domingo, 10 de abril de 2011

BLOG DA GRAÇA AGUIAR:" PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO: A LUTA CONTINUA."

domingo, 10 de abril de 2011
PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO: A LUTA CONTINUA
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A vitória na questão do piso foi um importante passo. Agora vem a votação do terço de tempo extraclasse.
Entendemos que cabe a todos nós trabalhar para mobilizar a categoria para a defesa dos nossos interesses.
Engajado nesta luta, o blog do Euler criou este Abaixo-assinado no site da Petição Pública:
"Prezados Senhores ministros do STF:

Em nome de dois milhões de professores do ensino público do Brasil e de 50 milhões de estudantes, agradecemos o correto posicionamento que adotaram em relação ao piso do magistério, no julgamento da ADI 4167. Nada mais justo do que considerar o piso enquanto piso mesmo, e não teto, como queriam alguns. Mas, ainda falta julgar um dos pilares da lei do piso, que é o terço de tempo extraclasse para que os professores e professoras realizem suas atividades de preparação de aula, correção de provas, pesquisas e atendimento à comunidade. De maneira alguma este tema viola o pacto federativo. Pelo contrário: ele procura assegurar a todos os brasileiros, igualmente, um mínimo de qualidade na educação, advinda de um profissional que precisa de tempo fora da sala de aula para desenvolver o seu trabalho. Deixar tal prerrogativa para o critério particular de prefeitos e governadores é condenar milhares de professores a uma sobrecarga de trabalho e a condições inadequadas para o bom desempenho do magistério. É condenar também os alunos, a maioria dos quais de famílias de baixa renda. E isso sim, agride o pacto federativo. Quanto ao problema orçamentário que tal medida poderá provocar, é preciso levar em conta que a lei do piso prevê a cooperação entre os entes federados, estando a União obrigada a socorrer aquele prefeito ou governador que provar que não pode pagar o que manda a lei. Por isso, pedimos encarecidamente aos senhores ministros do STF que rejeitem integralmente a ADI 4167 e proclamem a constitucionalidade da lei do piso do magistério, tão duramente conquistada, após anos de sobrevivência no exercício de uma carreira tão importante para a nossa sociedade, mas tão maltratada.


Os signatarios

Quem puder, clique aqui e subscreva também. E repasse o link para os colegas da Educação. Não deixe de divulgar essa petição via e-maill, Orkut, Twitter, etc.

O blog S.O.S. Educação Pública apoia o Abaixo-Assinado e convida os colegas blogueiros para formarmos uma união de blogs empenhada na divulgaçao desse abaixo assinado.

sábado, 9 de abril de 2011

Roseli Brito, Pedagoga, ensina como pôr fim à procrastinação.

LIÇÃO 5: O fim da procrastinação

Até agora você recebeu várias dicas que serão de grande ajuda que te auxiliarão no efetivo gerenciamento da sala de aula. O objetivo destas lições é ensinar-lhe como desenvolver uma abordagem proativa na sala de aula.

Entretanto, mesmo que você esteja usando todas as dicas, mesmo que você faça uso das estratégias “registrar” e “ compartilhar”, mesmo que você esteja usando vídeo ou curtas, esteja fazendo mais perguntas que instiguem a reflexão e crítica, esteja criando conexões entre o ensino e os interesses dos alunos, mesmo que você esteja deixando claro o seu roteiro de aula, esteja checando periodicamente o entendimento dos alunos, e mesmo que você esteja dando instruções bem específicas.....ainda assim os problemas vão aparecer.

A questão é, não importa o quão proativa você seja ou quantos truques você tenha na manga para deixar os alunos envolvidos na aula, o fato é, alguns alunos ainda não renderão nada, eles simplesmente vão procrastinar o quanto eles puderem.

Não me leve a mal, estes alunos são muito capazes, mas eles simplesmente vão sempre arranjar desculpas. Eles são aqueles que sempre dizem “ não entendi a matéria” , como desculpa para não realizarem o que foi solicitado.

O truque para resolver este problema frustrante, é “monitorar” a sala após ter dado as instruções para a tarefa. Primeiramente, você precisa compreender que ensinar hoje em dia não é mais ficar sentada na mesa do professor, ou em pé em um determinado local da sala. Um professor que coloca em prática o efetivo gerenciamento da sala de aula está constantemente se movendo pela sala. Que outra forma você conseguiria monitorar todos se não estivesse ao lado de cada um deles ?

Agora aqui vai um alerta. Existe a tendência dos professores irem primeiro na direção daqueles alunos que apresentam dificuldades. Isto é natural, entretanto é também um erro. Se você for primeiro, ajudar os alunos em dificuldades, que requerem mais do seu tempo, os alunos que procrastinam simplesmente terão mais tempo para procrastinar. Por outro lado, se você for primeiro até os procrastinadores vai deixá-los sem justificativas.

Aqui estão algumas dicas para lidar com os procrastinadores:
Primeiro, dê as instruções bem específicas para todos os alunos. Depois, vá imediatamente ao aluno que procrastina e diga-lhe, “Voltarei em 30 segundos (estipule o tempo que você achar melhor), e quero ver a pergunta no. 1 respondida.

Após o tempo estipulado retorne e verifique a atividade, dê novas instruções tais como: “ Muito bem João, agora responda as próximas três perguntas, voltarei em 1 minuto e meio”, e continue assim até que ele tenha executado toda a tarefa.

Saiba que a procrastinação é intencional e planejada. Assim, manter os alunos na crtarefa não requer muito esforço, apenas muita persistência.

Use esta estratégia algumas vezes e você verá que os procrastinadores vão parar de procrastinar com as tarefas. O fato é que eles preferirão fazer as tarefas do que ver você a todo instante “pegando no pé “ deles .

Colocando os procrastinadores na linha, mantendo-os envolvidos nas tarefas, fará com que eles não desperdicem mais o tempo da aula se ocupando com coisas que distraem os demais alunos. Além do mais você terá mais tempo com os alunos que realmente precisam de ajuda.

Eu realmente espero que você tenha apreciado as 5 lições do nosso curso de gerenciamento da sala de aula.
Lembre-se, conhecimento sem uso é apenas informação sem valor. Por isso coloque-as em prática já.

Roseli Brito
Pedagoga, Psicopedagoga, Neuroeducadora e Coach
========================================================
Curso por email sobre Gerenciamento da Sala de Aula.
Nossa meta, neste ano, é ajudar 50.000 Educadores a transformar a sala de aula.
Inscrição gratuita no site http://www.sosprofessor.com.br


Pessoal, em tempo:


Procrastinação: O Hábito Do Adiamento
Publicado em: 05/05/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 830 |
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PROCRASTINAR é adiar uma tarefa ou compromisso importante. Acontece com todo mundo, mas para algumas pessoas é tão frequente que se tornou um hábito.

São diversas as razões que levam as pessoas a procrastinarem, as mais comuns são: preguiça, insegurança (acreditar não ser capaz de fazer o que deve ser feito) e não saber aproveitar o tempo.

Embora sejam várias as razões, as justificativas são sempre as mesmas: não tenho tempo! Como posso fazer o que é necessário com tanta gente me pedindo um monte de coisas a toda hora?

As frases mais comuns que se ouve são: “Amanhã eu faço”, ou “assim que tiver um tempinho eu termino”, ou “ainda faltam algumas coisas para que eu possa iniciar esse trabalho”.

As pessoas que adquiriram o hábito de procrastinar são vitimas dele. Sofrem e ficam atormentadas com as tarefas e compromissos cujos prazos estão terminando e que acreditam não serem capazes de cumprir.

Para pessoas assim, só há uma saída: acreditar que a melhor forma de se livrar desse hábito é gerenciando melhor o tempo.

O primeiro passo para vencer a imobilidade temporal ou procrastinação é ter a clara noção de que os eventos estão todos interligados e que quando prorrogamos alguma coisa, estamos utilizando esse tempo com outras coisas. Conclusão: só é viável prorrogar uma tarefa, quando iremos utilizar o tempo para a execução de outra mais importante.

Parece fácil, mas somente com determinação e disciplina, o habito de procrastinar será eliminado.

Algumas práticas que ajudam a superar a procrastinação:

1. Conscientizar-se de que a pessoa mais prejudicada com o adiamento é quem adia. Portanto, quanto antes realizarmos a tarefa e nos livrarmos dela, mais cedo desfrutaremos da sensação de alívio e do prazer do sentimento de dever cumprido e de realização.

2. Identificar as razões do adiamento, que podem ser:
• Medo de falhar;
• Medo do desconhecido;
• Falta de motivação;
• Preguiça;
• Perfeccionismo.

Identificando as razões, você não terá dificuldade de encontrar a solução.

3. Dividir tarefas complexas em partes. Isso facilitará a execução dos trabalhos.

4. Elaborar um planejamento e um cronograma de atividades para cada tarefa.

5. Monitorar o andamento das atividades, comparar com o planejamento e fazer os ajustes necessários para garantir o progresso.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

PISO SALARIAL EM MG:"Piso já pode ter novo valor, é o que nos revela entidade inimiga da Educação pública de qualidade,"Diz Euler

Piso já pode ter novo valor, é o que nos revela entidade inimiga da Educação pública de qualidade







[Atenção: cliquem aqui e vejam o abaixo-assinado que estamos encaminhando para os ministros do STF. Vamos formar uma grande corrente pela aprovação integral do piso - pelo piso enquanto piso (já aprovado!) e pelo terço de tempo extraclasse (que ainda será julgado). Repasse para sua rede de contatos e vamos fortalecer este movimento pela valorização dos profissionais da Educação e por uma Educação de qualidade.](FAVOR ENTRAR NO BLOG DO EULER CONRADO PARA ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO).





Esta informação quentíssima eu colhi não foi no site da CNTE, nem do Sind-UTE ou do MEC, mas no site da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), entidade claramente inimiga dos professores e patrocinadora da famigerada ADI 4167, contra o nosso piso, portanto. E qual é a informação? A de que o valor do piso para este ano, de acordo com a recomendação da Advocacia geral da União, não é os R$ 1.187,00 do MEC, mas R$ 1.239,27.

Vejam o que diz o site da CNM, na sua choradeira sobre os impactos do piso-piso sobre as contas dos municípios:

"Os cálculos da CNM foram estimados a partir da atualização do piso em 2011, com base nos valores efetivos do Fundeb, conforme recomenda a Advocacia Geral da União (AGU). O valor do Fundeb de 2010 divulgado nesta nesta quinta-feira, 7 de abril, pelo Diário Oficial (DOU), serviu como base para estimar o valor do piso, que será de R$ 1.239,27 para a jornada de 40/horas semanais."

A ser verdadeira essa informação - que agradecemos à entidade inimiga da Educação, que na ânsia de mostrar que os municípios serão sacrificados, acabou nos entregando este "presente" -, os cálculos que fiz inicialmente nos posts abaixo devem ser alterados. E para melhor.

E uma outra informação importante que essa entidade nos forneceu em seu site - claro que sempre tentando mostrar que o piso-piso causará um desastre para toda a humanidade - é que a derrota da ADI significa que os governos poderão ter que pagar retroativamente os valores do piso enquanto piso. Ou seja, tem muita coisa em jogo e devemos estar atentos, pois a pressão sobre o STF continua. Principalmente porque o item sobre o terço de tempo extraclasse ainda será julgado, pois recebeu cinco votos a favor (seriam necessários seis), dois claramente contrários - entre os quais o de Gilmar Mendes, reconhecido inimigo dos movimentos sociais e defensor de banqueiros - e mais dois aparentemente contrários ou em dúvida, das ministras Carmen Lucia (outra decepção que assisto com esta senhora, que é de Minas), e Ellen Gracie. O STF aguarda o retorno e o voto do ministro Peluso, em viagem a Itália, para definir a votação do terço de tempo extraclasse.

Mas, se o valor do piso for de fato alterado para R$ 1.239,27, a tabela do magistério no antigo plano de carreira de Minas Gerais ficará assim, aplicando-se a proporcionalidade da nossa jornada de 24 horas:

- PEB1 - R$743,56 (piso básico, para professor com ensino médio); PEB 2 - R$ 907,14 (licenciatura curta); PEB3 1.106,71 (licenciatura plena); PEB 4 - R$ 1.350,19 (especialização ou mestrado).

Sobre estes valores devem incidir as gratificações - pó-de-giz, biênios, quinquênios, além das progressões na carreira. Assim, um PEB 3 com 20 anos de casa, com pó-de-giz, 10 quinquênios e 4 biênios, teria direito a R$ 2.324,00 para um cargo de 24 horas. Valor este que aumentaria se o prezado colega professor tiver alcançado progressões (mudanças de letras) nos últimos anos.

Já um professor efetivo em início de carreira, que tenha concluído o estágio probatório - PEB 3 B - com uma progressão mais pó-de-giz de 20%, teria direito a um salário de R$ 1.367,89.

Para um professor PEB 4 com 25 anos de carreira, por exemplo, com 5 quinquênios e 10 biênios, mais pó-de-giz, o salário teria que passar para R$ 2.970,41 - isso para um cargo de 24 horas. Se este colega tiver alcançado progressões na carreira, o valor obviamente será ainda maior.

Enfim, devemos estar atentos a essas realidades que tenho colocado. No âmbito nacional, estejamos atentos à votação final da ADI 4167, pois enquanto não encerrarem definitivamente a votação de todos itens questionados, não devemos cantar vitória final. Desconfio de tudo no Brasil, especialmente daqueles que ganham mais de R$ 30 mil reais por mes, ocupam cargos nas altas esferas do poder, e frequentam as rodas das elites. Quando era mais jovem, havia uma música que dizia: "Não confio em ninguém com mais de 30 anos...". [A rebelde juventude dos anos 60 tinha dessas coisas, rsrs]. No meu caso, a desconfiança se mede em cifrões...

Aqui em Minas, além de exigir a aplicação integral do piso, que finalmente virou piso, devemos exigir também que todas as conquistas anteriores sejam estendidas aos novatos e aos colegas efetivados e contratados. Uma só carreira exige tratamento comum, não com corte de direitos, como disse aqui um colega em comentário no post anterior, mas com a ampliação destes direitos para todos.

Fiquem também aqui com o risível site da CNM, que, a despeito do cinismo e do terrorismo psicológico, de querer mostrar que os municípios e estados vão quebrar, serviu pelo menos para nos revelar sobre os pontos que informamos no início do texto. Uma perguntinha simples: quando é que esses caras vão respeitar a inteligência alheia, heim? Ora, se há impactos mirabolantes nas contas dos governos, que provem que não podem pagar o piso e cobrem do governo federal a diferença, tal como está escrito na lei. O resto é papo furado de inimigos da Educação e de quem seguramente não quer, ou não pode, provar nada, sem que cheguem a possíveis falcatruas que alguns maus governantes andam aprontando com as verbas da Educação pública. Paguem o piso - ou até mais - e deixem de conversa fiada!

P.S.1: Uma terceira e igualmente muito boa revelação feita pelo site da CNM: caso o terço de tempo extraclasse seja aprovado no STF, isso vai gerar pelo menos mais 180 mil novas vagas para professores. Ora, a meta de todos os governos não é a geração de mais empregos para fazer o país - ou estado, ou município - crescer? Então, deixem de conversa fiada e vamos todos lutar para que o STF preste este serviço para o bem do país e da Educação pública de qualidade.

"Anônimo:

EULER ,VOCÊ JA OUVIU A QUELE DITADO QUE QUEM TEM C... TEM MEDO, É ISSO AI AMIGO A LEI VAI JUDIAR DOS INIMIGOS DA EDUCAÇÃO.

Governo estima impacto de R$ 15 milhões em SC
Valor corresponde a 12% da folha salarial do magistério do Estado, onde 34,2 mil professores recebem abaixo do estipulado.

O governo de Santa Catarina começou a se mobilizar para rever o salário-base dos professores da rede estadual, que hoje é de R$ 609. Ontem, um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou constitucional o piso nacional de R$ 1.187, a Secretaria de Educação formou uma comissão para estudar o assunto. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) quer receber a proposta até o dia 11 de maio.

Para o secretário de Educação, Marco Tebaldi, não haverá grande impacto:

– Só influencia no salário dos professores com curso de magistério. A maioria tem nível superior – diz Tebaldi.

A realidade não é bem essa: o piso de quem tem graduação, como a licenciatura plena, é de R$ 993, enquanto o nacional é de R$ 1.187. Dos 63.710 servidores, 34.253 têm remuneração básica abaixo do piso. O reajuste deverá aumentar em R$ 15 milhões a folha de pagamento.

Ainda não foram feitos os cálculos para verificar se poderá haver um estouro do orçamento, ultrapassando a lei de responsabilidade fiscal.

– Vamos aplicar o piso para fazer cumprir a legislação sem gerar impacto na folha de pagamento. Existe a opção de incorporar as gratificações – afirma a diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria de Educação, Elizete Mello.

Os impactos da decisão do STF não param nos R$ 15 milhões mensais incorporados à folha. Na manhã de ontem, o governador Raimundo Colombo (DEM) disse que não é contra a decisão, mas que é necessário analisar o caixa do Estado. A maior preocupação do governador é com outro item da ação: a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservado para atividades extraclasse. Ela não foi votada na quarta por falta de quórum.

– Não é uma decisão negativa (o piso salarial nacional), mas nós temos que ver as condições que o Estado tem. Acho a outra decisão pior, a da hora-atividade, pois teremos que chamar mais ACTs (professores admitidos em caráter temporário) e aí complica. O piso eu, sinceramente, acho que tem que ser. É justo – pondera Raimundo Colombo.

roberta.kremer@diario.com.br

ROBERTA KREMER "

Comentário do Blog: são governantes inimigos dos trabalhadores e da Educação, que vêm fazendo chantagem com os parlamentares e o STF, dizendo que não podem pagar. Agora já admitem que o problema não é o valor do piso enquanto piso. Ora, então por que ingressaram com a ADI sobre este ponto? Deveriam ir direto para a cadeia, por prática de irresponsabilidade social. Além de canalhice, cinismo e hipocrisia. Agora fazem a mesma chantagem em relação ao terço de tempo extraclasse. Está na hora das entidades sindicais - sobretudo a CNTE e suas afiliadas - investirem o nosso dinheiro explicando para a comunidade, em TV e rádio e jornais - que o piso é lei, e que o governante que não o pagar, tendo em vista a possibilidade de pedir auxílio ao governo federal, é porque está escondendo alguma coisa da população. E mostrando mau-caratismo!.

"Anônimo:

EULER, SEI QUE VOCÊ NÃO É ADVOGADO! MAS ME DIGA UMA COISA, OS GOVERNANTES NÃO TEM QUE CUMPRIR A LEI IMEDIATAMENTE? SE FOR ASSIM COMO QUER O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL VAI VIRAR UMA LEI INÓCUA QUE SE APLICA QUANDO QUISER, NÃO ACHA?

Seduc aprova decisão do STF e garante o piso em quatro anos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, na quarta-feira (6), por oito votos a um, a constitucionalidade da lei federal no 11.738/2008 que institui o piso nacional do magistério. A partir de então fica estipulado o valor de R$ 1.187,14 como vencimento básico da categoria para 40 horas semanais. O secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo ficou satisfeito com a decisão. “O Governo Tarso sempre foi a favor do piso como vencimento básico e não como remuneração, tanto que seu primeiro ato foi a retirada da Ação de Inconstitucionalidade (ADIN) que contestava a lei. O implantação do piso é um compromisso de Governo, e vamos honrá-lo, gradativamente num prazo de quatro anos”, disse.

A proposta do Governo gaúcho é alcançar o piso no decorrer dos próximos quatro anos. Hoje o vencimento para 40 horas no Estado é de R$ 713,26. O primeiro reajuste oferecido ao magistério é de 10.91%, o que significa um avanço para conseguir a integralização do valor. Atualmente seria necessário um reajuste de 66% para a efetivação do piso, com os 10.91% esse percentual passa para 50%.

Segundo o secretário a decisão do STF fortalece a convicção de que o Estado vai pagar ao piso para os professores da rede estadual. Azevedo também ressalta que o Governo fez um esforço para iniciar a implantação do piso, já que em menos de cem dias de gestão apresentou uma proposta superior do que as apresentadas nas últimas gestões, especialmente nos últimos quatro anos. Lembrou também que o Governo está trabalhando com um orçamento que não previa nenhum acréscimo nos vencimentos do magistério.

A expectativa é de que o percentual oferecido seja aprovado na assembleia do Cpers/Sindicato na sexta-feira (8). O impacto no orçamento do Estado é de aproximadamente R$ 250 milhões ao ano. "

Comentário do Blog: São muito caras de pau estes governantes, como tenho dito aqui. E logo um governo do PT, que deveria dar o bom exemplo, e que posou de bonzinho, pedindo para retirar a assinatura da ADI 4167 - da qual era signatário o governo do RS durante a gestão tucana de Yeda Cruz-Credo. Não tem esse papo de pagar em quatro anos, não! Se não têm dinheiro em caixa, provem que não podem pagar e peçam a complementação do governo federal. É a lei. Quero ver se a CNTE e o sindicato dos professores do RS vão chamar uma greve geral por tempo indeterminado para pagar o piso, como fizemos aqui Minas - e como faremos novamente, se necessário for.

"Luciano História:

Quando é que o governo mineiro vai começar a pagar o piso?Se eu optar pela antiga carreira ficarei quanto tempo recebendo o valor abaixo do subsídio?Serei restituído?O pó de giz pode ser incorporado ao salário base?Essa é a grande duvida que eu escutei de alguns colegas. Se for para quem não possui biênios e quinquênios compensa ficar na antiga carreira? Quando é que teremos alguma resposta da SEE ou do sindicato? "

"Marcos:

Têm alguma coisa com cheiro de podre no ar. Foi uma luta do Sind-UTE para que o governo repassasse a contribuição sindical obrigatória de todo Profissional da Educação para a entidade. Este ano, além do governo mineiro rapassar, se ainda não víram, no contracheque vem descontado como contribuição para o Sind-UTE.

Ao mesmo tempo, o Sind-UTE ainda não se pronunciou em relação à improcedência a ADI 4167 e, como consequência não se falou em exigir do governo de MG o cumprimento do piso nacional.

Em prova realizada pelo governo do estado, colocaram uma charge que coloca o Lula como chefe do mensalão. Qual a postura do Sind-UTE que se diz petista e, se alia a governo tucano, em relação a este fato?

Existem muitas coisas "inexplicáveis" acontecendo. "

"Anônimo:

Euler , é impressionante como todo mundo era de acordo com a lei do piso ! como piso né.

Nota da Undime sobre Lei do Piso
Autor: Undime
Data: 7/4/2011

A Undime sempre se posicionou favoravelmente à constitucionalidade da Lei. Essa posição é coerente com a luta da entidade para que os profissionais do magistério sejam valorizados em nosso país. São mais de 800 mil docentes trabalhando nas redes municipais e estes profissionais são imprescindíveis para o projeto de melhoria de qualidade da educação.

A Undime considera positiva a decisão do Supremo Tribunal Federal e aguarda a conclusão do processo de julgamento da ADI.

Contudo, mesmo apoiando a plena vigência da lei, aproveitamos para alertar acerca dos efeitos financeiros desta decisão. Ao ser o piso calculado sobre o salário-base dos professores o impacto do seu cumprimento aumentará as despesas municipais, especialmente devido à incidência deste procedimento nas carreiras do magistério.

Certamente aumentará o número de municípios solicitantes de apoio do Ministério da Educação para poder honrar com este importante dispositivo legal. A expectativa da Undime é que as novas regras de concessão de auxílio financeiro garantam o real atendimento destas demandas.

Por fim, mas não menos importante, destaca que a valorização do magistério é um dos temas estratégicos do debate sobre o novo plano nacional de educação e sua consolidação depende de uma rediscussão do regime de colaboração entre os entes federados e uma nova formatação da política de financiamento da educação básica. Com esta decisão se torna ainda mais imprescindível a aprovação de um investimento público de 10% do Produto Interno Bruto em educação e o Custo Aluno-Qualidade (CAQi), que estabelece os parâmetros mínimos de investimento mínimo para garantir uma boa educação. Com a aprovação do CAQi, todos os estudantes do país terão escola igualmente adequadas à aprendizagem. "

"Anônimo:

Caro Euler:

Hoje na minha escola coloquei a tabela com os vencimentos de acordo com o Piso que vc postou e o prazo para retornar a carreira antiga.

A dúvida é a mesma feita pelo Luciano, esse valor será pago imediatamente, e até retroativo, ou se retornarmos agora ainda receberemos o valor antigo, e até quando?

Tem um professor advogado na escola ele disse que provavelmente o STF, no seu julgamento irá colocar esse prazo. Precisamos de uma resposta para essa dúvida.

Queríamos também que algum representante do sindute se manifeste em seu blog e nos esclareça, quem sabe até a Beatriz?
São muitos professores na expectativa dessas respostas pelo seu blog.

Um abraço! "

"Anônimo:

EULER , O SINDUTE NÃO DEVERIA VIR A PUBLICO NOS ORIENTAR, DIGO, OS FUNCIONARIOS QUE TEM MAIS TEMPO DE SERVIÇO, SOBRE O RETORNO AO SISTEMA ANTIGO DE PAGAMENTO OU NÃO ? "

Comentário do Blog: Concordo com vocês que a assessoria técnica do Sind-UTE e da CNTE está sempre um ou dois ou três passos atrás, no que concerte à necessidade de nos orientar.

Mas, há elementos legais que devem nos orientar, e isso o nosso blog pode oferecer para todos os colegas de Minas Gerais, de graça (rsrs):

1) os efetivos, tanto os novatos quanto os antigos, podem voltar para a carreira antiga, e têm até o dia 06 de maio (ou 7, ou 8 - quem vai correr o risco?) para fazê-lo;
2) o nosso blog recomenda que façam tal opção no dia 29 de abril, data em que eu, Euler, também farei tal opção;
3) no mês de maio receberemos ainda o valor do subsídio, referente a abril de 2011. Teremos até o quinto dia útil de junho para saber qual será o novo salário a ser pago na antiga carreira. Até lá, muita água vai rolar e muitas manifestações podem acontecer, a depender de nós mesmos;
4) quem não fizer tal opção, legalmente estará impossibilitado de fazê-lo após a data indicada e terá que viver e morrer com o regime de subsídio. Por outro lado, uma vez tendo optado pela antiga carreira, terá ainda a possibilidade de se arrepender e voltar ao regime do subsídio, uma única vez e para sempre, amém;
5) em se tratando de Brasil, e de Minas Gerais, não dá para garantir, peremptoriamente (este blog gosta de gastar linguagem, fala sério?) que as coisas acontecerão assim ou assado. Pela lei, o governo já deveria ter chamado o sindicato para acertar as novas tabelas, pelo menos em relação à carreira antiga. E vice-versa, ou seja, o sindicato já deveria estar com uma pastinha debaixo do braço com os acórdãos do julgamento da ADI na porta da SEPLAG e da Secretaria da Educação. Mas, governo e sindicato estão esperando... Não se sabe o quê, mas estão;
6) infelizmente, os colegas efetivados e contratados não podem, ainda, legalmente, optar pela carreira antiga. Resta-lhes somar força com a nossa luta pelo tratamento isonômico na carreira: direitos e regras iguais para todos, no que tange aos salários e evolução na carreira;
7) teoricamente, o governo de Minas e os demais deveriam pagar inclusive os valores retroativos, a partir de janeiro de 2010, data em que todos os governos municipais e estaduais estariam, pela lei, obrigados a pagar integralmente o piso;
8) portanto, mesmo que haja no mês de junho alguma perda salarial em relação ao subsídio, podemos cobrar a reparação desta perda no salário seguinte - ou no outro - com a aplicação do piso-piso, que agora é lei e não há como contestar judicialmente.

"Anônimo:

CHARGE DE PROVA EM MINAS LIGA LULA A MENSALÃO

EULER , O ANASTASIA APRONTA MAIS UMA.

Ilustração mostra ex-presidente dando dinheiro a políticos; deputados consideraram fato ''agressão''

Marcelo Portela - O Estado de S.Paulo

Partidos do bloco de oposição ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), e parlamentares do Estado que integram a base de apoio ao governo federal organizaram um protesto pedindo explicações ao Executivo mineiro sobre uma prova aplicada a alunos da rede estadual de ensino.

Em uma das questões da prova de código 326580, do Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece entregando dinheiro a políticos.
Os estudantes deveriam interpretar a charge e escolher uma das quatro possíveis respostas da questão. A correta, pelo gabarito do exame, seria a letra "D", segundo a qual o desenho "sugere, ironicamente, uma relação entre os movimentos sindicais do início da década de 1980 e o mensalão, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política".
O líder da minoria na Assembleia, deputado Antônio Júlio (PMDB), classificou o exame como uma "forma de agressão, sem precedentes na história, de um presidente do nosso País". "É, no mínimo, uma falta de respeito enorme", disse. E ressaltou que outras questões também tinham "direcionamento político para beneficiar o PSDB".

O parlamentar deu como exemplo uma questão que falava sobre as privatizações promovidas durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. "A resposta correta era que as privatizações reduziram o déficit público para permitir ao governo direcionar recursos para áreas sociais. É um claro direcionamento para a proposta neoliberal, favorecendo o governo Fernando Henrique", criticou.
Cópia da prova foi apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT), líder do bloco de oposição na Assembleia, aos representantes mineiros na Câmara e no Senado. Por meio de nota, o bloco protestou contra o exame e afirmou que o caso é de "gravidade tripla" por usar recursos públicos para fazer "luta partidária", se tratar de "conduta caluniosa" e por "impor uma versão unilateral" em um caso em que não há "sequer acusação formal a Lula".
A Secretaria de Estado da EDUCAÇÃO classificou a prova como equivocada e assumiu a responsabilidade pelo caso. Segundo a secretaria, as provas do Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar são geradas automaticamente, com base em um banco de dados com 57 mil itens.

Ainda de acordo com a secretaria, cerca de 35 mil questões ainda não foram revisadas e foram retiradas do banco de dados por ordem da secretária Ana Lúcia Gazzola. A secretaria vai apurar quais alunos fizeram a prova.
Fonte: O Estado de São Paulo (SP) "

quinta-feira, 7 de abril de 2011

BLOG DO EULER:"Como ficará a realidade dos professores de Minas após a aprovação pelo STF do piso enquanto piso?"

quarta-feira, 6 de abril de 2011
Como ficará a realidade dos professores de Minas após a aprovação pelo STF do piso enquanto piso?








Uma coisa é certa: só agora o piso nacional do magistério entrará em vigor. Foi preciso muito desgaste e enrolação, por parte das três esferas de poder, para que a lei aprovada em 2008 passasse a valer de verdade. Pelo menos é assim que foi definido pelo STF no julgamento do dia 06: piso agora é piso mesmo. E é lei nacional, para ser aplicada em todos os estados e municípios. Infelizmente, o STF adiou o julgamento do mérito acerca do terço de tempo extraclasse, outro ponto importantíssimo, um dos pilares da lei do piso.

Mas, à luz do novo conceito de piso, vamos analisar como ficam as realidades dos professores de Minas, cujos profissionais foram profundamente prejudicados ao longo das últimas décadas, especialmente após a longa gestão do faraó, que criou várias realidades para o magistério mineiro. Existem pelo menos três situações que precisam ser analisadas aqui: a dos professores efetivos que possuem gratificações como biênios e quinquênios; a dos professores efetivos que ingressaram na carreira após 2003 e perderam as gratificações mencionadas; e a dos professores efetivados e contratados, que estão compulsoriamente enquadrados na nova lei do subsídio.

Ao final desta análise bem abreviada de cada uma dessas três realidades (claro que existem outras, mas vou me ater a estas), vamos apresentar uma proposta de conjunto, um esboço de proposta, contribuindo assim para que a categoria discuta o que fazer, e como fazer.

A melhor situação, após a definição do piso enquanto piso, é a dos efetivos que possuem gratificações, pois o governo terá que atualizar o vencimento básico de acordo com a tabela do antigo plano de carreira e sobre esta atualização incidirão as gratificações. Vamos pegar dois exemplos: alguém que possua 10 anos de casa e outro com 20 anos, ambos com curso superior. Nos dois casos, o vencimento básico seria de R$ 1.060,00. Sobre este valor, acrescentar-se-iam dois quinquenios e 5 biênios no primeiro caso, e 4 quinquenios e 10 biênios no segundo caso, mais o pó-de-giz para ambos. A remuneração total, no primeiro exemplo, iria para R$ 1.749,00. Mas, como é bem provável que o professor em questão tenha conseguido alguma progressão na carreira, mudando de letra, este valor seria ainda maior. Já no segundo caso, o do professor com 20 anos de casa, a remuneração total iria para R$ 2.226,00. Se igualmente o professor do segundo exemplo tiver alcançado progressões e promoções, a soma vai para outro valor, bem mais elevado. Note que estamos tratando aqui de um cargo apenas, de 24 horas.

Agora vamos para a situação dos professores efetivos que tiveram cortadas as gratificações na gestão do faraó. Neste caso, ao piso básico acrescentam-se apenas as progressões alcançadas e o pó-de-giz de 20%. Em se tratando de um professor em início de carreira, a remuneração seria de R$ R$ 1.272,00. Se tiver realizado o estágio probatório, seria de R$ 1.310,00. E se tiver alcançado mais uma progressão, seria de R$ 1.349,46. Como, pelo plano de carreira vigente, a primeira promoção (mudança de nível) a gente até esquece - pois são oito anos após a nomeação e posse -, estes profissionais teriam que aguardar um bom tempo para sentir uma pequena alteração na remuneração total percebida.

A terceira situação, a dos professores efetivados e contratados, que estão compulsoriamente presos à lei do subsídio, não haveria alteração, uma vez que as tabelas do subsídio não permitem gratificações e os valores dessas tabelas são até maiores do que o rebaixado valor do piso do MEC proporcional à jornada de trabalho praticada em Minas Gerais.

Agora vamos ao esboço do que seria uma proposta global de tabelas para os professores de Minas - e vinculadas a elas, as demais carreiras dos educadores.

Não há dúvida que a existência de realidades diferentes numa mesma categoria fere ao princípio da isonomia e tudo se deve fazer para que o tratamento diferente seja abolido. É importante que hajam critérios comuns numa mesma carreira, de ingresso e evolução, para que não se crie a realidade instalada em Minas, onde alguns possuem algumas gratificações e outros, não. Para resolver essa situação, sem cortar direitos, o governo deve tomar a realidade dos mais antigos como referência para estabelecer as novas tabelas, inclusive para os novatos. O governo poderia, por exemplo, incorporar as gratificações ao vencimento básico - como tentou fazer erroneamente com o subsídio - posicionando cada um de acordo com o tempo de trabalho. E explico a metodologia que considero mais adequada.

Como seriam elaboradas as novas tabelas? Tomemos como critério a média salarial entre os antigos e os novatos: R$ 2.200,00 ( oexemplo que citei acima, mas poderia ser outro com valor maior) + R$ 1.300 (do novato em início de carreira) = R$ 1.750,00. Este valor seria, por exemplo, o piso inicial na carreira de todos os professores com curso superior (aos demais níveis, para cima ou para baixo, se aplicariam os percentuais previstos na tabela antiga). Assim, quem tem 20 anos de casa estaria posicionado na letra J (jota) e receberia a remuneração total de R$ 2.283,35, que é o equivalente ao piso de R$ 1.750 mais 9 progressões de 3% cada, de forma acumulada. O valor encontrado está próximo, para maior, do valor que este professor receberia com o vencimento básico mais as gratificações a que faz jus. Da mesma forma, os novatos teriam como piso inicial não os R$ 1.060 mais pó-de-giz, mas este novo valor, de R$ 1.750,00.

Com isso o governo mineiro resolveria o velho dilema dos penduricalhos, que faziam sentido quando o vencimento básico era irrisório. Mas, ao mesmo tempo preservaria os valores a que os servidores antigos fazem jus, mantendo igualmente para todos, os mesmos critérios de evolução na carreira: 22% para mudança de nível e 3% para progressão. Devemos ainda cobrar do governo a redução do tempo para a primeira promoção, previsto em oito longos anos.

As mesmas regras valeriam para efetivos, efetivados e contratados, obedecidos os tempos e os níveis a que cada um fizer jus. Quem estiver, por exemplo, no nível 4 (PEB 4 da antiga tabela), e tiver 20 anos de casa, receberia como remuneração R$ 2.785,69 por um cargo de 24 horas. Um salário ainda muito abaixo do que se paga no mercado e no estado para profissionais com a mesma formação acadêmica e o mesmo tempo de serviço. Mas, bem melhor do que o atual teto de R$ 1.320,00 ou algo próximo desse valor.

E claro que todas as demais carreiras da Educação receberiam reajustes com percentuais proporcionais aos que apresentamos, e com os mesmos critérios de evolução na carreira.

Em suma, e de forma apressada até, apresento este breve esboço, para a apreciação e crítica dos colegas. Um esforço voltado para construir a unidade da categoria contra a divisão imposta pelos governos através da criação de diferentes realidades para uma mesma categoria.

Uma coisa é certa, camaradas: a nossa luta, nunca é em vão.

P.S. Num outro post, vamos tratar da luta nacional pelo reajuste do piso, pela redução da jornada de trabalho, pelo terço de tempo extraclasse e pelo plano de carreira para todos os estados e muncípios.

"Bê:

Euler,
Não podemos abrir mão dos penduricalhos, pois, ao longo da carreira profissional é o que nos dará sempre uma melhoria no salário. se há um piso que será anualmente atualizado, os penduricalhos só veem a somar de acordo com o tempo de cada um. Precisamos é lutar por um piso melhor. Caso contrário, a incorporação de benefícios ao salário só servirá ao governo. Para a categoria será um paleativo para os iniciantes, mas e daqui há 20 anos, estarão satisfeitos? "

Comentário do Blog: De fato, a lei do piso prevê reajuste anual, que deve ser aplicado por todos os entes federados. Não vejo problema em se manterem as gratificações. Mas, neste caso teremos que exigi-las para os novatos, também, pelo critério de tempo de serviço. O que não é justo é que alguns tenham tais gratificações e outros não. No último caso teremos que conviver com dois ou mais regimes de remuneração: os antigos com o básico mais as gratificações e os novatos somente com o básico, porém acrecscido de um percentual que compense as perdas impostas pelo faraó com o corte das gratificações. Isso também não seria problema, se no final, a luta por um reajuste anual fosse comum.

De qualquer modo, teremos que rediscutir em assembléia a nossa pauta de reinvindicações no que diz respeito ao salário. Pois antes trabalhávamos praticamente com o cenário da lei do subsídio, já que o piso era interpretado como teto (somatória de vencimento básico mais penduricalhos) Agora temos outra realidade e o governo terá que sentar-se à mesa para uma negociação com base nesta outra realidade. E um dado importante é que provavelmente em torno de 60% ou mais dos educadores de Minas praticamente não seriam beneficiados com o novo piso-piso, já que o governo cortou os direitos dos efetivados, dos efetivos que ingressaram a partir de 2003 e dos contratados.

P.S.1: Uma das desvantagens do antigo sistema de remuneração, que ouço sempre as pessoas comentando, é que quando os servidores aposentam, ou entram em ajuste funcional por problema de saúde, elas perdem o pó-de-giz, que representa 20% sobre o básico. No sistema com remuneração única, desde que haja garantia de reajuste anual, não aconteceria essa perda.

"Gê:

Caro Euler!!!
Você fez uma analise boa das situações.
Vou divulga-las em minha escola citando o seu blog como fonte.
Creio que vai concordar. Um grande abraço
Visitante assuiduo "

"Denise:

Euler,

O Pinóquio (art 171, que está no senado e que ontem colocou as garras para fora- falou até na palavra "Choque"), criou o Adicional por Desempenho - ADE, substituto do quinquênio.

O percentual também é 10%, e estaria atrelado a avaliação de desempenho para sua aquisição. essa lei nunca foi regulamentada.

Através de colegas que trabalham em outras secretarias e que ingressaram na administração pública em 2003. Afirmam que o cálculo para ter direito aos 10% era muito complexo e que dificilmente algum servidor teria os 10% integralmente. Esse seria um dos motivos que a lei não foi regulamentada; e para os servidores da educação foi revogada com a Lei de Subsídio.

Bom, eu quero dizer:

- Se a Lei de subsidio perder de fato o seu efeito, os novos servidores teriam direito ao ADE. O Sindute tem que trabalhar com a possibilidade de que todos os servidores da educação de MG sejam regidos pela Lei nº 15 293 Plano de carreira e com os direitos estabelecidos no Estatuto do Servidor, Lei 869/52.

Acredito ser um bom começo. "

"Márcio Paulo:

Boa tarde companheiros e companheiras. Estou com algumas dúvidas em relação a seu cálculo. Como você chegou ao valor de R$ 1.060? O segundo ponto é considerarmos o critério para se chegar ao valor do piso não o que a AGU, com a veiculação do MEC estabelece, mas o que a lei determina.

Não podemos abrir mão do reajuste anual vinculado à variação do custo-aluno, pois esta variação esta atrelada ao FUNDEB, e consequentemente a arrecadação dos entes federativos e quando necessário à suplementação da União.

Os penduricalhos a que você se refere, como biênio e qüinqüênio são direitos adquiridos para quem ingressou na carreira antes de 2003. Não creio que a unidade esteja exclusivamente na tabela salarial, mas na forma de ingresso na carreira através de concurso público e valorização profissional.
A isonomia na carreira precisa ser feita por cima, valorizando o tempo de serviço, a formação do servidor e desempenho. Quanto a este último precisamos vinculá-lo a progressão e promoção na carreira, e discutirmos o que entendemos por avaliação, desempenho e qualidade.

Ou seja a isonomia na carreira precisa de ações que a objetividade da vida necessita, mas não podemos abrir mão de um projeto de longo prazo, pois as distorções criadas pelo Estado, geraram perdas de direitos. Direitos não se perdem, se ampliam. "

Comentário do Blog: respondendo à sua dúvida sobre o valor de R$ 1.060,00. O piso nacional é de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas para o professor com curso médio. Aqui em Minas, isso equivale a R$ 712,20 para o professor PEB 1 na antiga carreira. Já para o professor PEB2 (com licenciatura curta), o piso inicial seria de R$ 868,88 (o valor de 712,20 mais 22% de mudança de nível); já para o PEB3 (professor com licenciatura plena) o básico seria de R$ 1.060,00; para o PEB4 seria de R$ 1.293,24 e assim por diante. Sobre estes valores incidem as gratificações.

"Luciano História:

Amigo Euler, baseado nos seus valores tenho uma proposta que visa novatos e veteranos:
-1187,00 valor do piso com pó de giz já incorporado para ensino médio
-1187,0 + 22% para licenciatura curta = 1448,00
-1448 + 22% para ensino superior = 1766,50
-1766,50 + 10% da pós graduação = 1943,00
-1943,00 + 22% do mestrado = 2370,00
-2370,00 + 22 % do doutorado = 2892,00
-A cada dois anos progressão de 3%, uma pessoa com 30 anos teria 14 progressões obtendo um salário em torno de 51% a mais que um novato
-Exemplo: 1766,50 início de carreira, 2682,50 final da carreira."

"Luciano História:

Pessoal, ou se visa o bem da categoria como um todo ou seremos derrotados pelo governo, alguém acha que algum professor que entrou depois de 2003 entraria numa greve se caso o governo quisesse realizar uma nova reforma administrativa para cortar ou reduzir valores de benefícios que eles não possuem? Se hoje possuímos duas carreiras e estamos indo para a terceira é pelo fato de muitos colegas terem pensado em apenas garantir o seu e esquecer dos que viriam. Temos que exigir um plano de carreira comum pois a luta seria uniforme, quem entrou antes de 2003 não é melhor do que quem entrou depois, estamos no mesmo barco e a carreira tem que ser igual para todos. "

Comentário do Blog: Uma pequena pausa sobre o piso para falar do ato de violência que acaba de ocorrer contra estudantes no Rio de Janeiro. Um ex-aluno invadiu a escola, atirou nas crianças e matou 10 estudantes. É o que sabemos até o momento. É o quadro da violência que vivemos hoje nas escolas, em parte como reflexo da sociedade desigual e sem perspectivas para a juventude, com valores egoísticos, que precisa ser repensada. É um tema que merece a nossa reflexão coletiva.

"Clayton Coelho:

Caro colega Euler, como historiador você da pra um belo matemático. KKKK (Brincadeirinha).

Tendo como base o valor do PISO NACIONAL e comparando-os aos valores da tabela do subsídio, veja que são bem próximos um do outro. O que na verdade se confirma mais uma vez que a lei 11.738/2008, tratou-se de uma PISADA. Digo isso considerando a realidade dos trabalhadores efetivos pós 2003 (sem direitos a qüinqüênio e biênio). Por outro lado, para os trabalhadores anteriores a 2003, (que já tinham adquirido tais benefícios) a tabela antiga fica sendo favorável à implantação do PISO NACIONAL como vencimento básico.

O que eu quero dizer com essa análise, é que o governo de Minas já previa o julgamento favorável à adoção do piso como vencimento básico e se antecipou, adotando a tabela do subsídio. Num só ato, o governo “resolveu” o problema salarial dos trabalhadores efetivos pós 2003, e, sob a política do choque de gestão, incluiu os demais trabalhadores que já tinham adquirido algum tipo de benefício na carreira a compartilharem com os mesmos valores, porém sem direitos a tais benefícios. Mesmo sendo, num primeiro momento, valores um pouco maiores, o estado ganharia em arrecadação, pois não teria que arcar no tempo com os custos do aumento propiciado pelo PISO, que iria incidir em cascata sob o vencimento básico dos trabalhadores com direito ao benefício.

Portanto, minha conclusão é a de que os trabalhadores que possuam algum direito adquirido (pré-2003) devam voltar para a tabela antiga; sendo que para os efetivos (pós-2003), ainda não vejo vantagem pelo PISO, pois o valor é muito insignificante ou senão igual ao PISO, e com o prejuízo de que ao sair de licença ou quando da aposentadoria haverá que arcar com uma perda de pelo menos 20% do vencimento básico (pó de giz).

Para o indicativo de greve que se aponta no horizonte, penso que a categoria, inclusive os mais antigos de carreira no estado (pois eles serão os mais beneficiados) tenham a obrigação de cruzar os braços e exigir do governo a alterar os valores da tabela, bem como a realidade da nossa carreira conforme bem apresentada em sua análise, do contrário, será mais uma lei pra inglês ver.
Vamos à luta.

Clayton Coelho. "

"Anônimo:

Olá Euler:

Sábado em Uberlândia, teremos um seminário sobre a "nova carreira", com o jurídico de BH e a Advogada Maria José daqui, que já tinha me falado sobre o julgamento do Piso e as possíveis perdas diante dessa nova realidade que não se considera o tempo dedicado e as gratificações.

Euler, o que precisaria de imediato esclarecer aos professores pelo sindute, é o valor do Piso para a licenciatura plena e qual o prazo para retornar ao plano antigo. E moblizar a categoria para negociações com essa nova realidade nacional.
Seu site como sempre é a nossa referência.

Um grande abraço! A Uberlendesse que sempre lhe acompanha. "

Comentário do Blog: obrigado pela visita, combativa colega de Uberlândia. Quanto ao prazo para retornar ao antigo plano é de 90 dias após o quinto dia útil de fevereiro - data do pagamento referente ao salário de janeiro de 2011. Ou seja, temos até o dia 06 de maio de 2011 (o dia certo é 7 ou 8 de maio, mas como esses dias caem num final de semana, é bom não arriscar). Portanto, temos mais somente 30 dias pela frente. Pessoalmente, já decidi que vou fazer opção pelo plano antigo no dia 29 de abril, pois assim ainda recebo o vencimento atual em maio e ganho tempo para lutar por novos valores. Acho que todos os colegas que podem optar pela carreira antiga - novatos e antigos - devem seguir esta opção. Por dois motivos básicos: a perda, se houver, será pequena; segundo, caso se arrependa, poderá voltar para o plano do subsídio. Mas, de qualquer forma, a melhor solução ainda terá que ser construída - especialmente para os novatos e para os efetivados e contratados -, na luta, nas negociações com o governo, considerando as três realidades que citei, e finalmente, através de uma grande greve, caso o governo não negocie conosco.

terça-feira, 5 de abril de 2011

LIÇÃO 4 DA PEDAGOGA ROSELI BRITO

LIÇÃO 4: Seja Específica
Em uma das lições salientei a conexão que há entre a confusão do aluno e o efetivo gerenciamento da sala de aula. Uma outra forma que os professores podem reduzir a confusão do aluno está em “ ser específico “ com as orientações que der.

Por exemplo, há uma grande diferença entre estas duas orientações: -
- Darei alguns minutos para que vocês respondam estas questões
e
- Darei 3 minutos para que escrevam as respostas das questões 1 até a 5.

Você vê a diferença ? Reparou que estipulei um tempo preciso como limite para a conclusão da tarefa? Isto é muito importante. Por isso, sempre que você solicitar uma tarefa aos alunos, estabeleça o tempo exato que a mesma deve ser finalizada. Fazendo assim, além de gerenciar melhor a sala, você já está ensinando gerenciamento de tempo a todos eles.

Agora, claro, o próximo passo é fazer a checagem do entendimento das instruções que os alunos receberam. Assim, peça para que um diga, quanto tempo foi dado para responder as questões, peça a outro que repita quais questões foram solicitadas.

Se a tarefa será realizada em grupo, defina a quantidade de participantes por grupo e o sistema de seleção de cada participante. Uma maneira é distribuir fichas coloridas e todos que tiverem a mesma cor de ficha formarão um grupo. Desta forma controla quem estará no grupo de quem e evita os habituais tumultos quando esta questão é deixada para que os alunos resolvam.
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A sua última lição chegará nos próximos dias. Reservei o melhor para o final.

Diga-me uma coisa: seus alunos vivem procrastinando ?
Na lição no. V mostrarei uma estratégia que acabará com a procrastinação dos alunos.

Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Coach

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Curso por email sobre Gerenciamento da Sala de Aula.
Nossa meta, neste ano, é ajudar 50.000 Educadores a transformar a sala de aula.
Inscrição gratuita no site http://www.sosprofessor.com.br
LIÇÃO 4

domingo, 3 de abril de 2011

RECEITA DE REPELENTE PARA QUE O MOSQUITO DA DENGUE NÃO SE PROLIFERE

: ENC: Repelente barato, cheiroso e eficaz!...

REPASSANDO
Repelente barato, cheiroso e eficaz!

Leiam, não é só para o mosquito da dengue.

Estou repassando, por entender tratar-se de uma solução fácil para um problema que vem se arrastando e adoecendo tantas pessoas.

> Se for possível, repassem!!!

Senhores, volto a insistir, com tanta chuva, está sendo impossível controlar poças d ' agua e criadouros, como sabem.

Estou fazendo um trabalho de formiguinha e está dando certo.

Este repelente caseiro, ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma, econômico.

Em contato com pessoas, tenho notado que não se protegem, estão reclamando que crianças estão cheias de picadas.

Tenho distribuído frascos como amostra, todos estão aderindo.
Já distribuí 500 frascos e continuo.
Mas, sou sozinha, trabalhando com recursos próprios, devido ao grande número de casos de dengue, não consigo abranger.

Gostaria que a SUCEN sugerisse aos municípios distribuir este repelente (numa emergência) nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando o povo para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete, pasta de dente.

Protegeria as pessoas e ao mesmo tempo, diminuiria a fonte de proteína do sangue humano para o aedes maturar seus ovos, atrapalhando assim, a proliferação.

Não acham que qualquer ação que venha a somar nesta luta deveria ser bem vinda?

> DENGUE I:

FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA:

1/2 litro de álcool;- 1 pacote de cravo da Índia (10 gr);- 1 vidro de óleo de nenê (100ml)

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).

Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.

O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação. A comunidade toda tem de usar, como num mutirão. Não forneça sangue para o aedes aegypti!

> Ioshiko Nobukuni (Sobrevivente da dengue hemorrágica.)

sábado, 2 de abril de 2011

PEDAGOGA ENSINA COMO EDUCADORES PODEM TRANSFORMAR A SALA DE AULA

LIÇÃO 3: Aumentando a Participação dos Alunos

Um poderoso plano de aula deve conter estratégias efetivas que aumentem a participação dos alunos. Você tem de saber que, a participação dos alunos e o efetivo gerenciamento da sala estão diretamente ligados.

Quanto mais os alunos estiverem ativa e construtivamente participando da sua aula, menos problemas de indisciplina você terá.

Na verdade, o objetivo primeiro de um plano de aula é conseguir que 100% dos alunos participem da aula . Acha que isso é impossível ? Pois não é !!!

Existem muitas estratégias simples que você pode usar que aumentarão o número de alunos que participarão das suas aulas.

Atenção: Abro um parêntesis aqui apenas para lembrar que, a participação das alunos não se trata apenas de fazer com que os alunos levantem as mãos e perguntem algo. Esta é apenas um das formas de participação, por ser a mais convencional é amplamente utilizada por muitos professores.

Uma excelente maneira de aumentar a participação dos alunos é combinar duas estratégias de ensino muito simples que eu chamo de “registrar” e “compartilhar”.

Por exemplo, ao invés de perguntar e ter sempre os mesmos alunos levantando as mãos e dando a resposta, incremente com as duas estratégias acima dando a seguinte instrução: Farei uma pergunta e todos terão 3 minutos para escrever a resposta, após os 3 minutos darei mais 2 minutos para que, em pares vocês comparem e discutam com o seu par ou grupo as respostas.

Da forma convencional, apenas 10% participa, mas combinando estas duas estratégias você faz com que 100% da sala esteja participando de forma ativa na sua aula.

O professor está no controle ao gerenciar o ambiente da sala de aula mantendo todos os alunos envolvidos na tarefa, pois está limitando que ocorrências negativas venham a interromper a aula.
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Fique atento a Lição no. 4 você aprenderá como outra estratégia muito simples acaba com a confusão dos alunos e elimina as ocorrências de indisciplina. Você ficará surpreso ao ver como esta estratégia é efetiva.

Roseli Brito
Pedagoga, Psicopedagoga, Neuroeducadora e Coach
Curso por email sobre Gerenciamento da Sala de Aula.
Nossa meta, neste ano, é ajudar 50.000 Educadores a transformar a sala de aula.
Inscrição gratuita no site http://www.sosprofessor.com.br

BLOG DO EULER e o salário MG:"sexta-feira, 1 de abril de 2011 Se não chover e se ninguém morrer, STF julga o piso dos professores dia 06 de abril."

sexta-feira, 1 de abril de 2011
Se não chover e se ninguém morrer, STF julga o piso dos professores dia 06 de abril








Eis o contracheque de um professor efetivo com curso superior na rede estadual de Minas Gerais. O líquido - R$ 1.075,36 - é de dois mínimos apenas. E olha que no tempo do Faraó era ainda pior: R$ 820,00 o líquido. Uma vergonha para Minas e para o Brasil, que assiste à ruína da carreira do magistério no ensino básico.


A novela do piso do magistério, que estava com data marcada para encerrar o primeiro e longo capítulo, foi adiada por duas vezes. Agora, a nova data para o julgamento do mérito da ADI de cinco desgovernadores contra o piso está marcada : dia 06 de abril de 2011.

Não estamos com boas expectativas em relação ao acontecimento e explico as nossas razões:

1) as entidades inimigas da Educação pública e representativas de governos municipais e estaduais, igualmente inimigos da Educação, já se reuniram separadamente com vários ministros do STF para solicitar que eles votem em favor da ADI do mal. E aquela Casa é política e possui histórico negativo, anti-povo,

2) as entidades sindicais, a começar pela CNTE, que se tornou uma autarquia do MEC, pouco esforço têm feito para pressionar o STF e principalmente para mobilizar os educadores. Nas duas primeiras oportunidades de julgamento do piso nenhuma paralisação nacional foi convocada, nem mesmo uma grande mobilização na porta do STF, em Brasília. O negócio é aparecerem lá, de terno e gravata, meia dúzia de sindicalistas da cúpula, para depois falarem que tudo fizeram em favor dos educadores. Mentira: estão nos enganando, também,

3) o governo federal, que é peça-chave nessa estória do piso - pois, teoricamente teria que complementar os valores para municípios e estados que comprovarem não poderem pagar o piso - faz corpo mole, divulga uma coisa na mídia, e faz outra na prática. Fernando Haddad do MEC esteve em Minas durante a nossa maravilhosa revolta-greve de 47 dias e foi incapaz de dar qualquer declaração em favor do piso. E como Dilma anda num namoro danado com os governadores, e vem declarando que o primeiro ano de governo é de arrocho, não podemos esperar nenhuma iniciativa do seu governo e de suas ramificações, como a CNTE e congêneres.

Claro que esse quadro pode mudar com a nossa mobilização, pois estamos fora do frio cálculo das manobras palacianas. Sem luta, nada mudará. Com luta, Anastasia e Gazzola vão descobrir que podem dar reajuste este ano, Dilma vai se lembrar que prometeu melhorar a dramática sitaução dos educadores, os ministros do STF vão descobrir que devem prestar contas para o Brasil e não para meia dúzia de governantes, e os próprios dirigentes sindicais, se nada fizerem e continuarem essa ladainha de engana-bobo, vão perder filiados e enfrentar forte oposição das bases. Sem falar nos parlamentos, que precisam respeitar os eleitores. Mas, só o farão se colocarmos fogo nos pés deles, através de grandes mobilizações de massa, com paralisações, manifestações de rua, vigília nacional, divulgação nos blogs, corrente de e-mails, etc. Se ficarmos parados é porque merecemos ser tratados como estamos sendo.

E aproveito a oportunidade para republicar a Carta Aberta que enviei aos ministros do STF no dia 29 de março de 2011.


Carta Aberta aos ministros do STF

Prezados Senhores,

Os senhores deram uma grande contribuição para o amargo fim da carreira do magistério no Brasil quando quebraram, em decisão liminar, os dois pilares fundamentais da Lei do Piso do Magistério (11.738/2008): a definição de piso enquanto piso - e não enquanto teto ou somatória de todas as formas de remuneração - e o direito a um terço de tempo da jornada de trabalho para atividades extraclasse.

A carreira dos professores do ensino básico está praticamente deixando de existir, dadas às péssimas condições de trabalho e aos salários de fome que os profissionais recebem. Por todo o país as universidades e fundações do ensino superior estão fechando os cursos de licenciatura, pois não há procura por parte dos jovens estudantes.

Os salários praticados no Brasil para a remuneração dos professores, comparativamente às demais carreiras do mercado e do Estado com o mesmo de grau de formação acadêmica, são os mais baixos. E infelizmente, a decisão liminar que os senhores tomaram, atendendo ao pedido de alguns desgovernadores - os quais não demonstram qualquer compromisso com a Educação pública - contribuiu e muito para a citada realidade.

Um professor com curso superior hoje recebe entre um e três salários mínimos para a extensa atividade que pratica, às vezes em dois ou até três cargos, acumlando cargos públicos e privados. E é justamente nas costas desses educadores que recai a responsabilidade atribuída por governantes para a solução de todos os problemas por que passa o país. Ante a fome, ao desemprego, à criminalidade, as elites políticas do Brasil dão a mesma resposta: falta uma educação pública de qualidade. Mas, as palavras não correspondem aos fatos.

No lugar dos atos, os governos praticam propaganda, quase sempre enganosa, a dizer que os índices da Educação básica estão melhorando, que agora os professores têm um piso salarial, que em breve terão plano de carreira, e etc e tal. Olhai, no entanto, a realidade, senhores ministros do STF. A realidade das periferias dos grandes centros, onde falta de tudo um pouco. Ou muito. Olhai a realidade dos professores, mal remunerados, sem políticas sérias de formação continuada, desestimulados em função de horizontes pouco claros. Para os professores, os governantes prometem o futuro, de uma arrecadação melhor que há de acontecer, ou do pré-sal. Mas, os senhores sabem bem que ninguém vive de futuro, ninguém paga as contas do dia-a-dia com promessas de um futuro que não chega nunca.

O piso salarial do magistério, após um longo tempo de maturação no Congresso Nacional, decepcionou pelo valor e pela jornada de trabalho: R$ 950,00 para 40 horas de trabalho, atualizado hoje, quase três anos depois, para R$ 1.187,00 para a mesma jornada de 40 horas. As poucas coisas boas que a Lei do Piso trazia eram justamente os itens que os senhores trataram de suspender liminarmente, atendendo a pedido de cinco desgovernadores, na famigerada ADI 4167. E nem havia justificativa séria para tal ação movida por aqueles senhores, uma vez que a lei previa uma complementação, por parte da União, para aqueles entes federados que provassem não poder pagar o piso de forma integral.

Mas, agora, no próximo dia 30, os senhores terão a possibilidade de corrigir a medida liminar que tomaram e de uma vez por toda, dar à Lei do Piso a vigência - e a existência - que não aconteceu até agora. Piso é vencimento básico, é piso, e não a somatória de básico e penduricalhos. Não fosse dessa forma, não haveria sentido algum votar uma lei voltada para criar um patamar mínimo para uma carreira tão desvalorizada quanto a dos professores. O piso enquanto teto, e não enquanto piso, descaracteriza a lei - descaracteriza o próprio conceito de piso. Torna-a inútil, sem qualquer funcionalidade, e provoca, justamente para os professores mais antigos, que adquiriram gratificações ao longo da carreira, uma profunda injustiça.

Quanto ao terço de tempo extraclasse da jornada de trabalho, é o mínimo que se pode oferecer aos professores, para que possam preparar as aulas, corrigir trabalhos e avaliações, participar de reuniões interdisciplinares ou com a supervisão e direção escolares, realizar pesquisas etc. Há governantes que atribuem aos professores o papel de tomadores de conta de crianças e jovens, não havendo necessidade deste tempo mínimo extraclasse para a preparação das atividades pedagógicas. Mas, creio que os senhores sabem perfeitamente que uma Educação de qualidade requer o mínimo de tempo para um desempenho eficaz por parte do profissional. E o terço de tempo da jornada é este mínimo. O ideal seria 50% do tempo ou mais, como acontecem nas melhores escolas federais. Não é justo que precisamente o ensino público básico, voltado para as famílias de baixa renda receba tratamento inferiorizado. Ao estabelecer este tempo mínimo extraclasse, o legislador percebeu que era importante criar um padrão nacional de qualidade, justamente para impedir que governantes transformem os educadores em tomadores de conta de crianças e jovens, como é comum acontecer Brasil afora.

Portanto, senhores ministros, está nas mãos dos senhores uma decisão que poderá contribuir para que a carreira do professores do ensino básico ganhe uma sobrevida, com possibilidades de melhorias no presente e no futuro. Como também, a depender da decisão autônoma que os senhores tomarão, poderá representar a pá de cal que faltava para proclamar o encerramento das poucas possibilidades que ofereceram para os professores nos últimos anos.

Espero que, para além das pressões que os senhores possam receber de governantes, pró ou contra a referida ADI, os senhores tenham a grandeza de olhar para as novas gerações deste país; para o presente e para o futuro. Para que depois não se fale nos discursos que os ex-governantes (ou ex-ministros) não fizeram aquilo que deveriam fazer. Os senhores têm agora a possibilidade de fazer o que é certo. É isso que dois milhões de professores esperam ansiosamente que aconteça no dia 30.

Atenciosamente,

Euler Conrado

Professor do ensino público da rede estadual de Minas Gerais

***
"Solange:

Caro professor Euler, sua carta aberta aos ministros do STF está ótima. Eu só acho que é piso salarial é o menor valor a ser recebido por um trabalhador (dentro de sua categoria) acrescido das vantagens a que têem direito (biênios,quinquênios etc...). Se os ministros, senadores, deputados e demais políticos entendem que piso é igual a teto,não é por serem analfabetos, mas, por não se interessarem em valorizar aqueles que um dia foram a base em suas vidas (os professores e professoras). Meu fraterno abraço, Solange "

"Luciano História:

Acho que além de enviar a carta poderia mandar também uma cópia do contracheque juntamente com o diploma de curso superior. É um absurdo uma profissão dita pelas autoridades políticas como nobre ser tratada desse jeito. Tem muita gente com apenas ensino médio que ganha muito mais do que isso, é claro que estão recebendo o valor justo pelo trabalho deles , nós é que não ganhamos o que deveríamos. "

"Anônimo:

EULER, É IMPRESSIONANTE COMO O SINDUTE E A SUA PRESIDENTE ESTÃO DANDO IMPORTÂNCIA PARA A VOTAÇÃO DA ADI DO PISO NACIONAL NO DIA 06 DE ABRIL. NENHUM COMENTARIO A RESPEITO NA PAGINA DO "SINDICATO QUE NOS REPRESENTA", É UM DESCASO QUE CHEGA A SER HUMILHANTE, É ASSIM QUE ME SINTO, HUMILHADA PELO GOVERNO E PELO SINDUTE, DESCULPE ULTIZAR O SEU BLOG PARA FAZER ESTE DESABAFO, UM FORTE ABRAÇO . "

"Prof. Verônica Daltro:

Olha tenho vergonha de mostrar o nosso contracheque, o piso de vcs ainda é um piso... o nosso na tabela é ate abaixo... tbm é por isso que somos o estado que se paga o piso mais baixo... o estado que me refiro é Pernambuco..."

Comentário do Blog: Um pouco fora de pauta, mas dentro de uma mesma realidade - a nossa: para quem deseja conhecer os bastidores do golpe militar de 1964, a TV Brasil transmite, nos dias 4, 5 e 6, às 22h, a série intitulada: "O dia que durou 21 anos". Vale a pena conferir. Entre outras coisas, o documentário revela a participação direta dos EUA no golpe contra o governo constitucional do ex-presidente João Goulart.

"João Paulo Ferreira de Assis:

Atendo-me ao comentário da Professora Veronica Daltro, devo lembrar que o sr.Eduardo Campos, Governador de Pernambuco é do mesmo barro que o sr.Márcio Lacerda, aquele que aconselhou Anastasia a colocar quatro soldados para cada professor, durante nossa greve do ano passado. Também me lembro que Miguel Arrais mandou abrir um concurso em plena greve dos professores pernambucanos com o fim de substituí-los. "

quinta-feira, 31 de março de 2011

DESAPARECIDA ISABELA MARTINS ALVES, 14 ANOS , DE SANTA CATARINA; NO DIA 20/01/2011

PERDER UM QUERIDO DEVE SER DURO!!!!!!!!!!!!!
MAS QUANDO DESAPARECE UM QUERIDO E VOCÊ NÃO SABE ONDE ESTÁ, SE VIVO OU MORTO, MEU DEUS, DEVE SER UMA DOR INSUPORTÁVEL!
POR ISSO REPASSO ESSA FOTO E ESSE PEDIDO DE SOCORRO DA FAMÍLIA DE ISABELA MARTINS ALVES.







Olá
amigos(as) ,
peço que vocês ajudem a divulgar essa foto, Por gentileza,
divulguem!
Desde já agradeço. Olá meu nome é Margarete Martins Eufrazio
sou
advogada em Criciuma, venho por meio desta divulgar e pedir
encarecidamente
que divulguem a foto da minha irmã caçula, o nome dela é
Isabela
Martins Alves, tem 14 anos, é morena , pele clara,
aproximadamente
1,60 cabelos ondulados e compridos, ela desapareceu dia
20.01.2011
por volta das 15 horas no municipio de morro da fumaça-SC,
qualquer
noticia que leve a ela por favor entre em contato com a policia
pelo
190. A FAMILIA ESTÁ DESESPERADA!!! AJUDEM A DIVULGAR ( SE FOSSE UM
RECADO
BONITINHO TODOS IRIAM REPASSAR POR ISSO PEÇO SEJA SOLIDÁRIO
AJUDEM
ASSIM COMO EU OUTROS AMIGOS E AMIGAS ESTÃO TENTANDO AJUDAR )

Se
vc puder, faça como eu, REPASSE
por favor por mim e minha familia não agentamos mais esse
aperto no ♥...

BLOG DO EULER: "STF adia votação do piso. E agora, José? '




terça-feira, 29 de março de 2011
STF adia votação do piso. E agora, José?

Em função do luto oficial pela morte do ex-vice-presidente da República José Alencar, o STF adiou a votação do mérito do Piso Nacional do Magisterio, que aconteceria nesta quarta-feira, dia 30. Ainda não se sabe para quando o tema entrará novamente em pauta. E agora, José?

Na assembléia de hoje a tarde, no pátio da ALMG, lá estávamos para acompanhar os informes do desenrolar das negociações entre o Sind-UTE e o governo de Minas.

Logo que cheguei, acompanhando a caravana de Vespasiano e São José da Lapa, fui até o café daquela Casa, que teoricamente representa o povo, mas que na prática representa as elites. Mas, o cafezinho puro é de graça. Ou melhor, de graça não, nós o pagamos.

Lá encontrei o combativo colega Rômulo, companheiro de luta com o qual temos estabelecido conversações através dete blog. Rômulo, mais uma vez, foi a voz de muitos combativos colegas educadores naquele momento em que o sindicato libera a falação de três minutos para 10 pessoas da base.

Assim que deu início aos informes, a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz, deixou claro que tem havido vários (três, pelo menos) momentos de reuniões com a nova secretária da Educação, sra. Gazzola, mas que as conversações não haviam avançado nos itens salário e carreira.

A secretária da Educação de Minas propõe a construção de um calendário de discussão sobre os temas, entre os meses de abril e junho. A questão salarial entraria no final de abril, para o início das negociações. Mas, nenhuma resposta concreta às reivindicações apresentadas pelo sindicato havia sido feita pelo governo.

Em função disso, a direção sindical, com o respaldo do conselho e agora também da assembléia da categoria, aprovou o indicativo de greve, que será discutido na próxima assembléia da categoria, a realizar-se no dia 19 de abril na histórica cidade de Ouro Preto.

Durante a assembléia foi informado o falecimento do ex-vice-presidente José Alencar, que recebeu, a pedido da coordenadora do sindicato, um momento de homenagem em forma de aplauso pela obstinada luta pela vida.

Naquele instante eu cantei a pedra para as pessoas que estavam ao meu redor: acho que vão adiar a votação do nosso piso mais uma vez. E não deu outra. Mas, até aquele momento, não se tinha a notícia do adiamento da votação do piso e o próprio sind-UTE havia organizado a ida de dois ônibus a Brasília. Foi uma coisa meio às pressas, diferente do que este blog apregoou durante toda a semana e mês.

O assunto do piso foi mencionado pela direção do sind-UTE de uma maneira muito superficial. Mas, o nosso colega Rômulo, na sua fala de três minutos enfatizou bem que a votação do mérito do piso seria fundamental para a nossa luta. Rômulo criticou o ridículo valor do piso do MEC e disse que era preciso mobilizar a categoria para arrancar dos governos um salário mais justo.

A direção sindical ainda deu informes sobre a eleição dos diretores - cujas regras já foram publicadas no Diário Oficial -, e sobre o concurso público, cujo edital deve sair em maio. São duas conquistas da nossa revolta-greve de 47 dias e espera-se que, no que tange à escolha dos diretores, as bases tomem o processo em suas mãos e não elejam diretores sem compromisso com as nossas lutas. Democracia, autonomia, respeito à diferença, são pontos a serem cobrados dos candidatos à direção escolar. Voltaremos a este tema em outra oportunidade.

Perguntei, como de costume, aos colegas mais próximos de mim quantas pessoas eles achavam que havia na assembléia. As respostas variaram entre 1.200 a 2.327 - esta última do combativo colega Alex. Como de costume eu tiro uma média aproximada: tinha cerca de 1.750 pessoas. E este bem que poderia ser o valor do nosso salário inicial na tabela por um cargo de 24 horas. E claro que o Sind-UTE no seu site vai dizer que havia cerca de 6 mil pessoas.

Uma coisa é certa e ficou muito claro nas falações: sem pressão o governo de Minas (e do Brasil) não vai ceder nada. Se quisermos reajustes salariais para este ano, vamos ter que pressionar o governo. Somente as reuniões da comissão do Sind-UTE com a secretária da Educação não estão funcionando. Pelo menos no que tange ao salário, que é sempre, no nosso caso, o ponto central das nossas lutas. Claro que as outras coisas também são importantes: eleição de direção, edital de concurso, cursos de formação, Ipsemg, etc, etc, etc, mas o salário... é a base para a nossa sobrevivência.

Ah, me lembrei de uma outra frase do colega Rômulo na sua fala: a CNTE se transformou numa autarquia do MEC. Corretíssimo e isso temos dito aqui no blog. O colega João Martinho, operado do joelho, lá estava, pronto para o combate. Conheci outros colegas pessoalmente, que visitam o nosso blog: Clayton, Rui, entre outros, gente de luta. A turma do COREU lá estava também, firme na luta. O nosso colega Wladmir será candidato a diretor na sua escola. Já tem o meu voto, embora eu não trabalhe na sua escola. Mas, vale também o apoio moral.

No ônibus da combativa turma de Vespasiano e São José, todos ficaram ao meu redor, querendo saber como ficaria a situação de cada um caso o piso fosse aprovado enquanto piso mesmo. Tornei-me um consultor. Vou começar a cobrar por hora...

(pausa para o café, para ver um pouco de TV, porque tenho mais coisas para dizer... aguardem)

Retomando... porque a TV aberta tem uma programação terrível e meu salário-de-professor não dá para contratar ao mesmo tempo serviço de banda larga e TV por assinatura. E quanto ao café, bom, fica para mais tarde, pois está muito quente para o cafezinho.

Na assembléia, ainda, muita gente questionou sobre o subsídio e sobre o que fazer: voltar para a carreira antiga ou permanecer na atual, do subsídio? O sindicato foi muito cobrado sobre isso. A direção se comprometeu a soltar um novo estudo ou orientações sobre o tema. Na verdade, já era tempo do sindicato contratar um técnico contabilista ou economista para fazer um estudo das diversas situações, do tipo: para quem tem até 10 anos de carreira e não possui biênios e quinquênios, a situação é essa, comparativamente entre os dois sistemas; para quem tem entre 10 e 20 anos de carreira, a situação é essa; para quem tem entre 20 e 30 anos de casa, a situação é essa; para quem está para aposentar, a situação é essa; para quem é aposentado, a situação é essa, e assim por diante.

Mas, o nosso blog tem dito aqui, e o Rômulo reafirmou essa tese na assembléia: enquanto o STF não votar o mérito da lei do piso, fica difícil adotar uma posição definitiva acerca do tema em Minas Gerais. Se o piso for definido enquanto teto, o subsídio atenderá perfeitamente as exigências legais e o seu valor é sabidamente superior aos valores das tabelas da antiga carreira. Seria necessário apenas reajustar as tabelas, exigir a manutenção dos percentuais de promoção e progressão e reposicionar os servidores de acordo com o tempo de serviço de cada um. O que não é pouco e cabe numa greve, pelo menos.

Mas, se o piso for considerado piso mesmo, vencimento básico, tudo muda. E foi isso que expliquei didaticamente, no ônibus de Vespá e São José, para os colegas. Mesmo com o valor ridículo de R$ 1.187 estabelecido pelo MEC para a jornada de 40 horas para o profissional com o ensino médio, aplicando-se à nossa realidade, muita coisa mudaria. Uma colega professora com 20 anos de casa e posicionada como PEB4 na carreira antiga passaria a receber algo próximo de R$ 3.000 reais por um dos dois cargos que ela tem.

Claro que algumas situações ficariam pendentes, como a dos colegas efetivados, que pela lei não tem direito de escolha: têm que aceitar o subsídio. Pessoalmente, se o STF aprovar o piso enquanto piso, não descarto a possibilidade de repactuarmos com o governo estadual uma alternativa aceitável, trazendo o subsídio para uma realidade que nos atenda, a todos os educadores. Neste caso, com novas tabelas, com o posicionamento de todos de acordo com o tempo de serviço e com os percentuais de promoção e progressão da tabela antiga. Com a lei na mão é possível sentar-se com o governo e discutir. Sem a lei - ou mesmo com a lei, caso o governo não negocie - nossa única possibilidade de conquista é a luta. É a greve. É a guerra... por um salário mais justo.

Mas, até o final da assembléia ficou aquele gosto de que nada ainda está decidido... que as coisas estão paradas... e agora com o adiamento da votação da lei do piso... E agora, José?

A festa acabou, / A luz apagou, / O povo sumiu, / A noite esfriou, / E agora, josé? / (...) Com a chave na mão / Quer abrir a porta, / Não existe porta; / Quer morrer no mar, / Mas o mar secou; / Quer ir para minas, / Minas não há mais. / José, e agora? / (...) Se você gritasse, / Se você gemesse, / Se você tocasse / A valsa vienense, / Se você dormisse, / Se você cansasse, / Se você morresse... / Mas você não morre, / Você é duro, josé! (...) Você marcha José, José para onde? / Marcha José, José para onde? / José para onde? / Para onde?


***


"Prof. Verônica Daltro:

Sou uma grande admiradora sua....apesar de ser de outro estado faço minha suas palavras...perfeito tudo isto que vc diz..parabéns...e agora José? o que faremos? De repente penso do outro lado...de repente este adiamento é para nos dar um tempo para uma ação a nivel nacional....e se era pra o piso ser teto que tenhamos mais uma chance...e que seja rápido esta nova votação pois os credores não perdoam.... "

"Anônimo:

Euler e amigos do blog bom dia, como ja tinha previsto esta enrolação em post anterior por parte do sindute que ainda vai fazer uma outra reunião dia 19 para discutir se vai entrar em estado de greve ou não. gostaria de discordar de uma propaganda enganosa que esta na pagina do mesmo, o sindute não conquistou nada em relaçaõ a eleição nas escolas, e nem em relação ao concurso. o que o sindiute pensa que "negociou" era para ser atendido no ano passado, o governo deu uma banana para eles, a verdade é que tanto o conurso quanto a eleiçao iriam sair quando o governo bem entendesse, e outra coisa quem conquistou foram os professores que decidiram entrar em greve porque ja não aquentam mais ser enrolados por um sindicato que esta fazendo tudo do jeito que a Gazzola quer! daqui a pouco já é junho, dezembro, e nada. este sindicato é realmente uma piada que ja naceu feita, e a proposito ja pedi a minha desfiliação. "

"Anônimo:



Euler , o sindute é tão poderoso nas suas mobilizações que o sindicato dos professores das rede particulares de BH tem muito mais projeção na midia que ele, porque não ultilizar a contribuições dos filiados para mobilizar a imprensa? pois em nenhum veiculo de comunicação de minas esta publicada a assembleia com "5.000" participantes , olha que com muito menos, somente com 200 delegados de policia, toda a imprensa mineira, e até nacional noticiaram o descaso do governo com a carreira , o sindiute esta precisando aprender como realmente fazer pressão e parar com esta encenação em cima dos sofridos funcionarios da educaçao de minas gerais esse papo de reunião e assembleia para não decidirem nada já encheu . "

"Rômulo:



Eu pensava que decretar luto oficial era uma simples praxe dos governos das várias esferas para homenagens póstumas a personalidades públicas importante ou em função de uma grande calamidade pública. Não achava que era ponto facultativo e muito menos feriado. As bandeiras de repartições públicas/governamentais ficam a meio pau ou meio mastro (sei lá) e pronto.

O Sr. Alencar faleceu e os Ministros do STF não vão trabalhar em função do Luto Oficial.

Não é justo, pois o Sr. Alencar foi vice-presidente de todos os brasileiros e brasileiras, não é mesmo?

Os ministros vão adiar o julgamento de um tema que permeia a vida de mais de 2 milhões de brasileiros para prestar solidariedade a família de 01 brasileiro?

Até considero compreensível eles atrasarem a reunião para irem ao Palácio do Planalto.

A direção do Sindute conclamou aplausos para o Sr.Alencar. Tudo bem, sem polêmicas, cada um é cada um. Mas a mesma direção aplaude também o adiamento do julgamento por causa de luto oficial?

Os ministros não vão trabalhar hoje, possivelmente amanhã também não e enquanto isso (apesar da morte de um ex-Chefe de Estado), o Seu Joaquim, catador de papel e papelão aqui nas ruas da Lagoinha está trabalhando desde 04hs da matina; a Vanilde, minha aluno no EJA, ficará 12hs em pé atrás do balcão da padaria e eu também, que já escrevi de mais, e estou atrasado para entrar em sala de aula.

...só mais uma coisinha: Com o adiamento do julgamento e a marcação de uma nova data (será que já é semana quem vem?) a CNTE chama uma greve nacional para o dia?

Rômulo "

"Everaldo M. Sá:

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para esta quinta-feira, dia 31, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de número 4.167, que trata do piso salarial profissional nacional da educação. Conforme consta das informações divulgadas pelo STF, a sessão de julgamentos que seria realizada na quarta-feira, na qual estava previsto o julgamento da ADI, foi adiada devido ao luto oficial pelo falecimento do ex-vice-presidente da República, José Alencar.

Companheiro Euler está matéria foi publicada pelo Sindicato dos Municipários de Pelotas no site http://simpelotas.web279.uni5.net/site/ "

Comentário do Blog: Caro colega Everaldo, a informação acima não é correta, pelo menos de acordo com a pauta divulgada no site oficial do STF. Não há previsão, ainda, de quando o mérito do piso será julgado. Esperamos que não demorem!

"José Martins:

http://tribunadonorte.com.br/noticia/nosso-luto-sera-trabalho-diz-diretor-da-coteminas-no-rn/176980

Os ministros do STF adiaram o julgamento e os operários da COTEMINAS (empresa de propriedade da familia de José Alencar) foram obrigados a trabalhar mais como forma de homenagear o ex-patrão.

A voracidade pelo lucro e a ganância superam tudo...até o momento de luto da família do burguês.

E a direção do SINDUTE ainda pede aplausos para um cabra desses!

Senhores "dirigentes", o motor da história é a luta de classes!

José Martins "

Comentário do Blog: neste instante, às 10h51m, acesso o site da CNTE e observo que já não fazem mais qualquer referência, nas matérias de destaque, ao nosso piso e sua votação no STF. Êta entidadezinha sem compromisso com a nossa luta. Seria muito importante que o Sind-UTE se desfiliasse dessa autarquia do MEC e deixasse de repassar a nossa grana (dos filiados) para tal entidade. Aliás, deveria fazer o mesmo com a CUT, abatendo na nossa contribuição aquilo que se repassa a essas entidades do governo. Elas não nos representam!

segunda-feira, 28 de março de 2011

EuLER:Para o bem ou para o mal, dia 30 pode encerrar o primeiro capítulo da longa novela do piso do magistério

segunda-feira, 28 de março de 2011
Para o bem ou para o mal, dia 30 pode encerrar o primeiro capítulo da longa novela do piso do magistério












Foram anos de expectativa em torno de um tema que se tornou promessa de campanha e propaganda enganosa supostamente em favor dos professores. Desde a aprovação do piso do magistério em 2008 nada praticamente mudou na vida dos professores. Os pilares do piso - o fato do piso ser vencimento básico e não teto e o terço de tempo extraclasse - foram quebrados pelo STF em decisão liminar, atendendo aos desgovernadores e prefeitos e governo federal.

Agora, no dia 30, o STF terá a chance de corrigir a sacanagem que praticou contra os professores do Brasil, que tinham grande expectativa de mudança da dramática situação salarial vivida em todo o país. Uma decisão importante, que não terá a presença de centenas de milhares de educadores na porta do STF, como seria o desejável, graças à igualmente sacana direção das entidades sindicais e da sua confederação, absolutamente atrelados às políticas oficiais do governo federal. Agem ao sabor da agenda do governo federal, sem qualquer autonomia.

Mas, dia 30 essa estória - mais do que uma história - começa a mudar de fato. Se o STF votar em favor dos professores - pelo terço de tempo extraclasse e pelo piso enquanto piso - não haverá mais desculpa para nenhum governante não pagar o piso. A nossa luta então terá que ser em duas frentes: 1) pela exigência do cumprimento imediato da lei do piso - que inclui o valor básico ainda que ridículo de R$ 1.187 para 40 horas para o professor com ensino médio, o terço de tempo extraclasse e a aprovação de plano de carreira em todas as redes; e 2) pelo imediato reajuste do valor do piso para algo próximo de R$ 2.000,00.

Essas medidas mexem com os interesses das tres esferas - governo federal, governos estaduais e governos municipais - e não podem ser tratadas isoladamente. O melhor mesmo seria a federalização já debatida aqui nesse blog. Mas, sabemos o quanto isso contraria interesses de governantes das três esferas e das próprias entidades sindicais, que não querem perder a sua base política e regional. Portanto, se não conseguimos de imediato a federalização, que pelo menos tenhamos a capacidade de articular as lutas regionais a interesses e objetivos comuns, nacionalmente.

A CNTE tem tido um papel praticamente inócuo, pois sua ação está pautada na agenda do Governo Federal. Virou uma escada para a ascensão individual de certos membros da cúpula sindical, o que aliás, tem ocorrido com a CUT e a UNE: são entidades-trampolins para que alguns chefes galguem cargos nas esferas mais altas do aparato estatal. Seja como deputados, como assessores de ministérios ou secretarias, ou conselheiros de alguma estatal. Nem é preciso aqui nomear os exemplos de lideranças sindicais que se afastaram das bases para se tornarem burocratas a defenderem os interesses de estado (leia-se: da burguesia) contra os interesses de classe dos trabalhadores aos quais diziam defender no passado.

Agora, se o STF votar pelo piso enquanto teto e contra o terço de tempo extraclasse, então meus amigos, este piso vai continuar do jeito que está: uma inutilidade prática para enganar bobos. Tal decisão deverá também nos fazer refletir sobre o papel dessas entidades sindicais que permitiram que fóssemos arrastados na onda e na agenda do governo federal, como se tivéssemos avançando nas conquistas. Posso falar por mim: em quase 9 anos de magistério, as únicas e tímidas conquistas salariais que eu percebi foram fruto das nossas lutas aqui em Minas. Assim mesmo acompanhadas de grandes derrotas e perdas, como o corte dos quinquênios e biênios de que fomos vítimas.

Ou seja, a lei do piso e a estratégia sindical vigente de não organizar grandes mobilizações nacionais não resultaram em nada até agora, para nós. Nem para os colegas professores considerados novatos, nem tampouco para os antigos profissionais, que amargam situação de perdas e salários baixos. Nenhuma outra carreira do chamado mercado - ou do estado -, com o mesmo grau de formação dos professores, recebe salários tão ridículos quanto os nossos - sem falar nas condições de trabalho, que não são nada boas.

Mas isso tem também um outro culpado, que somos nós mesmos, que não aprendemos a nos organizar e a nos mobilizar e ficamos a esperar que as coisas caiam do céu. Claro que muitos de nós lutaram corajosamente, e continuam prontos para os mais aguerridos combates. Mas, uma parcela muito expressiva da categoria acostumou-se ao chicote das direções escolares, ou da mesquinharia noveleira dos grupinhos fechados em escolas, ou de um status que não existe, mas que insistem em querer fazer parecer aquilo que não é.

Somos uma carreira de profissionais desvalorizada, para baixo, sem estímulo, sem valorização. E o que é pior: uma carreira que o tempo inteiro os governos, os políticos e a mídia e parcela das comunidades insistem em dizer que é a mais importante do mundo. O tempo inteiro os políticos e os especialistas dos problemas sociais elegem a Educação como tábua de salvação para todos os problemas da humanidade. E nós nem queremos esse papel. Queremos apenas que haja a real valorização dos educadores e que sejam criadas as condições adequadas de trabalho, além de reais políticas de formação continuada. No lugar disso, o que vemos é muita propaganda, muita ladainha, muita promessa oca para o futuro. Não somos ouvidos, não somos consultados, não somos atendidos nos nossos interesses.

Por isso, camaradas de luta, após o dia 30 começará realmente a retomada da nossa luta, em Minas e no Brasil, com o piso enquanto piso, ou com outras referências. Espero que vocês possam refletir sobre essas realidades e que possamos intervir mais diretamente, como sujeitos e não como marionetes. Temos problemas diversificados aqui em Minas, criados pelos sucessivos governos. Mas, temos objetivos comuns, nacionais, que não serão resolvidos aqui, apenas. A combinação da luta regional e nacional é uma necessidade. E nós não temos organização nacional para este fim. As entidades sindicais que aí estão tornaram-se aparelhos de (ou das políticas do) estado, e não organização autônoma de combate, como deveriam ser. Estejamos prontos para novas lutas! Ou vocês já se cansaram?

***
P.S. Aos colegas de Vespasiano e São José da Lapa, acabo de ser informado pela combativa diretora da subsede local do Sind-UTE, Cláudia Luiza, que haverá um ônibus disponível para a assembléia estadual, a realizar-se amanhã, dia 29 de março, no pátio da ALMG, às 14h. O ônibus deve sair às 13h15m da Praça da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano.

Mas, e Brasília? Até agora, nada.

P.S2. Um exemplo da desarticulação nacional pode ser observada pelas paralisações regionais: Minas pára no dia 29 e o Rio de Janeiro dia 31. Paralisação de um dia, que poderia ter sido organizada para o mesmo dia, com vigília nacional e caravanas até Brasília. Outros estados e municípios também paralisaram atividades em dias diferentes, sem um calendário comum que chamasse a atenção do Brasil inteiro para a nossa realidade. E com o enfraquecimento da nossa luta. Isso precisa mudar, não acham?

"Marcos:

Caro Euler,

Concordo plenamente com o que disse. Estive analisando e cheguei a conclusão de que o Sind-UTE está defendendo o subsídio porque viu uma grande possibilidade de aumentar a arrecadação.

Antes o desconto era feito sobre o piso, que era muito baixo. agora passou a ser pelo valor total dos proventos que passou a se chamar subsídio.

Conclusão, não estão nem aí para os professores e principalmente os filiados.

Já decidi, para esta corja não contribuo mais. querem vida mansa nas costas dos outros, podem até ter, mas não na minha."

"Beatriz Cerqueira:

Olá Euler, boa noite!

A organização de caravana para Brasília para o dia 30/03 foi encaminhada às subsedes.

Acho uma pena alguns comentários como "corja" que estão postados no seu blog, a liberdade de expressão é fundamental assim como respeitar o outro. Cada um escolhe um tipo de militância. É uma pena avaliarmos no mesmo patamar a postagem de informação feita pela Secretaria e pelo sindicato. Avaliamos coletivamente que a assembleia do dia 29 é para socializarmos e avaliarmos o processo de discussão que tenha ocorrido após o dia 24/02. O espaço é a assembleia. Após a assembleia, com a avaliação feita pela categoria, que organizamos boletim informativo e formativo. O espaço coletivo é a nossa assembleia.

Enquanto alguns tem tempo para depreciar as pessoas sem sequer ter a coragem de assinar, outras pessoas estão encaminhando a luta e é por isso que recorri ao seu blog. Gostaria de pedir para divulgar a greve da rede municipal de Betim. Temos enfrentado a máquina da Prefeitura com propaganda na Globo, intervenção nas escolas em que a direção apóia a greve, corte do ponto, etc. Se puder divulgar, seria muito importante.

Quanto as falas, aceito as críticas, não aceito ofensa. Vou reservar um tempo para discutirmos as críticas e responder as ofensas. Mas primeiro, vou pra luta, pra frente de batalha. Prefiro isso do que ficar no computador criticando quem trabalha. As redes sociais são importantes para fortalecer, não um instrumento para dividir.
Um abraço,

Beatriz Cerqueira "

Comentário do Blog: Tem razão a colega Beatriz, coordenadora geral do Sind-UTE - MG, de pedir que as pessoas moderem nas suas críticas. Não no conteúdo das críticas, mas na forma, evitando o tratamento desrespeitoso. Isso de fato vale para todos. Podemos divergir, mas é preciso manter o tratamento respeitoso entre companheiros de classe e de luta.

Claro que o nosso blog não trata no mesmo nível os dirigentes do sind-UTE que estão na luta - ainda que discordemos de suas posições - daqueles dirigentes de entidades (não só do Sind-UTE) que há muito abandonaram as nossas trincheiras - e se tornaram burocratas a serviço das elites.

Ao contrário de alguns colegas que defendem o desligamento do sindicato, o nosso blog nunca defendeu essa posição, embora respeitemos as posições diferentes das nossas. Achamos mais importante lutar para que o sindicato se torne de fato uma entidade autônoma em relação aos governos, aos partidos, aos aparatos de poder, enfim.

O nosso blog recebe dezenas de visitas diariamente e os comentários, sempre bem-vindos, são da inteira responsabilidade de quem os produz. Mesmo não concordando com a forma com que alguns colegas expressam a sua legítima indignação, em geral publicamos tudo. Raríssimas vezes deixei de publicar algum comentário, assim mesmo dado ao teor marcadamente preconceituoso, ou de baixo calão, ou com ofensas gratuitas. Mas, a regra é fazer desse espaço o mais democrático e engajado com a nossa luta. Por isso, as críticas são importantes - contra os dirigentes sindicais, contra mim, contra o Papa, quando necessário - claro que de preferência sem ofensa pessoal ou sem a generalização que se costuma fazer.

No que tange à greve da cidade de Betim, como todas as greves dos educadores do Brasil, tem a nossa integral solidariedade. Podem contar conosco na divulgação e na crítica da ação pusilânime dos governantes locais e na da mídia comprada, que costumeiramente tenta minar a luta dos oprimidos. E infelizmente as lutas isoladas nos municípios tornam-se, em muitos casos, fragilizadas pelo isolamento.

Quanto à caravana a Brasília, receio que as entidades tenham feito muito pouco para que ocorresse uma grande manifestação de protesto naquele local. O que não deixa de ser um equívoco de avaliação, pois talvez essa seja a questão mais importante a ser tratada nos últimos anos para os professores: a definição final do STF sobre se piso é piso mesmo ou teto, e sobre o terço de tempo extraclasse que consta da lei.

Estaremos amanhã em BH - eu particularmente estarei na assembléia às 14h, acompanhando a caravana de Vespasiano e São José. Espero encontrar os colegas de luta para analisarmos a situação e fazermos propostas, no espaço que houver. O nosso blog está aberto para que a colega Beatriz, quando julgar que tenha tempo para tal, possa responder às críticas formuladas à direção do Sind-UTE. Assim como continua aberto para aqueles que criticam a ação do sindicato, ou do blog, ou do governador Anastasia, ou da presidenta Dilma, ou do presidente Obama.

Se não formos até Brasília, para manifestar a nossa revolta pessoalmente em frente ao STF e demais espaços dos poderes constituídos, tentaremos transformar este espaço aqui do blog numa trincheira aberta, a comentar e a informar e a repercutir as muitas vozes dos que nos visitam.

P.S. Cliquem aqui para saber mais sobre a paralisação em Betim.


"Luciano História:

Euler, eu elogio a atuação que o sindicato teve na revolta-greve mas critico o sindicalismo pelego que está ocorrendo e sinceramente gostaria de alguns esclarecimentos do sindicato:

1- o piso-teto nacional é 1187,00 por 40 horas, de onde veio esse valor de 1597,00 piso-salário base por 24 horas da CNTE? Querem que a gente lute pelo piso se o valor estabelecido pela CNTE não está na lei do piso?

2- Por qual motivo não se cobra do governo federal o valor determinado pela CNTE?

3-Por qual motivo o sindicato defende tanto o governo federal se a lei do piso da forma que se encontra atualmente não resolve o nosso problema?

Faço esses questionamentos no blog do euler pois se depender do site do sindute para obter alguma resposta..... "