sexta-feira, 16 de julho de 2010

HOMENAGEM À CLARICE LISPECTOR : A QUE ALCANÇOU SEU CLÍMAX NAS PALAVRAS























CLÍMAX NAS PALAVRAS


CLARA CLARICE CLARICEANDO
VOCÊ QUE TAMBÉM CLAREOU CAMINHOS
PARTICIPOU DE PASSEATAS CONTRA A DITADURA
MOSTROU-SE FORTE
EM TODAS AS SUAS FRAGILIDADES.

CLAREOU FLOR DE LIS
DE LISPECTOR
DE ESPECTRO FLUTUANTE NAS ESCRITAS
SEU UNIVERSO FOI O MUNDO
SEU CLÍMAX AS PÉTALAS QUE DEIXOU
SUAS PALAVRAS NÃO TÊM FIM.

VANDA SANDIM
16/07/10




































CLARICE LISPECTOR
Um Enigma
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".




Um Objeto Não Identificado Das Letras Brasileiras

"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."





"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

HOMENAGEM À CLARICE LISPECTOR





















Quero Escrever o Borrão Vermelho de Sangue


de Clarice Lispector

Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu,
por falso respeito humano,
não dei.
Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.
Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.

---...---


"Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou."
Clarice Lispector





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ONTEM EU ESTAVA LENDO ALGUNS POEMAS NA INTERNET E BUSQUEI TEXTOS DE CLARICE LISPECTOR, POR QUEM SOU APAIXONADA DESDE OS MEUS DEZESSETE ANOS, QUANDO ESTUDAVA PARA O VESTIBULAR. E HOJE NÃO RESISTI AO DESEJO DE FAZER UMA HOMENAGEM A ELA NO MEU BLOG.POR ISSO POSTEI ESSE POEMA DELA JUNTAMENTE COM ESSA FOTO QUE ESCOLHI NA "NET" TAMBÉM PARA ILUSTRAR.
FAREI UM POEMA AGORA USANDO INTERTEXTUALIDADE:


ESCREVER BORRÃO VERMELHO

ESCREVAMOS NOSSOS BORRÕES
NADA TEMOS A TEMER
NADA TEMOS A PERDER.
DE DENTRO DO DENTRO DENSO DE TODOS NÓS
A ESCRITA LÚCIDA JÁ SE FEZ
E SE DESFEZ EM VERMELHO.
ARRANCARAM NOSSO VIGOR DE DENTRO
E EMPUNHANDO UM ROSTO LÍVIDO
RESPINGADO À SANGUE
VAMOS TESTEMUNHANDO NEM SEMPRE SABE-SE O QUÊ.
NOSSO CLÍMAX SÓ PODE ESTAR NA MORTE?
NA ESCRITA
OU EM NOSSAS MÃOS DADAS
HAVEMOS DE O ENCONTRAR.

VANDA SANDIM

quinta-feira, 15 de julho de 2010

FILHO DE CLARICE LISPECTOR DÁ ENTREVISTA SOBRE SUA MÃE



CLARICE LISPECTOR

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por Pedro Luso de Carvalho


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Entre uma pilha petições e outra de processos findos, que pretendia encaminhá-los à lixeira, encontrei dois recortes da revista Manchete, amassados, amarelecidos e sem data, que reproduzia uma entrevista concedida pelo filho de Clarice Lispector, o economista Paulo Gurgel Valente, a Jorge de Aquino Filho.


Acho que um de meus filhos, no afã de ajudar-me no emaranhado de papéis, misturou uma coisa com outra. Nas fotos de Paulo Marcos, o filho de Clarice posa para a foto principal da entrevista. Na parede da sala, um quadro da escritora pintado por De Chirico. Na primeira página da entrevista, acima dessa foto, aparece a manchete: “Minha mãe Clarice Lispector”.

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Como a entrevista é longa, farei menção apenas a alguns trechos do que Paulo falou sobre sua mãe Clarice, deixando de reproduzir a pergunta do entrevistador, e passando diretamente à resposta. Pois bem, o texto da entrevista tem uma espécie de ementa (própria de acórdão de tribunais): “Mamãe era extremamente vaidosa. Jamais escreveu trancada num quarto com cachimbo na boca, como diziam”.
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No camarote da Gávea – diz o entrevistador, nesse intróito – a presença de Clarice Lispector está viva nos pequenos baús de prata e no potinho que enfeitam a grande arca de madeira. E prossegue descrevendo a sala em que se encontram: “Na parede, ela revive em seus retratos feitos por Scliar e De Chirico, mostrando fases da escritora nascida na Ucrânia, União Soviética (na época), a 10 de dezembro de 1925, mas desde um ano de idade tornada brasileira pelos pais que escolheram o Brasil como pátria”.
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No início dessa conversa, Paulo dizia-se emocionado ao falar de sua mãe, e contente por saber da importância de sua obra. Disse do agradável convívio que Clarice tinha com ele, Paulo, e com seu irmão Pedro: “Mamãe se preocupava muito com seus filhos. Nossos deveres escolares, nossas amizades, nossa alimentação tinham sempre sua supervisão. Ao mesmo tempo criou-nos com muita liberdade. A característica principal foi inspirar sempre muita criatividade. Jamais nos cerceou”.
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Quando o entrevistador perguntou-lhe se sua mãe reclamava quando era interrompida pelos filhos, respondeu-lhe que não, e que ela gostava de escrever rodeada de seus dois filhos. Lembrava-se dela com a máquina de escrever no colo. Foi assim – disse - que escreveu todos os seu romances. E mais: sua mãe, não gostava de escritório, e mesmo enquanto escrevia, não deixava de ser uma dona-de-casa. “Ora falava de empregada, ora fazia a relação de compras. Muitas vezes fomos juntos à feira. Escrever, para ela, era como fazer compras ou concluir qualquer tarefa doméstica – algo muito natural”.

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Mais adiante, na entrevista, ante a pergunta do que marcou mais no contato entre mãe e filho, Paulo respondeu que “foi quando ainda garoto, vendo-a a escrever sempre sentada no seu sofá preferido, um dia lhe perguntei: ‘Já que a senhora tanto escreve, por que não faz uma história só para mim?' Mamãe parou o romance que estava escrevendo e iniciou a história. Depois, guardou-a na gaveta. Passados quinze anos a história foi editada como seu primeiro livro infantil chamado O Mistério do Coelhinho Pensante. Paulo diz que esse livro foi o início da incursão de sua mãe na literatura infantil.
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PAINEL DA COPA 2010 NA ESCOLA POLIVALENTE




MEUS ALUNOS DO 6 E 8 ANO SE EMPOLGARAM COM PAINEL DA COPA QUE FIZEMOS DENTRO DE SALA DE AULA. ELES PESQUISAVAM EM JORNAIS, FAZIAM UMA NARRAÇÃO A CADA JOGO DO BRASIL E TRAZIAM PRO MURAL NOTICIAS DE JORNAL SOBRE A COPA DO MUNDO. REFORÇAMOS CONHECIMENTOS DE LINGUAGEM JORNALÍSTICA ( NOTÍCIA E CRÔNICA)E USO DA LINGUAGEM FORMAL EM AMBOS GÊNEROS TEXTUAIS ESTUDADOS.
FOI UMA EXPERIÊNCIA PROVEITOSA EM QUE HOUVE MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS PARA O EXERCÍCIO DA ESCRITA E DA LEITURA.A COLABORAÇÃO DE TODOS FOI MUITO VÁLIDA!
VALEU ALUNOS!
VANDA











quarta-feira, 14 de julho de 2010

BLOG DO EULER:SERVIDORES MINEIROS REALIZAM ATO PARA COBRAR REPOSICIONAMENTO

terça-feira, 13 de julho de 2010
Servidores mineiros realizam ato para cobrar o reposicionamento

Foi hoje, dia 13, tal como estava marcado, o ato dos servidores públicos de Minas para protestar contra o descumprimento da palavra empenhada e assinada pelo faraó e seu afilhado. Prometeram pagar o reposicionamento agora em julho e não cumpriram. Jogaram tudo para o ano que vem, como fizeram com as novas tabelas salariais dos educadores. Pois sim!

Quando cheguei na praça Afonso Arinos, centro de BH, por volta de 14h15, encontrei alguns conhecidos combatentes da Educação. Inicialmente parecia pouca gente. Cheguei a comentar: não vai dar nem pra sair em passeata. Quando cheguei tinha em torno de 500 pessoas. O ato começou ali mesmo, inicialmente, e alguns oradores se revezaram.

Neste meio tempo, aproveito para rever conhecidos e amigos. Encontro com João Martinho e André, dois guerreiros de Vespasiano que a partir daquele momento passaram a integrar meu esquema pessoal de segurança. Mais adiante vi uma de minhas manas, que apareceu com vários colegas para apoiar o protesto contra o não pagamento do reposicionamento.

Encontrei uma turma super bacana do interior, que conheci nas mobilizações na ALMG, só que me esqueci do nome da cidade e dos colegas - uma delas acho que é Loriene, se não me falha a memória - e tem falhado ultimamente. Uma turma simpática, combativa, sempre presente na luta. No próximo encontro eu vou levar um bloco e anotar tudo direitinho, nome por nome, da cidade e dos colegas, pois a memória anda falhando. E não fica bem para um candidato a presidente em 2014 andar esquecendo assim o nome das lideranças.

Depois encontrei com dois candidatos ao governo de Minas, coisa mais chique do mundo, não? Não é todo dia que você esbarra frente a frente com dois postulantes ao governo das Minas Gerais. Fábio Bezerra, do PCB, e Vanessa Portugal, do PSTU, dois companheiros educadores, que merecem todo o nosso respeito. Como o encontro com os dois ocorreu em momentos diferentes, acabou acontecendo um desencontro de agendas: os dois candidatos nos convidaram - ao João, ao André e a mim - para uma atividade neste final de semana.

O PCB vai realizar um encontro intersindical, para avaliar as lutas sociais e propor encaminhamentos. Já o PSTU realizará um seminário para discutir pontos do programa de governo. Aos dois eu disse: se der eu vou, não garanto, pois uma parte dos nossos sábados está tomada pela reposição das aulas e a outra parte, bom, aí só Deus sabe o que pode acontecer. João Martinho, por exemplo, costuma viajar para o sítio na Serra do Cipó. Muito chique para o meu gosto. O André mora em BH, e talvez pra ele seja mais fácil. Já no meu caso, há muitas coisas pendentes na minha agenda pessoal, além da incerteza que tenho em relação ao minuto seguinte. Mas, se der eu apareço, camaradas!

Aliás, o encontro que tivemos com a Vanessa (a Portugal, não confundir com outra Vanessa!) foi algo atípico. Em plena manifestação já na Praça Sete, após a passeata que ocupou uma pista da Afonso Pena, a candidata distribuía pessoalmente um material do partido e da campanha do PSTU. Ao chegar onde nos encontrávamos ela cumprimentou o João Martinho, que é conhecidíssimo em toda Minas e pelo Brasil afora, que, como estava no meu esquema de segurança, foi logo me apresentando:

- Vanessa, este aqui é o Euler.

E ela me cumprimentou, indagando:

- Ah, então você que é o Blog do Euler?

- Não, Vanessa, eu sou o Euler do Blog do Euler.

Eu disse aqui, em outra oportunidade, que este blog estava provocando um conflito de identidade. Risos a parte, o colega André acabou dizendo que é parente da prefeita de Betim, dando a deixa para que Vanessa fizesse uma análise das políticas realizadas pelo PT naquele município e em geral, no Brasil afora. Mas, calma gente, não foi uma crítica azeda, mas amena.

Logo depois, o Rogério Correia foi quem passou por nós, deixou o material de campanha e prosseguiu, não sem antes cobrar de João Martinho uma visita a Vespasiano. João respondeu que já havia um cabo-eleitoral do Rogério Correia dizendo que o levaria até a minha cidade. João olhou pra mim tentando conseguir alguma autorização para a entrada do Rogério na cidade e eu acenei positivamente: tudo bem, João, libera. Depois que o candidato do PMDB-PT e o afilhado do faraó passaram por lá, não há mais sentido algum impedir a passagem de qualquer outro candidato.

Enquanto isso, o ato acontecia, com um número já bem expressivo, mas não tanto quanto os atos dos educadores. Na passeata eu achei que havia em torno de 1.200 pessoas. Mas como gosto sempre de ouvir uma segunda opinião, perguntei ao Gilbert do PSTU, que passava por perto naquele instante quantas pessoas ele achava que haviam ali. Ele olhou para trás, depois virou o rosto pra frente e disse: umas 1.500 pessoas. Tá fechado, disse.

No carro de som do Sind-UTE, os representantes dos sindicatos dos servidores de Minas se revezeram. Como não conheço a maioria deles, só guardei o nome dos que eu conheço pessoalmente: a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz, que falou em nome dos educadores e mandou o recado contra o governo de Minas que não cumpre o que promete e "fica dando choque nos servidores"; e o Romualdo, que eu conheci ainda na minha infância política, e que lá estava com a barba branca puxando as palavras de ordem. O pior é que eu converso com o Romualdo nos atos dos servidores de Minas e nunca lhe pergunto qual sindicato ele representa. Sei que não é o da Educação. Taí mais uma coisa que eu vou anotar, na próxima vez que encontrar com ele. O fato é que o Romualdo, tal como eu, tem uma ligeira descendência árabe. Claro que a descendência dele deve ser de uma linhagem mais moderada, talvez de católicos ortodoxos ou de grandes comerciantes. A minha, ao contrário, seguramente tem sangue palestino do Hamás, ou de libaneses do Hezbollah. Nada menos do que isso, seguramente.

Ali por perto também encontramos a companheira Rosa, meio que de passagem, sempre despertando entusiasmo e disposição de luta entre os colegas. No carro do som, anotamos a presença do deputado Padre João, que teve papel destacado na greve dos educadores.

O ato foi importante, mesmo não havendo um número mais expressivo de servidores, como seria o desejado. Mas, conseguiu demarcar terreno, mostrando para uma parcela de BH que não se deve confiar em quem não cumpre o que assina. Não percebi a presença da imprensa durante o ato. Pode ser que tenha aparecido e desaparecido. Vejamos amanhã se algum órgão da mída mineira, que divulgou com destaque o anúncio do reposicionamento em dezembro de 2009, terá coragem agora de cobrar do governo uma explicação para o não pagamento daquilo que foi prometido, assinado e divulgado.

Após as falações, buzinaços e apitaços, colocaram o Hino Nacional e em seguida o encerramento do ato. Nos despedimos e logo após fui de encontro ao enlatado vermelho, aquele dragão de aço que cospe fumaça e engole pessoas nas quebradas, de que falei em outra parte deste blog. Não sei o que nos aguarda para os próximos meses. Mas, devemos estar prontos para o combate.


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Links relacionados ao tema na mídia burguesa:

- Jornal O Tempo

- Jornal Alterosa 2ª Edição

Leia também o Boletim Informa Nº 16 do Sind-UTE

JORNAL O TEMPO FALA DA REINVIDICAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS EM BH/MG

Cidades

Reivindicação

Servidores públicos do Estado fazem protesto por revisão salarial
Centenas de funcionários públicos do Estado de Minas Gerais se reuniram na tarde de ontem em uma manifestação no centro de Belo Horizonte. Servidores de diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública reivindicaram o cumprimento de uma promessa feita pelo governo, em dezembro do ano passado, que previa a revisão de diversas questões salariais até o fim de junho deste ano.

"Nossos salários ficaram congelados entre 1994 a 2005 e o governo prometeu reaver. Como o prazo combinado ainda não foi cumprido, resolvemos protestar", declarou o coordenador da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Augusto Martins.

Em nota, a assessoria de imprensa do governo estadual informou que o reposicionamento dos servidores ainda não foi implementado por orientação da Advocacia Geral do Estado (AGE), devido às restrições da legislação eleitoral. (TR)

Publicado em: 14/07/2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ESCOLA POLIVALENTE: INAUGURAÇÃO DA QUADRA POLIESPORTIVA


A ESCOLA DR.MILTON CAMPOS GANHOU, APÓS LONGO PERÍODO DE OBRAS, UMA EXCELENTE QUADRA DE ESPORTES.A INAUGURAÇÃO FOI EM JUNHO E A QUADRA TEM ARQUIBANCADAS(ARENA),COBERTURA E UM "PALCO" PARA APRESENTAÇÕES DIVERSAS COMO SHOWS, TEATRO E DISCURSO DE AUTORIDADES. O PADRE RAIMUNDO, DA IGREJA DE MATOSINHOS FOI CONVIDADO A DAR UMA BÊNÇÃO NA NOVA OBRA. A DIRETORA DÉBORA LARA DISCURSOU FELIZ COM A NOVA AQUISIÇÃO DA ESCOLA, AO LADO DO PADRE, DO VICE-DIRETOR DUQUE ESTRADA E DA PROFESSORA DE FILOSOFIA ILDA HELENA.
OS PROFESSORES FICARAM MUITO CONTENTES PELOS ALUNOS PODEREM TER MAIS ESTE ESPAÇO DE ESPORTE E LAZER.
ABRAÇO A TODOS
VANDA




















Bem vindos!

"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma, continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra".

Rubem Alves

domingo, 11 de julho de 2010

ESCRAVIDÃO NA EDUCAÇÃO EM MG: BLOG DO EULER FAZ UMA LEITURA DAS INTENÇÕES DO GOVERNO




domingo, 11 de julho de 2010
SEE-MG quer acabar com tempo extraclasse. É a escravidão!



Em comunicado aos educadores de Minas, a SEE-MG procura esclarecer sobre as "vantagens" do novo sistema de subsídio implantado em Minas. Nas explicações genéricas e sem análise pontual, vejam o que a SEE-MG preparaou para quem optar para a jornada de 30 horas:





Em suma, (se não deu para visulizar a reprodução da figura acima, vou colocar o link ao final para que vocês copiem o integral teor do comunicado), a SEE-MG diz que as 10 horas extraclasse podem ser usadas para "substituições eventuais de docentes".

Vamos traduzir isso em bom português: eu sou professor de História, o professor de Matemática está doente, stressado com a realidade das escolas, e consegue com o psiquiatra uma semana de merecida licença. Então, poderá a direção da escola me enviar para a sala de aula para substituir o colega licenciado.

É bom que alguém tenha a paciência de explicar para a senhora secretária da Educação e seu assessor adjunto - eu não tenho essa paciência, prefiro lidar com alunos de 12 a 18 anos - que tempo extraclasse, o próprio nome já diz, é absolutamente fora da sala de aula, da docência. Substituir professor e ficar em sala de aula não é tempo extraclasse e contraria inclusive a lei do piso, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, que diz que pelo menos um terço da jornada de trabalho deve ser dedicada a atividades extraclasse.

Uma outra manipulação da SEE-MG é quando diz que quem optar para a carga horária de 30 horas terá até 76,5% de reajuste salarial. Mentira! É bom aprenderem a respeitar a inteligência das pessoas, coisa que não parece ser o forte dos assessores da alta hierarquia deste governo.

Vamos ajudar a senhora SEE-MG e seu assessor adjunto a fazerem as contas. Quem tem hoje curso superior e recebe o teto de R$ 935,00 por uma jornada de 24 horas resolve, amanhã (a partir de 2011, que fique claro), optar por uma jornada de 30 horas para um salário de R$ 1.650,00. Lendo assim, parece um aumento de 76,5% de aumento. Mas, mas, mas... qualquer assalariado do mundo, incluindo os professores, recebe seu salário por uma quantidade determinada de horas trabalhadas (nem vou entrar aqui no mérito da composição deste tempo, entre aquele que é apropriado-roubado pelo patrão e aquele que é usado para pagar a sobrevivência do trabalhador em forma de salário, pois isso poderia provocar um nó na cabeça da secretária e de seu assessor). Então vamos aos dados. Quem trabalha 24 horas por 935,00 e passasse a trabalhar 30 horas teria aumentado 25% do seu tempo de trabalho e o salário correspondente, sem qualquer aumento, seria de R$ 1.168,75. Entre este salário sem um centavo de aumento e os R$ 1.650,oo há um reajuste de 41,18% e não os tais 76,5% divulgados pelos competentes assessores do faraó.

Como disse uma brava colega de Uberlândia, que virou minha cabo-eleitoral (kkkkkkkkk) para a minha candidatura a presidência da República em 2014, falta apenas nos amarrarem no tronco e descerem a chibata.

Desde já fica lançado mais este alerta aos educadores: não aceitar de maneira alguma a utilização do tempo extraclasse para qualquer forma de atividade em sala de aula - docência, regência, substituição, recuperação. Se estão precisando de mais professor para lecionar em sala de aula, contratem novos colegas, ou pague extra para o trabalho de docência. Mas, não roubem o nosso tempo extraclasse!!!!


Para ler e copiar o comunicado da SEE-MG clique aqui
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sábado, 10 de julho de 2010
Os educadores de Minas e o próximo governo

Final de sábado, já tendo realizado um breve descanso entre uma jornada e outra de trabalho, retomo em parte a análise das perspectivas para a Educação básica em Minas, especialmente, e no Brasil.

O cenário político mineiro não nos favorece. De um lado, o candidato-afilhado do faraó, claramente comprometido com as políticas neoliberais de achatamento salarial dos servidores, que resultaram na retirada de direitos dos educadores e demais servidores nos últimos oito anos - à exceção da PM e servidores do Legislativo, do MP, do TCE e do TJMG. Além, é claro, da mídia, que foi amplamente favorecida durante as duas gestões do faraó e afilhado.

Caso seja eleito o afilhado do faraó, podemos esperar a continuação desta política e a manutenção do esquema de poder construído pelo faraó, que envolve a promiscuidade entre os poderes constituídos, todos eles subalternos à vontade do faraó, além da mediocridade da imprensa mineira, movida ao tilintar de milhões de moedas de ouro.

Já o adversário mais forte do afilhado, o candidato da base do governo federal, até o momento não diz a que veio. Seu partido e seu passado político não são uma boa referência. A aliança feita com o PT mediante a pressão do governo federal não se consubstanciou em torno de um programa de governo, mas em torno de interesses eleitorais / eleitoreiros. Na Educação, a única declaração do candidato da base do governo federal é a de que vai pagar o piso. Mas, isso é pouco, tendo em vista o quão frágil é esta afirmativa.

O próprio governo atual, do faraó e afilhado, afirma que já paga até mais que o piso recomendado pelo MEC - R$ 1.020,00 para uma jornada de 40 horas. Lógico que sabemos que nesta declaração há uma falsificação da realidade. A infeliz recomendação do MEC (feita pelo ministro Haddad, em quem eu não confio, de maneira alguma) não constitui uma lei, mas uma sugestão de valor do piso, com base numa interpretação altamente questionável. Um aranjo para livrar o governo federal de novos investimentos na Educação básica. Além disso, a jornada de 40 horas é o limite máximo estabelecido em lei para o professor com ensino médio. Mas, cada estado e município tem a sua jornada e o piso deve ser pago para esta jornada praticada. Contudo, como a lei do piso oferece brecha para interpretações maliciosas, é preciso deixar as coisas bem claras: que tipo de piso - qual o valor, se é vencimento básico ou teto salarial, qual a jornada de trabalho, etc - se pretende praticar. Fora disso, é enganação.

Por isso, do ponto de vista dos dois candidatos mais fortes (não vou entrar neste texto no mérito sobre os demais candidatos, especialmente o Fábio Bezerra e a Vanessa Portugal, que merecem nosso respeito), o que temos pela frente não é o melhor cenário e se quisermos manter o mínimo de dignidade para a nossa carreira vamos ter que acelerar o nosso processo de organização e luta. Quem pensou que era só fazer uma greve e estaria tudo resolvido, pode esquecer. A nossa luta precisa se tornar um movimento permanente, de resistência e de conquistas.

A auto-organização e o sindicato

O nosso palco principal de luta é a nossa auto-organização autônoma, não comprometida com os interesses eleitoreiros ou partidários de quem quer que seja. Uma vez no poder, os partidos mudam, as pessoas mudam. E essa mudança, geralmente para pior, só é reduzida quando existe um movimento social forte e autônomo, capaz de não seguir a reboque destes interesses de estado (partidários, pessoais, eleitoreiros, de negociatas, etc).

Claro que é importantíssimo a presença dos educadores de Minas nos processos de escolha dos representantes ao legislativo e dos governantes. Ao todo, entre profissionais na ativa e aposentados, somos cerca de 400 mil educadores. Considerando a influência que todos nós temos junto à comunidade - com os alunos, pais de alunos, ex-alunos, além dos parentes - podemos dizer, sem grande possibilidade de equívoco, que pelo menos um terço do eleitorado mineiro pode ser influenciado pelos educadores.

Por isso, não podemos nos omitir. Mas, é preciso muito cuidado para que não coloquemos a nossa luta a reboque deste ou daquele candidato ou partido. Devemos formar uma plataforma programática, criar e divulgar a lista suja da Educação, daqueles que não merecem o nosso voto e divulgar também uma lista daqueles que se comprometeram na prática conosco e subscrevem as nossas reivindicações.

Claro também que, em se tratando de política, a soma numérica pode não ser tão simples quanto dois mais dois resultarem em quatro. Há muitos fatores que dividem a categoria, interesses mútiplos, formação diversificada, baixo nível de politização e organização, etc. Tudo isso pode transformar a nossa potencial força em pó, qual giz que se consome com a escrita.

Temos a possibilidade de eleger uma forte bancada de deputados estaduais e federais e influenciar de maneira decisiva na eleição dos senadores, do governador e do presidente da república. Evitar, por exemplo, a eleição de um Serra, que seria um enorme retrocesso para o Brasil. Mas, claro que esta possibilidade não pode de maneira alguma se transformar num fim em si mesmo e nem tampouco no objetivo principal da nossa luta.

No Brasil é muito comum as pessoas elegerem alguém e acharem que com isso tudo se resolveu. É a transferência de poder, um cheque em branco, para o governante eleito, que se torna presa fácil dos grupos de rapina mais articulados e que controlam os mecanismos de poder.

Por isso, para além de uma participação capaz de definir ou amenizar o quadro político-eleitoral que hoje é conservador, neoliberal, nós, educadores, devemos fortalecer a nossa luta pela base, com os instrumentos de organização necessários para enfrentar os ataques do governo, seja ele quem for.

Este trabalho envolve a formação de uma rede de contato, rápida, objetiva e crítica, capaz de manter a ligação informal de todos os elos deste movimento. E esta rede só ganhará força se se tornar realidade no núcleo básico da nossa organização, que é cada unidade escolar.

É preciso que haja um esforço da direção sindical e das subsedes e da militância em geral para provocar a discussão nas escolas sobre os problemas ligados à Educação básica e reforçando com isso os instrumentos de participação e organização dos trabalhadores da educação - não apenas os professores, mas todos os servidores da educação.

Criar uma estrutura sindical forte, com aparelhagem gráfica, um departamento jurídico eficiente e ágil, etc., são partes constitutivas deste trabalho, que precisa obviamente de contar com a sindicalização de todos.

O sindicato, para cumprir o seu fim, precisa ser cada vez mais um instrumento autônomo, de luta, de organização e mobilização dos educadores e da comunidade, e não um aparelho burocrático que dificulte esta luta, como é comum observarmos em muitos sindicatos e federações brasileiros. O Sind-UTE tem uma tradição de lutas memoráveis, embora tenha tido também momentos infelizes. Mas, o nosso momento atual é bom, é de recuperação do que há de melhor na nossa luta.

Devemos fazer todo esforço para que prevaleça no nosso meio o respeito à diferença, a real democracia dos trabalhadores, com a garantia de manifestação das diferentes correntes ideológicas e de opinião e a unidade na ação.

Em torno destes princípios, devemos elaborar nossas bandeiras reivindicativas - salários mais justos, jornada menor de trabalho, condições adequadas de trabalho, etc - e estabelecer nossas metas. A nossa maravilhosa greve dos 47 dias, por exemplo, arrancou do governo as novas tabelas salariais para janeiro de 2011. É hora de arrancarmos, nos novos embates, o aprimoramento dessas tabelas, com o posicionamento de acordo com o tempo de serviço, os percentuais de promoção e progressão do atual plano de carreira, o establecimento de um índice de reajuste anual (no mínimo a inflação do ano), o retorno do quinquênio para todos (incluindo os novatos) e a questão da jornada de trabalho, podendo avançar para uma jornada máxima de 40 horas para quem tenha dois cargos, sem perda salarial.

Pode até ser que não consigamos todas as reivindicações de uma só vez. Mas, é possível impor ao novo governante um compromisso de recuperação destes direitos ao longo dos próximos quatro anos, a começar pelo posicionamento pelo tempo de serviço como coisa imediata, incluindo os designados e os da Lei 100.

Tudo dependerá da nossa unidade na luta, da nossa mobilização e organização pela base. Somos mais de 200 mil trabalhadores na ativa, mas não sabemos usar esta força potencial. Toda vez que mobilizamos parte desta força arrancamos alguma conquista, apesar, infelizmente, de ainda encontrarmos no nosso meio gente que diz que a luta não compensa e que o melhor mesmo é rezar para que os novos governantes tenham dó dos educadores. Vá te catar, meu filho! Não carece que ninguém tenha dó da gente, não! Os governantes precisam ter é respeito pela força da nossa categoria. Ou medo, se preferirem, e não tiverem capacidade de negociar conosco.

Por último, é preciso levar em conta que a nossa luta não se restringe aos limites de Minas. Isso implica na nossa efetiva participação na luta pela Educação pública de qualidade para todos em escala nacional. Nas lutas gerais para pressionar o Congresso, o STF, o MEC, etc., conquistando mais recursos para a Educação e com isso retirando recursos que estariam destinados aos banqueiros, empreiteiros e outros grupos privilegiados.

Além disso, é importante também a nossa efetiva solidariedade de classe com todos os assalariados-explorados (incluindo os sem-terra, sem-casa, sem-emprego, etc). A luta pela Educação pública de qualidade não está isolada das demais lutas sociais contra o grande capital e o latifúndio.

É na força da nossa luta, da nossa união, que este cenário mineiro e nacional poderá mudar. Estão preparados, caros colegas, para encarar estes desafios como protagonistas destas mudanças?

P.S. Já havia escrito e publicado o texto acima quando, viajando pela Net, encontrei, no portal do jornal Hoje em Dia uma reportagem sobre o candidato do PMDB-PT que fala sobre o salário dos professores de Minas. Faz críticas ao descaso do atual governo para com os servidores públicos (é bom que as pessoas comecem a anotar). Mas, como disse acima, é preciso definir com detalhes o que ele pretende para a Educação e para os educadores e demais servidores de Minas e qual será sua postura para com as lutas sociais. E para completar, coincidentemente, diz a reportagem que ele virá amanhã (hoje) a minha terra, sem que tenha me pedido previamente autorização para tal. Desta vez, tudo bem, passa. Vou fingir que nem fiquei sabendo. Aliás, o afilhado do faraó outro dia anunciou que viria aqui. Vespasiano já está contaminada demais pra receber tais visitas. Então, depois que fizeram as Pirâmides do Faraó nos limites periféricos da minha cidade os terrenos inflacionaram e ficou impossível a um professor adquirir um lote ou casa, mesmo pelo programa Minha Casa Minha Vida - que aliás parece ter sido criado para quem recebe acima de 03 salários mínimos, o que não é o caso dos educadores de Minas e do Brasil. Um apertamentozinho de 50 metros quadrados é vendido a R$ 125.000,00. Ou seja, salvo por herança, é impossível para um professor adquirir um imóvel mesmo com o tal projeto.