quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"J.O TEMPO":Hélio Costa disse que se confundiu e informou a previsão total em vez de declarar o que foi gasto













DANIEL DE CERQUEIRA/ALDEIA
Lapso. Hélio Costa disse que se confundiu e informou a previsão total em vez de declarar o que foi gasto
Política

Doação. Candidato peemedebista alega que errou ao informar valor de doação de seu suplente em 2002
Hélio Costa diz que se enganou
Valor informado durante sabatina é maior do que o declarado à Justiça
PEDRO GROSSI

O candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, tentou explicar, ontem, a diferença entre os valores informados por ele e a doação declarada na sua prestação de contas referente à campanha ao Senado de 2002.

Uma matéria publicada ontem no jornal "Folha de S. Paulo" trouxe a informação que Hélio Costa teria omitido uma doação de R$ 4 milhões.

Durante sabatina realizada pelo jornal, o peemedebista disse que seu suplente, Wellington Salgado (PMDB), teria doado R$ 4 milhões para sua campanha ao Senado, mas na Justiça Eleitoral, o valor total declarado foi de R$ 1,2 milhão.

Salgado acabou exercendo seis dos oito anos do mandato de Hélio Costa. O titular licenciou-se em 2005 para assumir o Ministério das Comunicações, de onde se licenciou neste ano para se candidatar ao governo de Minas em aliança com o PT.

Por meio da assessoria, Hélio Costa, primeiro, confirmou o valor de R$ 4 milhões. Sobre o fato de não aparecer no registro nenhuma doação de Salgado, foi dito que o valor era a soma de doações de empresas e familiares do suplente e de pessoas que contribuíram a pedido dele.

Confrontada com a informação de que a quantia de R$ 4 milhões era maior do que o total declarado pela campanha ao TRE, a assessoria soltou uma nova versão: Costa se confundiu com o valor e citou o número que era a meta de arrecadação daquela eleição, e não, o valor final das contribuições.

Durante entrevista coletiva na manhã de ontem, Hélio confirmou o engano e minimizou o fato "Na verdade, eu me confundi e falei da previsão de gastos em vez de declarar o que efetivamente foi gasto".

Lula vai pedir votos para mineiros por telefone

Nos próximos dias e até a véspera das eleições, os cerca de cinco milhões de telefones fixos de Minas Gerais irão receber uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo votos para o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa.

A gravação de telemarketing já foi feita e faz parte da estratégia da coligação "Todos Juntos por Minas" para atrelar o tanto quanto possível a imagem de Hélio de Costa à do presidente Lula.
A informação inicial era a de que o presidente não faria esse tipo de ação nos Estados, mas a eleição em Minas, segundo o próprio presidente, virou uma de suas prioridades.

Hélio disse que o presidente sempre se colocou à disposição de sua campanha, mas que este é o momento certo de usar a força de Lula. "Não podia ocupar o presidente com questões locais, mas agora é o momento". (PG)

Críticas
“Governo atual não é republicano”

Na única agenda oficial, em um dia dedicado a gravações de programas eleitorais, o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa, concedeu entrevista e fez duras críticas ao governo estadual.

O peemedebista disse que “ao contrário do que afirma a campanha adversária”, o atual governo não é republicano e “privilegia prefeituras de partidos aliados em detrimento de prefeituras do PT e do PMDB”. “Lula, sim, foi republicano e tratou o Aécio como se ele fosse do PT”.

Hélio também disse que os atuais resultados da educação, comemorados pelo governo, nivelam a “educação por baixo”. Ele afirmou ainda que não vê em Minas nenhuma “ilha de tranquilidade”. (PG)
Publicado em: 08/09/2010

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