sábado, 15 de março de 2014

Misturada de temas: Polivanda vai postar tudo que puder!

Tenho outros blogs onde postava outros assuntos como educação infantil, atividades na escola ( alfabetização), eventos da escola, cursos em prol da alfabetização na idade certa ( PACTO/M.G.). Mas esqueci todas as senhas, não consigo reorganizar tudo, me falta tempo..Então resolvi ir postando tudo aqui neste blog. Já estou em outra escola do estado há muito tempo, mas ok. E misturar experiências e temas aqui não será incoerente, pois em tudo estará o pano de fundo que é a educação. Em tudo estará meu coração.



RECONTO: NA TURMINHA LINDA QUE TENHO (  2°-ALFABETIZAÇÃO , ESCOLA MUNICIPAL ), UM MOMENTO DE RECONTO: ALUNO , DIAS ANTES, LEU A HISTÓRIA DOS CISNES DE OURO E DEPOIS CONTOU-A . APÓS ISSO FIZERAM UM DESENHO DA HISTÓRIA QUE IREMOS ESCREVER O RESUMO E FAZER LEITURA COLETIVA E INDIVIDUAL. ALGUMAS PALAVRAS DA HISTÓRIA SERÃO USADAS EM DITADO. o RECONTO É ALGO UMA ATIVIDADE MUITO IMPORTANTE PARA AS CRIANÇAS, DESENVOLVE MUITAS HABILIDADES: MEMORIZAÇÃO,ORALIDADE, GOSTO PELAS HISTÓRIAS E PELA LEITURA, AUMENTO DE VOCABULÁRIO, DESINIBIÇÃO, CAPACIDADE DE OUVIR O COLEGA. MAIS À FRENTE PODE-SE TRABALHAR O RECONTO ESCRITO.








terça-feira, 4 de março de 2014

Blog do Euller faz reflexão política no recesso carnavalesco.

 

terça-feira, 4 de março de 2014

Depois do carnaval...


Depois do carnaval...

O carnaval deste ano tem um pouco o sabor de uma pausa entre os grandes embates que se avizinham no Brasil. Aconselho-os a aproveitarem bem estes dias. Curtam o renascimento do carnaval de BH, com seus blocos que ganham as ruas e criam uma alegria sadia, como nos bons tempos em que as pessoas saíam para as ruas para comemorar alguma coisa, sem medo de serem felizes. Mas eu dizia que, depois do carnaval as lutas de classes retomam. No Brasil e em outras partes do mundo também. Na Venezuela, por exemplo, observa-se a nova tentativa de golpe contra o governo constitucional e legitimamente eleito do presidente Maduro, sucessor de Hugo Chávez. O governo dos EUA e seus agentes na América Latina, incluindo no Brasil, com sua mídia serviçal dos piores interesses, nunca aceitaram o governo bolivariano existente na Venezuela. Um governo que realiza políticas sociais para os pobres, que convoca o povo para ocupar as ruas de Caracas toda vez que é ameaçado, e que venceu todas as últimas eleições, apesar das tentativas de golpe, merece o nosso respeito e o nosso apoio.

No Brasil, as forças do golpismo nunca descansaram. Desde que Lula e o PT chegaram ao governo federal, estas forças golpistas conspiram para derrubá-los. Como não têm conseguido através de eleições, tentam derrubar o governo por outros meios. É o golpe, especialidade da direita. Uma das tentativas de golpe foi o chamado "mensalão do PT", que cada vez mais está sendo (o processo de julgamento no STF) desmoralizado. Comprova-se que uma "maioria circunstancial" antipetista no STF forçou a barra no julgamento da AP (Ação Penal) 470 para colocar na cadeia algumas das principais lideranças do PT, entre as quais José Dirceu e José Genoino. Mesmo que não tenhamos afinidades ideológicas, ou que não concordemos com estes dirigentes partidários, não há como negar que sejam dois quadros políticos que atuaram honestamente nas últimas quatro décadas pela democratização do Brasil, juntamente com milhares de outras pessoas.

Dirceu e Genoino podem ter cometido erros comuns a todos os outros partidos e candidatos, de todas as cores ideológicas, como o caixa dois para a campanha eleitoral, coisa que o próprio sistema político brasileiro induz a tais erros. Mas não mereciam ser transformados em vítimas de uma das mais sórdidas campanhas da direita contra o PT e contra o governo Dilma.

No recente episódio de julgamento no STF, na questão da formação ou não de quadrilha pelos dirigentes do PT, o mais novo integrante da alta corte, Luis Roberto Barroso, deu uma verdadeira aula didática apontando como o presidente do STF, Joaquim Barbosa, na ânsia de condenar José Dirceu em regime fechado de prisão, aumentou deliberadmente o tempo de condenação pelo crime de quadrilha, que, em condições normais, pelos parâmetros aplicados às outras penas,  já estava prescrito. Num ato falho, ao criticar a posição do ministro Barroso (diga-se, um dos maiores juristas do país), Barbosa acabou confessando que exacerbou a pena de quadrilha de propósito, ou seja, para condenar Dirceu "de forma exemplar". Agiu, portanto, arbitrariamente ou politicamente, e não como um juiz.

Barroso foi elegante e claro na sua análise: a justiça não tem que impor condenação exemplar a ninguém, tem que ser justa. E pelas regras vigentes, pela lógica das condenações realizadas para os outros crimes, o de quadrilha já deveria ter sido prescrito. Como a maioria do STF decidiu em favor dos condenados (pela não existência de quadrilha), Joaquim Barbosa, irritado, fez um discurso político de candidato, agredindo seus colegas e dizendo que havia se formado uma "maioria circunstancial reformadora" no STF, e que a nação deveria ser alertada do risco que corria, num total desrespeito pelos colegas dele. É bom lembrar que ele também foi indicado por Lula e num processo semelhante aos demais ministros daquela casa.

Hoje se sabe, por exemplo, que Joaquim Barbosa "escondeu" - colocou em segredo de justiça - a AP 2474, cujos autos trazem provas que poderiam inocentar alguns dos acusados do mensalão e condenar outros que, supostamente, teriam sido seletivamente afastados da AP 470 (mensalão) para poupar, por exemplo, pessoas ligadas aos tucanos. Por que será? O objetivo era atingir somente o PT e o governo Dilma e com isso cair nas graças da mídia golpista?

Uma outra coisa estranha no chamado julgamento da AP 470 foi o tratamento desigual em relação ao chamado mensalão tucano de Minas. Enquanto no caso do chamado mensalão do PT, que foi posterior ao mensalão tucano, o STF aceitou a denúncia contra quase todos os envolvidos, inclusive aqueles que não tinham foro privilegiado e deveriam ter sido julgados inicialmente em primeira instância - o que não aconteceu -, com o mensalão dos tucanos, ao contrário, foi diferente. A ação penal foi desmembrada e o STF ficou apenas com os acusados com foro privilegiado, como deputados federais e senadores. Sem falar que era um esquema de caixa dois mais antigo do que o do PT, praticamente com os mesmos personagens, e até hoje continua impune, sendo que alguns dos acusados já escaparam por ter completado 70 anos. Ou seja, o STF tratou de modo diferente dois casos comuns; tratou de forma política, como um julgamento de exceção, para agradar a mídia, ávida por derrubar o PT do governo federal.

Repetimos: somos contra a prática de caixa dois, não importa qual partido esteja envolvido. E eu pessoalmente, como já declarei aqui, não sou filiado a nenhum partido político. Mas, nas condições vigentes, o partido ou candidato que não tiver dinheiro não consegue eleger ninguém. E este dinheiro, nas condições atuais, é fruto, em grande parte, do chamado caixa dois, ou seja, dinheiro não contabilizado que os partidos arrecadam para pagar os custos das caríssimas campanhas eleitorais. Para acabar ou reduzir, pelo menos, esta prática, somente com uma reforma política, com o financiamento público de campanha e maior transparência e fiscalização na prestação de contas dos partidos e dos seus candidatos e de todo o processo eleitoral.

O mensalão, portanto, estou convencido, tal como tem sido apresentado pela mídia, não passou de uma farsa, um golpe, com o claro objetivo de desgastar política e eleitoralmente o governo federal. O propósito inicial era o impeachment de Lula ainda no primeiro mandato. As elites perceberam que seria um jogo perigoso demais, que o país poderia ingressar numa revolta popular de imprevisível desfecho. Então apostaram no desgaste do partido, na derrota eleitoral para a presidência da república, através de uma sistemática campanha midiática contra os "mensaleiros do PT". Para a infelicidade destes grupos de direita, o povo não caiu no golpe e, em 2006, houve a reeleição de Lula, assim como em 2010 foi eleita a presidenta Dilma. Em todo este período, a denúncia do "mensalão do PT" se tornou tema obrigatório e diário na mídia golpista.

Mesmo agora, com as denúncias de escândalos como o trensalão e o propinoduto em SP, todos envolvendo sucessivos governos tucanos da cidade e do estado, a mídia nada fala e continua carregando as tintas apenas contra os condenados presos do PT. José Dirceu dá um espirro e a mídia divulga que ele está tendo tratamento privilegiado, pois alguém lhe oferece um lenço de papel. Chegaram até mesmo a proibi-lo de passar o dia todo lendo. Foi acusado sem prova de ter recebido um telefonema de um dirigente partidário da Bahia. Nada ficou provado, mas a mera acusação feita por um jornal de SP (folha de são paulo) foi o suficiente para lhe tirar o direito a trabalhar durante o dia, na condição de preso em regime semiaberto. O presidente do STF chegou a trocar o juiz que cuidava da vara de execução penal, colocando um outro, claramente antipetista - o pai dele é um político antipetista declarado -, numa verdadeira perseguição política.

Claro que o Brasil tem situações de prisioneiros em condições bem piores, sofríveis, desumanas até, especialmente os mais pobres, os negros, as mulheres, resultado das realidades de exclusão social que continuam presentes, hoje, como ontem. Mas não estamos tratando aqui do sistema prisional como um todo, mas apenas do chamado mensalão do PT e dos seus desdobramentos. De como, enfim, esta ação penal foi transformada em peça política partidária com a finalidade de enfraquecer o governo federal, desmoralizar o PT e tentar viabilizar projetos golpistas. Felizmente, o povo não é bobo como supõe a Globo e seus aliados, e tem prestigiado o governo federal nas urnas, demonstrando que quer mudanças sim, mas não aceita o retorno de governos neoliberais como os dos tucanos, demos e afins.

Contudo, passado o carnaval, uma das mais bonitas e populares festas do Brasil, a direita já prepara novas investidas para tentar derrubar o governo Dilma. Entre as  investidas golpistas estão as manifestações de protesto contra a Copa do Mundo. Claro que tem muita gente boa no meio dos protestos, anarquistas, idealistas, e até marxistas. Mas tem grupos de direita neofascistas também e uma base social de uma classe média leitora da revista-lixo chamada Veja que nos preocupa. Além dos infiltrados da CIA - não tenham dúvida disto. Esta gente não descansa. Os EUA querem ver o mundo pegando fogo, desde que os interesses deles, dos grupos econômicos deles, estejam protegidos.

Todos nós temos as nossas críticas ao processo de preparação da copa, dos altos investimentos em estádios e obras, etc., mas daí a querer transformar este mega evento num desastre vai uma grande distância. No país do futebol, de um povo apaixonado por futebol, é até um contrassenso observar a torcida do contra. Que se critique e se combate e se proteste contra a tentativa de afastar os pobres dos centros urbanos - como se verificou no Rio de Janeiro, em maior escala - tudo bem. Mas, a copa é uma realidade. E não é por causa da copa, como dizem alguns, que a Educação e a saúde públicas não têm ainda o primor que nós brasileiros merecemos.

Além disso, já não se trata mais de meras manifestações de protestos, como poderia acontecer  em qualquer época do ano, de forma legítima e democrática. Não sejamos ingênuos. O Brasil está no mapa dos países visados pelo governo e megaempresas dos EUA com seus pupilos internos, que tudo farão para desestabilizar o governo federal. Tal como estão fazendo na Ucrânia, na Venezuela, tal como fizeram no Oriente Médio, reservadas obviamente as diferenças conjunturais em todos os casos citados.

No Brasil, está óbvio que a maioria da população aprova o governo federal e  as políticas sociais em vigor: Bolsa Família, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Luz para todos, Pró-uni, Pronatec, programas de cotas sociais, entre outros, todos eles voltados para a população de baixa renda. Claro que precisa melhorar, precisa investir mais na Educação pública, pagar melhores salários aos educadores, e na saúde pública também; melhorar e baratear o transporte coletivo; realizar uma reforma política e no judiciário; acabar com o monopólio da mídia, etc, etc. etc. E a maioria da população, como ficou revelado em pesquisa recente, quer mudar muita coisa sim, mas não quer mudar o governo; ou seja, quer mudar com o governo Dilma, e não com um outro governo que as pessoas já sabem que representaria um atraso, um retorno a choques de gestão, desemprego, corte nas políticas sociais, confisco salarial, estado mínimo para os pobres, etc.

Os golpistas - mídia, tucanato, banqueiros, agentes da CIA e seus adeptos internos - sabem que, em condições normais, Dilma ganha as eleições no primeiro turno. Então querem provocar uma situação de caos, ou pelo menos um sentimento de caos, de insegurança, de crise, de que tudo vai mal e tende a piorar se Dilma continuar no governo. Quem ouve a Itatiaia, ou lê o Estado de Minas ou a Folha de São Paulo, ou ouve e vê as emissoras da Globo, Band e afins, têm a impressão de que o Brasil vive o pior dos mundos, uma crise que tende a piorar. Só coisa negativa. Para eles, a inflação vai subir, o desemprego também, o país ficará estagnado, tudo vai dar errado. Oh céus, oh dor! A gota d'água serão os protestos contra a copa, que podem ser infiltrados por provocadores da direita e se tornarem uma "prova" do descontentamento do povo com o governo, segundo a opinião publicada.

Quem não se lembra, ou pelo menos (meu caso) quem já não leu alguma coisa sobre a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, um movimento liderado pela direita golpista em São Paulo, que serviu de pretexto para o golpe de 1964? Pois já há grupos neofascistas convocando uma segunda versão desta infeliz marcha em São Paulo, e é claro que muitas outras tentativas serão feitas neste ano de copa e de eleições presidenciais. Querem desestabilizar ou derrubar os governos populares ou progressistas da América Latina e do mundo.

Se tivéssemos uma alternativa popular no campo das esquerdas, com reais forças para disputar eleições para vencer, ou mesmo para uma revolução popular, claro que a nossa análise seria outra. Mas, não temos o condão de mudar as circunstâncias ao nosso bel prazer. Podemos agir e contribuir para mudar sim, mas não podemos impor de forma artificial, subjetivista, uma solução para a qual a população, a maioria dos de baixo, não se propõe a realizá-la neste instante, ou seja, quando uma situação ideal ainda não esteja amadurecida, ela não acontecerá. Mais ou menos isto quem dizia era o gigantes Marx. A sociedade (os de baixo) não realiza propostas que não estão maduras.

E neste momento, no Brasil, com o baixo nível de organização e consciência política das esquerdas e das massas trabalhadoras, não dá para propor algo mais avançado do que eleger uma candidata - Dilma - minimamente comprometida com um projeto que leve em conta as políticas sociais que se opõem às políticas neoliberais. Dilma representa esta continuidade nas políticas sociais, na relação independente e solidária com os povos e governos populares e progressistas da América Latina e do mundo. 


Claro está que o PT, hoje, nem de longe lembra o velho PCB de Prestes, Marighella e Gregório Bezerra. Não tem a coragem nem mesmo de um Brizola, a quem tive a grata satisfação de conhecer pessoalmente quando tinha meus 20 e poucos anos (uma hora destas publico aqui algumas fotos que guardo do início da década de 80). O PT, mais do que nunca, é hoje um partido formado majoritariamente por bundões, burocratas, gente que está presa a um cargozinho qualquer, sem qualquer paixão política para enfrentar os de cima. Destacam-se as exceções, honrosas, que contribuem para reforçar as políticas sociais. Mas, independentemente dos vacilos do PT, a realidade acaba pressionando o governo federal a assumir posturas em favor dos de baixo, sob pena de perder apoio popular.

Na Venezuela, por exemplo, ao contrário do Brasil, o chavismo foi construído e se fortaleceu com o permanente chamado ao povo para ocupar as ruas em apoio ao governo. O próprio governo, quando ameaçado pelos golpistas de lá, ao invés de ficar na defensiva, convoca o povo para as ruas, mostrando toda a sua força apoiada numa população cada vez mais politizada e auto organizada. Por aqui, ao contrário, o governo federal, ao mesmo tempo que não abre mão das políticas sociais que lhe dão suporte eleitoral (o que é bom), não tem tido coragem para enfrentar abertamente os inimigos do povo: a mídia, parte do judiciário, o tucanato, entre outros. Por isso, o governo federal, apesar do capital político de que dispõe, está mais vulnerável a sofrer um golpe. Que como já explicamos aqui, não será um golpe no formato tradicional, uma quartelada militar, não. Desta vez, os golpes têm outra cara, envolvem parcela do judiciário e o respaldo imediato da mídia, além de poder contar também com manifestações de protesto teleguiadas pela mídia e infiltrados da direita.

Portanto, não sejamos ingênuos. O governo federal não pode cair nas mãos de aventureiros ou golpistas que trarão e representarão o retrocesso nas conquistas dos de baixo. É preciso avançar nas lutas, nas conquistas, cada vez mais, mas de forma segura, com um governo não subordinado aos ditames do império norte-americano. Neste momento, e passado o carnaval, temos o dever de reeleger a presidenta Dilma, mesmo com todas as críticas que se façam necessárias.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

Carnaval na E. M.Dr. kleber


Alegria no saguão da escola: momentos que ficarão guardados na memória.










































sexta-feira, 29 de junho de 2012

Blog do Euller: "Categoria discute eleições, piso, terço de tempo e condições adequadas de trabalho."


DOMINGO, 24 DE JUNHO DE 2012


Categoria discute eleições, piso, terço de tempo e condições adequadas de trabalho


Categoria discute eleições, piso, terço de tempo e condições adequadas de trabalho

A categoria dos educadores de Minasdiscute alguns temas atuais neste espaço, que foi apropriado pela base da categoria. Entre estes temas estão as eleições que se aproximam. O que fazer? Votar nulo ou votar consciente? Ou simplesmente não votar, como defendem alguns colegas?

O fato é que a eleição brasileira torna-se cada vez mais um momento nulo, mesmo quando praticamos o exercício do voto e escolhemos uma das figuras que nos são ofertadas qual leilão mercadológico. Este é mais bonitinho, apesar de ordinário; a outra é mais simpática, apesar de cretina; e por aí vai.

Penso que mais importante do que a discussão acerca da prática do voto está a discussão da essência da “democracia” que se vive hoje no Brasil e no mundo, com instituições cada vez mais distanciadas dos de baixo. Aqueles que elegem são justamente aqueles que são privados do real poder de decidir os seus destinos. É uma escolha de algozes, inclusive daqueles que menos mal causarão aos de baixo. Triste sina, portanto, enquanto todo o sistema não for questionado e mudado.

Acerca dos problemas da Educação em Minas, a novidade é que finalmente o governo de Minas admite cumprir uma das regras da Lei do Piso, a do terço de tempo extraclasse. Que fique bem claro: apesar da propaganda contrária, trata-se de apenas um dos artigos, de um conjunto que foi sonegado, conforme já explicamos aqui exaustivamente. O governo de Minas e a quase totalidade dos governos não pagam o piso corretamente. Nossa carreira foi destruída, para que se erigisse, no seu lugar, um simulacro com nome de piso, mas que na verdade é uma soma salarial, que engoliu nossas gratificações (quinquênios, biênios) apesar da lei federal proibir tal prática.

Mas, consideremos que, ao anunciar o cumprimento do terço de tempo, o governo de Minas poderá cumprir pelo menos uma das regras da Lei do Piso. Contudo, ao anunciar tal propósito, o governo não esclareceu como isso ocorrerá. Por isso achamos importante estabelecer alguns critérios, de acordo com a lei. Primeiro, o terço de tempo extraclasse de maneira alguma pode ser usado para que os professores substituam os colegas em licença ou que tenham faltado ao serviço eventualmente. A menos que o governo queira pagar para isso, e que seja uma prática de opção dos colegas, não de obrigatoriedade. O terço de tempo extraclasse é para para atividades fora da sala de aula, inclusive em casa, como ocorre atualmente, já que o trabalho de pesquisa, preparação de aulas, elaboração e correção de provas, etc., quase sempre exige tempos e tranquilidade que não se comportam aos muros da escola.

Por outro lado, a possibilidade do governo pagar como extensão de carga horária a atual jornada de 24 horas – o professor receberia por 27 aulas, com a mesma jornada praticada – me parece correta. Já havíamos defendido esta possibilidade anteriormente. Na prática ela representa um pequeno reajuste salarial – em torno de 12% – com a manutenção da jornada de trabalho atual. Claro que isso deve ser opcional, pois alguns colegas professores podem optar por mais tempo extraclasse, dado ao desgaste da dupla jornada. Claro também que isso não substitui o reajuste de 22% que o governo não aplicou, mas pelo menos é um paliativo momentâneo para a realidade de baixos salários inaugurada pela gestão de choques do faraó e seu afilhado.

Mas a categoria não abre mão de continuar lutando pelo piso salarial na carreira, pelos reajustes de acordo com o chamado investimento aluno ano; e cada vez mais, por condições mais adequadas de trabalho. Nossos colegas diariamente denunciam, neste espaço, realidades de sofrimento e angústia vividas pelos educadores. O local de trabalho deveria oferecer um ambiente agradável, de convivência e de confiança entre as pessoas. Ocorre que as gestões de Educação em Minas e no Brasil primam por práticas autoritárias, de mandonismo, de cobranças baseadas em punições. Isso não contribui para criar um clima de harmonia e respeito entre os colegas e acaba gerando desgaste emocional e físico, prejudicando sobremaneira os fazeres dos colegas. Os melhores diretores e inspetores são aqueles que respeitam os profissionais, tratando a todos com educação, sabendo ouvi-los, buscando sempre soluções amistosas e consensuais, e nunca a ameaça ou a punição, como tem sido a prática de uma parcela expressiva de dirigentes. Nossos colegas educadores, muitos deles, estão adoecendo pela sobrecarga de trabalho, combinada com os baixos salários e as péssimas condições. Deveríamos discutir mais este tema e construir um ambiente que permita a convivência fraternal e crítica, com absoluto respeito pela diferença, pela participação ativa dos educadores e estudantes na formulação das políticas e dos conteúdos aplicados.

Por último, chamo a atenção para que todos estejam acompanhando o que acontece no Brasil e no mundo. Cada vez mais as elites dominantes tentam nos roubar o pouco de espaços conquistados. Estejamos atentos para não permitir que mercantilizem a nossa alma, já que a vida ao nosso redor se encontra já mercantilizada, cindida pela frieza e pela indiferença. Precisamos de mais políticas sociais, de mais participação ativa dos de baixo; que as comunidades se organizem, se unam e lutem por seus (nossos) direitos e interesses comuns, de classe. Sem isso, os de cima continuarão empurrando as crises que eles produzem para cima dos de baixo. Não podemos pagar mais este preço. Temos direito à Educação pública de qualidade, à saúde pública decente, à moradia para todos, transporte público decente, esporte, lazer, e as artes presentes cotidianamente na nossa vida. São direitos que não caem do céu, e dependem da nossa luta, sempre.

Um forte abraço a todos, e força na luta! Até a nossa vitória!

***
Frei Gilvander:
Professor Miguel Arroyo defende a greve dos professores das Universidades Federais. 19/06/2012

Clic no link, abaixo, e assista à entrevista que o prof. Miguel Arroyo concedeu a frei Gilvander. 

http://www.youtube.com/watch?v=oIWIqzVu1no&feature=youtu.be

Um abraço afetuoso. GilvanderMoreira, frei Carmelita.


e-mail:
gilvander@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.brwww.twitter.com/gilvanderluis
Facebook: gilvander.moreira
skype: gilvander.moreira

Apoiamos com firmeza o SINDIELETRO E TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA CEMIG que lutam contra as injustas demissões e práticas capitalistas da CEMIG. Abraço na luta. Frei Gilvander Moreira.

Cf., abaixo.

"Cemig usa demissão para espalhar o terror

Em 12 dias a Cemig demitiu quatro eletricitários com estabilidade no emprego, sem qualquer justificativa. No dia 1 de junho, a empresa demitiu o técnico de segurança no trabalho mais antigo da Cemig, que também é dirigente sindical, Paulo Marinho.

No último dia 12, três técnicos da base Itambé -  Cláudio Coelho, Goethe Eduardo Barroso e Adriana Lúcia de Melo – todos com estabilidade  pela atuação na Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa) e  com mais de 20 anos de Cemig – também foram demitidos sem motivo.

Só uma gestão extremamente irresponsável pode  colocar na rua quatro técnicos - todos profissionais sérios e respeitados - apenas para espalhar o medo, aumentando  a tensão nos locais de trabalho e o risco de acidentes que já é alto. Só uma gestão focada apenas no mercado  e nos acionistas pode usar o lucro de uma estatal para violar o direito constitucional da estabilidade no emprego.

Cobramos respeito aos trabalhadores que construíram essa empresa durante 60 anos. A Cemig não merece o retrocesso que esse gesto extremista representa por colocar em perigo o estado de direito e a democracia. As demissões sinalizam a volta de métodos próprios da ditadura militar. O medo e o terror não funcionaram em 21 anos e não vão funcionar agora.

Nós insistimos na  solidariedade, na luta coletiva e no trabalho dedicado que já trouxe tantas vitórias para os eletricitários e para a nossa estatal. A categoria vai ficar ainda mais unida, como tem ficado em todas as lutas para barrar os ataques aos trabalhadores e à empresa pública."

Fonte: http://www.sindieletromg.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21145:cemig-usa-demissao-para-espalhar-o-terror&catid=300:destaque-grande&Itemid=628

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Blog do Euller informa sobre adenúncia de ameaça à Frei Gilvander e um texto de Marly Gribel sobre a desesperança em Minas


QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2012

Frei Gilvander denuncia ameaça contra a vida dele

Frei Gilvander denuncia ameaça contra a vida dele


Em e-mail que acabo de ler, numa nota divulgada para toda a mídia, de autoria do nosso amigo Frei Gilvander, observamos uma terrível ameaça à vida de Gilvander. Algo inadmissível num país cuja aparência é de um estado de direito com democracia e respeito às liberdades de opinião, consciência, e de ir e vir.


Eis o que diz o e-mail de Gilvander, que primeiro aborda a questão dos sem-teto:



"Frei Gilvander:





RELEASE URGENTE PARA A IMPRENSA e a SOCIEDADE DE MG, 16/05/2012, quarta-feira, às 07:30h, de frei Gilvander.
3º dia de acampamento na porta da prefeitura de Belo Horizonte, na Av. Afonso Pena.
As 350 famílias sem-teto despejadas daOcupação Eliana Silva, no Barreiro, em Belo Horizonte, MG, continuam acampadas pelo 3º dia na entrada da prefeitura de Belo Horizonte, na Av. Afonso Pena. 
Agora às 9 horas o povo sairá em passeata da prefeitura até à Assembleia Legislativa, onde às 11:00h haverá Audiência Pública na Comissão dos Direitos Humanos para tratar do despejo e das reivindicações das 350 famílias despejadas da Ocupação Eliana Silva, no Barreiro.
Após a Audiência Pública haverá, na Praça da Assemblia Legislativa, uma Assembleia dos moradores para definir os próximos passos da luta.
Pedimos a presença da imprensa no local. Pedimos também às pessoas de boa vontade que se façam presentes e levem alimentos, cobertores e as coisas principais necessárias para o viver cotidiano para lá para o povo do MLB - Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas.
Obs.: Ontem, dia 15/05/2012, às 19:05h, quatro homens em atitude suspeita estavam no portão de entrada da casa de frei Gilvander, fora de um Uno branco, que estava com as portas abertas. Um dos homens tinha um cacete grande na mão. Quando dois freis chegaram de carro, eles entraram no Uno, fizeram manobra e se evadiram do local. Nesse horário, frei Gilvander deveria chegar em casa, mas como teve que ir em outra reunião não chegou. Os dois freis estranharam muito e ficaram com medo. Denunciamos isso como tentativa de atentar contra minha vida: vida de frei Gilvander. Vamos denunciar isso e exigimos apuração e garantia de minha integridade física e. Frei Gilvander Moreira.
  CONTATOS PARA MAIORES INFORMAÇÕES:


Ligue para Leonardo Péricles: celulares: (31) 9133-0983 ou (31) 9331 4477 ou (31) 9716 5356.
Elcio  Pacheco (advogado): (31) 9767 3596
Frei Gilvander Moreira, da CPT, cel.: 31 9296 3040.
Abraço. Frei Gilvander."

Comentário do Blog: Queremos expressar aqui a nossa solidariedade ao Frei Gilvander e fazer coro à denúncia contra qualquer tipo de prática que atente contra a integridade física dos cidadãos. Chamamos atenção para esta recorrente prática de perseguição aos lutadores sociais e aos movimentos de luta pela terra, pela casa própria ou por salários e carreira mais dignos. Estamos diante de governos neoliberais, que não têm compromisso com o povo pobre e têm apostado na quebra dos direitos democráticos conquistados através das lutas sociais.  Os educadores em especial devem discutir essas questões com os alunos, pais de alunos e com os colegas. Precisamos conquistar condições dignas de trabalho, salário mais justo, o cumprimento da Lei do Piso, e assegurar também direitos democráticos, hoje ameaçados por governos saudosistas da ditadura civil-militar.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

***

Nota do Blog: Sem pedir licença à comandante Marly Gribel, reproduzo aqui o seu novo e brilhante texto:

Instalou-se neste país (Brasil) Uma "Comissão da Verdade" sobre os períodos sempre presentes da Ditadura no Brasil. A Comissão vai ter acesso aos documentos secretos dos anos de 1946 em diante. Foi bastante questionado este longo período, visto que o período da ditadura militar de 1964 era mais relevante do ponto de vista de prováveis punições e pedidos de indenizações pelas famílias prejudicadas e sofridas deste país cruel. Mas não. Ampliou-se o período de tal maneira, que para concluir os trabalhos vai levar uns cem anos. É assim que a verdade aflora no Brasil- a longo prazo.

A presidenta chorou... patético. Ela não conhece os porões sinistros de tortura do governo  Anastasia, ou melhor, ninguém no Brasil quer ver- mas as Escolas públicas mineiras viraram lugares sombrios, tristes de trabalhar, um muro de lamentações e lágrimas.

Nunca nestes 26 anos encontrei tanta desesperança no meio da minha categoria sofrida. Há um vazio que se instalou entre nós - a grande maioria dos meus amigos, ou estão afastados -  de licença médica ou em depressão e desânimo. Eu sou uma das poucas ovelha do rebanho que ri toda manhã com os alunos e tramamos juntos passeatas, histórias, danças e releituras de obras clássicas.

E todos os dias eu clamo a categoria à luta: na escola, no blog, no facebook e de tanto clamar, meu apelo foi ouvida no exterior e ganhei amigos poderosos que todos os dias me ajudam na rede mundial a divulgar as verdades ocultas deste país que vive de aparência e de mentira. O Brasil de fato é este: educação sem qualidade, salários aviltantes  pagos aos mestres, saúde completamente desmantelada em todo o país, moradias populares caóticas( Montes Claros teve um sério problema com uma chuva de 50 minutos nas moradias populares - no programa "Minha casa minha vida",onde as mesmas foram inundadas, destelhadas e rachadas) e o famoso bolsa-esmola, inclusive vai ser ampliado, para contemplar os eternos miseráveis do Brasil de fato.


Para piorar ainda mais a situação dos mineiros o Frei Gilvander é ameaçado de morte, isto porque luta pelos sofridos e abandonados deste país. Atualmente o frei está denunciando e protegendo 350 famílias sem teto despejadas da ocupação Eliana Silva, no Barreiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Mas a presidenta chorou e é isto que será repassada ao mundo- mais uma farsa para encobrir os reais problemas do Brasil - de Cachoeira e corrupção mil.

Para finalizar, gostaria de enviar um abraço fraterno a Cindy, uma jovem do exterior que todos os dias conspira na rede mundial - solidária a nossa dor. Por aqui mesmo, nas terras brasileiras poucas vozes falam a nosso favor!
 
"

Fonte: http://gribelm.blogspot.com.br/

sábado, 28 de abril de 2012

PROFESSORES E O CABRESTO QUE NOS CABE


Professores e o cabresto que nos cabe


Eu estou felicíssima
Com a profissão de professora
Vou ser obediente e nunca mais reclamar de ser sofressora.
Sou boa menina, vou me comportar
Os patrões vão me aplaudir prá o meu cargo sempre  conquistar.

A lição eu aprendi
 de que  nada posso reivindicar
Tudo devo aceitar sem nem nos olhos do patrão olhar
Tudo farei para agradar e de mim nem vão ouvir falar.
Reproduzirei o que mandarem
Escravizarei a minha alma porque satisfeitíssima estou.

Sei que muito questionei sem merecimento algum
Lobotomia merecida pois que muito refleti e questionei
Sem conhecimento de causa nenhum
Meu salário é muito bom e toda a infra estrutura do aparato do patrão
Só me enche de orgulho.

É inveja desejar o que o outro tem
Por isso o salário dos poderosos que nos marionetam
 é puro merecimento da doação honesta
 do trabalho que desempenham.
Justo demais para o comprometimento deles
Que tanto amor têm pelo nosso país:
tantas horas de labor pensando em como melhorar
seus próprios injustos salários.

Comprarei viseiras e prometo presentear meus amigos de profissão
com este aparato que nos ajudará
a sequer ver a expressão nos olhos desta classe
que de tão desunida
precisa sofrer punições mesmo!
Precisamos nos unir e compreender que cada macaco é no seu galho
E que não se mexe com o brio de gentes tão idôneas
quanto nossos conscientes e humanos políticos
que tão bem nos representam.

Esses que tanto se doam pela  nossa classe
que tanto nos compreendem e lutam por nós.


Como estive cega!
Pois se tanto nos disseram
que quem não se adequa à profissão
ou que dela não estiver gostando
Mude, então, de ramo
Mude seu coração e dê licença
Que atrás vem gente e
querendo o cargo tão valorizado
E bem pago que ocupamos!

Também já ouvimos
que não mais segurança temos
no caso de incomodar
então meus caros colegas
prestem muita atenção
que eu vou lhes avisar:
entrem no trilho que nos desenharam
porque a máquina por cima vai passar!
Mortos estamos , é fato
E é melhor não reclamar!!!!

Caso passemos mal
com vontade de vomitar
aprendamos a engolir mais um pouco do veneno
a ser bacanas e aplaudir
o que os maiorais nos manda ouvir.

Mais uma coisinha quero dizer:
prometo não plantar mais sementinhas
de flores belas
 pois que riram delas, pisotearam todas
tanto e com tanta maestria
que a  terra já não está mais fértil
nem meus sonhos têm mais rebeldia.
O patrão está dando de dez na repressão da década de setenta
matar gente com fuzil
deixa marcas e arquivos a se pesquisar
mas matar sonhos é de uma sutileza...
 e a dor
jamais vai passar,
mas eles não têm olhos para enxergar
E NÓS NÃO TEMOS MAIS COMO LUTAR!


Vanda Sandim

sábado, 21 de abril de 2012

As Derramas dos educadores mineiros: sem piso, sem carreira e sem reajuste de 22%

SÁBADO, 21 DE ABRIL DE 2012

As Derramas dos educadores mineiros: sem piso, sem carreira e sem reajuste de 22%

Neste dia 21 de abril, data que conspira contra as muitas Derramasde recursos e dinheiro públicos, quase sempre carreados para os bolsos deminorias privilegiadas, vamos divulgar aqui os dois vídeos da nossa combativa colega professora Marly Gribel. O primeiro, é uma aula completa de visão crítica da realidade mineira e nacional: o descaso com a Educação pública, com a Saúde, com a moradia, etc. Os alunos participam do projeto e redescobrem o quanto o governo de Minas manipula a população com propaganda, enquanto a realidade real é a do não pagamento do piso salarial e a destruição da carreira dos profissionais da Educação.





No segundo vídeo, Marly revela os supostos erros ocorridos no processo de gravação, mas que mostra na verdade os bastidores do processo, que acontecem com muita alegria, de forma direta, revelando um pouco mais do perfil da nossa combativa comandante Marly - a qual parabenizamos pela brilhante iniciativa. Seguramente, esta iniciativa vai inspirar outras ações semelhantes, para que Minas se transforme num grande canteiro de rebeldias, de questionamentos, de impertinências em relação aos atos dos governos e das elites dominantes.



Não temos muito o que comemorar neste 21 de abril, pois o nosso piso salarial, o nosso reajuste de 22% e a nossa carreira, bem como o terço de tempo extraclasse, foram drenados para outros fins, tal como o ouro do solo do Brasil fora (e continua) transferido para outros portos, distantes dos reais interesses e necessidades dos de baixo.


Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

***


Frei Gilvander:

Aconteceu MAIS UMA NOVA OCUPAÇÃO URBANA EM BELO HORIZONTE: OCUPAÇÃO ELIANA SILVA, no Barreiro.

A tensão é grande no local, pois são 350 famílias sem-casa com cerco da Polícia.

Aos órgãos de imprensa e à Sociedade em Geral,

Na madrugada do dia de hoje, 21 de abril de 2012, cerca de 350 famílias organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB),reivindicando o direito garantido pela Constituição brasileira de acesso a moradia digna, de forma organizada,realizaram uma nova Ocupação Urbana em Belo Horizonte numa área que não cumpre a função social da propriedade, área abandonada.

A ocupação é uma conseqüência do descaso da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo do Estado de Minas frente ao déficit habitacional em BH e no estado, que chega a índices alarmantes, denunciados pelos movimentos sociais e órgãos de imprensa. Entretanto mesmo sendo um direito, as famílias acampadas estão sobre forte cerco policial. Desde as 4 horas da manhã, policiais do Batalhão de Choque estão no local ameaçando as famílias e helicópteros sobrevoaram a ocupação por toda a noite.

Contamos com a solidariedade de todas as pessoas de boa vontade, pois não vamos permitir que um novo Pinheirinho – O Massacre de São José dos Campos, SP - aconteça em Belo Horizonte.

A ocupação leva o nome de Eliana Silva, belo-horizontina, uma das principais lutadoras das causas sociais, em especial da luta por moradia digna para o povo pobre, que morreu em 2009.

Endereço da Ocupação Eliana Silva:
Rua Perimetral, lotes 29 e 30, quarteirão 155, na altura da Fábrica PREMIAÇO, no Barreiro de Baixo, em Belo Horizonte, MG. Referência: Próximo ao final do ônibus 31, perto do Campo do Santa Rita.

CONTATOS PARA MAIORES INFORMAÇÕES:

Para entrar em contato ligue para Leonardo Péricles: celulares: (31) 9133-0983 ou (31) 9331 4477 ou (31) 9716 5356.

Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB-MG)

Um abraço afetuoso. Gilvander Moreira, frei Carmelita.
e-mail:gilvander@igrejadocarmo.com.br
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