quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"J.O TEMPO":Hélio Costa disse que se confundiu e informou a previsão total em vez de declarar o que foi gasto













DANIEL DE CERQUEIRA/ALDEIA
Lapso. Hélio Costa disse que se confundiu e informou a previsão total em vez de declarar o que foi gasto
Política

Doação. Candidato peemedebista alega que errou ao informar valor de doação de seu suplente em 2002
Hélio Costa diz que se enganou
Valor informado durante sabatina é maior do que o declarado à Justiça
PEDRO GROSSI

O candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, tentou explicar, ontem, a diferença entre os valores informados por ele e a doação declarada na sua prestação de contas referente à campanha ao Senado de 2002.

Uma matéria publicada ontem no jornal "Folha de S. Paulo" trouxe a informação que Hélio Costa teria omitido uma doação de R$ 4 milhões.

Durante sabatina realizada pelo jornal, o peemedebista disse que seu suplente, Wellington Salgado (PMDB), teria doado R$ 4 milhões para sua campanha ao Senado, mas na Justiça Eleitoral, o valor total declarado foi de R$ 1,2 milhão.

Salgado acabou exercendo seis dos oito anos do mandato de Hélio Costa. O titular licenciou-se em 2005 para assumir o Ministério das Comunicações, de onde se licenciou neste ano para se candidatar ao governo de Minas em aliança com o PT.

Por meio da assessoria, Hélio Costa, primeiro, confirmou o valor de R$ 4 milhões. Sobre o fato de não aparecer no registro nenhuma doação de Salgado, foi dito que o valor era a soma de doações de empresas e familiares do suplente e de pessoas que contribuíram a pedido dele.

Confrontada com a informação de que a quantia de R$ 4 milhões era maior do que o total declarado pela campanha ao TRE, a assessoria soltou uma nova versão: Costa se confundiu com o valor e citou o número que era a meta de arrecadação daquela eleição, e não, o valor final das contribuições.

Durante entrevista coletiva na manhã de ontem, Hélio confirmou o engano e minimizou o fato "Na verdade, eu me confundi e falei da previsão de gastos em vez de declarar o que efetivamente foi gasto".

Lula vai pedir votos para mineiros por telefone

Nos próximos dias e até a véspera das eleições, os cerca de cinco milhões de telefones fixos de Minas Gerais irão receber uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo votos para o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa.

A gravação de telemarketing já foi feita e faz parte da estratégia da coligação "Todos Juntos por Minas" para atrelar o tanto quanto possível a imagem de Hélio de Costa à do presidente Lula.
A informação inicial era a de que o presidente não faria esse tipo de ação nos Estados, mas a eleição em Minas, segundo o próprio presidente, virou uma de suas prioridades.

Hélio disse que o presidente sempre se colocou à disposição de sua campanha, mas que este é o momento certo de usar a força de Lula. "Não podia ocupar o presidente com questões locais, mas agora é o momento". (PG)

Críticas
“Governo atual não é republicano”

Na única agenda oficial, em um dia dedicado a gravações de programas eleitorais, o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, concedeu entrevista e fez duras críticas ao governo estadual.

O peemedebista disse que “ao contrário do que afirma a campanha adversária”, o atual governo não é republicano e “privilegia prefeituras de partidos aliados em detrimento de prefeituras do PT e do PMDB”. “Lula, sim, foi republicano e tratou o Aécio como se ele fosse do PT”.

Hélio também disse que os atuais resultados da educação, comemorados pelo governo, nivelam a “educação por baixo”. Ele afirmou ainda que não vê em Minas nenhuma “ilha de tranquilidade”. (PG)
Publicado em: 08/09/2010

BLOG DO EULER: "A INDEPENDÊNCIA QUE QUEREMOS"

terça-feira, 7 de setembro de 2010
A Independência que queremos

















Há muito que os historiadores mais progressistas de diversas correntes deixaram de lado aquela versão oficial da Independência do Brasil, segundo a qual D. Pedro I teria, às margens do Ipiranga, decretado a independência do país. A independêcia formal e política em relação a Portugal começara basicamente em 1808, com a vinda da Coroa portuguesa para o Brasil, escapando por pouco da invasão daquele país pelo exército de Napoleão Bonaparte.

Entre as mudanças impostas com a chegada da Coroa, destaca-se a abertura dos portos, quebrando o monopólio do comércio com Portugal, além de reformas administrativas e culturais na então colônia. O dia 07 de setembro de 1822 foi portanto uma consequência de todo esse processo, que acontecia inclusive, de forma diferenciada, entre os nossos vizinhos latinoamericanos. Pode-se dizer, portanto, que a independência brasileira foi um arranjo entre as elites, premidas que estavam entre a cruz portuguesa - de um retorno à condição anterior de monopólio exclusivo de Portugal - e a espada - ou o temor do fantasma - de uma rebelião popular inspirada nas revoltas vizinhas. Afinal, desde a Revolução Francesa de 1789 que as idéias iluministas haviam estimulado as lutas de independência por toda parte, especialmente nas Américas, após o advento da independência das 13 colônias inglesas (EUA) em 1776.

Mas a independência do Brasil se fez com a manutenção da monarquia como forma de poder e resguardando as principais características sócio-econômicas, como o latifúndio, a monocultura-exportadora e a escravidão. Seriam necessários mais 66 anos para que o Brasil decretasse a abolição da escravatura - assim mesmo sem assegurar aos afrodescendentes o devido reconhecimento e a indenização por séculos de exploração -, e, um ano depois, em 1889, a proclamação da República, igualmente sem a participação da maioria pobre da população.

Se por um lado o Brasil se tornou um país formalmente independente, por outro, manteve-se atrelado aos interesses econômicos das grandes potências mundiais: a Inglaterra no passado, e os EUA a partir do século XX. Mas, é preciso que tomemos cuidado ao usar a expressão "país" ou "nação", pois, apesar das muitas igualdades culturais - a língua, os costumes, etc -, não podemos desconhecer as diferenças sociais de classe e, consequentemente, dos interesses antagônicos que separam essas classes.

Em se tratando, por exemplo, dos interesses de parcelas das nossas elites, que estão associadas ao grande capital - seja ele nacional ou internacional - a independência significa ter governos servis que assegurem os fabulosos lucros que serão por elas apropriados. Por isso defendem a flexibilização das leis trabalhistas, o corte de direitos dos servidores públicos, pouco investimento na Educação Pública e na Saúde Pública, a privatização de grandes empresas e a apropriação das fontes energéticas, minerais, etc.

Já do ponto de vista dos assalariados, o país é mais independente quando se paga melhores salários para os de baixo, quando há serviços públicos de qualidade - Educação, saúde, saneamento -, quando os servidores públicos e demais assalariados são valorizados, quando as liberdades democráticas são respeitadas, quando o orçamento público, fruto do trabalho coletivo de todos, é discutido e aplicado de acordo com os interesses da maioria da população e não de acordo com os grupos econômicos, banqueiros e o agronegócio.

Sob essa perspectiva, o Brasil já deu passos importantes, mas ainda está muito distante de avançar para uma verdadeira independência. E qual seria esta verdadeira independência? Esta resposta também não é tão simples assim, pois nos coloca diante da nossa realidade, submetida ao capitalismo. Aqui, novamente, somos obrigados a deixar de lado a visão de nação ou de país e analisar as coisas do ponto em que nos encontramos, enquanto trabalhadores que somos, e portanto enquanto membros de uma parte da sociedade: os proletários. E a independência do proletariado enquanto classe só se dará através da autoemancipação do capitalismo. Em outros termos, quando não houver mais nem explorados, nem exploradores; quando o mundo for uma associação autogestionária de pessoas, já extintos a velha máquina do estado burguês e o mercado.

Mas, até o momento em que este sonho se torne realidade, devemos manter as nossas espadas afiadas, prontas para enfrentar os muitos dragões do mal, como o faraó e o afilhado em Minas; ou os Serras, os Obamas e os Bushs; contra, enfim, as políticas neoliberais que procuram cortar nossos direitos e impor realidades de exploração mais acentuadas. Portanto, a cada momento que combatemos no nosso cotidiano essas forças do mal, ajudamos a construir um pedaço da nossa independência, pessoal e coletiva.

* * *

Direito Econômico - No próximo dia 20 de setembro, das 09h às 17h30, acontece o Colóquio Mineiro de Direito Econômico, promovido pela Fundação Brasileira De Direito Econômico - FBDE. O evento contará com a participação, entre outros, do nosso colega professor Wladmir Coelho, que falará sobre o tema "O Pré-sal e o desenvolvimento nacional". O colóquio será realizado no Auditório da Faculdade Mineira de Direito - PUC Minas -, à avenida Dom José Gaspar, 500, Bairro Coração Eucarístico, Prédio 5, Belo Horizonte-MG. Para se inscrever ou obter maiores informações clique aqui. Na oportunidade será realizado também o lançamento do "Dicionário de Direito Econômico", obra coletiva produzida pela FBDE, em sua 2ª edição. O nosso colega Wladmir é autor de um texto deste livro. O blog parabeniza ao Wladmir Coelho e fará o possível para marcar presença no evento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DO BLOG S.O.S.EDUCAÇÃO , DE GRAÇA AGUIAR: TEXTO MUITO BOM DE :José R. Bessa Freire - Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas

segunda-feira, 6 de setembro de 2010A SÍNDROME DO BACHAREL
Independente da opinião de FHC, Casa-Grande e Senzala do Gilberto Freyre é um clássico e explica muito o ethos brasileiro. Na obra citada, há um capítulo, intitulado a “Síndrome do Bacharel” um dos traços marcantes da sociedade do Brasil colonial, infelizmente, para a nossa desgraça e vergonha, os fatos confirmam o quanto Gilberto Freyre descobriu sobre a da alma brasileira.


Em pleno século XXI, o preconceito dos letrados continua firme e um canudo de bacharelado ainda é de suma importância e apesar da rejeição de FHC, a obra de Gilberto Freyre ainda é fundamental para se entender a mentalidade da nossa nação. Ainda tem muita gente que não tirou os pés nem a cabeça da Casa-Grande e da Senzala.


No país em que grande parte da população é analfabeta e a política educacional neoliberal transformou as escolas em fábricas de analfabetos funcionais, ao ler um texto enviado por uma amiga, lembrei-me de Gilberto Freyre e percebi o quanto ele tinha razão. Leiam o texto e tirem suas conclusões.


FOME DE MARINA



Por José Ribamar Bessa Freire*







Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: Lula é analfabeto. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, porque ela tem cara de quem está com fome. Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.


Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.


Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxundiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.


Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos.
Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.


De um lado, reforçam a idéia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.


A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio. “Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel ?/ Deus docéu!/ Como ela é maldosa!”.


Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.


A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?


O mapa da fome


A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre. Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para
cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não agüentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.


Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.


A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.


Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.


Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.


Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco , quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.


Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.


“Tudo vira bosta”. Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee – a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.


Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música – “Se Manca” - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca.”.


Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas “ Você vem” - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem? e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.


A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, ela “ tem cara de professora de matemática e mete medo “?. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.


Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos,hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?


Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou!!!), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, il péte de santé.


O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil?


Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.


Marina Silva, “a cara da fome”? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.




(*) José Ribamar Bessa Freire - Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)
Postado por Graça Aguiar às 21:16 0 comentários

DIA 7 DE SETEMBRO EM SÃO JOÃO DEL REI E MINHAS CONSIDERAÇÕES EM RELAÇÃO À ALGUNS CANDIDATOS

NÃO TENHO MAIS PACIÊNCIA PARA ASSISTIR À DESFILES DE 7 DE SETEMBRO, EM TODO O CASO... FUI COM MINHA FILHA, PARA QUE ELA "CURTISSE" UM POUCO DAQUELE EVENTO.ANTES, PORÉM, DE CHEGAR À AVENIDA PRESIDENTE TANCREDO NEVES, DEPAREI-ME COM MUITAS PESSOAS EM CAMPANHA ELEITORAL.
ERAM MUITAS BANDEIRAS SENDO SEGURADAS POR MÃOS E ROSTOS TÍMIDOS: PROPAGANDA PARA OS TUCANOS.A TIMIDEZ, AO MEU VER,PROVINHA DO FATO DE QUE ESSS PESSOAS DEVIAM PENSAR ASSIM:"ESTOU PAGANDO MICO, MAS ESTOU PRECISANDO PAGAR ESSE MICO".E DIGO ISSO INDEPENDENTE DO PARTIDO QUE ESTAVA SENDO "PROPAGANDEADO", DIGAMOS ASSIM.OUVI UMA DESSAS PESSOAS DIZENDO PRA OUTRA QUE ERA PARA BALANÇAR A BANDEIRA, OU SEJA:" FAÇA A SUA PARTE QUE ISSO É TRABALHO, ANDA, FAÇA!"
SERÁ QUE ENTENDI MAL???OU ESSAS PESSOAS QUE VENDEM SEU TEMPO POR UNS REAIS TÊM MESMO VERGONHA DO QUE, POR NECESSIDADE, PRECISAM SE SUJEITAR? MUITAS VEZES SEGURAM BANDEIRAS QUE SEUS CORAÇÕES NÃO ACOLHEM...
FUI PARA A AVENIDA E ME DIVERTI COM MINHA FILHA E FAMILIARES. OBSERVEI QUE NA PONTE DA CADEIA HAVIA UMA PEQUENA MULTIDÃO EMPUNHANDO MAIS BANDEIRAS PARA OS TUCANOS. PODER COMPRAR A MÍDIA É O TRUNFO EM MINAS GERAIS.DEPOIS CUMPRIMENTEI A VERA VEREADORA(APOSENTADA DA PROFISSÃO DE PROFESSORA E DIRETORA)E QUE TEM FEITO UM BELÍSSIMO TRABALHO AQUI EM NOSSA CIDADE, SEMPRE FAVORÁVEL À JUSTIÇA E À CAUSA DOS PROFESSORES.MAS EU NÃO HAVIA PERCEBIDO O CANDIDATO REGINALDO LOPES ( CANDIDATO À DEPUTADO FEDERAL) ATRÁS DA VERA. ELA ME DISSE QUE APOIA CARLOS GOMES PARA DEPUTADO ESTADUAL E REGINALDO, OBVIAMENTE APOIA DILMA( PRESIDENTE) E HÉLIO COSTA( GOVERNADOR).SEI DAS MUITAS VERBAS QUE VIERAM PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL(UFSJ)COM O APOIO DE REGINALDO. E A EDUCAÇÃO TEM QUE TER PRIORIDADE NESSA TERRA BRASIL.TAMBÉM SABEMOS DAS ALIANÇAS DO PT...MAS, HÁ HORAS QUE TEM-SE QUE ABRAÇAR O INIMIGO...
BEM, PEDI UMA FOTO PARA O REGINALDO E O FILHO DA MINHA PRIMA GORETTI, O EX-VICE PREFEIRO DE S.J.DEL REI ESTAVA JUNTO. ELE SEMPRE FOI PETISTA E APOIA MUITO O REGINALDO.OK! VOU TORCER POR ESSAS CANDIDATURAS:DILMA, HÉLIO,REGINALDO,PIMENTEL ,CARLOS GOMES E ZITO. HÁ MUITOS OUTROS TAMBÉM POR QUEM TORCEREI, MESMO QUE TENHAM FEITO ALIANÇAS COM AS QUAIS A GENTE TEME, MAS OS PARTIDOS SE ALIAM POR VÁRIOS MOTIVOS, É UM MAL NECESSÁRIO. COISAS DA POLÍTICA!
DAÍ A POUCO, EU ESTAVA VENDO O FINAL DO DESFILE DO QUARTEL, PASSAM PESSOAS ACOMPANHANDO MAIS CANDIDATOS: DEMOCRACIA! TODOS TÊM DIREITOS! E POR ISSO, ME POUPO DE RELATAR MAIS NOMES AQUI.
BEM, O HÉLIO COSTA PRECISA SUBIR NAS PESQUISAS, O QUE INDICA QUE AS PESSOAS PRECISAM ESTAR MAIS ESCLARECIDAS...DEPOIS FAREI UM TEXTO PARA REFLETIR ESSA QUESTÃO.PARA TERMINAR, PEÇO À DEUS JUSTIÇA!FELIZ INDEPENDÊNCIA DO BRASIL PARA TODOS NÓS TÃO MASSACRADOS POR UMA FALSA MÍDIA...
ABRAÇÃO!

JORNAL "O TEMPO":Hélio Costa aguarda Lula para 'vitaminar' campanha

Hélio Costa aguarda Lula para 'vitaminar' campanha
07/09/2010 11h50Avalie esta notícia » 246810.PEDRO GROSSI
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AAFOTO: DANIEL DE CERQUEIRA/ALDEIA

Hélio em entrevista coletiva em Belo HorizonteDANIEL DE CERQUEIRA/ALDEIA
Hélio em entrevista coletiva em Belo Horizonte
O candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, convocou uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (7) para falar sobre o engajamento do presidente Lula (PT) na campanha do peemedebista e sobre o comício que será realizado amanhã em Betim, com a presença de Lula, Hélio Costa, Patrus Ananias (PT), a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e os candidatos ao Senado, Fernando Pimentel (PT) e Zito Vieira (PcdoB).

De acordo com Hélio, Lula já gravou mensagens de telemarketing e programas eleitorais em Minas. Segundo o ex-senador, a vinda do presidente à região metropolitana, onde o adversário Antonio Anastasia (PSDB) é bem avaliado, já estava programada há 3 meses e não foi motivada pelas últimas pesquisas eleitorais, que indicam um empate técnico entre os dois principais adversários em Minas.

Hélio Costa voltou a criticar o governo do Estado e disse que em suas viagens por Minas, “não vê essas ilhas de tranquilidade que aparecem nos programas de TV do PSDB”.

EULER: " ARTISTAS POPULARES DISTANTES DA REALIDADE"













terça-feira, 7 de setembro de 2010


A campanha do faraó e do afilhado tem o apoio de vários e conhecidos cantores e compositores mineiros. O que é uma pena. Que eles não quisessem apoiar nenhum dos dois candidatos com maiores chances eleitorais, seria compreensível; mas, fazer a opção que fizeram demonstra grande alienação e distanciamento da realidade dos mineiros de baixa renda.

Tal prática se repete também com os comentaristas e jornalistas da grande mídia. Espertamente, estes setores foram privilegiados pelos recursos públicos, ao contrário de educadores e demais servidores públicos, que foram castigados durante oito anos de choque de gestão.

Mas, os nossos cantores não estão nem aí para a nossa realidade. Não vimos nenhum deles se oferecendo para apoiar a nossa maravilhosa revolta dos 47 dias. E em alguns casos, nem se pode alegar razão de sobrevivência, pois são artistas consagrados, que sobreviveriam independentemente de verbas do governo. O que revela ainda mais o distanciamento e a alienação destes artistas, que, tal como os jogadores de futebol mais famosos e outros tipos, vivem num outro mundo.

Nem tenho o direito de cobrar nada, nem coerência nem nada destes artistas, pois eles não professaram compromisso ético com as lutas sociais e fazem seu trabalho de forma a sustentar uma carreira, que sabemos, é de difícil sobrevivência no Brasil. Poetas, cantores e escritores neste país são geralmente maltratados. Por aqui privilegiam bandidos de colarinho branco, espertalhões e outros tipos de puxa-sacos. Mas, ao apoiar políticos ligados às políticas neoliberais, tais artistas acabam contribuindo para manter e reproduzir a realidade que criticamos.

Essa realidade algum dia pode mudar, quando a sociedade também mudar. Na época da ditadura, por exemplo, quando havia uma efervescência política entre os estudantes, o artista que fizesse apologia dos governos ditatoriais ficava "queimado". O dia em que estes artistas de hoje forem cobrados nos shows pela postura que assumem pode ser que pensem melhor nas atitudes políticas que tomam e que contribuem para a manipulação da grande massa.

Por enquanto eles estão a salvo pelo escudo protetor da grande mídia, além da generosidade dos cofres abertos para eles pelos governantes de plantão. Mas, a história é assim: uma hora a onda vai para um lado, outra hora volta sobre nós, ou sobre nossas atitudes. E cada um terá que responder por aquilo que fez ou deixou de fazer.



polivanda@gmail.com disse...
OI EULER!
FIQUE FIRME EM RELAÇÃO À SUA SITUAÇÃO. VOCÊ NÃO MERECE PERSEGUIÇÃO, MAS SABEMOS QUE A ARMA DOS SEM ARGUMENTOS É A REPRESSÃO E A INTIMIDAÇÃO.

QUANTO À QUESTÃO DA LEI 1OO ( CASO DA SUA AMIGA PROFESSORA), PENSO QUE ELE DEVE "CORRER ATRÁS" SIM E NÃO ACEITAR ESSA SITUAÇÃO DE DEMITIDA EM PERÍODO DE CAMPANHA POLÍTICA E SE EU FOSSE ELA CORRIA JUNTO COM VOCÊ, "COLAVA" NO EULER E PEDIA SOCORRO!PENSO QUE ELA TEM TODO O DIREITO DE QUERER JUSTIÇA E NÃO SÃO TODOS DA LEI 100 QUE IRÃO VOTAR NOS TUCANOS NÃO! EU NÃO VOTO E SOU DA LEI 100 TAMBÉM!
ESSA LEI 100 TORNOU-SE UMA CHATICE DE SE QUESTIONAR, TANTO PRA QUEM ESTÁ NELE OU FORA DELA. EU NÃO ALIMENTO ILUSÕES EM RELAÇÃO À ESSA LEI, MAS SE TODOS PUDESSEM TER SIDO FAVORECIDOS, NÃO VOU DIZER QUE EU NÃO FICARIA SATISFEITA: CASO TODOS FOSSEM ATENDIDOS E COM OS MESMOS DIREITOS QUE UM CONCURSADO.
QUEM TEM FAMÍLIA PRA CRIAR, PRECISA DO SALÁRIO QUE RECEBE TODO MÊS, AINDA QUE SEJA MISÉRIA! E MUITAS VEZES O CONCURSO NÃO DIZ MUITA COISA DA CAPACIDADE PROFISSIONAL DE UMA PESSOA.SOU À FAVOR DO CONCURSO, MAS SE A LEI 100 FAVORECEU, POR UM TEMPO, A MUITOS PROFISSIONAIS ( EU MESMA TINHA UMA BEBÊ DE QUATRO MESES QUANDO CONSEGUI UM CONTRATO MAIOR E LOGO DEPOIS VEIO A LEI 100; FATO QUE ME TRANQUILIZOU INCLUSIVE PELAS CONSULTAS DA MINHA FILHA); ENTÃO PENSO QUE TAL FATO TENHA SIDO ALGO BOM E NEM POR ISSO NOS ILUDE E NOS FAZ ( A MAIORIA) VOTAR NOS TUCANOS ( FARAÓ E SEU AFILHADO).

AS PESSOAS QUANDO SÃO CONSCIENTES SÃO!
QUANDO NÃO SÃO NÃO HÁ MUITO O QUE SE FAZER PARA QUE ELAS "LEIAM" A VIDA DE UMA FORMA MAIS CRÍTICA.OU SE É À FAVOR DE UMA MAIORIA OPRIMIDA OU NÃO SE É! E SABEMOS QUE BRIGAMOS POR PESSOAS NESSA VIDA QUE MAL ENXERGAM O OUTRO, VÊM SEMPRE O PRÓPRIO UMBIGO...

P.S.SERÁ QUE O VENTO RUIM VIRA PRA CÁ??????SÓ DEUS!

ABRAÇÃO CARINHOSO EULER!
VANDA
SÃO JOÃO DEL REI
7 de setembro de 2010 11:11
Anônimo disse...
Euler esse é o modo como o faraó reage contra quem não está de acordo com ele, deve ter aprendido com a múmia ancestral do tempo da ditadura. Resistir ser firme e forte é o que precisamos com a coragem como escudo, porque na batalha que travamos nós só demos uma pausa, a guerra continua. "se queres paz te prepares para a guerra" é o que nos diz a música do Engenheiros. É o fim dos tempos ver algumas bandas e músicos mineiros apoiando o faraó e afilhado. Eu até ouvia alguns deles. Como a Bíblia nos diz no capítulo 4 versículo 3 o diabo (faraó e afilhado)f... tudo ao seu redor pelo radio, jornal, TV, outdoor e agora com nossos artistas.
Obs.: Também sou da lei 100 e concordo com você, nós não temos culpa dessa situação e sim o governo. Eu e muitos colegas que são da lei 100 não votaremos nos famigerados faraó,afilhado e afins. Abraços e força amigo. Vander
7 de setembro de 2010 12:52
Ivone disse...
Boa noite Euler.
Tenho tentado escrever menos e agir mais. Estacionada, aceitando tudo, JAMAIS...
Lendo seus posts sempre e outros relacionados. Deixando aqui minha solidariedade,e uma sugestão. Bastante blogueiros relacionados à educação, já estão denunciando em seus blogs essas arbitrariedades ocorridas em MG. O ideal seria que todos blogueiros,dessem ênfase nesse assunto, espalhando na imensa rede...denunciando.
Twiter, blogs, e-mails, Orkuts, Msn...como ferramentas de denúncias.Uma grande corrente virtual. Já estou fazendo isso no Msn e por e-mail. Tenho conversado com bastante pessoas pessoalmente também.Sempre na luta e sempre alerta colegas!!! Isolados somos nada...JUNTOS SOMOS UM EXÉRCITO!!!
7 de setembro de 2010 14:39
João Paulo Ferreira de Assis disse...
Prezado amigo Professor Euler:

Os artistas sempre estiveram ao lado das elites. Eles não são populares. São elitistas. Você acha por exemplo que a Beatriz Segall é a nosso favor? Quando ela representou uma verdadeira bruxa como Odete Reutemann, parecia tão verdadeira que quase passou a ser conhecida como O.R, em vez de Beatriz Segall. Temos o exemplo do Padre Perereca, cujas ''Memórias para servir à História do Reino do Brasil'' são um monumento à bajulação. Quando li o texto dele sobre a morte de D.Maria I a louca, eu não aguentei. Ri às gargalhadas, tão me engraçado me pareceu. Minha mãezinha de mais de 80 anos, não entendeu nada.
Por isso não esperemos nada dessa gente. São contra nós.
7 de setembro de 2010 15:40
João Paulo Ferreira de Assis disse...
Prezado amigo Professor Euler

Note que o senhor Mário Assis está caladinho, caladinho, boca de siri. Os professores sendo demitidos e removidos e ele, quieto no seu canto, sem nem ao menos questionar os prejuízos didáticos causados pela perda de um professor ao qual o aluno estava habituado consequente necessidade de se acostumar a toque de caixa a outro profissional. Eu é que sofro até hoje as consequências da minha 7ª série no Colégio N.S.de Lourdes, em Lavras MG. Tive três professores de Matemática. Até então, eu era um dos melhores alunos no conteúdo da Professora Cris, nossa amiga. Minha professora era a Dona Leia, que ao se casar foi proibida de trabalhar, e deixou as aulas. Os dois que a sucederam, eu não me dei com eles. Só passei em Matemática porque já tinha ótimas notas no 1º e 2º bimestres. No Ensino Médio, consegui a proeza de ficar dois anos em cada série, por causa de Matemática. Mas para o senhor Mário Assis nada disso é importante. Ele só age contra as nossas greves.
Atenciosamente João Paulo Ferreira de Assis.
7 de setembro de 2010 15:57
João Paulo Ferreira de Assis disse...
Lembrei agora de um lance da greve. Os professores de Carmópolis de Minas, com aquele talento imenso de andar em pernas de pau, como vimos naquele 21 de abril em São João del Rei, com estes artistas nós podemos contar com certeza. Me deu até vontade de ir a Carmópolis só para conhecê-los.
7 de setembro de 2010 16:10

Blog do Euler :"Afilhado do faraó promete uma coisa e faz outra."


Blog do Euler









segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Afilhado do faraó promete uma coisa e faz outra

Dois temas estão na pauta do blog nesta noite: A) as promessas do afilhado do faraó no programa eleitoral e as práticas do seu governo na vida real; e B) a programação do Encontro Metropolitano em Vespasiano, marcado para o dia 25 de setembro de 2010.

Vamos então ao primeiro tema. Assistindo nesta segunda-feira o programa eleitoral gratuito do afilhado e do faraó, observamos as promessas e garantias que não correspondem com a realidade, pelo menos na minha escola. Vejam bem: enquanto diziam que com a Lei 100 os professores tinham assegurado o emprego, sem a tormenta de procurar nova vaga em janeiro de cada ano, na minha escola uma colega da Lei 100, em pleno setembro e de forma ilegal - pois estamos em período eleitoral - recebeu um comunicado de demissão, e que ela tem agora 30 dias para procurar emprego em outra escola. Mãe de família, há vários anos lecionando na escola, ela participou da nossa greve desde o primeiro momento - aliás, é preciso que o sindicato acione o governo na Justiça para cumprir o tal Termo de Compromisso assinado - e não cumprido -, que previa a não demissão e perseguição aos grevistas.

A outra coisa que o governo disse é que vai ampliar o número de vagas para a escola integral e também implantar o programa "Professor em casa", uma espécie de médico da família implantado pelo governo federal no SUS. Tudo isso requer mais investimento e contratação de novos professores. Pelo menos na promessa. Mas, na minha escola estão demitindo vários contratados e querendo me remover não se sabe ainda para qual escola. Se essa atitude é isolada, envolvendo interesses setoriais ligados à SRE Metropolitana C, ou se é diretamente por ordem do faraó e afilhado - que não sabem conviver com opinião contrária, haja vista a ditadura da mídia em Minas - pouco importa nesse caso, pois, em última instância, os responsáveis pelos atos do governo são o faraó e o afilhado. São eles que indicam a secretária da Educação e as diretoras das superintendências e nomeiam os diretores. É a tal "democracia" pra inglês ver.

Aliás, essa proposta de professores visitarem os alunos em casa deveria ser feita é para os políticos profissionais, pois são eles que, após as eleições, desaparecem das comunidades.

Quanto ao nosso novo salário, para janeiro de 2011, o governo na propaganda não diz que passou oito anos achatando os nossos vencimentos, cortando direitos como quinquênios e biênios - primeiro de uma parcela dos servidores em 2003 e agora dos demais.

Reparem que a prática de corte de pessoal e de recursos da Educação pública em Minas acompanha o governo do faraó e afilhado desde o primeiro momento. Em 2003, por exemplo, eu era contratado em duas escolas: numa delas eu tinha um cargo completo e na outra um cargo com seis aulas. Nesta última, no mês de agosto eu fui chamado pela diretora que comunicou minha demissão dizendo que, por ordem da SEE-MG as minhas aulas seriam transferidas para uma professora que estava excedente na escola. Esta colega professora lecionava para alunos do 1º ao 4º ano e não tinha qualquer habilitação para lecionar História. Ou seja, o governo que se diz preocupado com a qualidade do ensino demitiu um professor habilitado para "aproveitar" uma professora excedente que me disse claramente que não sabia absolutamente nada do conteúdo de História. Mas, é assim que Minas avança, através de resultados maquiados, com o apoio da mídia que recebe fortunas em publicidade estatal mantendo-se benevolente e omissa.

Infelizmente, essas realidades são contadas apenas na Internet, pois o governo do Faraó e afilhado não tem oposição, a não ser em encontros setoriais, para um público bem reduzido. Deve ser por isso que o candidato Serra vem pregando a censura na Internet e o infeliz senador Azeredo tinha um projeto de lei que propunha a mesma coisa.

O próximo tema virá mais tarde: a programação do encontro metropolitano em Vespasiano. Aguardem!


* * *


Incorporo ao texto central o sempre oportuno comentário do nosso colega e amigo João Paulo.

"João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler

Parece que as coisas não mudam em Minas. Infelizmente. Sei de um caso, que li na obra ''Calambau a Terra e o Homem'', volume inicial de Os Antepassados, de Pedro Maciel Vidigal. Este fato é do tempo em que as professoras eram nomeadas por indicação política. Por volta de 1952, vagou a cadeira de professora da Escola Estadual de Pinheiros Altos, Município de Piranga. O Prefeito da Cidade de Piranga, Sr. Sebastião Vidigal Fernandes, solicitou a JK a nomeação de uma professora formada no Colégio Providência de Mariana, uma das melhores escolas normais de Minas à época. JK acedeu e pediu ao Secretário Odilon Behrens para lavrar o ato da nomeação. Só que o PR, partido coligado ao PSD, tinha outra candidata (cujo nome também foi omitido), não com os atributos daquela que foi nomeada. E foram ao Governador e O AMEAÇARAM. OU DEMITIA A PROFESSORA, OU O PR PARTIA PARA A OPOSIÇÃO. JK vendo as coisas malparadas, e a possibilidade de seu governo acabar no meio do mandato, sem maioria na Assembleia, e porventura já sonhando com a cadeira de Presidente da República, RECUOU. Odilon Behrens teve de nomear a outra. Os deputados do PR festejaram e continuaram apoiando JK.

OU SEJA, PARA SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA ELE TEVE DE PASSAR COMO UM TRATOR POR CIMA DE UMA PROFESSORA."

***

Incorporo a seguir ao texto central o comentário muito lúcido da colega Graça Aguiar, professora da rede pública do Rio de Janeiro e coordenadora do blog S.O.S. Educação Pública e que acompanha o nosso movimento desde o começo:

"S.O.S. EDUCAÇÃO PÚBLICA:

Caros colegas

É importante lembrar que a categoria esta em uma guerra, da qual venceram espetacularmente uma batalha - a Greve dos 47 dias - e que esse fato não passou desapercebido dos poderosos de plantão. “Dividir para conquistar”, é um dos recursos estratégicos mais antigos e continuamente colocado em prática pelos poderosos, pois a união faz a força. Na guerra é necessário compreender a estratégia do inimigo e muitas vezes é preciso perder pouco para se ganhar muito. Analisando friamente e à distância, percebe-se que a efetivação dos contratados e as mudanças dos benefícios têm como objetivo dividir a categoria jogando concursados contra contratados-efetivados, sem contar que é uma manobra eleitoreira.

A estratégia posta em prática espera que os concursados dirijam a sua indignação pelas injustiças contra os colegas recém efetivados e que esses revidem, deste modo os reais responsáveis pelas práticas injustas se preservam e vão continuar oprimindo e explorando a todos.

As práticas recomendadas por Machiavel na obra O Príncipe, tem sua eficácia garantida pelo lado obscuro e primitivo das nossas personalidades, principalmente o egocentrismo e o individualismo, o momento vivido pela categoria é histórico, pois a grande maioria esta querendo para o outro o quer deseja para si e agindo coletivamente, há dois mil anos essa lição foi dada por Jesus Cristo, mas infelizmente a humanidade a ignora e continua a sofrer as consequências.

Vamos dizer NÃO, à injustiça e à ARBITRARIEDADE dos poderosos JUNTOS e movidos pela SOLIDARIEDADE, pois o amor ao próximo e a justiça são as práticas mais temidas pelos poderosos.

A raiva, a mágoa e dor são naturais e todos nós a sentimos na carne e funcionam nos corroendo, nos queimando de dentro para fora e nos cegando, entretanto essa carga de energia desperdiçada dessa forma pode ser canalizada para a reflexão e dirigida uma luta solidária e construtiva, pois uma cabeça fria pensa e enxerga mais do que uma cabeça quente. Pense que um dos prazeres dos poderosos é matar os debaixo de raiva, e nós não podemos dar a eles esse gostinho.

Ótimo feriado a todos!

Graça Aguiar".


Postado por Blog do Euler às 15:34 7 comentários:
João Paulo Ferreira de Assis disse...
Prezado amigo Professor Euler

Parece que as coisas não mudam em Minas. Infelizmente. Sei de um caso, que li na obra ''Calambau a Terra e o Homem'', volume inicial de Os Antepassados, de Pedro Maciel Vidigal. Este fato é do tempo em que as professoras eram nomeadas por indicação política. Por volta de 1952, vagou a cadeira de professora da Escola Estadual de Pinheiros Altos, Município de Piranga. O Prefeito da Cidade de Piranga, Sr. Sebastião Vidigal Fernandes, solicitou a JK a nomeação de uma professora formada no Colégio Providência de Mariana, uma das melhores escolas normais de Minas à época. JK acedeu e pediu ao Secretário Odilon Behrens para lavrar o ato da nomeação. Só que o PR, partido coligado ao PSD, tinha outra candidata (cujo nome também foi omitido), não com os atributos daquela que foi nomeada. E foram ao Governador e O AMEAÇARAM. OU DEMITIA A PROFESSORA, OU O PR PARTIA PARA A OPOSIÇÃO. JK vendo as coisas malparadas, e a possibilidade de seu governo acabar no meio do mandato, sem maioria na Assembleia, e porventura já sonhando com a cadeira de Presidente da República, RECUOU. Odilon Behrens teve de nomear a outra. Os deputados do PR festejaram e continuaram apoiando JK.
OU SEJA, PARA SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA ELE TEVE DE PASSAR COMO UM TRATOR POR CIMA DE UMA PROFESSORA.
6 de setembro de 2010 17:52
maria vithorya disse...
EULER COMO DISSE NOSSO COLEGA AS COISAS NAO MUDAM MESMO EM MINAS. POR VARIOS ANOS FUI CONTRATADA, JA ESTAVA CANSADA DESTA SITUAÇAO POIS NAO SE TEM SOSSEGO, QUANDO VOCE PENSA QUE ESTA TUDO BEM, APARECE ALGUEM PARA TOMAR SEU LUGAR. pOR VARIAS VEZES FIZ CONCURSO, PASSANDO SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR, MAS ALGO ACONTECIA E EU NAO TOMAVA POSSE.o ULTIMO CONCURSO QUE FIZ PARA PRIMEIRA A QUARTA, PASSEI EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR, FECHANDO A PROVA, SO QUE ALGUNS POLITICOS AQUI DA REGIAO RESOLVERAM POR BEM MUNICIPALIZAR AS ESCOLAS DA CIDADE, FICANDO 26 PESSOAS EXCEDENTES QUE FORAM OBRIGADAS A ACEITAR ALGUMAS VAGAS A ELAS IMPOSTAS( JA ERAM EFETIVAS HA ANOS) E EU COMO PRIMEIRA CONCURSADA PARA A UNICA VAGA VI ME CHANCE DE EFETIVAR INDO RALO ABAIXO. sO QUE NESSA ÉPOCA O ATUAL GOVERNADOR ITAMAR FRANCO ,QUERENDO BENEFICIAR ALGUEM QUE NAO EU, RESOLVEU QUE HAVERIA REOPÇAO, ASSIM O LUGAR MAIS PROXIMO QUE ENCONTREI PARA FAZER ESTA TAL REOPÇAO FOI NUMA CIDADE CHAMADA AGUA BOA A 450 QUILOMETROS DE DISTANCIA DE ONDE MORAVA. VOCE PENSA QUE EU DESISTI? DE JEITO NENHUM ( PROFESSR NAO DESISTE FÁCIL)FUI PRA LA COM A CARA E A CORAGEM, FIQUEI POR LA 5 ANOS, FIZ NOVO CONCURSO EM 2005, PARA BIOLOGIA, PASSEI EM PRIMEIRO LUGAR E EM 2006 VOLTEI PARA MINHA TERRA. NAO SEI PORQUE PARA NOS TUDO É ALCANÇADO COM LUTA,ACHO QUE E PORQUE ASSIM O SABOR E MELHOR POIS NAO HA CORRUPÇAO, NAO HA FALCATRUA, E SIM UMA GRANDE ESPERANÇA DE VIVENCIARMOS DIAS MELHORES PARA NOSSA CATEGORIA.
UM ABRAÇO.
MARIA ANGELICA.
ACHO QUE VOU PARAR DE COMENTAR... DAQUI A POUCO A RETALIAÇAO CHEGA AQUI TAMBEM KKKKKK
QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU??????
6 de setembro de 2010 18:34
Laura disse...
Euler,

Que diabo de critério é esse?
Foi levado em conta o tempo de serviço na unidade de ensino?

O seu caso como não poderia ser... tá esquisito demais.

As coisas tem que seguir o seu tempo.
Mas que dá uma vontade de ir pessoalmente até a SEE e peguntar o que está acontecendo.

Abraços!
6 de setembro de 2010 18:43
cecilianps disse...
Olá Professor Euler!
Estamos em pleno feriado,minhas filhas que estudam fora me expulsaram do PC(mas eu estou repondo aulas no feriado) e só hoje me deparo com esta noticia da sua remoção.Estou indignada,penso que isso é uma brincadeira de mal gosto.O gente,isso não existe mais.Perseguição política,parece-me coisa dos tempos dos velhos políticos..ah...Tancredo N...AH.sim o avô do faraó.Meus Deus!Conte-me outra Euler,vou dormir com esta????Um abraço,conte com minha humilde solidariedade,que é o mínimo que posso oferecer a quem me trouxe tanta informação naqueles maravilhosos dias de greve.Seja perseverante!!!!
6 de setembro de 2010 19:03
mora disse...
Caro Euler, bom dia. Na realidade, não dá para sentir dó da sua amiga efetivada pela famigerada Lei 100 e agora próxima do desemprego. Muitos dos contemplados com essa legislação flagrantemente inconstitucional, vibraram quando a mesma foi publicada em Novembro de 2007 e, provavelmente, vão votar nos tucanos agora. Além de precarizar a educação, essa efetivação trouxe consigo situações vexatórias para qualquer diretor ou diretora que foram obrigados a cumprir o que estava vindo de cima. Veja o meu caso: professor EFETIVO em dois cargos, sendo o 1º no Estadual Central e o 2ª na periferia de BH. Desde 2008 tento insistentemente mudança de lotação para a mesma escola do 1º cargo e não consigo em função dos vários efetivados que se encontram lá e são "protegidos por forças ocultas", parafraseando o homem da vassoura. Não bastasse tal situação, ano passado fui obrigado a completar meu cargo na 2ª escola com aulas de Sociologia e Filosofia ( sou formado em História pela PUC/MG com pós no CEFET em Proeja). Ou seja, trabalhava com 3 (três)coteúdos na mesma escola. Qualidade zero é o que está sendo proposto por essa abominável dupla Aécio/Anastasia. Inté...
7 de setembro de 2010 03:02
Blog do Euler disse...
Caro(a) colega Mora,

Não poderia deixar de respondê-lo(a), pois acho que vc comete injustiça contra a colega que está sendo demitida e que não tem culpa de estar na situação da Lei 100. Quem criou essas realidades que vc mencionou foi o governo e é contra ele que devemos lutar e não contra os colegas, que são trabalhadores como nós, explorados como nós.

A colega da Lei 100 demitida participou da nossa greve, não está ocupando o lugar de um efetivo concursado e provavelmente não votará no faraó e afilhado. Devemos ter o cuidado para não generalizarmos. Compreendo a sua situação, e reconheço que não é justo que vc não possa optar por uma transferência de forma prioritária. Todos nós ja tivemos problemas assim no estado. Mas, os culpados dessas situações, volto a dizer, são os governos, que passam anos sem realizar concursos; ou que ficam tentando resolver problemas de caixa da previdência (foi por isso que criaram a Lei 100), etc. Todos nós, servidores, somos vítimas dessas práticas. Eles, ao contrário, tentam justamente nos dividir para governar impondo novas injustiças.

Um abraço,

Euler
7 de setembro de 2010 05:38
S.O.S. EDUCAÇÃO PÚBLICA disse...
Caros colegas

É importante lembrar que a categoria esta em uma guerra, da qual venceram espetacularmente uma batalha - a Greve dos 47 dias - e que esse fato não passou desapercebido dos poderosos de plantão. “Dividir para conquistar”, é um dos recursos estratégicos mais antigos e continuamente colocado em prática pelos poderosos, pois a união faz a força. Na guerra é necessário compreender a estratégia do inimigo e muitas vezes é preciso perder pouco para se ganhar muito. Analisando friamente e à distância, percebe-se que a efetivação dos contratados e as mudanças dos benefícios têm como objetivo dividir a categoria jogando concursados contra contratados-efetivados, sem contar que é uma manobra eleitoreira.

A estratégia posta em prática espera que os concursados dirijam a sua indignação pelas injustiças contra os colegas recém efetivados e que esses revidem, deste modo os reais responsáveis pelas práticas injustas se preservam e vão continuar oprimindo e explorando a todos.

As práticas recomendadas por Machiavel na obra O Príncipe, tem sua eficácia garantida pelo lado obscuro e primitivo das nossas personalidades, principalmente o egocentrismo e o individualismo, o momento vivido pela categoria é histórico, pois a grande maioria esta querendo para o outro o quer deseja para si e agindo coletivamente, há dois mil anos essa lição foi dada por Jesus Cristo, mas infelizmente a humanidade a ignora e continua a sofrer as consequências.
Vamos dizer NÃO, à injustiça e à ARBITRARIEDADE dos poderosos JUNTOS e movidos pela SOLIDARIEDADE, pois o amor ao próximo e a justiça são as práticas mais temidas pelos poderosos.

A raiva, a mágoa e dor são naturais e todos nós a sentimos na carne e funcionam nos corroendo, nos queimando de dentro para fora e nos cegando, entretanto essa carga de energia desperdiçada dessa forma pode ser canalizada para a reflexão e dirigida uma luta solidária e construtiva, pois uma cabeça fria pensa e enxerga mais do que uma cabeça quente. Pense que um dos prazeres dos poderosos é matar os debaixo de raiva, e nós não podemos dar a eles esse gostinho.

Ótimo feriado a todos!

Graça Aguiar
7 de setembro de 2010 06:52

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Blog do Euler: "Repouso e luta num domingo."










Blog do Euler

domingo, 5 de setembro de 2010
Repouso e luta num domingo

Inicio o nosso texto de hoje com o comentário descontraído da nossa colega de luta Adriana, aqui de Vespá, que recebi há pouco:

"Euler, é claro que o afilhado do faraó não participaria do debate. Estamos parados, não estamos militando. Precisamos assumir essa eleição ou o afilhado irá continuar a andar de jatinhos e a fazer choque de gestão. Ah, adoro saber que, apesar do choque do carro do João, cãibras, possível demissão, você ainda não perdeu o humor. Fale a verdade, você quer ser o secretário estadual de educação, não é? Adriana".

Comentário do Blog: Kkkk, muitas vezes kkkkk, só a Adriana mesmo. Ah, e uma das minhas irmãs também, que me ligou para dizer que já me vê como o novo secretário de Educação de Minas. Só rindo mesmo, né? Você e o Brasil, Adriana, já sabem que minha intenção é ser presidente da República em 2014, para derrotar o faraó e exportá-lo para a Colômbia. Com o afilhado e tudo mais. Mas, pensando aqui com meus botões, até que você, ADRIANA, tem o perfil perfeito para o cargo de Secretária da Educação de Minas. Como que eu não tinha pensando nisso antes, heim? Taí, como o candidato do PMDB-PT disse no encontro que vai ouvir, ouvir e ouvir os educadores para indicar um(a) secretário(a) - "um(a) colega de vocês" - ele disse, então, se ele ganhar, o seu nome já está cotado. E bem cotado, kkkkk.

Agora, vamos ao texto de hoje.


* * *


Domingo, véspera de feriado da Independência - taí um tema interessante para se explorar em sala de aula e nas ruas - eu deveria dedicar-me ao descanso. Em parte, isso foi possível; mas, não totalmente. No reinado do Faraó e afilhado um guerreiro nunca pode descansar totalmente. Precisa dormir com um olho aberto e o outro fechado. E pronto para o combate, com ou sem dores nas pernas, nos braços, onde quer que seja.

Lembrei-me até da combativa colega Carminha, que foi ao encontro do Sind-UTE em BH sem as lentes de contato. E me disse: Euler, não estou enxergando nada, só ouvindo. Pensei: ainda bem que para um debate ela está pelo menos ouvindo. E essa era a nossa valorosa bancada: Carminha, sem enxergar nada, eu me recuperando da cãibra na perna esquerda (que já está 100% curada, viu gente, para o azar "da caridade de quem me detesta" - Cazuza) e o João Martinho, oitentão nas costas, era o mais inteiro dos três. Pois bem, continuemos.

O almoço de domingo foi na casa dos meus familiares, um quibe assado maravilhoso que a minha mãe, descendente de libaneses - entre outros povos e etnias -, preparou. Após o almoço, recebo um telefonema de uma colega, que foi a primeira a receber a carta de demissão na minha escola. Ela é da Lei 100 e tem agora 30 dias para procurar outra escola, num total desrespeito por parte do governo pelas leis existentes no país. Ela disse que está em contato com deputados e me convidou para participar de um encontro na ALMG, na quarta-feira, às 14h com estes deputados.

Disse-lhe que entendo que ela e os colegas contratados tomem essa iniciativa. Eu, pessoalmente, não vou. Embora seja legítimo que as pessoas procurem os ditos representantes do povo para pleitear interesses pessoais ou coletivos, não me sinto bem com essa prática. Vejam: não estou condenando nem criticando os colegas, que estão compreensivelmente indignados e a procura de solução para o ato administrativo que agride aos nossos direitos.

Mas, a linha de defesa que aprovamos na reunião coletiva dos professores é aquela que eu vou cumprir à risca. E ela está baseada nos seguintes passos: A) encaminhar (protocolar) um ofício junto à SRE - Metropolitana C expondo a agressão cometida por aquela entidade em face do período eleitoral e solicitando a imediata suspensão de tais atos (demissões e remoção). Caso este procedimento não resulte favorável num prazo máximo de 48 horas a partir de quarta-feira, vamos para o plano B) ingressar com oficio junto ao Ministério Público estadual, à OAB, aos Direitos Humanos na ALMG, entre outras entidades com a mesma solicitação e denúncia. Paralelamente, tendo em vista que estes órgãos nem sempre respondem com a urgência necessária, atuaremos também em outra frente; C) ingressar com um mandado de segurança na Justiça solicitando a imediata suspensão dos atos administrativos praticados pela SEE-MG através dos seus agentes públicos de chefia. Por último, convocaremos a comunidade do bairro Vila Esportiva e região para uma grande concentração em frente à escola, com passeata prevista até a Linha Verde, mobilização da imprensa, dos partidos políticos, sindicatos, e demais entidades da comunidade.

Tanto a carta para a SRE Metropolitana C, quanto o ofício para os órgãos citados já estão devidamente elaborados. Vou transcrever abaixo um pequeno trecho do ofício que preparei para o Ministério Público:

"Na semana passada, entre os dias 01 e 03 de setembro, meus colegas professores e eu vivemos um clima de terrorismo psicológico, com ameaças de demissões dos contratados e a minha remoção para outra escola. Duas inspetoras ligadas à Superintendência Regional de Ensino - SRE - Metropolitana C, determinaram junto ao diretor da escola a demissão de alguns contratados - isso no dia 02 de setembro de 2010, quinta-feira - e, no dia seguinte fui informado pelo diretor que eu seria removido para outra escola, que ainda não sabem qual, de forma compulsória e contra a minha vontade.

Tais atos agridem frontalmente a legislação federal vigente no país, que proibe expressamente, no período entre 03 de julho até a posse dos eleitos, a demissão sem justa causa ou a remoção de quaisquer servidores públicos (efetivos ou contratados), salvo em se tratando de cargos de confiança. A própria Secretaria do Governo, em conjunto com a Advocacia Geral do Estado, publicaram a Resolução Conjunta nº 02 que trata especificamente sobre as vedações aos agentes públicos estaduais - que aliás são comuns às diversas esferas da União - em período eleitoral.

Na esfera Federal, também a Advocacia Geral da União e a Presidência da República publicaram Cartilha com o mesmo teor, de forma até mais aprofundada, onde esclarecem conceitualmente, de acordo com a lei, sobre quem são os agentes públicos, bem como quais são as vedações e as penalidades previstas para os agentes que descumprirem a lei.

O Brasil vive hoje um período de democracia, frágil, é verdade, após duas décadas de ditadura, e outros tantos períodos de truculência, de coronelismo e suas variantes, quando a cidadania era cassada e os detentores do poder podiam fazer o que bem entendessem. A nossa Constituição Federal de 1988 assegurou aos cidadãos direitos republicanos que muitas vezes são espezinhados por mesquinharia política de herdeiros e saudosistas do período da escravidão no Brasil. (...)

Mas, quero crer que, apesar do silêncio cúmplice da mídia mineira e nacional em relação a quase tudo o que acontece em Minas Gerais nos últimos oito anos, o nosso estado ainda não se tornou uma unidade isolada da Federação e seus agentes públicos, acredito, estão subordinados, tanto quanto quaisquer outros cidadãos, às leis vigentes no país. Cito a seguir, ipsis litteris, o que diz a lei sobre a questão em análise: ..."

E por aí vai, com a transcrição das leis e o pedido de suspensão dos atos administrativos mencionados. E assim termina o domingo, que, como disse, foi marcado por uma parte para o descanso e a outra para a resistência, pois em terra de faraó...


* * *


Leiam também:

- S.O.S. Educação Pública: "CARTA ABERTA DOS PROFESSORES DE MENDES À POPULAÇÃO".


Postado por Blog do Euler às 20:10 2 comentáriosdomingo, 5 de setembro de 2010
Repouso e luta num domingo

Inicio o nosso texto de hoje com o comentário descontraído da nossa colega de luta Adriana, aqui de Vespá, que recebi há pouco:

"Euler, é claro que o afilhado do faraó não participaria do debate. Estamos parados, não estamos militando. Precisamos assumir essa eleição ou o afilhado irá continuar a andar de jatinhos e a fazer choque de gestão. Ah, adoro saber que, apesar do choque do carro do João, cãibras, possível demissão, você ainda não perdeu o humor. Fale a verdade, você quer ser o secretário estadual de educação, não é? Adriana".

Comentário do Blog: Kkkk, muitas vezes kkkkk, só a Adriana mesmo. Ah, e uma das minhas irmãs também, que me ligou para dizer que já me vê como o novo secretário de Educação de Minas. Só rindo mesmo, né? Você e o Brasil, Adriana, já sabem que minha intenção é ser presidente da República em 2014, para derrotar o faraó e exportá-lo para a Colômbia. Com o afilhado e tudo mais. Mas, pensando aqui com meus botões, até que você, ADRIANA, tem o perfil perfeito para o cargo de Secretária da Educação de Minas. Como que eu não tinha pensando nisso antes, heim? Taí, como o candidato do PMDB-PT disse no encontro que vai ouvir, ouvir e ouvir os educadores para indicar um(a) secretário(a) - "um(a) colega de vocês" - ele disse, então, se ele ganhar, o seu nome já está cotado. E bem cotado, kkkkk.

Agora, vamos ao texto de hoje.


* * *


Domingo, véspera de feriado da Independência - taí um tema interessante para se explorar em sala de aula e nas ruas - eu deveria dedicar-me ao descanso. Em parte, isso foi possível; mas, não totalmente. No reinado do Faraó e afilhado um guerreiro nunca pode descansar totalmente. Precisa dormir com um olho aberto e o outro fechado. E pronto para o combate, com ou sem dores nas pernas, nos braços, onde quer que seja.

Lembrei-me até da combativa colega Carminha, que foi ao encontro do Sind-UTE em BH sem as lentes de contato. E me disse: Euler, não estou enxergando nada, só ouvindo. Pensei: ainda bem que para um debate ela está pelo menos ouvindo. E essa era a nossa valorosa bancada: Carminha, sem enxergar nada, eu me recuperando da cãibra na perna esquerda (que já está 100% curada, viu gente, para o azar "da caridade de quem me detesta" - Cazuza) e o João Martinho, oitentão nas costas, era o mais inteiro dos três. Pois bem, continuemos.

O almoço de domingo foi na casa dos meus familiares, um quibe assado maravilhoso que a minha mãe, descendente de libaneses - entre outros povos e etnias -, preparou. Após o almoço, recebo um telefonema de uma colega, que foi a primeira a receber a carta de demissão na minha escola. Ela é da Lei 100 e tem agora 30 dias para procurar outra escola, num total desrespeito por parte do governo pelas leis existentes no país. Ela disse que está em contato com deputados e me convidou para participar de um encontro na ALMG, na quarta-feira, às 14h com estes deputados.

Disse-lhe que entendo que ela e os colegas contratados tomem essa iniciativa. Eu, pessoalmente, não vou. Embora seja legítimo que as pessoas procurem os ditos representantes do povo para pleitear interesses pessoais ou coletivos, não me sinto bem com essa prática. Vejam: não estou condenando nem criticando os colegas, que estão compreensivelmente indignados e a procura de solução para o ato administrativo que agride aos nossos direitos.

Mas, a linha de defesa que aprovamos na reunião coletiva dos professores é aquela que eu vou cumprir à risca. E ela está baseada nos seguintes passos: A) encaminhar (protocolar) um ofício junto à SRE - Metropolitana C expondo a agressão cometida por aquela entidade em face do período eleitoral e solicitando a imediata suspensão de tais atos (demissões e remoção). Caso este procedimento não resulte favorável num prazo máximo de 48 horas a partir de quarta-feira, vamos para o plano B) ingressar com oficio junto ao Ministério Público estadual, à OAB, aos Direitos Humanos na ALMG, entre outras entidades com a mesma solicitação e denúncia. Paralelamente, tendo em vista que estes órgãos nem sempre respondem com a urgência necessária, atuaremos também em outra frente; C) ingressar com um mandado de segurança na Justiça solicitando a imediata suspensão dos atos administrativos praticados pela SEE-MG através dos seus agentes públicos de chefia. Por último, convocaremos a comunidade do bairro Vila Esportiva e região para uma grande concentração em frente à escola, com passeata prevista até a Linha Verde, mobilização da imprensa, dos partidos políticos, sindicatos, e demais entidades da comunidade.

Tanto a carta para a SRE Metropolitana C, quanto o ofício para os órgãos citados já estão devidamente elaborados. Vou transcrever abaixo um pequeno trecho do ofício que preparei para o Ministério Público:

"Na semana passada, entre os dias 01 e 03 de setembro, meus colegas professores e eu vivemos um clima de terrorismo psicológico, com ameaças de demissões dos contratados e a minha remoção para outra escola. Duas inspetoras ligadas à Superintendência Regional de Ensino - SRE - Metropolitana C, determinaram junto ao diretor da escola a demissão de alguns contratados - isso no dia 02 de setembro de 2010, quinta-feira - e, no dia seguinte fui informado pelo diretor que eu seria removido para outra escola, que ainda não sabem qual, de forma compulsória e contra a minha vontade.

Tais atos agridem frontalmente a legislação federal vigente no país, que proibe expressamente, no período entre 03 de julho até a posse dos eleitos, a demissão sem justa causa ou a remoção de quaisquer servidores públicos (efetivos ou contratados), salvo em se tratando de cargos de confiança. A própria Secretaria do Governo, em conjunto com a Advocacia Geral do Estado, publicaram a Resolução Conjunta nº 02 que trata especificamente sobre as vedações aos agentes públicos estaduais - que aliás são comuns às diversas esferas da União - em período eleitoral.

Na esfera Federal, também a Advocacia Geral da União e a Presidência da República publicaram Cartilha com o mesmo teor, de forma até mais aprofundada, onde esclarecem conceitualmente, de acordo com a lei, sobre quem são os agentes públicos, bem como quais são as vedações e as penalidades previstas para os agentes que descumprirem a lei.

O Brasil vive hoje um período de democracia, frágil, é verdade, após duas décadas de ditadura, e outros tantos períodos de truculência, de coronelismo e suas variantes, quando a cidadania era cassada e os detentores do poder podiam fazer o que bem entendessem. A nossa Constituição Federal de 1988 assegurou aos cidadãos direitos republicanos que muitas vezes são espezinhados por mesquinharia política de herdeiros e saudosistas do período da escravidão no Brasil. (...)

Mas, quero crer que, apesar do silêncio cúmplice da mídia mineira e nacional em relação a quase tudo o que acontece em Minas Gerais nos últimos oito anos, o nosso estado ainda não se tornou uma unidade isolada da Federação e seus agentes públicos, acredito, estão subordinados, tanto quanto quaisquer outros cidadãos, às leis vigentes no país. Cito a seguir, ipsis litteris, o que diz a lei sobre a questão em análise: ..."

E por aí vai, com a transcrição das leis e o pedido de suspensão dos atos administrativos mencionados. E assim termina o domingo, que, como disse, foi marcado por uma parte para o descanso e a outra para a resistência, pois em terra de faraó...


* * *


Leiam também:

- S.O.S. Educação Pública: "CARTA ABERTA DOS PROFESSORES DE MENDES À POPULAÇÃO".


Postado por Blog do Euler às 20:10 2 comentários:
Maria Angelica de Castro disse...
Bom dia Euler!
Sinceramente gostaria de ver você como secretário de educação, pois tenho certeza que haveria grande melhoria de vida desta nossa classe tão menosprezada pelos atuais governos.Alguns como o secretário adjunto e o afilhado do faraó tem a coragem de dizer que são professores. Com certeza não aqui em Minas, ou então não exerceram a profissão pois caso contrário estariam lutando pela categoria.
Mas contudo vamos aguardar...
Penso que a fala da nossa colega Adriana e certíssima, temos que nos unir em prol da derrota do Anastazizta. Eu tenho conversado com meus colegas e familiares na tentativa de dizer nao ao choque de gestão.Minha parcela de contribuição é pouca, mas vou começar a fazer um corpo a corpo também com meus alunos, pois o que nao podemos e ficar parados vendo o crescimento da campanha deles.
Um abraço.
Angelica
6 de setembro de 2010 04:47
Marlene de Fatima disse...
Quando você for o nosso secretário,gostaria que você demitisse essas superintendentes puxa-saco,principalmente a de Caratinga
6 de setembro de 2010 07:48

domingo, 5 de setembro de 2010

BLOG DO EULER: "ENCONTROS E DESENCONTROS- parte 2"


Dando sequência ao post anterior. Sete e meia da manhã o telefone toca. Habitualmente, este horário para mim é madrugada. Mas, como havia o encontro dos candidatos ao governo de Minas, eu já estava de pé. O colega que me telefona trabalha na escola onde o corte de pessoal contratado e a minha remoção estão em curso, num flagrante desrespeito às leis eleitorais vigentes no país. Na terra do Faraó e afilhado é assim: as leis são criadas ao bel-prazer dos detentores do poder regional.

O colega que me telefonou pediu que eu redigisse um texto com as citações legais para que seja apresentado à SRE Metropolitana C. Eu o convidei para o encontro em BH e ele de fato acabou aparecendo por lá. Encontrei com ele no começo e no final do encontro e ele disse que gostou muito.

Um encontro dessa natureza é sempre um momento importante para rever conhecidos, colocar a conversa em dia. Havia em torno de 600 pessoas, pelos meus cálculos. Lá no fundão do espaço, assistimos às exposições dos candidatos ao Governo de Minas que por lá compareceram. Estava bem acompanhado: João Martinho, Carminha, Wladmir e Rômulo. Um time de primeira. De vez em quando passavam por lá vários e combativos colegas, alguns e algumas que eu não me lembro dos nomes, mas cujas fisionomias são conhecidas. Uma turma testada na luta.

O primeiro a falar foi o Fabinho do PCB, que logo na entrada do evento me garantiu que virá ao encontro do dia 25 em Vespá. Fábio é educador da rede estadual, tem identidade com os colegas presentes e sua fala é marcada pelas propostas de mudanças na sociedade, rumo ao socialismo. Enfatizou a necessidade de se criar uma frente anticapitalista e anti-imperialista.

Quando eu era militante dos Coletivos Gregório Bezerra na década de 80, que depois fundiram-se nacionalmente num partido, o PLP - Partido da Libertação Proletária - já defendíamos algo assim, uma frente popular, antimonopolista, anti-imperialista e anti-latifundiária. Depois houve um racha, o muro de Berlim foi derrubado e todos nós tomamos rumos diferentes na vida. Muitos continuam na luta, nos descaminhos da vida, com ou sem partido - meu caso -, mas comprometidos com os sonhos libertários. Vamos pra frente!

Em seguida falou a Vanessa Portugal, do PSTU, que é também educadora. Estava um pouco rouca, mas passou o recado sem grandes problemas. Criticou o governo FHC, o governo Federal e o governo do Faraó. Trouxe números, dados e fez uma falação bem articulada. Tanto a Vanessa quanto o Fábio reclamaram da exclusão por parte da mídia burguesa, que elege quem é mais importante para ser entrevistado, antes mesmo que o povo se manifeste nas urnas. Claro, para a mídia, povo é só um detalhe.

Logo após falou o candidato do Psol, professor Luis Carlos, com um discurso muito próximo dos dois que o antecederam. Também ele se comprometeu com João Martinho de participar do encontro em Vespá. Cada candidato teve 50 minutos para a exposição inicial e para responder às perguntas. Quero abrir um parêntese nesse ponto.

O encotro foi marcado pelo respeito e garantia de fala para todos os candidatos que lá compareceram. Mas, manteve uma característica muito comum aos moldes tradicionais, onde uns falam e a maioria escuta, com direito apenas de formular uma pergunta. Isso impossibilita um diálogo mais horizontal, o questionamento e até a compreensão daquilo que as pessoas propõem ou deixam de propor. Quando saio desses eventos - não é só deste encontro em particular -, não sei por que carga d'água, sinto-me não-realizado. É como se me tivessem roubado a cidadania, me deixado diante de alguém que pode me dizer muitas coisas - algumas até interessantes - mas sem direito de resposta, do contraditório, que é da essência formal do direito burguês. Talvez seja a falta de tempo, o número de candidatos, de participantes, enfim. E até mesmo o comodismo da nossa parte.

Fato é que candidato a uma representação para mim deveria ser colocado contra a parede. E quanto maior a chance de se eleger, maiores também deveriam ser os questionamentos. Mas, da forma como são os debates - e não só o encontro que analiso - o candidato acaba podendo tergiversar, encontrar saídas para não responder concretamente ao que se deseja saber ou fazer.

No fundo, isso está relacionado com a educação que recebemos e que repassamos, nos moldes burgueses. Para um público exigente, combativo, como é o caso dos educadores de Minas e do Brasil, creio que será preciso repensar os modelos tradicionais de encontros. Um desafio para nós, também, aqui de Vespá e região, que teremos a oportunidade de fazer a mesma coisa ou, com base nas experiências anteriores, inovar. Vamos pensar nisso. Quem tiver sugestões, favor enviar cartas para a redação do blog.

Logo depois foi a vez dos candidatos do PMDB-PT, Hélio Costa e Patrus Ananias, que lá compareceram. O candidato afilhado do faraó, como já se esperava, não compareceu. Aliás, não é prática do faraó e do afilhado participarem de debates e encontros onde exista a mínima possibilidade de fazerem cobranças e questionamentos fora do padrão combinado. Para isso eles têm o escudo da nossa servil imprensa.

Hélio Costa fez uma exposição inicial aproveitando bem politicamente o espaço e o público presente, formado de educadores, majoritariamente ligados ao PT. Por isso mencionou inúmeras vezes sua ligação com o governo Lula, com Dilma e com Patrus. Prometeu pagar salários melhores, criticou a política do faraó e afilhado, sem citar o nome do faraó; criticou a isenção fiscal para a exploração do minério, por conta da Lei Kandir, coisa que infelizmente não depende só do governo de Minas. Leu os 15 pontos do programa da Educação, entre os quais a distribuição de um computador para cada aluno do ensino médio.

Na parte das perguntas, um educador cobrou um computador para os professores, também. Na resposta ele disse: claro, se vamos dar um computador para cada estudante, por que não garantir um para os professores também? Neste momento eu comentei com os colegas: já não vou mais precisar juntar dinheiro para comprar um notebook. Para quem já tem um novo salário para janeiro de 2011, nada mal, né? Salário novo, notebook, tô aguardando agora a minha casinha do programa "Minha Casa, Minha Vida", que a Dilma diz que vai fazer (são dois milhões, ela disse).

Ao final do evento, já aproximando das 14h, a coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, agradeceu a todos e destacou a importância da categoria participar também da vida política do estado e do país, pois a omissão poderá contribuir para que governantes que não tenham compromisso com a Educação pública sejam eleitos. Enfatizou ainda, sem mencionar nome de candidatos ou partidos, que Minas não deseja mais um segundo governo de choque de gestão.

Ah, detalhe: o candidato do PMDB-PT assumiu o compromisso em palavras de que, se eleito, vai nomear como secretário da Educação um professor - "um colega de vocês" - ele disse. E eu brinquei com os colegas: "pode ser você João Martinho, ou quem sabe você, Carminha, e por que não você, Wladmir?", kkk. Eles adoraram a idéia.

E finalmente, encerrado o evento, recebemos de brinde uma camisa vermelha do Sind-UTE, com os dizeres: "Dê um basta ao choque de gestão. Vote em quem tem ficha limpa com a Educação". Taí uma coisa que eu gostei. Da camisa vermelha, que vai deixar morrendo de inveja meus colegas de Vespá e São José, cuja camisa de luta é verde-abacate. Era isso o que eu vi e vivi na manhã do encontro com os candidatos ao governo de Minas.


* * *



Leiam também:


- Blog do COREU - Artigo do professor Wladmir Coelho: "VERGONHA: PERSEGUIÇÃO AO PROFESSOR EULER CONRADO REVELA A FRAGILIDADE DA DEMOCRACIA NO BRASIL".

Comentário do Blog: Agradecemos ao colega e amigo Wladmir Coelho pela solidariedade. E a todos os demais colegas que nos enviaram comentário, e-mails e até por pensamento manifestaram seu apoio. Estamos na luta e não vamos nos curvar para as práticas autoritárias e ilegais. Este deve ser um alerta também para toda a categoria. Mexeu com um de nós, mexeu com todos!

Se não conseguirmos reverter a situação das demissões e da remoção de forma legal e amigável vamos convocar a comunidade, que fica no entorno da Linha Verde, bem próxima da Cidade do Faraó. Se querem sacanear conosco, não o farão na surdina

HÉLIO E ANASTASIA:"NÚMEROS BONS PARA OS DOIS LADOS", É O QUE AFIRMA "O TEMPO"

Repercussão
Números bons para dois lados
Segundo tucanos e peemedebistas, dados confirmam disputa acirrada
Publicado no Jornal OTEMPO em 04/09/2010Avalie esta notícia » 246810.MATHEUS JASPER NANGINO E PEDRO GROSSI
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AAFOTO: PEDRO SILVEIRA / ALDEIA

Confiança. Hélio Costa visitou Varginha ontem e garantiu que liderança na disputa está consolidadaPEDRO SILVEIRA / ALDEIA


Otimismo. Anastasia recebeu bem o resultado e ressaltou que crescimento é vigoroso e sustentávelVICTOR SHWANER / NITRO PSDB e PMDB comemoraram o resultado da última pesquisa DataTempo/CP2, divulgada ontem. Enquanto tucanos destacam a subida de Antonio Anastasia, peemedebistas celebram os cinco pontos percentuais de vantagem de Hélio Costa na sondagem.

O instituto mostrou Hélio com 40,89% contra 35,32% de Anastasia. Em visita a Varginha, no Sul de Minas, o senador licenciado ressaltou que a liderança está "consolidada", mas admitiu que será uma batalha apertada. "Toda disputa em Minas é muito dura. Agora, é uma luta firme em defesa do povo de Minas, sobretudo dos programas sociais que Minas vai ter sob o comando de Patrus, que terá um espaço especial aqui no nosso governo", disse.

O candidato a vice na chapa de Hélio, Patrus Ananias (PT), durante caminhada pelo centro de Belo Horizonte, lembrou que pesquisa é fotografia de um momento e que o crescimento da candidatura adversária era esperado. "Ele era um candidato desconhecido do eleitor e, com a exposição que ele passou a ter com os programas de TV, era previsível que houvesse esse crescimento de seu nome". Patrus também acredita que a eleição será decidida voto a voto. "Tudo indica que teremos uma grande disputa democrática em Minas".

PSDB. Do outro lado, e apesar da desvantagem de cinco pontos, também houve comemoração. Anastasia disse estar muito satisfeito com os índices e destacou o fato de estar crescendo de modo "vigoroso e sustentável", enquanto seu concorrente demonstra queda.

"Estamos exatamente no caminho traçado, a mesma estratégia. Vamos continuar trabalhando com muita humildade, com muito esforço, na capital, na região metropolitana, em todo o interior do Estado, de modo a continuarmos subindo", afirmou. Para o candidato tucano, no entanto, o importante mesmo serão a eleição e o resultado que as urnas trarão no dia 3 de outubro.

Segundo o secretário geral do PSDB em Minas, deputado estadual Lafayette Andrada, o resultado revela um cenário melhor do que o planejado pela coordenação da campanha.

"Já temos praticamente um empate técnico dez dias antes do que planejamos. Acredito que já, a partir da próxima rodada de pesquisas, todos os institutos vão dar Anastasia com uma boa folga de frente", apostou.

Datafolha confirma diferença

Os números da pesquisa Datafolha, divulgados ontem, confirmam a margem entre os dois principais candidatos ao governo de Minas apontada pelo instituto DataTempo/CP2. Hélio Costa tem 40% das intenções de voto contra 35% de Antonio Anastasia. A pesquisa foi publicada ontem pelo jornal "Folha de S. Paulo".

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Os outros candidatos atingiram 1%. Brancos e nulos somaram 4%, e os que não sabem, 15%. A pesquisa está registrada no TRE-MG com o número 66737/2010. (Da Redação)

Reforço

Presença de Lula em palanque do PMDB é aposta na reta final
Para o último mês de campanha, a coligação Todos Juntos por Minas, do candidato ao governo Hélio Costa (PMDB), aposta todas as suas fichas no reforço do presidente Lula. Serão ao menos três visitas nos próximos 30 dias. E a primeira delas já está marcada para o dia 8 de setembro, no bairro São Caetano, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, o presidente Lula já gravou mais uma série de depoimentos para a propaganda eleitoral de Hélio.

Em entrevista para a imprensa de Varginha, no Sul do Estado, onde passou a manhã de ontem, Hélio Costa comemorou o engajamento de Lula e disse que a participação do presidente “é da maior importância”.

O candidato também destacou a necessidade de diálogo entre o governo estadual e o governo federal. “Já tivemos no passado o governo estadual brigando com o governo federal, um governador se indispondo com o presidente da República e isso foi muito ruim para o Estado”, disse.

Propostas. Em entrevista concedida à EPTV, afiliada da TV Globo em Varginha, Hélio Costa disse que suas principais propostas para a região são para o setor cafeeiro e do turismo. “Se fosse um país, Minas seria o maior produtor de café do mundo. Nossa proposta é a criação do Instituto Mineiro do Café, para defender os cafeicultores e buscar recursos em Brasília”, disse. Para o turismo, Hélio Costa prometeu investimentos em infraestrutura e criticou o atual governo e “seu ínfimo 0,01% ao setor”. (PG)


Provocação
Para governador, adversários “não enxergam a realidade”
O candidato do PSDB à reeleição ao governo do Estado, Antonio Anastasia, defendeu ontem a política social adotada por Minas Gerais nos últimos anos e disse lamentar que muitas pessoas ainda não “enxerguem a realidade”. Os adversários de Anastasia escolheram o tema como um dos principais a serem questionados durante a campanha.

O tucano afirmou que em seu governo, “junto com Aécio Neves”, foram investidos pelo Estado três vezes mais nas regiões mais pobres – como no caso do Mucuri e Vale do Jequitinhonha. “Houve investimento extraordinário em infraestrutura, estradas, hospitais, escolas, unidades de segurança pública, habitação, saneamento, energia através do Luz para Todos. Lá tem que ter um tratamento especial para diminuir a desigualdade dentro de Minas Gerais. Isso foi feito”, afirmou o tucano.

Segundo Anastasia, seu governo terá “obsessão por gerar empregos de qualidade”, e essa será, para ele, a melhor forma de diminuir as diferenças regionais que existem em Minas. Ele explicou que seu plano de governo trará o desenvolvimento regional como fundamento. Segundo o tucano, o governo identificará as vocações de cada lugar para atrair empresas que agreguem valor a produtos e gerem empregos.

“Indústrias, mineração, a zona de desenvolvimento regional, colocando incentivos fiscais, incentivos do BDMG, para trazer indústrias que tragam empregos garantidos e tragam uma cadeia de novas empresas”, explicou o candidato à reeleição. (MJN)

JORNAL O TEMPO: HÉLIO COSTA PARTICIPOU DA SABATINA REALIZADA PELO SIND UTE /MG

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Candidato participou de sabatina realizada pelo SindiUte-MGALEXANDRE C. MOTA/ ALDEIA
Candidato participou de sabatina realizada pelo SindiUte-MG

O candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, participou, na manhã de hoje, de sabatina promovida pelo Sindicato dos trabalhadores em educação (Sindiute – MG). Hélio votou a criticar a relação “desastrosa” do atual governo com os professores e disse que o Estado precisa ter uma educação pública de qualidade e que seja efetivamente gratuita, dizendo que a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) cobra por alguns de seus cursos.

Além do candidato do PMDB, os outros candidatos ao governo de Minas também participaram do encontro e fizeram suas propostas para a categoria. A exceção foi o atual governador e candidato à reeleição Antonio Anastasia (PSDB), que foi convidado, mas não compareceu ao encontro.

Comentários
05/09/2010 - 13h37edilson luiz de souza
virgolandia
É uma pena que muitos comentários têm sido censurados,uma vez que assim, não podemos expor nossos sentimentos com alguns políticos e suas atitudes.Era de se esperar algo assim do atual governador,uma vez que o mesmo tem demonstrado total desprezo pela categoria dos professores.Resta esperar que a classe dê a resposta em um futuro bem próximo.
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Belo Horizonte
Faço Pedagogia na UEMG/BH e meu curso é realmente gratuito, juntamente com os demais cursos de BH, MAS vários cursos de outros municípios são pagos sim! Infelizmente né!
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 12h49Marcos Vieira
Caxambu
Não fico surpreso com mais esse descaso do Anastasia, afinal é assim que ele sempre trata com a Educação e com os educadores de MG. Chega de descaso! É hora de mudar esse governo que não nos valoriza e nem nos respeita!
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 12h23marcia cristina
cataguases
Infelizmente, ficou visível que o candidato tucano não tem boas propostas para os educadores e como ele teme a categoria em função das lambanças que foram feitas no setor ao longo deste governo. Por isto, não compareceu ao debate!
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 11h28tadeu fonseca veloso
coraçao de jesus
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 11h00Roberto Luiz de Lima
Belo Horizonte
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astolfo dutra
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 07h41Roberto
Betim
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 07h16Guilherme
Belo Horizonte
Tenho uma filha na UEMG ,cursando engenharia , e NÃO há qualquer tipo de taxa ou cobrança.O curso é totalmente gratuito e de ótima qualidade.
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário05/09/2010 - 05h52Fátima Lira
BH
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário04/09/2010 - 22h52ERALDO
BH
O ENGANADOR DE MINAS NÃO TEVE A CORAGEM DE EXPOR SUAS IDÉIAS PARA A EDUCAÇÃO(SE É QUE AS TEM).NESSE ENCONTRO, COM QUEM FAZ E CONHECE A EDUCAÇÃO, NÃO TINHA COMO O ANASTÁZIA ENROLAR, COMO FAZ NAS PROPAGANDAS MAQUIADAS. PRECISAMOS DE UMA MINAS REAL, COM JUSTIÇA SOCIAL, PARA TODOS. A EDUCAÇÃO DE MG PEDE SOCORRO!
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NÃO GOSTEIResponder esse comentário04/09/2010 - 21h41Flammarion Finoti de Oliveira
Belo Horizonte
Que coisa feia Professor Anastásia! É assim que vc demonstra que tem propostas para a educação? OS educadores mineiros queriam tanto dar testemunhos de seu governo! Seria como uma homenagem merecida.

MARLY GRIBEL: "E O SIND UTE VAI AO ENCONTRO DOS SINDICATOS DE M.G.: PARA QUÊ?"

sobre o convite do Sind-Ute para encontro com candidatos em BH‏
4/9/2010


E o SInd-Ute vai ao encontro dos candidatos de MG: Para quê?Post no blog: gribelmblogspot.com O Sind-Ute convocou a categoria para um encontro com os candidatos aogoverno de MG , amanhã(04/09) na capital. Do norte de Minas sairá umacaravana, inclusive vai nela meu amigo Javé, professor de filosofia eo professor Murilo, um combativo companheiro que conheci na famigeradagreve deste ano. Bem, a blogueira ficou a pensar nesta atitude do sindicato de perfildoméstico do estado de MG e ficou a estranhar esta convocação. Paraquê? Provavelmente se Anastasia for, até ele vai convencer o povo queMinas ainda é possível, que o subsídio foi um grande avanço e que aquié o País de Alice : o País das Maravilhas. Que tá tudo muito bem e quevai ficar melhor ainda. Bem, com os outros candidatos não será muito diferente, todoscolocarão a educação como prioridade e a primeira meta dos seusgovernos será corrigir as distorções causadas pelo atual governo.Afinal, eles não são nada bobos e o encontro pelo que me consta serásomente com educadores . Questionamentos: Será que a doce Beatriz (Alice) levará um documentocompromisso para eles assinarem?Também já tenho a resposta, todos assinarão, até Anastasia. Eu sefosse ele assinava, afinal ele já fez isto, propôs um acordo com acategoria , acenou um acordo e na última hora deixou Alice e todos nósassistindo seu pronunciamento na ante sala da história, e ainda assim,graças a imprensa ( mais especificamente, Benner, da TV Alterosa) queligou para ela, avisando da rasteira, da jogada ou seja lá o que for. Enquanto isso Anastasia sobe nas pesquisas e pouco a pouco vaiganhando a confiança dos mineiros e a turma da diretoria na sede e nasregionais vai tentando explicar o subsídio que nem a Secretaria deEducação entendeu ainda, porque está no vazio, no vácuo daspossibilidades : do reposicionamento, da Lei de responsabilidadefiscal, enfim, de outras tantas possibilidades que ninguém compreendeuaté agora. Vou ficando por aqui com a fala sempre prudente e pontual de WladmirCoelho, colunista do Blog do Coreu: Vou colocar minha opinião a respeito do subsídio. 1- Durante aassembléia na qual foi comunicado esta intenção do governo considereiapressada a aceitação por parte do sindicato considerando somente acomparação com outros estados que teriam adotado esta fórmula.Posteriormente, fui a Constituição e mostrei através de artigopublicado no COREU a fria na qual entrávamos.O subsídio foi criadopara acabar com os tais MARAJÁS. No caso de salários baixos como osnossos trata-se de prejuízo sim, pois ao subsídio fica proibido oacréscimo de beneficios, está claro lá na Constituição. Considero umerro deixar a luta do piso em troca de resultados imediatos ouimediatistas. Vamos - ter prejuizos em função da retirada dosbeneficios e com a clara possibilidade de congelamento dosvencimentos, claramente, cristalinamente prevista na lei. Em breve, escreverei sobre os momentos mais engraçados desta greve eque foram postados nas redes de relacionamentos pelos educadores.AGUARDEM! Hilariantes!

BLOG DO EULER: "ENCONTROS E DESENCONTROS"


sábado, 4 de setembro de 2010
Encontros e desencontros




De ontem para hoje houve momentos inusitados na minha vida. Por volta das 16h de ontem, João Martinho e eu voltávamos de BH no carro do João, claro, pois meu tanque de guerra é um veículo municipal. Quando já estávamos na entrada de Vespasiano, João Martinho resolve levar o carro para fazer alinhamento. Eu lhe disse: me deixa primeiro no Centro, João, depois você volta e resolve essa parada. Mas, o João é teimoso: vou passar primeiro na Oficina - disse - e depois eu te deixo lá.

Quando adentrou a Oficina um motorista que lá trabalha engatava uma marcha à ré num dos carros. João buzinou, mas não adiantou. O carro abalroou levemente na parte dianteira do carro do João. Mas, tudo bem. O cara era da oficina mesmo, disse que pagaria o conserto e o João me deixou no Centro. Combinei com ele de passar às 19h30 na subsede para tratar do Encontro Metropolitano em Vespá. Combinado.

Passei no bunker, fiz um rápido lanche, peguei o tanque de guerra e fui até a escola, onde estamos ameaçados em pleno período eleitoral, de demissões e remoção, conforme mencionei no post abaixo. E viva o reino do faraó e afilhado em Minas.

O coletivo de professores se reuniu para discutir a situação e os encaminhamentos para impedir e resistir a tais práticas. Há um compromisso moral com os colegas. É uma puta sacanagem a demissão ou remoção de qualquer um ali, pois todos nós estamos em sala, trabalhando honestamente, cumprindo horário e fazendo as nossas tarefas. Em todas as escolas de Minas deve haver gente excedente. Lá, por ser uma escola nova, não tem. As poucas contratações foram feitas no começo do ano com a autorização da Secretaria da Educação. E no meu caso, como efetivo-concursado, não há nenhuma razão para minha remoção, a não ser como obra de perseguição, de politicagem, de sacanagem mesmo. Por isso vamos resistir.

Após esta reunião com os colegas, pedi licença para me retirar e fui direto à subsede do sind-UTE de Vespasiano e São José, onde os diretores da subsede João Martinho e Carminha me aguardavam. Em pauta: o encontro metropolitanos em Vespasiano, no dia 25 de setembro. Soubemos que a sede da Câmara Municipal foi negada pela presidente, vereadora Ana Marajá, a quem eu não conheço pessoalmente. Ainda bem. Cheguei a falar com ela por telefone há uns dois ou três dias e ela deu a entender que cederia a sede da Câmara. Disse-me que havia emprestado para outras pessoas e que estas haviam devolvido a Casa de modo não satisfatório. Argumentei que o nosso encontro é de educadores e que teríamos todo o cuidado com uma casa que é prédio público. Ela pediu que mandássemos um ofício, o que foi encaminhado pela colega Rose, diretora da subsede de Vespasiano. Mas, posteriormente, a resposta dela foi: não. Eu não a conheço, como disse, mas se a encontrar algum dia ela vai ouvir algumas coisas, ah isso vai, não tenham dúvida disso. Afinal, os vereadores não são os proprietários pessoais daquela Casa, que deveria ser colocada a serviço da comunidade, das entidades de classe, entre outras.

Nossa segunda alternativa será a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, que também é central e tem boa estrutura, com auditório amplo, cozinha, banheiros, etc. Dá até para dormir. Na segunda ou na quarta-feira João e eu vamos até lá pessoalmente conversar com os dirigentes daquela entidade, que por sinal será convidada para o nosso encontro, juntamente com o Sind-Saúde.

Quando estava indo embora, na saída da subsede, na parte de baixo da casa, na escadaria, estava bem escuro e o degrau era maior do que o normal e eu acabei pisando falso. Mas, ao invés de torcer o tornozelo, o que não causaria qualquer estrago, pois ele já foi torcido e retorcido, acabei forçando a perna e deu uma cãibra terrível na coxa esquerda. Uma dor de amargar, que deu vontade de berrar bem alto; mas me controlei, pois os familiares do João poderiam acordar. Carminha ainda brincou: isso é a idade, Euler. E o João também não deixou por menos: "eu que faço aniversário e vocês que ficam velhos, kkkk". É que ontem foi o aniversário do João, gente, que completou mais ou menos oitenta anos - ele não quis precisar a idade, mas pelos cálculos, levando em conta de quem ele já foi professor e de quem ele já foi aluno, dá pra imaginar a idade aproximada do João. O bom é que ele continua na luta. Isso é o que importa!

Chegando em casa, esquentei um frango que havia cozinhado há uns três dias, e após esta rápida refeição escrevi o post abaixo. Quero agradecer de coração a todos os bravos colegas que se manifestaram em solidariedade, tanto pessoalmente, quanto através dos comentários, ou até por pensamento. Tem muita gente que quer distância de mim - e eu deles também -, mas, tem muita gente que me quer próximo, e a recíproca é verdadeira. Estão todos no meu coração. E saibam que eu estou muito bem, tranquilo como sempre, com a dor na perna se recuperando - depois de umas compressas - e pronto para o combate, como sempre!

No dia seguinte - hoje - fomos ao encontro dos candidatos ao governo de Minas, organizado pela direção do Sind-UTE em BH. Sobre este evento eu falo no próximo post. Daqui a pouco. Aguardem.


* * *


Incorporo ao texto central o comentário do nosso colega e amigo João Paulo Ferreira de Assis:

"Prezado amigo Professor Euler:

Estimo melhoras. Nós sempre fomos habituados a dizer amém a tudo o que o governo quer. Lembro-me muito bem de que uma vez chegou uma inspetora da SRE de Barbacena propondo que deixássemos ter aula pelo menos na primeira semana de julho. Bem que a nossa então supervisora Maria Helena Cirilo (uma lutadora que fez parte da histórica greve do tempo do Israel Pinheiro) nos avisou que se cedéssemos, o Estado não nos devolveria mais esses dias. Mas não a ouvimos. Resultado, o Estado anos depois mandou colocar duas semanas de aula em julho. E o que eram férias, para nós passou a ser mero recesso. Posteriormente começaram a colocar aula na última semana de julho. E a gente sempre SE ABAIXANDO. Até que uma inspetora chegou na escola EXIGINDO QUE TODOS OS PROFESSORES FIZESSEM PLANO DE AULA SEMANAL. A SRE de Barbacena tem dessas coisas. Aí a nossa galera reagiu. Eu mesmo fui ao gabinete do Diretor e o muni com argumentos fortes, e quando o Diretor Superintendente em pessoa visitou Nossa Escola, o Professor Antônio Carlos Ramos fê-lo ciente da inexequibilidade da proposta, visto que muitos professores que avaliam os alunos em vários aspectos teriam de deixar de fazê-lo. Graças à união dos professores não se nos impôs a obrigatoriedade de preparar planos de aula semanais. Nós precisamos parar de dizer amém a tudo que o governo fala. Se não tivéssemos dito amém, eu duvido que eles conseguissem nos impor o CBC, que é uma agressão à inteligência. Aliás, podíamos pedir aos professores dos outros conteúdos para identificar as furadas do CBC em suas respectivas disciplinas.

Atenciosamente, João Paulo Ferreira de Assis".

Comentário do Blog: Plenamente de acordo, amigo João Paulo. Dizer amém, só na igreja! Assim mesmo, dependendo do que for dito. E tenho dito!