torne uma cidadania crítica, capaz de cobrar organizadamente seus direitos, ao invés de optar pelo crime comum como falta de alternativa.

Façamos, portanto, dessa minguada semana de recesso, com bolso vazio, a pão e água, um momento de reflexão crítica dessas realidades que nos circundam. Para que isso se transforme não um motivo de desânimo ou desespero, mas de estímulo à nossa luta, à nossa unidade e à nossa capacidade de organização e mobilização contra todas as forças demoníacas que atormentam a população mineira e brasileira. Eles podem confiscar por um tempo parte do nosso salário, dos nossos meios de sobrevivência, mas não podem roubar os nossos sonhos, que hão de se transformar em força viva e organizada na construção de uma Minas Gerais melhor, mais justa e solidária.

* * *

- Leiam também artigo da colega Marly Gribel no blog Proeti no Polivalente clicando aqui.

- E diretamente do Blog do COREU a Coluna do Sofressor com o artigo: "A frase do ano para os professores de São Paulo! Mas cabe aos de M

sexta-feira, 23 de julho de 2010

MARLY GRIBEL NOS MOSTRA POEMA DE SEU IRMÃO OTTO GRIBEL E PRODUZ TEXTO: " O CREPÚSCULO DE ANASTASIA E AS FÉRIAS DE MARLY, PULQUÉRIA, VANDA, CIDA"...

O Objetivo desse Blog é levar o(a) Estudante a gostar de História.

O CREPÚSCULO DE ANASTASIA E AS

FÉRIAS DE MARLY, PULQUÉRIA,

VANDA, CIDA, ANGÉLICA,

JAVÉ...MINAS!

Postado às 15:33 por Marly Gribel



O amor é fechar os olhos / pegar a amada nadando no líquido do sonho / e puxar essa sereia para fora do mar de sonho / antes que ela se afogue / O amor é puxar a amada carinhosamente pelas madeixas / tirá-la sereia do mar azul do sonho / arrancá-la com raiz de erva da boa terra onírica / com raízes em fragrâncias da boa terra santa de Canaã / que o Senhor Deus deu ao povo de Israel na terra /
E a cada indivíduo no meio ambiente do seu sonho particular.
Excerto extraído do poema de Otto Gribel

Meu irmão escreveu este lindo poema em seu blog (blog do Otto gribel) idealizando o amor e, como adorei, resolvi abrir meu texto com este registro de beleza e encanto. Também estou feliz com a proximidade das férias e aproveitei o poema de amor para alegrar e colorir as páginas frias, gélidas do meu pequeno blog.
A blogueira está se preparando para curtir uma réstia de sol lá na sua pequena aldeia natal. Depois de amargar uma semana de reposição de aulas em plenas férias escolares do mundo inteiro, vai despedindo aqui carinhosamente dos seus leitores ( por uma semana): dos meus amigos brasileiros, do romeno e do holandês que me acompanham lá do estrangeiro.
E o culpado do atraso de férias de milhões de mineiros? Nada mais nada menos que o désposta Anastasia. É verdade, seu crepúsculo se anuncia; deu nas pesquisas, o homem despenca vertiginosamente. Chegou o seu tempo de agonia!
Pensava ele lá em seu castelo que controlava o tempo dos homens e mulheres de Minas? Aí está a resposta, desenhando com capricho os seus números!
Pensava em sua arrogância que os servidores públicos eram servos? Pensava que se encontrava em tempos medievos? Mas não, as pesquisas indicam, ele se encontra no século XXI mesmo (Só ele e Aécio não sabiam) E neste século já não manda assim a tirania: ainda resta um mínimo de democracia, de honradez e de vergonha.
Minhas férias? Ele roubou parte delas (atrasando e decepcionando nas negociações) não só a minha, mas de milhões de estudantes e educadores pobres e anônimos como eu. Tomou também quase todos os futuros sábados que virão... Mas no raio de alcance de minha esperança se encontra essa semana que se aproxima: única para mim, revestida de amor, férias e alegria.
Ele (Anastasia) caminha rapidamente para o crepúsculo, eu, no entanto, caminho rumo ao sol, das tardes ensolaradas da minha amada vila, lá onde o São Francisco corre livre, embalado pelo som da cachoeira, do apito do vaporzinho Benjamim Guimarães; lá onde o peixe salta. Irei novamente saborear o gosto da terra no sabor da tilápia, do mandi, do curimatã.
Estou partindo de férias, ele vai amargar férias com números cada dia mais desfavoráveis. Eu vou nadar nas águas frias do meu rio e ele vai nadar e morrer na praia. È verdade, ele conseguiu arruinar nossa praia, mas vai morrer lá.
Tchau!
Pa! Vaarwell!

EULER NOS DÁ SUGESTÃO ESTRATÉGICA: " OS EDUCADORES PRECISAM SE PREPARAR PARA ENFRENTAR O PRÓXIMO GOVERNO"

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Os educadores precisam se preparar para enfrentar o próximo governo



Com a proximidade do final do governo do faraó e seu afilhado, e tendo em vista algumas conquistas arrancadas durante a nossa maravilhosa revolta-greve dos 47 dias, torna-se necessário que nos preparemos neste segundo semestre para enfrentar o próximo governante, seja ele quem for.

Fiz questão de colocar esta palavra - enfrentar - porque não enxergo entre os principais concorrentes ao palácio do governo facilidades e sensibilidade para com a Educação pública e os educadores de Minas Gerais.

De um lado nós temos a continuidade da política de arrocho salarial e choque de gestão do atual governo. Do outro, um candidato que faz críticas à política do atual governo, mas que até o momento não apresentou propostas concretas, nem disse que vai acatar as propostas do nosso sindicato. Ao dizer, por exemplo, que vai manter o pagamento de quinquenios e bienios é preciso que se esclareça pelo menos duas questões: vai estender estas gratificações para todos? Segundo, vai elevar o vencimento básico ao valor do piso nacional do magistério? Sem essas questões respondidas fica difícil acreditar que se fará mudanças que nos favoreçam.

Mas, se do lado dos candidatos prevalecem até o momento as promessas e a ausência de compromissos com os servidores da Educação, do nosso lado, ao contrário, precisamos nos entender sobre o que queremos, quais são as prioridades da nossa luta, as nossas bandeiras e os nossos métodos de ação.

E aqui eu volto a alinhavar algumas questões que precisamos responder para nós mesmos. Primeiramente, é preciso ter clareza de que não dá mais para aceitar a divisão da categoria como tentou provocar a política neoliberal do faraó, que dividiu os educadores entre os mais antigos com algumas conquistas históricas e os novatos sem nenhuma conquista, e depois igualou todos por baixo. Isso nós não podemos mais permitir.

Portanto, colegas, nós temos que ter em mente as carreiras que queremos, com critérios bem claros, que garantam a isonomia no tratamento dos profissionais numa mesma situação. Não dá para uns terem quinquênios e outros não. Também não dá para uns terem muito tempo de casa e receber o mesmo salário de quem está ingressando agora na carreira.

Na minha opinião, a questão principal nem é se a pessoa vai ganhar ou perder as gratificações (quinquênios e biênios), até porque essas gratificações, aplicadas a um vencimento básico ridículo como o atual, perdem a substância. Mais importante do que isso é garantir cinco coisas básicas numa carreira:

1) um salário inicial razoável para quem está iniciando a carreira. Que seja um fator de atração de novos e valorosos quadros de educadores. As novas tabelas ainda estão aquém do que merecemos, mas já representaram uma pequena conquista;
2) uma política de valorização pelo tempo de serviço, que pode ser ou a volta do quinquênio e do biênio para todos, sem exceção, aplicados ao salário inicial; ou a progressão na carreira com o índice do plano de carreira atual (3% a cada dois anos) combinada com outro índice, que pode ser o quinquênio ou até mesmo o pó-de-giz. Isso consiste ainda no imediato reposicionamento de todos de acordo com o tempo de serviço;
3) uma política que estimule o aprimoramento profissional e acadêmico, através da mudança de nível pela titularidade acadêmica, com o percentual do nosso atual plano de carreira (22%). Mas, é preciso reduzir o tempo de interstício entre uma e outra promoção, ou pelo menos de uma primeira promoção, pois cinco anos é muito tempo;
4) a manutenção do cargo de 24h com a ampliação do tempo extraclasse (16 h/a de docência e 8 h extraclasse) com a possibilidade de extensão de aulas com pagamento proporcional. A possiblidade de uma jornada de 40h (com um terço do tempo extraclasse) para quem tenha dois cargos também deve ser considerada;
5) reajuste anual dos salários com correção pelo menos da inflação do ano anterior.

Estes pontos devem ser discutidos pela categoria para que se construa um programa comum de reivindicações iniciais com o novo governante.

De imediato, no primeiro dia de governo do novo ocupante do palácio do governo de Minas - seja na Cidade do Faraó ou no Palácio da Liberdade -, além de exigir o pagamento das novas tabelas em janeiro de 2011, devemos estabelecer uma estratégia de cobrança que assegure de imediato pelo menos o reposicionamento dos educadores de acordo com o tempo de efetivo exercício na carreira, incluindo o tempo de estágio probatório, de contrato, etc. Esta primeira conquista com o novo governante será o início de um resgate histórico em relação às grandes perdas salariais ocorridas ao longo dos últimos 10 anos, pelo menos.

As demais reivindicações podem ser conquistadas durante o ano de 2011. Mas, imaginemos que o novo governante não queira ceder em relação às reivindicações colocadas e demonstre interesse em jogar pesado contra os educadores. Temos que estar preparados para responder a esse desafio com a linguagem prática que todo governante sabe ouvir: uma forte greve por tempo indeterminado, ainda mais organizada do que a atual. Para isso, é preciso preparar as bases da categoria, envolver a comunidade e corrigir as fragilidades apresentadas na greve deste ano.

Se o novo governante for o atual, afilhado do faraó, podem esperar o endurecimento para cima do nosso movimento. Vamos ter que jogar pesadíssimo, pois mesmo em final de mandato e às vésperas da eleição ele demonstrou que não é afeito à negociação com o nosso movimento e que lançará mão de todos os mecanismos de coerção para tentar destruir o nosso movimento.

O outro candidato nós ainda não sabemos como se comportará. Pode ser que ele queira ceder alguma coisa no imediato para fazer esfriar o movimento e depois articular para dividir ou enfraquecer o nosso movimento. Quem está no poder não costuma conviver com movimentos sociais autônomos e tudo faz para cooptar lideranças, perseguir outras, dividir a categoria com propostas que favoreçam parcela dos trabalhadores, como fez o faraó em relação aos quinquênios e biênios que foram confiscados de quem ingressou na carreira em 2003 - ou de quem ficou um ano afastado da sala de aula.

Nós podemos até manifestar - individual ou coletivamente - a preferência por este ou aquele candidato, mas não podemos perder de vista que a conquista das nossas reivindicações depende diretamente da nossa força, da nossa união e capacidade de mobilização, e nem tanto da benevolência ou sensibilidade deste ou daquele governante. Claro que com um governante que tenha maior sensibilidade para com os problemas sociais será melhor para se negociar. Mas, mesmo em relação a este governante, devemos manter a nossa postura de autonomia e independência, sempre prontos para o combate.

É dessa forma que nos faremos respeitar. É dessa forma também que a comunidade nos respeitará. No próximo texto, que pretendo redigir talvez neste final de semana, quero abordar um tema caro para todos nós, que é a autonomia e democratização nas escolas, que está relacionado também com as condições de trabalho do educador. Salário justo, condições dignas de trabalho, autonomia e democracia, são partes que constituem a valorização das carreiras da Educação.

Um abraço a todos e força na luta.

2 comentários:

Anônimo disse...

No seculo XIX inicio do seculo XX, o operariado lutava por melhores salários, direitos trabalhistas, redução da jornada trabalho. Hoje, em pleno seculo XXI professores ainda sofrem das mesmas injustiças,salarios de fome,jornada altissima, tempo de serviço não valorizado.Trabalho com um cargo na escola publica e com 11 aulas num colégio particular, ganho mais pelas 11 aulas.Para adquirir alguns bens, trabalhei no ano de 2004 com 62 aulas, alimentava só na base do lanche e do salgadinho, acabei engordando mais de 12 quilos só em 2004.Já pensei em largar a profissão várias vezes, porém , eu gosto de ser professor, estudei para ser e não me imagino fazendo outra coisa.Também estou preocupado com o novo governo, educação é tão importante que os candidatos deveriam ter um projeto já elaborado de reformas e apresentá-lo durante a campanha. No que se refere ao governo federal parece que a Marina tem um projeto de sistema único de educação.Euler, você sabe de alguma proposta de um candidato que não vai ser eleito mas que é interessante?Sabe alguma coisa sobre essa proposta de sistema único da Marina?
Luciano, história

Anônimo disse...

Sou sua fã. Leio suas matérias todos os dias .Precisamos de pessoas como você no palácio.Já pensou nisso?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O BLOG DO EULER NÃO TIRA FÉRIAS NEM NÓS TIRAREMOS FÉRIAS DELE:AMIGO DE TODAS AS HORAS!

terça-feira, 20 de julho de 2010

O blog não terá férias e... uma (r)onda virtual


É de um lugar assim que o editor do Blog do Euler está precisando. Mas, isso só depois de um ano de salário da nova tabela prevista para 2011.


Neste final de semana começa a minha semana de recesso escolar. Estamos todos cumprindo o calendário de reposição de aulas, sem problemas, incluindo vários sábados. Lutamos bravamente durante mais de dois meses (incluindo os 47 dias da nossa maravilhosa revolta-greve) e agora vamos tirar uma semana de merecido descanso, na última semana de julho. Algumas escolas preferiram manter as aulas em todo o mês de julho e com isso terão mais tempo de descanso em dezembro.

Mas, o nosso blog não tem férias, nem em julho, nem em dezembro. E nós, com o salário pago pelo faraó e seu afilhado, podemos pegar lotação para pelo menos um dos quatro destinos mais próximos de Vespasiano: São José da Lapa, Lagoa Santa, Confins e Belo Horizonte. O tanque de guerra não ultrapassa os limites de Vespá. É uma questão de fronteiras. Enquanto isso, vamos lustrando os tambores e apitos para os novos combates.

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Quando chego da escola, faço uma rápida visita pelos blogs e portais de notícia. Um acontecimento que merece registro: "Centenas de Sem-teto e sem-terra das Comunidades-ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy acamparam novamente na frente da Regional Barreiro". Os sem-teto dessas ocupações de BH estão ameaçados de despejo. O que constitui um absurdo, pois têm direito à moradia e ocupam terrenos que eram usados para a especulação imobiliária. A Lei Federal trata sobre a função social da terra. Caberia ao poder público desapropriar e doar os terrenos aos sem-teto ajudando-os na construção de sua moradia. Mas, a justiça brasileira dificilmente fica ao lado dos pobres. E os governantes representam interesses de empreiteiros e banqueiros, não de sem-terra e sem-teto. Daí a importância da mobilização e luta dos companheiros. É preciso apoiá-los, moral e materialmente se possível for. Incluir nas nossas aulas e nas nossas atividades de mobilização dos educadores um tempo para refletir sobre os movimentos sociais dos sem-terra e dos sem-teto, divulgando a luta destes companheiros e procurando construir práticas de solidariedade. Acompanhem aqui as lutas dos moradores das ocupações citadas.

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Na tarde de hoje (dia 20), a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, foi entrevistada pe
lo jornalista Eduardo Costa, na Rádio Itatiaia. Beatriz falou sobre a realidade dos educadores de Minas, os quais passaram por um processo de empobrecimento nos últimos anos, em função do choque de gestão do atual governo. Eduardo Costa quis saber sobre a greve e as conquistas salariais obtidas e Beatriz explicou que as novas tabelas salariais (para janeiro de 2011) representam uma conquista da categoria, mas que precisam ser melhoradas, especialmente para o pessoal com mais tempo na rede, o que deve ser objeto da próxima campanha salarial. A coordenadora do sind-UTE aproveitou para reforçar a campanha pela sindicalização para fortalecer ainda mais o sindicato, que terá que se preparar para os embates com os governos. O Sind-UTE hoje tem cerca de 70 mil filiados. A categoria conta com quase 400 mil educadores, entre o pessoal na ativa e aposentados. Os educadores que ainda não se filiaram ao sindicato, podem preencher sua ficha clicando aqui.

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No blog S.O.S. Educação Pública, a nossa colega Graça Aguiar, do Rio de Janeiro, faz um "Recorte autobiográfico", nos brindando com a história do seu ingresso na Educação, que se tornou mais do que um meio de sobrevivência: um compromisso ético e uma paixão. Vale a pena conferir o artigo da companheira clicando aqui.

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No blog Proeti no Polivalente, da nossa colega Vanda Sandim, vale a pena conferir e refletir com ela o profundo texto "Confissão". Aliás, para conhecer um pouco o belíssimo trabalho dos colegas de São João del-Rei, especialmente da companheira de luta Vanda, indicamos aqui este blog.

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Estou até inspirado para escrever sobre alguns projetos escolares que realizei com meus alunos quando estava no Machado de Assis, há uns quatro anos mais ou menos. Entre estes projetos, o "Cidadania e poder", que gerou polêmica e mexeu com a Câmara Municipal de Vespá. Até hoje muitos ex-alunos comentam comigo sobre aquela experiência que qualquer dia desses vou narrar aqui.

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O blog História Pensante nos informa que "Lula cria universidade e sanciona Estatuto da Igualdade Racial". Para saber mais a respeito clique aqui.

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O colega José Alfredo, em seu comentário no post anterior, lembra-nos que não podemos esquecer da perseguição de que foi vítima recentemente o jornalista Heródoto Barbeiro, que trabalhava na TV Cultura e foi demitido pelo ex-governador de SP José Serra. Recomendamos a visita a alguns blogs que estão na nossa lista e que tratam do assunto com mais detalhe.

Um forte abraços a todos! E firmes na luta. O nosso blog não tira férias!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

CONFISSÃO





















CONFISSÃO


CONFESSO QUE FUI LEVADA PELO AMOR AOS ESTUDOS, PELO DESEJO À REFLEXÃO, À BUSCA DE MAIS E MAIS CONHECIMENTOS.
PELO DESEJO DE SER CAMINHO, MESMO QUANDO EU NÃO OS TINHA PARA MIM MESMA.
CONFESSO QUE SOU POETISA, QUE VEJO E SINTO E OUÇO MÚSICA NO SILÊNCIO.
E QUE, ILUDIDA POR UM DESEJO DE RECONTAR A VIDA, PENSEI QUE EU PUDESSE DIVIDIR E MULTIPLICAR E SOMAR E CRIAR, COMO CÉLULAS DE ENERGIA QUE SE ESPALHAM E SE ENCANTAM.
CONFESSO QUE TIVE MEDO E FUGI DO CAMINHO E QUE, POR MEDO, ME ESQUIVEI DE PERTENCER AO ESTADO.
CONFESSO QUE ME VENDI E QUE POR DINHEIRO PERMANEÇO NO OFÍCIO.
QUE VEJO PROSTITUIREM MINHA PROFISSÃO. QUE NOS CALAM, MESMO QUE ACREDITEMOS QUE NÃO.
HOJE ESTOU ESCURA. E NA VASTIDÃO DESSA SOLIDÃO INSANA, NÃO APENAS O SILÊNCIO ME ATORMENTA : NÃO VEJO MÃOS PARA SEGURAR.
ESTOU ESCURA E INERTE. OLHO OS OLHOS DOS ALUNOS. SÃO ESPADAS QUE TORTURAM, ELES TAMBÉM COMUNGAM COM TODOS QUE NOS ROUBAM A VOZ E O DESEJO.ELES NÃO NOS QUEREM. ELES NOS NEGAM PORQUE NEGAM QUALQUER COISA QUE OS APROXIMEM DA REFLEXÃO. NÃO SABEM NEM QUEREM APRENDER A PENSAR. E ESTÃO DESMANCHANDO MEUS SONHOS. EU QUE OS TIVE POR SER DELIRANTE NUMA PROFISSÃO DE SEM TERRA. PROFISSÃO DE SERES SEM VEZ, SEM RESPEITO,VOZ, NEM AMPARO.
QUE ESTOU SENDO NESSA VASTIDÃO QUE ADOECE?
AMO ESCREVER, LER, CRIAR, BUSCAR E EXISTIR ATÉ METAMORFOSEAR-ME POR INTEIRO E POR INTEIRO IR ME DESFOLHANDO. "E É POR DESFOLHAR-ME É QUE NÃO TENHO FIM".
QUEM MERECERÁ TANTO?
OLHO NO VENTO E SINTO QUE ALGO AINDA VALERÁ.
É QUE ME ALIMENTO DE PALAVRAS.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VAMOS SONHAR MAIS UM POUCO ASSIM COMO NOSSO AMIGO E PROFESSOR EULER:BLOG DO EULER QUER MAIS TEMPO EXTRACLASSE

Segunda-feira, 19 de julho de 2010

Blog do Euler quer mais tempo extraclasse


Tal como Regina Casé, nós, mortais educadores, merecemos mais tempo tanto para atividades extraclasse no trabalho, quanto também para curtir uma praia de vez em quando.


Nesse conflito identitário entre o blog e seu autor achei melhor que o primeiro falasse em nome dos educadores de Minas. E o blog propõe o aumento do tempo extraclasse para a jornada de 24 horas sem redução de salário.

Como a Lei do Piso do Magistério que ainda não é cumprida - apesar de ter sido aprovada pelo congresso e sancionada pelo presidente desde 2008 - prevê pelo menos um terço da jornada dedicada ao tempo extraclasse, nada mais justo que se aplique tal regra à jornada praticada em Minas, de 24 horas.

Assim, quem trabalhar mais do que 16 horas/aula por semana em sala de aula receberia proporcionalmente a este tempo extra. Por exemplo: o vencimento (ou subsídio) da jornada de 24 horas no nível IA (nova tabela) é de R$1.320,00 para janeiro de 2011. Se ampliado o tempo extraclasse tal como propõe o Blog do Euler e como prevê a Lei do Piso, quem trabalhasse 18 ou 20 horas/aula receberia, respectivamente R$ 1.485,00 e R$ 1.650,00. Com isso, sem precisar aumentar a jornada para 30 horas.

Quem fizesse a opção por trabalhar as 16 horas/aula ficaria três dias de um turno (15 h/a) e mais uma aula em sala de aula e cumpriria mais 04 h/a na escola neste quarto dia de um mesmo turno e as demais 04 horas seriam cumpridas fora da escola. Mas, este tempo é absolutamente extraclasse. Quem trabalhasse tempo maior (18 ou 20 horas em sala de aula, p. ex.) cumpriria mais um terço do respectivo tempo em atividades extraclasse, a metade do qual na escola e a outra metade em casa.

A importância do tempo extraclasse

A atividade extraclasse é parte integrante do trabalho do professor. O ideal é que fosse a metade da jornada dedicada a este tempo e devemos perseguir este objetivo. O profissional do magistério precisa deste tempo para preparar suas aulas, pesquisar sobre temas diversos, participar de reuniões interdisciplinares, corrigir trabalhos e provas, preparar provas e exercícios, avaliar e acompanhar os projetos em andamento, reunir-se com a supervisão, além do tempo necessário para a leitura e aprimoramento do conteúdo.

Estas atividades não podem - ou não devem - ser realizadas fora da jornada de trabalho do profissional, pois o profissional do magistério não é pago para isso. E professor, ao contrário do que pensam alguns governantes, não é missão voluntária, é profissão como outra qualquer, apesar da sua importância fundamental, nunca reconhecida na prática (na prática, não no discurso) por estes governantes.

Ao ampliar o tempo extraclasse, pode-se dedicar uma parte deste tempo aos trabalhos na própria escola, fora da sala de aula. Os professores precisam se encontrar mais dentro da escola, para atividades de planejamento e acompanhamento dos projetos interdisciplinares, principalmente, entre outras atividades. Caso a escola necessite de professores para trabalhos de recuperação paralela ou substituição dos profissionais em licença deve contratar novos profissionais ou pagar àqueles profissionais que se disponham a tais atividades, desde que não prejudique o seu trabalho regular.

Aprimoramento das novas tabelas salariais

Portanto, a questão da ampliação do tempo extraclasse sem aumento de jornada e sem redução de salário passa a compor as propostas para o aprimoramento das novas tabelas. São estes os pontos:

1) Reajuste anual, com data base em janeiro de cada ano e índice de correção automática que recupere pelo menos a inflação do ano anterior.
2) Reposicionamento de todos os servidores da Educação de acordo com o tempo de efetivo exercício (independentemente se da Lei 100, designados, efetivos, de forma combinada ou não).
3) Pagamento do quinquênio para todos os servidores, incluindo o tempo de estágio probatório.
4) Manutenção dos percentuais de progressão (3%) e promoção (22%) nas novas tabelas, para as diversas carreiras dos educadores (valendo igualmente para designados e Lei 100).
5) Criação da jornada de 40 horas para quem possui dois cargos efetivos, com um terço do tempo extraclasse e sem redução salarial.
6) Pagamento de auxílio-transporte de acordo com os gastos realmente comprovados para este fim.
7) Entre outras reivindicações.

LRF deve ser abolida para a Educação

Uma das bandeiras de luta em escala nacional deve ser a não aplicação da famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos munípios e estados para a folha de pagamento da Educação. Todos nós sabemos que o quantitativo de pessoal da Educuação é o maior existente nos estados e municípios e os tais limites da LRF acabam atingindo diretamente aos educadores. E esta é a principal desculpa dos governantes para não concederem aumentos aos profissionais da Educação.

Assim, sobra muito dinheiro para os governantes gastarem com empreiteiras e banqueiros e o alto escalão do serviço público, mas nunca sobra para pagar um bom salário aos educadores. Por isso, é preciso lutar para retirar a folha do pessoal da Edcuação desses limites, já que temos um fundo próprio - o FUNDEB - de onde provém o pagamento dos nossos salários, e um piso salarial, que precisa ser praticado independentemente de qualquer limite.

A outra bandeira nacional é a instituição de uma carreira que respeite o tempo e o título acadêmico, coisa que em Minas e em vários outros estados não acontece.

P.S. Chamamos atenção aqui para o artigo do colega professorWladmir Coelho, do Blog do COREU, que denuncia a falta de compromisso de alguns candidatos ao Governo de Minas para com as propostas concretas da Educação. Leiam aqui o artigo do Wladmir.

sábado, 17 de julho de 2010

Viagem no tempo


Como cancelei a minha agenda pessoal neste final de sábado, publico mais uma das minhas crônicas, só pra azarar os ilustres navegantes deste blog.

Ainda não encontrei a crônica da marcha do MST - mas, que coisa gente, ou melhor, que trem danado, sô! Acho que vou ter que relembrar aquele acontecimento puxando o que restou na memória. Claro que as impressões no calor dos acontecimentos guardam elementos que são percebidos apenas no momento exato em que você vivencia a coisa, entenderam? Passado um tempo, estes sentimentos evaporam e ficam alguns recortes dos recortes, que são percebidos com o olhar de quem não estava lá, mesmo quando era a gente que estava lá. A gente muda, para pior ou para melhor, e isso faz toda a diferença.

Bom, mas o fato é que, a crônica que publico hoje nada tem a ver com o MST e foi escrita em maio de 2002 e faz referência a meados da década de 70, numa época junina do ano e do começo do final dos anos de chumbo no Brasil. Portanto, ela traz essa distância temportal de quase 30 anos, período em que eu já havia morrido e renascido pelo menos umas 10 vezes. Então, com essas considerações psicográficas e filosóficas iniciais, vamos ao texto:

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"Viagem no tempo

Quebro o silêncio que me envolve, com uma antiga música do Bee Gees. Faixa de um CD pirata que peguei emprestado de alguém. Ninguém nunca cobrou do Império britânico as práticas de pirataria patrocinadas pelos lordes ingleses em alto mar, por que cargas d'água haveriam de reclamar de cidadãos de segunda categoria, que habitam o quintal das Américas? Ora, essa!

Assim, sem constrangimento algum, curto a melodia que me coloca em contato com um outro momento. Uma fileira de outros cantores e grupos, entre nacionais e internacionais, aguarda a sua vez. Não há fronteira para a música, nem para o bom – ou mau – gosto, de acordo com o (des)gosto de cada um.

Uma coisa puxa a outra e eu acabo me arrastando, no pensamento, até meados da década de 70, do século passado. Parece que foi ontem e me vejo correndo, ao lado de um monte de gente, atravessando as noites do pacato Arraial.
A cada dia, um desafio, uma aventura a ser descoberta. Na noite anterior, havíamos feito uma prática de rotina, uma ronda noturna, que consistia em apagar os relógios das casas na hora da novela, em torno das 8. Ouvia-se o xingatório de longe, quando o último garoto, maroto, já havia quebrado a esquina.

Mas, naquela noite, algo prometia. Era véspera de festas juninas e o comércio local ofertava as bombinhas de São João. Pela manhã, havíamos descoberto uma bem diferente, que consistia em várias unidades explosivas presas num mesmo cartucho. Quando uma delas estourava, começava um verdadeiro pipocar das demais. Bin Laden, nessa altura, devia estar queimando petro-dólares, rodeado, provavelmente, de uma de suas escolhidas, numa casa noturna qualquer, sob o patrocínio do hoje inimigo Tio Sam.


O Brasil estava, ainda, envolto nas trevas da dita dura, com a imprensa convenientemente amordaçada, enquanto muitos sonhadores eram torturados nos porões do regime. O Arraial, como a quase totalidade das cidades pequenas, estava fora deste mapa. Estava dentro, política e geograficamente, mas respirava-se outros ares, literalmente. Nadavam-se em outras águas, também.


A garotada atravessava as noites invadindo quintais, construções, praças e ruas como se tratasse de um território aberto, sem muros e fronteiras, além daquelas impostas pelos costumes. Pelo menos quando estávamos em bando era esse o sentimento. Qual o limite para o nosso fazer? Quem se atreveria a nos desafiar?


Ingenuidade à parte, partimos para mais uma noite de aventura. A novidade bombástica nas mãos, pronta para ser testada, e um grupo, que naquela noite, especificamente, aproximava-se da casa dos 20. Alguém acende o fósforo, o outro retira a bombinha da sacola e um terceiro atira o objeto aceso no pátio de uma escola pública, onde se encontrava um vigia noturno. A cena foi engraçadíssima e resultou, naquele dia, pelo menos, na interrupção das aulas. Felizmente, não houve mortos nem feridos. Aquilo era apenas mais um ato de gente sem o que fazer.


Dia seguinte, o bando todo já havia sido localizado e a meninada teve que responder à intimação na delegacia, com a presença dos pais e tudo mais - afinal, nesta hora, ser "de menor" tinha alguma vantagem. A acusação que pesava sobre nós era clara: "terroristas"! Nos dias de hoje, provavelmente, o governo de Mr. Bush reivindicaria o direito de extraditar o grupo. Mas, no tranqüilo Arraial, apesar do clima de terror que ainda dominava o cenário nacional, o delegado, um coronel reformado, teve outra interpretação. Depois de um clássico sermão, com os olhares de natural aprovação por parte dos pais, o delegado concluiu que, daquela vez, passava: "Só desta vez, hein!", completou, com o dedo em riste. Ato seguinte, passou a mão no inquérito e o rasgou, nos desqualificando da condição de terroristas.


A par disso - e apesar disso -, o que nos vinha à mente, naquele instante, era uma melodia diferente, que não tardava a chegar. A melodia da lua, das estrelas, do silêncio noturno, que trazia o mistério das conspirações e das aventuras. Num instante, contudo, o CD pirateado chega ao fim...e a linha do tempo, qual linha telefônica, é abruptamente cortada, trazendo-me de volta. É tarde já. Dominado pelo sono, me deixo levar pelo embalo de uma outra música: aquela que se extrai do silêncio profundo, quase absoluto."

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Links interessantes:

- Ocupação Dandara
-
Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária

Leiam também o novo artigo do combativo colega Wladmir Coelho: "Eleições 2010: farsa e blá, blá, blá".



Na nossa maravilhosa revolta-greve dos 47 dias nós sentimos na pele o abismo existente entre o que está na lei e o que é praticado. A greve foi indecentemente considerada ilegal, quando a ilegalidade deveria ser submeter uma categoria como a dos educadores a níveis tão baixos de salários e condições de trabalho. E retiramos dessa experiência a compreensão de que se quisermos garantir nossos direitos e nossos espaços enquanto assalariados e cidadãos vamos ter que arrancá-los na luta.

Não podemos de maneira alguma continuar respirando ares de terror, de um clima de medo, de submissão dos de baixo, pois isso contraria a natureza humana, que nunca se curvou, nunca, em nenhum momento da história, aceitou passivamente a escravidão e outras variantes de exploração.

A insubmissão perante a exploração e a opressão é parte social, cultural e estrutural de todos aqueles que não perderam minimamente a capacidade de pensar e de sonhar. Os educadores de Minas tornaram-se uma fonte de inspiração para todas as demais categorias de assalariados de Minas e também do Brasil.

Não tenham dúvida de que o próximo governante, seja ele quem for, vai jogar pesado para desarticular e quebrar este movimento, como aliás tentaram fazer o faraó e seu afilhado nos quase oito anos de governo. E de certa forma haviam quase conseguido. Na proprrogação do segundo tempo, nós, os educadores, demos o troco, sacudindo Minas Gerais e mostrando que com a força organizada de mais de 200 mil trabalhadores não se brinca.

Por isso, para além das necessárias conquistas salariais e de melhores condições de trabalho, precisamos também conquistar e consolidar os espaços e os direitos de uma democracia que mereça este nome, mesmo nos marcos de um estado burguês. O direito de greve, o não corte de ponto dos grevistas (outro dia me disseram que quem inaugurou em Minas esta canalhice de cortar ponto de professores em greve foi um personagem que não vou citar aqui porque não confirmei a inacreditável informação que recebi, ainda), a democratização dos meios de comunicação - inclusive com a proibição de anúnicos governamentais em jornais, rádios e TVs que se recusarem a abrir espaços para os movimentos sociais -, a não criminalização dos movimentos sociais e a discussão pública dos orçamentos dos poderes constituídos, entre outras coisas.

As bandeiras democráticas, que eram muito comuns na época da ditadura militar, precisam ser retomadas, pois vivemos a continuação daquela ditadura sob outras formas. A absoluta privatização dos cofres públicos, por exemplo, cujos recursos estão voltados para beneficiar empreiteiras, banqueiros, latifundiários do agronegócio, etc, precisa acabar. No lugar disso, maior investimo na Educação pública - principalmente no ser humano-educador -, na Saúde pública, no saneamento e na moradia popular, pelo menos.

Um bom exemplo da má utilização do dinheiro público foi a construção das pirâmides do faraó, que custou em torno de R$ 1,5 bilhão de reais. Quantas milhares de casas populares, hospitais e clínicas médicas, obras de saneamento e salários mais justos para os servidores poderiam se fazer com estes recursos?

Não se pode mais continuar convivendo com uma situação onde um grupo de políticos, seja em que esfera for - federal, estadual ou municipal - decida sozinho, ao sabor dos interesses de uma minoria, o que fazer com os recursos públicos. Não me venham dizer que essas obras faraônicas foram aprovadas na "Casa do Povo" - o parlamento -, pois, com este parlamento prostituído e afastado do povo que temos não se pode falar em uma verdadeira representação. Um sistema em que as pessoas não têm o controle direto sobre aqueles nos quais votaram - inclusive com o direito de cassar este mandato caso não corresponda às expectativas criadas -, não é uma representação verdadeira, mas uma farsa. Um engodo.

Portanto, colegas educadores, é bom que tenhamos em mente esse grande desafio, de estar lutando ao mesmo tempo por melhores salários e condições de trabalho e pela real democratização da sociedade e do cotidiano em que vivemos - inclusive nas escolas, onde, em alguns locais, prevalecem práticas ditatoriais e autoritárias que reproduzem o que se vive na realidade política em Minas e no Brasil.

E nós, educadores de Minas, tornamo-nos fonte de inspiração e depositários desse desafio para com a população mineira e brasileira. E temos que corresponder a isso, para o nosso bem e para o bem de todos os de baixo, assalariados-explorados como a gente. Numa batalha que transcende a importante e necessária luta cotidiana pelo pão, que alimenta o nosso corpo, mas que precisa também alimentar a sede de justiça e de liberdade que acompanha a alma humana.

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Links e temas relacionados:

- Blog da Cris
- Diário de Classe - Intersindical
- Blog do COREU
- Blog Em Busca do Conhecimento
- Site oficial do Sind-UTE
- S.O.S. Eudcação Pública
- Proeti no Polivalente
- Sind-RedeBH - Blog do Coletivo Fortalecer
-
Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação