terça-feira, 22 de setembro de 2009

O PATI agora é PROETI

O PATI agora mudou a sigla e se tornou PROETI ( Projeto Escola de Tempo Integral).
A mudança foi apenas na sigla e tudo se encaminha como antes: muita vontade de acertar, de aprender e de trocar experiências. Que Deus abençoe esse trabalho feito com tanto carinho e respeito pelos alunos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

GDP de PORTUGUÊS NA NOSSA ESCOLA

O nosso GDP ( grupo de desenvolvimento profissional) é um grupo muito animado, que tem se reunido com muita garra e interesse! O professor José Marcos é o nosso coordenador e está fazendo um belo trabalho! O Projeto LETRAMENTO tem sido colocado em prática pela nossa escola, é um momento ( 50 min.) em que toda a escola para e faz leituras dos livros, revistas e jornais previamente selecionados pelos próprios alunos.
O objetivo é motivar a leitura e apurar conhecimentos , capacidade de reflexão e interpretação! Aguardem fotos e mais notícias!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

RECREAÇÃO : VÔLEI

Os alunos recreando na quadra de esportes da escola: uma área muito gostosa de ficar! Todos, de idades diferentes, interagindo para se divertir desestressar e socializar.

PRODUZINDO TEXTO

Alunos produzindo texto, através da visualização de gravuras interessantes como motivação para a escrita.

CONSCIENTIZAÇÃO CONTRA O CIGARRO

Painel elaborado com embalagens vazias de cigarro. Alunos do Projeto, professores e funcionários contribuíram com as embalagens que trazem gravuras chocantes dos malefícios do cigarro no organismo humano.

TRABALHANDO ARTE : RECICLANDO

Pinturas feitas pelos alunos do Projeto. O material usado foi tampa interna de lata de NAM, MUCILON e LEITE EM PÓ que trazíamos de casa.

PÁSCOA NO PATI

Os alunos trocaram lembranças ( cenouras recheadas de pirulito, feitas por eles e a professora Cássia) para a confraternização da Páscoa.

VÍDEO

Os alunos assistindo filme. Essa é uma atividade que eles adoram!

REFEITÓRIO

Os alunos recebem lanche e almoço no PATI.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PÁSCOA

Alunos na área verde da entrada da Escola, comemorando a Páscoa.

VISITA NO CTAN-UFSJ

Alunos do curso de Educação Física da UFSJ ( João( camisa vermelha), Tiago( quarto da esquerda para a direita) e Fabrício ( camisa preta) que fizeram estágio na E.E. Governador Milton Campos. À pedido do professor de Educação Física Bolinha ( professor dos alunos do Projeto: segundo da esquerda para a direita), receberam nossos alunos no CTAM para aulas práticas de Atletismo. Ao lado do prof. Bolinha está a professora Cássia e a professora Vanda (entre o Tiago e o Fabrício).

VÔLEI NO CTAN-UFSJ

Os alunos se divertiram muito jogando vôlei.

ENTRADA DO CTAN

Alunos e professores em frente à Igreja do CTAN.

ATLETISMO NO CTAN

Alunos em fila, na pista de atletismo, aguardando a vez para o salto à distância.

AULA NO TATAME

O professor Tiago dá explicação sobre as atividades que irão realizar no tatame.

sábado, 8 de agosto de 2009

GRIPE SUÍNA

Os cuidados para não sermos infectados pelo vírus da gripe "suína" devem ser falados incansavelmente com nossos alunos e com todas as pessoas de nosso convívio.

O uso do álcool em gel é realmente eficaz para matar o vírus, a higienização das mãos deve ser realizada com álcool ou sabonete, no mínino dez vezes por dia. Devemos evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca e falar aos jovens que é preciso ter muito cuidado com essa história de "ficar" com várias pessoas, beijando na boca parceiros diferentes, pois o risco é enorme!

O uso da máscara não é aconselhável para quem não estiver infectado, uma vez que cria um ambiente úmido e favorável ao vírus; mas quem já se encontra infectado, deve usá-la como medida de prevenção para não contaminar outras pessoas.

Ao tossir, devemos proteger a boca com um lenço ou com as mãos.

É importante no cuidarmos sempre e ficarmos sempre informados sobre novas medidas que são faladas nos meios de comunicação com o objetivo de nos informar e proteger.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: UMA RELAÇÃO ÉTICA

Segundo Congresso Regional de Educação de São João Del Rei
Palestrante: Professor Vasco Pedro Moretto ( Moretto@terra.com.br)
Local:Teatro Municipal

Esta palestra foi muito bem ministrada pelo professor Vasco Moretto, que tinha por objetivo conceituar ética e moral,fazer com que nós professores refletíssemos sobre os fundamentos éticos e epistemológicos das provas que oferecemos aos nossos alunos e como esses fundamentos devem ser aplicados no nosso dia a dia como profissionais.
Como diferenciar moral e ética? Segundo Moretto, a moral é um conjunto de regras e está relacionada a uma determinada cultura, exemplo disso são os costumes indianos, mais precisamente podemos exemplificar com a valorização da vaca como ser sagrado; enquanto que no Brasil, a vaca nos remete a um belo bife para saciar nossa fome. O professor Moretto acrescenta que:

" A moral é definida como um conjunto de regras restritivas da liberdade individual, de caráter obrigatório, cuja finalidade é garantir a harmonia do convívio social".( Yves de La Taille -2002 )


A ética diferencia- se da moral, ética seria ETHOS que significa costumes. Então, nos diz Moretto , a ética e a moral não são individuais, são costumes dos povos. A ética seria o conjunto de regras e valores que regem a vida. O professor completa:

" entendo por moral tudo o que fazemos por dever, ou seja, submetendo-nos a uma norma vivida como coação ou mandamento; e entendo por ética tudo o que fazemos por desejo ou por amor"...

Moretto exemplifica a diferença entre moral e ética, quando se refere à lei que implementa o salário alto para um motorista em Brasília. Ele diz que essa é uma atitude moral, mas anti-ética comparada ao salário dos professores em M.G. por exemplo.
A questão fundamental da ética utilitarista é que devemos pensar sempre: "quais as consequências das minhas ações?" Se estamos em uma palestra, desligar o celular é um valor ético, uma atitude de respeito ao palestrante e aos colegas que foram ouvir a palestra. Mas, segundo o professor Moretto, essa questão já se tornou um problema moral no trânsito, pois a ética foi ferida, então entra a moral com regras e punições. Mesma coisa aconteceu com a questão do valor ético de que não se deve dirigir embriagado, muito foi pedido , na mídia, para que essa atitude fosse observada, evitada, aprendida por uma questão de respeito à vida. Como a ética não funcionou, então passou a ser um problema moral, entrou a punição,o "bafômetro", a lei.

EXEMPLOS DE VALOR ÉTICO

* Preparar as aulas e provas;
* Não conversar em palestras e em momentos em que o professor faz explicação de conteúdos ( não há medo de punição, mas há respeito aos colegas, ao palestrante, ao professor em sala de aula);
* Desligar celular em palestras, cinemas, sala de aula, igrejas;


Para Moretto a qualificação do profissional vem com a formação continuada, ir a um congresso não deveria ser uma obrigação,o que corresponderia a um valor moral; mas ir por vontade, o que é um valor ético. Levantar-se e sair durante uma aula ou palestra é um problema ético, se não for fisiológico! Deixar banheiros limpos e o papel no lixo é ético, pois ter respeito aos outros que passarão no banheiro depois de mim é um valor que todos deveríamos ter.
Quanto à disciplina, ele nos diz que ela pode ser imposta (MORAL) ou proposta (ética).E Moretto nos diz para pensar:" A educação familiar, escolar e social, tem como ponto mais forte a moral ou a ética?" Segundo o professor Moretto é a moral que é o ponto mais forte da educação, pois ela tem efeito imediato e a ética é mais demorada.
A criança pequena não tem regras (ANOMIA). Quando alguém coloca limites na criança( HETERONOMIA), começa o uso da moral; se a formação for só baseada na punição, a criança não se torna autônoma. Deve-se usar a ética na educação para que a criança passe a se guiar pelos seus próprios valores (AUTONOMIA).
Para Moretto, o adolescente quer contrapor sua personalidade com a autoridade, então MUDE O FOCO. Não ameace se não vai cumprir! No caso da escola, o regimento é normativo e segue a punição.O instrumento da ética é o Projeto Político Pedagógico, devemos pensar: " Que cidadão queremos formar na escola? Queremos uma pessoa que se guie pela moral ou pela ética?O Conselho Escolar existe para que possa ir acima da norma, ou seja, acima da moral. Segundo Moretto, regra e norma (moral) estão sobrando no país. PRECISAMOS É DA ÈTICA. A nossa cultura é da moral e não da ética. Voltemos à pergunta: "Que cidadãos queremos ajudar a formar? Aquele que cumpre as regras por moral ou por ética?"



FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DA AVALIAÇÃO


O que tem sido o processo da Avaliação Aprendizagem? Um momento privilegiado de estudo? Ou um acerto de contas? Avaliamos o quê? Avaliamos dados, informações ou o conhecimento construído? Essas perguntas nos foram feitas pelo professor Moretto, é necessário nos guiarmos pela ética e repensarmos nossas avaliações. Os professores lidam com a palavra e por isso é preciso contextualizá-la. Quando vamos fazer nossas avaliações, precisamos dar o contexto para que o aluno se situe e possa responder de forma coerente e satisfatória. Moretto nos mostrou uma questão de avaliação ( ele fez um estudo de oito mil modelos de provas do Brasil) em que não estava contextualizada:

Exemplo: " Você tinha dez balas, ganhou outras vinte balas.
Você ficou com________"
A aluna respondeu comTENTE!"

Percebemos que a questão deveria ter sido contextualizada:
"Você ficou com________ balas."


Segundo Moretto, o aluno não pode apenas reproduzir informação, ele precisa CONSTRUIR o conhecimento. E ele nos questiona: "Em nossas provas cobramos informações ou construção de conhecimentos?". Para ele, precisamos ter ética na confecção das avaliações: "Isso que pergunto é relevante?Isso Constrói o conhecimento?"


PROBLEMAS NO COMANDO DAS AVALIAÇÕES


Devemos contextualizar mesmo as perguntas em nossas avaliações, se fazemos uma questão do tipo:
" Como é a organização das abelhas em uma colméia?"
e temos por resposta:
"É jóia" ou "É maravilhosa", não podemos culpar o aluno, pois a pergunta não primou pela construção do conhecimento, não houve contextualização nenhuma.
Outro exemplo dado por Moretto:
" O que você faria para acabar com a seca no Nordeste?"
O aluno respondeu:
" Não faria nada, não gosto de nordestino, quero que ele se lasque."
Ou ainda:
" Onde se encontram as brânqueas do camarão?"
Aluno:
" No corpo dele." (!!!!!)
Mais um exemplo:
" Em quantas partes se divide o corpo humano de um crustáceo?"
Aluno:
"Depende da cacetada."(!!!!!)


É muito importante o professor contextualizar as questões de avaliação.Preocupando-nos com isso, seremos, com certeza, muito mais éticos. Devemos pensar: " Quais as consequências dos meus atos? Se for bom, então é ético. Do contrário, é anti-ético.Ao trabalharmos a ética e a cidadania, possivelmente formaremos alunos mais felizes.
Moretto nos diz que o professor não pode abrir mão da sua autoridade, ao enfrentar problemas de indisciplina, MUDE O FOCO! Faça uso da ética (conversas, pedidos), se não resolver exerça a moral sem autoritarismo.
Ele ensina que se um aluno estiver com um comportamento indisciplinado, seja gentil, use um tom de voz baixo e acompanhe-o até à porta para que o aluno se sente por dez minutos fora de sala de aula e reflita sobre os transtornos que ele está causando, atrapalhando o professor e os colegas e que é preciso que ele saiba viver em comunidade. Após os dez minutos, o professor chama o aluno para voltar à sala de aula e lhe pede que faça um texto de, no mínimo, 15 linhas sobre o que ele refletiu. Caso o aluno não queira fazer o texto, não brigue com ele, pois tudo o que ele quer é desafiar o professor. Diga a ele que depois vocês conversarão. Quando a aula terminar, chame-o à sala dos professores e diga-lhe que você não queria forçá-lo a fazer o texto na frente dos colegas, que você o respeita, mas que aquela seria a última chance dele, senão você terá que dar-lhe uma advertência escrita até à suspensão, caso ele se negue a fazer o texto. E faça uso do Regimento Escolar, se a ética não resolveu, é preciso fazer uso da moral(regra, punição).
Moretto finaliza nos dizendo que:

" Os alunos levam da gente o que somos
para eles e não o que lhes informamos."


A HISTÓRIA SOBRE A MORTE


O professor Moretto nos contou uma história para finalizar a palestra, ilustrando essa sua última colocação, a de que os alunos levam de nós aquilo que somos para eles.
Passados uns vinte anos, o professor Moretto, em Brasília, encontra-se com um ex-aluno. Entre outras conversas o professor questiona o ex-aluno se ele havia usado, em sua vida prática, algum conhecimento de física que ele havia ensinado em sala de aula. E o ex-aluno respondeu que não! O professor ficou meio surpreso, mas o ex-aluno acrescentou que o professor havia falado sobre a morte, em um dia que eles pediram uma aula diferente (fora do conteúdo de física) e que essa aula, ele havia guardado para sempre na memória, pois lembrava-se do mês e do ano (!!!).
Moretto nos relatou a aula:

"Os alunos, naquele dia, pediram uma aula diferente, estava um calor enorme pois passava do meio-dia e todos estavam muito cansados. Pediram que eu falasse sobre a vida e eu lhes disse que eu lhes falaria sobre a morte. Expliquei-lhes que eu havia perdido o meu pai naqueles dias e que meu irmão havia celebrado uma missa muito bonita falando sobre a morte. Contei a eles que refletia, naqueles dias, muito sobre a morte e que essa explicação do meu irmão, havia sido muito importante para mim.Passei a eles o que eu havia aprendido; que o bebezinho quando está pronto para nascer, é porque o mundo no útero se torna pequeno demais para ele e o bebê faz "PLUFT" para o mundo fora do útero. Depois, o bebê vai se alimentando daquele seio, que é seu pequeno mundo, mas que muito bem lhe prepara para crescer forte e saudável e quando ele se torna grande demais para aquele mundo do seio materno, ele faz:"PLUFT" e nasce para um mundo maior, que é esse das relações, da vida na família e na comunidade, da vida no mundo.
E a morte seria isso, quando o ser humana cresce mais que esse mundo, ele se torna preparado para uma realidade maior, ainda que desconhecida e faz "PLUFT"!
Foi essa a mensagem de amor e ética que o professor Moretto, tão brilhantemente, nos passou!
Quero agradecer muito a ele por tudo que nos ensinou com tanta grandeza no coração. Agradecer pela gentileza e humildade em nos ensinar que precisamos nos tornar, humildemente, cada vez melhores e maiores em relação à ética profissional, para que possamos fazer muitos "PLUFTS" existenciais antes de abraçar o grande "PLUFT" da morte.

Vanda Sandim

P.S. Tentei fazer um texto bem próximo da fala do professor Moretto, que ele me perdoe se falhei, acrescentando algo que tenha sido além da fala dele.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

AMAR SE FAZ AMANDO

O exercício do amor
dia
a
dia
o calvário com paisagens
fabulosas!


O olho no olho
O toque no toque
O ser no ser.


"Educar" se faz educando
Amar se faz amando
Às vezes é cárcere
Às vezes é luz que inunda a alma.


Não há como fugir
É preciso ajudar no traçado do caminho
Onde se borda cores e luz
em momentos em que o sangue esguicha.


Tarefa de heróis neste século:
ser pai, mãe e professor.


VANDA SANDIM
Escrita em 27/10/08

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SEGUNDO CONGRESSO REGIONAL DE EDUCAÇÃO-São João del-Rei M.G.

São João del-Rei
29 a 31 de julho de 2009
Os dias de Congresso foram, em minha opinião, dias de muito proveito para nós professores da Rede Pública Estadual. A capacitação é um direito e dever de todo profissional que deseja sempre beber de novas fontes.
Respostas prontas não nos foram dadas. "O que move o mundo são as perguntas". E cada um de nós, profissionais da educação, vamos buscando nossas perguntas e respostas. É um processo individual e também coletivo. É lento, tortuoso e maravilhoso todo caminho que trilhamos com amor: e o magistério precisa de muito amor e respeito ao outro.
Parabéns a todos os envolvidos nesse acontecimento ( dos patrocinadores aos funcionários da Secretaria Regional de Educação; dos palestrantes aos profissionais que vieram trocar experiências). E que novos encontros possam ser planejados para o enriquecimento da nossa qualidade de trabalho.
29/07/2009
Local: Teatro Municipal de São João del-Rei
* Solenidade de Abertura
*Palestra: A Escola e a Literatura
Convidado de Honra:
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIROZ ( escritor)
Esse professor foi brilhante em suas colocações. Primou pela humildade, sabedoria e competência como educador, escritor e clareza na condução da palestra. Tenho certeza de que ele conquistou nossas mentes e nossos corações com suas palavras.
O professor iniciou sua palestra com uma história sobre a necessidade de Jesus em pagar impostos e que pediu a São Pedro ( se não me engano) que se mostrava muito preocupado com os cobradores de impostos (que procurariam pelo pagamento naquele dia mesmo); que jogasse a isca para pescar um peixe. Segundo Jesus, esse peixe traria, em sua garganta, uma moeda de ouro que deveria ser utilizada para o pagamento dos impostos de Jesus. E assim foi feito: o peixe foi pescado, retirado de sua garganta a moeda de ouro e ele foi devolvido ao mar. Como o peixe era muito curioso, subiu à superfície do mar várias vezes para observar Jesus e São Pedro, pois não entendia o porquê de ter sido devolvido ao mar, após ser retirada, de sua garganta, uma moeda. Na verdade, o peixe não estava entendendo nada.
Esse peixe descobriu tudo pela conversa que ouviu de Jesus com São Pedro, mas levantou suspeitas no fundo do mar, pois os tubarões e outros peixes não entendiam o porquê que o peixe tanto subia à superfície. Pressionado pelos animais do oceano, ele contou-lhes que ele descobrira que ele havia pagado os impostos de Jesus. Como não acreditaram nele, deram-lhe três dias para que provasse que dizia a verdade, senão seria engolido pelos tubarões.
O peixe teve a idéia de ir à casa de Jesus para pedir um recibo de que ele havia pago os impostos de Jesus com a moeda de ouro, mas ao chegar na casa de Jesus encontrou Maria, sua mãe, que disse-lhe que Jesus não estava na cidade e que ela não podia se responsabilizar pelas atitudes de Jesus. O peixe mostrou-se desesperado e contou a Maria que ele seria engolido pelos tubarões se ele não provasse que havia pagado os impostos de Jesus. Maria cochichou em seu ouvido uma solução para que ele pudesse se proteger dos tubarões.
Ao voltar para o fundo do mar, o peixe foi logo abordado pelos tubarões que queriam a prova de que o peixe estava falando a verdade. O peixe se defendeu dizendo:
_"Provar eu não posso provar não porque não encontrei Jesus na casa dele, mas eu tenho um recado da mãe de Jesus que mandou lhes dizer que se alguma coisa de ruim acontecer comigo vocês terão que pagar os impostos dela!"
E assim o peixe foi deixado em paz, uma vez que os tubarões não tinham moedas de ouro na garganta para pagar os impostos de Maria.
AO FINAL DA PALESTRA O PROFESSOR BARTOLOMEU CONCLUIU QUE ELE NÃO TINHA NENHUMA MOEDA DE OURO PARA NOS OFERECER COMO SOLUÇÃO DOS NOSSOS PROBLEMAS, QUE ASSIM COMO ELE, NÓS TAMBÉM NÃO DEVERÍAMOS QUERER TER UMA MOEDA DE OURO NA GARGANTA PARA RESOLVERMOS NOSSOS PROBLEMAS COMO EDUCADORES OU COMO SERES HUMANOS ANSIOSOS PARA TER RESPOSTAS PARA TUDO.
Segundo o professor a cada descoberta que o homem faz, ele inaugura mais mistérios.
"PARA QUÊ TENTAR ESGOTAR O MISTÉRIO DO MUNDO
E DO UNIVERSO? O NÃO SABER NOS TORNA MAIS SENSÍVEIS, MAIS
HUMANOS; QUEM ACHA QUE ESGOTOU TUDO, FICA FANÁTICO!"
E o professor completa, brilhantemente:
"É BOM A GENTE SABER QUE NÃO TEMOS A MOEDA DE OURO EM NOSSA GARGANTA."
LITERATURA
Quanto à questão educação e literatura, o professor Bartolomeu acredita que o homem é o verbo encarnado, que nós somos do tamanho da nossa fantasia. E que a criança só decifra o mundo pela fantasia. E completa que a fantasia é a arma que a criança tem para entender o mundo. A palavra é de extrema importância, segundo o professor, pois só se pensa através das palavras e " a palavra organiza o caos". Para o professor Bartolomeu, " A literatura abriga a diferença de cada um".
A ESCOLA E O ALUNO
A escola, segundo o professor Bartolomeu, pressupõe vitalidade, falta o aluno descobrir que vale à pena viver. Devemos procurar o caminho da emoção.Para ele não existe outro caminho para modificar o mundo que não seja o da educação.
Essa colocação do professor remeteu-me a uma monografia que fiz ( quando cursei uma disciplina isolada no Mestrado de Letras- UFSJ) sobre o livro do Manoel Bonfim : " AMÉRICA LATINA : MALES DE ORIGEM". Bonfim acreditava também que a salvação do Brasil (e creio que a do mundo) estava na EDUCAÇÃO. Eu compactuo com essa afirmação: a educação é a salvação da
nossa sociedade. Educação que englobe todas as classes, pois o que nos falta é ética em todas as nossas relações.
INVENTAR UMA ESCOLA
Segundo o professor Bartolomeu, "precisamos de uma escola mais bonita, de uma educação mais refinada numa sociedade tão grosseira, tão violenta como a nossa".
Para ele nós, juntos, "precisamos inventar uma escola". E acrescenta que devemos pensar, ao terminar nosso horário de aula:"Isso que eu ensinei ajuda o país a ser melhor?"
AGORA É COM CADA UM DE NÓS
Penso que agora é com cada um de nós. Todos os dias devemos reinventar nossa vida, nossos desejos, nossas relações. Reinventar nossas atitudes, querer saber mais, entrar mais no universo do aluno, tentar fazê-lo sentir-se feliz, ainda que haja tantas pedras no meio do caminho. E, antes de tudo: deixarmos a arrogância em casa, nos darmos as mãos e sermos mais humanos com os colegas de profissão e com os alunos.
O CARINHO QUE QUEREMOS QUE NOSSOS FILHOS RECEBAM NA ESCOLA É O MESMO QUE DEVEMOS OFERECER AOS NOSSOS ALUNOS. E OS LIMITES QUE QUEREMOS COLOCAR EM NOSSOS ALUNOS É O MESMO QUE DEVEMOS PERMITIR QUE DEEM AOS NOSSOS FILHOS NA ESCOLA ONDE ELES ESTUDAM.
"NÃO NOS AFASTEMOS MUITO, VAMOS DE MÃOS DADAS"
Vanda Sandim