terça-feira, 25 de janeiro de 2011

BLOG DO EULER E A QUESTÃO DA FEDERALIZAÇÃO NA FOLHA DE PAGAMENTO DOS EDUCADORES

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A federalização - pelo menos da folha de pagamento - é a melhor alternativa para os educadores






Destaque do dia: Diretoras do Sind-UTE, entre as quais a coordenadora Beatriz Cerqueira, realizaram hoje, dia 26 de janeiro de 2011, uma primeira reunião com a nova secretária da Educação de Minas, Ana Lúcia Gazzola. Leiam matéria completa clicando aqui (site da SEE-MG).

Rápido comentário do Blog: As reuniões entre as secretárias de governo - SEE e Seplag - e o Sind-UTE, no início da atual administração (clique aqui para acessar a notícia sobre a segunda reunião), representam um bom sinal, pois essa não era a prática do governo do faraó. Contudo, é preciso agora que as reuniões avancem do estágio de análise da lei do subsídio para uma agenda de recuperação de perdas e aprimoramento do atual sistema. Entre as principais demandas, citamos: a) reposicionamento de todos os servidores de acordo com o tempo de serviço no estado, b) retorno dos percentuais de progressão e promoção, comuns a todas as carreiras do estado de Minas, c) um terço de tempo extraclasse para a jornada de 24 horas, d) reajuste anual dos salários, inclusive para o ano de 2011, e) estender para os efetivados o direito às promoções e progressões na carreira, f) regularização das 30 horas e da certificação, entre outros pontos igualmente relevantes.








Hoje de madrugada, quando o silêncio reina e meu tempo disponível é maior, quero escrever sobre este assunto - a federalização -, da maior importância para o presente e para o futuro da Educação e especialmente para as carreiras da Educação, em Minas e no Brasil.

Inicialmente, fiquem com os comentários dos nossos colegas professores João Paulo e Rômulo aguardem o meu retorno bem tarde da noite, de preferência se for de lua cheia.

***

"João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler

Nós estamos num beco sem saída. É a federalização ou nada. Continuar com prefeitos e governadores, eles sempre vão ganhar de nós. E quando a gente tem uma chance acontece uma reviravolta. Vou citar o caso de Ressaquinha. Houve um prefeito que atropelou os direitos dos funcionários municipais. Estes constituíram advogado e ingressaram em juízo, há alguns anos atrás. O candidato da oposição, apoiado pelo PSDB, ganhou com 1883 votos, contra 669 do 2º colocado e 517 do prefeito, candidato à reeleição. Isto num eleitorado de pouco mais de 3000 eleitores. O prefeito tomou posse e a assessoria jurídica do PSDB lhe disse que a vitória dos funcionários seria líquida e certa. A solução, sugerida pela tucanagem foi CONVIDAR O ADVOGADO DOS FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA PARA ASSESSOR JURÍDICO. Resultado: os funcionários (muitos deles pessoas humildes) foram perdendo os processos um a um, por falta de comparecimento às audiências, sem contar que do lado da prefeitura, se sabia perfeitamente os segredos de cada funcionário pois seu advogado MUDARA DE LADO. "

"Rômulo:

Convivas,

A proposta da federalização (dos salários e planos de carreira), pois não podemos nunca esquecer que remuneração e carreira andam juntos, é extremamente valiosa e devemos criar espaços para aprofundar esse debate.

Contudo essa proposta carrega consigo outros fatores indeléveis como por exemplo a política de financiamento da educação pública. Ao falarmos em federalização do magistério público precisamos falar em investimentos massivos (na casa dos 20% do PIB), repensar criticamente o FUNDEB e varrer com a principal premissa do NOVO PNE que é o financiamento estatal da educação privada.

O Estado Brasileiro sempre terá em maõs as "leis" de responsabilidade fiscal e o que os economistas do governo mais tem falado no momento é em AJUSTE FISCAL. O "NOVO" PNE aponta 10% do PIB para 2011 e sem querer ficar gorando acho díficil passar dos 5%.

Federalizam a folha de pagamento dos trabalhadores em educação mas por outro lado colocam amarras nos mecanismos de financiamento. Portanto ao levantarmos a bandeira da Federalização devemos também desfraldar as bandeiras de maiores investimentos, fim da lei de responsabilidade fiscal para as áreas de educação e saúde pública e uma Nova Lei do Piso Salarial Nacional (que CONTEMPLE todos os trabalhadores em educação, com uma jornada padrão de 20hs/semanais e que tenha como referência o valor apontando pelos cálculos do Dieese).

Bom, é muita luta! Não é da noite para o dia e nem será conquistado de uma só vez...

São algumas reflexões e se fosse fácil já estava pronto e chegaria via SEDEX.

Enquanto isso, coletivamente vamos nos organizando para os combates que se avizinham e por que não também esperar pelo quinto dia útil de fevereiro. É uma merreca, mas precisamos de colocar mais pacotes de nissin miojo na dispensa e eu, particularmente, preciso comprar remédios para minha filha e se sobrar algum talvez comprar cuecas novas. "

***

Retomando. Nem sei bem se a lua está cheia (de mim), mas faz calor e isso tira um pouco mais o sono de quem é um noctívago incorrigível. E com isso, sobra mais tempo para pensar os problemas da Educação e da humanidade.

A federalização é sem dúvida a melhor alternativa, mas esbarra em dois problemas centrais: 1) os dirigentes dos estados e municípios não querem perder receitas e currais eleitorais; 2) as entidades sindicais ligadas ao governo federal - tipo CNTE - não têm interesse em transferir seriamente o problema da Educação básica para a esfera federal, enquanto problema nacional. Preferem bajular o MEC e o governo federal, enquanto apostam na divisão e na pulverização da luta dos educadores em estados e municípios, enfraquecendo-a.

O resultado desse encontro de interesses entre os de cima e os que dizem representar os de baixo - mas que não me representam, de maneira alguma - é que a Educação pública e os educadores são tratados com descaso e hipocrisia.

No âmbito dos estados e municípios esbarraremos sempre na lei de responsabilidade fiscal - criada no governo FHC e mantida infelizmente pelo governo Lula -, segundo a qual, qualquer aumento salarial um pouco mais substancial para os educadores, que são a maioria dos servidores, esbarra no limite da lei. Com isso, os governantes estaduais e municipais ficam com este dispositivo legal no colo para usar contra os servidores públicos.

Vejam o caso de Minas Gerais, estado que vem crescendo em arrecadação ano após ano e os salários dos servidores praticamente estacionaram. Na Educação, para realizar um pequeno reajsute salarial, o governo mineiro confiscou o tempo de serviço dos educadores, mudou a estrutura do plano de carreira implantando o subsídio e reduzindo os percentuais para promoções e progressões.

Nos muncípios do Brasil inteiro, salvo raras exceções, a realidade é ainda pior, com professores recebendo salário mínimo por 40 horas semanais de trabalho. Uma vergonha internacional!!!

Ora, para resolvermos este problema com seriedade, não dá para permitir que se estabeleçam generalidades como o PNE do MEC do ministro Haddad - falastrão e não-comprometido com a Educação básica. É preciso, ao contrário, que se estabeleçam políticas nacionais para a Educação básica e para a valorização dos educadores, com: a) plano de carreira comum, b) piso salarial nacional comum de pelo menos o valor do piso do Dieese (como bem lembrou o colega Rômulo), para uma jornada entre 20 e 30 horas, com um terço do tempo extraclasse, c) política séria de formação continuada, possibilitando o aprimoramento permanente e a conquista de novos títulos acadêmicos pelos profissionais da Educação. Entre outras medidas de alcance nacional.

Claro que, enquanto as coisas não se resolvem no âmbito nacional - já que internacionalmente há muito que o proletariado deixou de pensar - vamos ter que travar as nossas lutas regionais e locais. Não vamos ficar de braços cruzados não, contando com a inércia de entidades nacionais que querem apenas galgar vantagens e espaços junto aos detentores do poder público.

Na esfera estadual - enquanto as lutas sociais dos educadores não alcançarem uma força nacional, para além dos limites geográficos regionais e de entidades que travam a nossa união - nossas demandas precisam ser elaboradas e cobradas do novo governo eleito. Entre essas demandas destaco aqui: a) o reposicionamento de todos os servidores da Educação de acordo com o tempo de serviço prestado, b) o retorno dos percentuais de promoção (22%) e progressão (3%), c) a contagem de tempo do estágio probatório para fins de promoção e progressão, d) um terço de tempo extraclasse para jornada de 24 horas, e) implantação e regularização imediata das 30 horas para todos os professores que optarem por tal jornada, f) reajuste anual de salários, incluindo um reajuste para 2011, uma vez que a receita do estado aumentou acima do previsto em 2010 e deve aumentar ainda mais este ano; entre outras.

A federalização da folha de pagamento do pessoal da Educação seria bom inclusive para as demais carreiras do serviço público dos estados e municípios. Isso proporcionaria uma margem maior no orçamento para reajustes salariais. Claro que uma parte das receitas da Educação dos estados e munípio teria que ser repassada para a União, que bancaria os maiores investimentos. E este é um problema que os governo anteriores, seja de FHC ou de Lula, não quiseram encarar. A presidenta Dilma terá a oportunidade de provar que quer realmente honrar o discurso de campanha em favor da valorização dos professores do ensino público, ou se vai fazer como os demais presidentes, que prometeram - quando prometeram - uma coisa e fizeram outra. Dilma merece um crédito de confiança, apesar de ter mantido o ministro da Educação que nada fez no governo anterior.

Quanto ao governador de Minas, Antonio Anastasia, sua atuação enquanto coadjuvante do governo do faraó foi marcada por seguir à risca a orientação neoliberal de confisco salarial dos servidores. Mas, após eleito, ele tem manifestado interesse em mudar a política de choque de gestão para uma ação mais voltada para o social - a conferir! E chegou até a mencionar a necessidade de valorização dos educadores em uma de suas entrevistas - coisa que o faraó jamais fez em oito anos de governo. Justiça se faça aqui ao faraó: em nenhum momento ele assumiu qualquer compromisso, mesmo em discurso de campanha, com os educadores de Minas. E deixou um legado de desesperança e quase destruição da carreira dos professores. Depois de eleito senador, numa entrevista, teve a cara de pau de dizer que era preciso lutar por mais verbas para a Educação nos estados - coisa que ele não fez enquanto governador.

Vejamos qual será o comportamento do governador Anastasia em relação às demandas dos educadores e também os métodos de relacionamento com os movimentos sociais e sindicais. Ao implantar a lei do subsídio já com salário referente ao mês de janeiro, pelo menos ele cumpriu a lei que ele próprio fez aprovar no ano passado. Lei que de maneira alguma atende ao que pleiteamos, mas que traz um pequeno aumento salarial para uma parcela dos servidores da Educação. Cada palmo conquistado nesse chão de giz é importante: é mais comida na mesa dos colegas trabalhadores - e na minha também, claro -, sem esquecer, obviamente, dos confiscos e das perdas que seguramente serão recuperadas nos novos embates ao longo dos próximos anos.

Não acredito que conquistaremos tudo de uma só vez - seja a federalização ou as demandas regionais. Mas, podemos avançar cada palmo, que nunca será uma situação ideal. Por isso, nada de desanimar e de achar que está tudo perdido ou que não tem jeito. Esse comportamento, ainda que compreensível, não resolve nossos dilemas. A união e a luta organizada e inteligente, companheiros e companheiras, serão sempre a melhor forma de darmos a volta por cima e de conquistarmos nossos direitos, melhores condições de trabalho, mais democracia nas escolas, sabendo negociar quando necessário e de ir para a luta de rua quando e se as portas se fecharem para nós.

O nosso blog está aberto para continuar travando este diálogo horizontal e virtual com a categoria e, indiretamente - já que não representamos a categoria -, com os próprios governos, da presidenta Dilma e do governador Anastasia. Que as discussões se multipliquem e que a categoria dos educadores de Minas e do Brasil - um exército de três milhões de educadores - faça valer sua a força para cobrar dos governos, dos legislativos e dos judiciários, aquilo que a sociedade brasileira, especialmente as famílias de baixa renda, merece: uma Educação pública de qualidade para todos.

P.S. E nem me dei conta de que o nosso blog ultrapassou, no dia de hoje, 25 de janeiro de 2011, a casa dos 100 mil visitantes. Sinal de que muita gente, por toda parte de Minas e do Brasil, quer continuar acompanhando e participando da histórica luta dos educadores.

Postado por Blog do Euler às 10:39 2 comentários
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EULER: " O servidor público na vida do cidadão comum."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O serviço público na vida do cidadão comum











Quem lê a mídia golpista e se informa (ou deforma?) por meio dela geralmente tem uma idéia equivocada do serviço público e do servidor público. A mídia burguesa, a serviço das políticas neoliberais, constrói a imagem do servidor público como sendo aquela pessoa bem remunerada, que sequer aparece para trabalhar e é cheia de privilégios. Claro que no serviço público tem esses tipos, em minoria, e geralmente em cargos de confiança ou em setores distantes da população. Mas, não é essa a realidade da enorme maioria dos servidores públicos de carreira, especialmente naquelas áreas mais procuradas pela população de baixa renda: a Educação, a Saúde e a segurança pública.

Para os cidadãos de classe média alta para cima tudo se resolve na base do cifrão. Se alguém adoece, tem sempre um hospital particular, um plano de saúde com cobertura total (ou quase), capaz de buscar em casa o enfermo. Para o pobre, não. É no posto médico do SUS, às vezes bem longe da moradia dos necessitados, onde vai buscar por socorro, não importa o dia ou a hora.

Na Educação é a mesma coisa, sobretudo em se tratando do ensino básico. Filhos de ricos estudam em boas escolas privadas (boas em tese, claro; ainda discutiremos esse conceito aqui em outra oportunidade), que os preparam para os vestibulares da vida. Filhos de pobre, logicamente vão estudar nas escolas públicas, geralmente mal equipadas, professores mal remuerados, péssimas condições de trabalho e de estudo para as crianças e jovens. No ensino superior, a situação se inverte: filhos de pobres vão procurar faculdades particulares. Por que será? Porque ao não receberem uma educação básica de qualidade, não conseguem concorrer com os filhos de ricos nos vestibulares das universidades federais. Já os filhos dos ricos vão para as federais, escolas públicas, garantidas com o suor do trabalho dos pobres. Aos pobres restou agora o socorro do Prouni, um arremedo de solução ao estilo neosocialista de fazer política, fazendo média com os grupos privados dominantes.

E na segurança, a coisa funciona no mesmo diapasão: ricos se protegem com muros altos e condomínios fechados e seguranças particulares, enquanto os pobres... Bom, pobres não se protegem. Dependendo de onde vivem, pedem ajuda à polícia ou ao chefe do tráfico mais próximo. Mas, justiça aqui se faça aos homens da segurança pública, quando atuam para salvar pessoas, ou para reprimir o crime organizado.

Descrevi em rápidas pinceladas essas diferentes realidades vividas pelos distintas classes sociais para demonstrar como, dependendo do ângulo em que se analisa a questão, o serviço público e o servidor podem ser atacados como meros consumidores de impostos. Para uma parcela rica da população, que pouco utiliza serviços essenciais como Educação e Saúde, os gastos com estes setores representam dinheiro jogado fora.

Para estes segmentos sociais abastados, dinheiro bem investido é aquele que se gasta em obras faraônicas, ou em rodovias de luxo, onde passarão com seus carrões; ou em publicidade na grande mídia, essa mesma que critica o servidor público - como a inútil revista VEJA, que não se cansa de atacar os professores, enquanto abocanha generosas verbas dos governos de São Paulo, Capital e estado.

Mas, no dia-a-dia de um cidadão comum, nós que estamos próximos das realidades dos de baixo é que sabemos o quão importante é o serviço público e os servidores públicos. Milhões de crianças e jovens e adultos deste país dependem diariamente da escola pública para viver experiências de socialização, de educação e de formação enquanto pessoas críticas, pensantes. O mesmo se pode dizer em relação a outros setores do serviço público. Outro dia mesmo tive uma experiência pessoal. Uma pessoa que priva de convivência próxima passou mal e eu a acompanhei a um posto médico da cidade. Em pleno final de semana, já num horário avançado, lá estavam um médico, enfermeiros e auxiliares para atendê-la. No mesmo dia e no mesmo local, presenciei a chegada de um carro da PM acompanhando um acidentado no trânsito sendo encaminhado ao referido posto médico. Na farmácia popular da Prefeitura diariamente dezenas de pessoas buscam remédios - também pude testemunhar várias vezes este fato - que jamais poderiam comprar com os parcos salários que recebem.

Enfim, o cotidiano de milhões de pessoas de baixa renda deste país é marcado por grande dependência para com os serviços públicos e a ação organizada de milhões de servidores, que geralmente ganham baixos salários e trabalham em condições precárias.

Mas, como no capitalismo as coisas funcionam de forma invertida - as riquezas produzidas por milhões de pessoas vão para as mãos de banqueiros e grandes capitalistas que não precisam trabalhar para viver - também no serviço público se repete essa inversão de valores. Os profissionais mais necessitados pela maioria da população - os professores, os médicos, o pessoal da segurança pública (estes, principalmente quando não são usados pelas elites para reprimir trabalhadores), entre outros - são, em geral, aqueles que recebem menores salários. Enquanto isso, uma casta privilegiada no topo do serviço público goza das melhores condições, quase não trabalha, ganha poupudos salários e penduricalhos - vide os deputados e os senadores. Mas, tenhamos sempre a clareza de que essa minoria privilegiada não sintetiza o serviço público que a maioria da população utiliza. Pelo contrário: em geral ela está lá para servir à minoria rica da população.

Não sendo essa a sociedade dos meus sonhos - mas é a que existe, por enquanto, pelo menos - luto ao lado dos meus colegas da Educação para que se diminua o fosso salarial existente entre o topo do serviço público e a base. E que o serviço público, especialmente aquele voltado para o atendimento à maioria pobre do país se fortaleça. Para o bem geral de todos e a infelicidade particular de uma minoria, que tudo faz para desviar os recursos públicos em favor de grupos privados aos quais está ligada. Estejamos atentos para não permitir que essas práticas prosperem. É no serviço - e no espaço - público que o cidadão comum busca amparo no seu cotidiano.

***
"Ronan:

Caro Euler,

há poucos meses encontrei o seu blog com o qual já logo me identifiquei e divulgarei.

Continuemos lutando para que as próximas gerações não sejam tão exploradas. "

Comentário do Blog: Obrigado pela visita e pelo apoio, Ronan. Tem total razão quanto à necessidade de lutarmos para que as próximas gerações - e também a atual - consigam romper os grilhões que nos mantêm presos às muitas formas de exploração e discriminação.

Atenção, colegas educadores de Minas:

O Sind-UTE elaborou Boletim especial - Informa nº 24 - sobre o subsído. Clique aqui para acessar o informativo, ou aqui para copiá-lo.

"Luciano História:

Euler e demais colegas, quanto será descontado do valor bruto do subsídio? Eu não faço conta com o bruto e sim com o liquido, dos 1320,00 que a maioria deve receber vai cair quanto na conta?o governo mostrou um exemplo de valor bruto mas não mostrou o líquido a receber. "

Comentário do Blog: Caro Luciano, os descontos são: 11% da Previdência + 3,2% do Ipsemg (plano de saúde) e mais o desconto de 1% do Sind-UTE para quem é sindicalizado. No final, para quem vai receber de salário bruto R$ 1.320,00 o valor líquido será em torno de R$ 1.120,00.

No salário que vigorou até dezembro de 2010, o valor líquido com base no teto de R$ 935,00 foi em torno de R$ 820,00 - valor que era para ser menor, mas havia um pequeno complemento de R$ 30,00 de auxílio-transporte, que não existirá mais.

Ou seja, para quem ganhava líquido em torno de R$ 820,00 haverá um aumento de R$ 300,00. Já para quem tem muito tempo de casa o aumento será pequeno, em torno de 5% ou um pouco mais.

Urge que se discuta um novo valor para o grau inicial nas tabelas - para todas as carreiras da Educação - e também a questão das 30 horas - além é claro, das questões pendentes: o tempo de serviço confiscado e os percentuais de promoção e progressão que foram reduzidos, entre outros.

Enquanto isso...

... no jornal O Tempo de hoje (19/jan):

"Aposentadoria de ex-governadores é mantida sob sigilo

Eduardo Azeredo recebe o benefício; Newton Cardoso diz que abriu mão"

Comentário do Blog: Mais uma vergonha para Minas Gerais. Professores ganhando salários miseráveis, enquanto ex-governadores recebem pensões eternamente. Vejam o caso do sr. Eduardo Azeredo: recebe salário de marajá como Senador e ainda mais esta pensão vitalícia como ex-governador. E o que ele fez em oito anos de Senado? Nada! Ou melhor: tentou aprovar uma lei para censurar a Internet e usou a tribuna para criticar uma das coisas boas do governo Lula, que foi a política externa independente. É um serviçal das elites dominantes, tal como os demais senadores que representam Minas.

"Anônimo:

Olá Luciano:

Também estou fazendo as minhas continhas, estou calculando para o vencimento líquido os 1320,00 menos 14,5%,Ok! "

"Anônimo:

Olá Euler:

Trabalho em uma escola pública no triângulo mineiro onde as vagas são muito disputadas, as salas lotadas, no ano de 2010 nossos alunos tiveram uma aprovação no vestibular da federal excelente, para cursos que até então eram privilégios de alunos das ditas escolas "particulares", como: odontologia, administração, engenharias, direito, agronomia, etc, essa aprovação se deve as cotas para os alunos das escolas públicas, lógico que os alunos da escolas particulares recorreram na justiça, mas a que tudo indica não tiveram êxito, com isso as vagas dos nossos alunos da pública vão aumentar, principalmente dos cursos mais concorridos.

Um abraço! "

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Professor igor Wildmann: sobre o assassinato do Professor Kássio.

>Mais um e-mail que recebi e que tem que ser lido por todos nós da área da educação ou não, como brasileiros e seres humanos é necessário refletirmos sempre e o caso do prof. Kássio não pode ser esquecido.É história que não pode ser repetida!
Vanda sandim
>
>
> Amigos,
>
> Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor
> do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente
> consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas
> baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em
> pleno horário escolar, à frente de todos.
>
> Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a
> muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares
> supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por
> contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.
>
> Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem
> moderação. A divulgação é livre.
>
> Abs
>
> Igor
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> J’ACUSE !!!
> (Eu acuso !)
>
> (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
>
> « Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
> (Émile Zola)
> Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
> (Émile Zola)
>
> Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos,
> desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um
> estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas,
> alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para
> a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante
> foi ter que... estudar!).
>
> A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes.
> Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O
> ápice desta escalada macabra não poderia ser
> outro.
>
> O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu
> futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas
> de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem
> tomando conta dos ambientes escolares.
>
> Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção
> do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à
> autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência
> supostamente democrática.
>
> No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era
> proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A
> coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis,
> pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova
> não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos
> avaliar o aluno. Pensando bem, “é
> o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
>
> E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral
> epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo
> vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos
> que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter
> conhecimento é ser ‘crítico’.”
>
> Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e
> burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização
> desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina
> é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno
> – cliente...
>
> Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos
> cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os
> problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com
> conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo
> lhes deve algo”.
>
> Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com
> dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor.
> Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter,
> sentir, amar.
>
> Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos
> que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla
> defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do
> que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido
> processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo
> Ministério Público. A acusação penal a o autor do homicídio covarde
> virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre
> texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo
> da faca:
>
> EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e
> todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
>
> EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta
> dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se
> sentem vítimas;
>
> EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente
> correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico
> escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar
> e cometer crimes em outras escolas;
>
> EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado,
> muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem
> tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a
> avaliação ao perfil dos alunos”;
>
> EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de
> estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a
> proliferação de cursos superiores completamente sem condições,
> freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
>
> EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e
> títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo
> e formação dos alunos, bem como de suas futuras
> missões na sociedade;
>
> EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos
> exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não
> sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito
> mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
>
> EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as
> quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do
> IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo
> cresceu “tantos por cento”;
>
> EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela
> massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali
> chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e
> moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito”
> de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o
> desespero de seus futuros clientes-cobaia;
>
> EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “
> nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA
> cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e
> do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do
> conhecimento;
>
> EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é
> “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
>
> EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram
> templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em
> troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
>
> EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos,
> mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que,
> vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida
> punição.
>
> EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os
> professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os
> professores sejam “promoters” de seus cursos;
>
> EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas
> desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua
> omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela
> ocorrência dos incidentes maiores;
>
> Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão
> despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e
> totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício
> da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e
> decepções do dia a dia.
>
> Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes
> jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que
> é lidar com aquele ser complexo e imprevisível
> que podemos chamar de “o outro”.
>
> A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na
> cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa,
> a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do
> patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a
> culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O
> opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua
> vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva.
> Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora,
> fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
>
> Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em
> qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no
> professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte
> não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e
> abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de
> paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é
> fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade,
> responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
>
> Igor Pantuzza Wildmann
>
> Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nossos direitos : lei que nos favorece para que não fiquemos mais de trinta minutos em filas bancárias.

RECEBI ESTE E-MAIL E ACHO VÁLIDO POSTÁ-LO AQUI.
É UM ABSURDO O TEMPO QUE TEMOS QUE FICAR EM FILAS BANCÁRIAS.
ABRAÇÃO A TODOS!



Lei número 13.948/2005
Senha de horário nos bancos.

Aos amigos,

Vivi essa semana uma experiência que confirmou uma suspeita.

Há cerca de um mês eu entrei no Banco Itaú para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.

Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.

Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.

Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.

Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?

Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora.

Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.

Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele, fazendo cara de bobo, perguntou:
- Que senha? Não tem senha. Entre na fila.

Eu insisti.

Ele disse que não sabia de senha alguma...

Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.

Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.

No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.

Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.

Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.

Fui atendido em 14 (quatorze) minutos.

E a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila.

Eu não fico mais.

Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.

Não sejamos bobos...

É só a gente divulgar e insistir para a lei ser cumprida.

AFINAL ELES NÃO NOS POUPAM, cobram Encargos, Tarifas, Cestas, Taxas, todas abusivas tornando os Banqueiros os homens mais ricos do Planeta.

Se gostou, NÃO se esqueça de repassar a seus contatos!!!!












--
Marcos-AD.

sábado, 15 de janeiro de 2011

BLOG DO EULER: SOLIDARIEDADE AO RIO DE JANEIRO.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Solidariedade às vítimas da chuva no Rio







Diante da tragédia anunciada que acontece no Rio (e também em SP, MG, etc.), pensei em publicar um texto crítico sobre o descaso dos governos, a ausência de políticas públicas voltadas para a construção de moradia popular para as famílias de baixa renda, etc. Contudo, acabo de receber um e-mail da nossa amiga professora Cristina Costa, coordenadora do Bog da Cris, que achei mais importante e oportuno para o momento.

(Leiam ao final deste texto a proposta do Blog do Euler para ajudar as vítimas das enchentes)

Eis o teor da mensagem da colega Cristina:

Pessoal,

Uma colega de Pedro Leopoldo teve uma atitude muito nobre, está arrecadando donativos e vai doar o frete para enviar ao Rio de Janeiro.

VAMOS AJUDAR!!!!

Segue comunicado:

Pessoal,

Como é de conhecimento de todos algumas cidades do estado do Rio de Janeiro estão sofrendo com os temporais dos últimos dias e precisam muito da nossa ajuda. Estamos tentando juntar donativos e a Horizonte Cargas irá fazer o frete para que as doações sejam entregues. Podem ser doados: Alimentos não perecíveis, água potável/mineral, roupas, cobertores, colchonetes e intens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.

Pode ter certeza que o que é pouco para nós, será muito pra essa gente que precisa muito de nossa solidariedade!

O endereço para entrega em Belo Horizonte é:
Rua: Oswaldo Crivellari, 155
Bairro: Santa Rosa (próximo Jaraguá/Dona Clara)
Belo Horizonte - MG
Referência: Ponto final do circular 503/504

Academia Olympia
Rua: Coronel Marcelino, 108 - Bairro: Jaraguá

Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental S.A.

Rua Marechal Hermes, 496 -.
Bairro Gutierrez

Ponto de entrega em Lagoa Santa:

Rua: Nossa Senhora da Aparecida, 230 Casa 4 -
Bairro: Varzea
Referência: Duas ruas acima do Super Nosso, na mesma rua da entrada do Colégio Palomar

Ponto de entrega em Pedro Leopoldo:

Rua: Senador Melo Viana, 190 - Centro Referência: Ao lado do colégio Imaculada da Conceição, casa de Muca

Rua: Dr.Cristiano Otoni, 275, sala 108
Referência: Ao lado do Bretas, escritório de advocacia, procurar Renata

AUTO ESCOLA WILSON
RUA ROMERO DE CARVALHO, 193
PROCURAR: BETH

RELOJOARIA SÉCULOS
RUA COMENDADOR ANTONIO ALVES , 555
PROCURAR: ADRIANE

OBS: As doações deverão ser feitas até dia 20/01, pois pretendo liberar os caminhões para entrega no máximo até dia 22/01. Nossos caminhões levam até 7 toneladas, espero a ajuda de vcs.

Agradeço a todos!!!

Sds,
Vanderlei Aguiar
TST
Fone: (31) 366-3875

***

Leiam ainda:

- Blog Vi o mundo: "Como ajudar a população do Rio"


***

Proposta do Blog do Euler para ajudar a minimizar o sofrimento das famílias atingidas pelas chuvas:

- Que os deputados estaduais e federais e senadores, os desembargadores dos estados e ministros do STF, secretários estaduais, prefeitos, governadores, ministros do governo federal e presidente da República fiquem um ano inteiro sem receber seus salários de marajás (subsídios e penduricalhos) e doem esses recursos integralmente para as vítimas das enchentes.

E durante este período, que estes ilustres senhores e senhoras sobrevivam com o piso salarial dos professores, que sequer é pago ao magistério.

Acho que essa seria uma boa prova do amor que esses homens e mulheres públicos dizem ter pela população brasileira.

Que tal?

***

Incorporo ao texto central o comentário da nossa combativa amiga e colega de luta Marlene de Fátima.

"Marlene de Fatima:

Excelente ideia. Só assim eles sentirão na pele o preço das coisas, inclusive o que é solidariedade, coisa que muitos deles nem sabem o que é.

E ainda faria deles pessoas melhores edificando nosso país. "

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

FOTOS DE SÃO JOÃO DEL REI: A BELA CIDADE CLICADA DO 12° ANDAR DO EDIFÍCIO SÃO JOÃO

A NOSSA SÃO JOÃO TÃO CHEIA DE ENCANTOS E, INFELIZMENTE, TÃO ABANDONADA EM TANTOS SETORES, CONTINUA FIRME E FORTE EM MEU CORAÇÃO E NO CORAÇÃO DE MUITOS QUE, NASCIDOS OU NÃO AQUI, SE APAIXONARAM PELA ARQUITETURA, CULTURA E ENERGIA DA CIDADE.
ALGUMAS FOTOS EM HOMENAGEM AO LUGAR QUE NASCI E DO QUAL MUITO ME ORGULHO.QUEM SABE, NO FUTURO, COM O APOIO DE TODOS, POLÍTICOS RESPONSÁVEIS POR ESTE LUGAR E MORADORES DAQUI, A NOSSA CIDADE POSSA DESLANCHAR E AS COISAS TOMAREM UM RUMO MAIS DIGNO PARA TODOS NÓS HABITANTES DESSA MARAVILHOSA CIDADE.

( FOTOS: VANDA SANDIM)



IGREJA DO CARMO




VISTA DO SR. DOS MONTES ( CRISTO)





PARTE LESTE DA CIDADE






PARTE LESTE DA CIDADE COM TORRE DA IGREJA DOM BOSCO AO FUNDO






À ESQUERDA: IGREJA DA MATRIZ DO PILAR ( À FRENTE); AO FUNDO: IGREJA DAS MERCÊS;À DIREITA: IGREJA DO CARMO.





IGREJA DO ROSÁRIO



IGREJA DO ROSÁRIO E SOLAR DOS NEVES





MATRIZ DO PILAR ( À FRENTE) E IGREJA DAS MERCÊS ( FUNDO)



iGREJA DAS MERCÊS





iGREJA DO CARMO




IGREJA DO CARMO





IGREJA DO CARMO





TORRE DA CAPELA NOSSA SENHORA DAS DORES ;AO LADO SANTA CASA DA MISERICÓRDIA.






IGREJA DE SÃO GONÇALO GARCIA





IGREJA DE SÃO GONÇALO GARCIA


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Blog do Euler Conrado:"Governo de Minas publica ato de posicionamento nas novas tabelas."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Governo de Minas publica ato de posicionamento nas novas tabelas







O governo mineiro vai pagar as novas tabelas do subsídio no quinto dia útil de fevereiro, referente ao salário de janeiro de 2011. Para tal, publicou no Minas Gerais de hoje resolução conjunta Seplag/SEE.

Leiam sobre o assunto no site da SEE-MG clicando aqui, obviamente considerando que o texto é oficial, e portanto não contempla as muitas críticas que o blog e seus visitantes têm feito à nova lei. Entre elas, o confisco do tempo de serviço prestado no novo posicionamento e a redução dos percentuais para promoção e progressão. São lutas e demandas que cobraremos do atual governo.

Voltaremos depois para novos comentários.

***
Incorporo ao texto central os comentários abaixo, entre os quais da nossa combativa colega de luta Ivone, que está revoltada com razão - pois teve seu tempo de serviço confiscado no novo posicionamento - mas que, mesmo que ela e outros colegas estejam descrentes, com toda justificativa, eu pessoalmente acho que vamos reconquistar, na luta, aquilo que nos tomaram (rsrs, desculpem meu otimismo quase ingênuo).

"Clayton:

Como num passe de mágica o governo adequou todos os trabalhadores em educação de mg à política Federal de valorização do magistério, cumprindo a lei 11.738/2008.
Como já era de se esperar que com essa política de subsídio, o governo de minas agora passa a chamar de piso toda a remuneração do servidor e ainda esbanja em falar para a população que o menor salário do estado é superior ao estabelecido pela lei federal para uma jornada de 40 horas semanais.

Mesmo que haja o parecer favorável à ADI4167 pelo STF, (duvido que sairá em menos de 120 dias, ou até mesmo que sairá este ano), quase a totalidade dos servidores em educação já estarão recebendo por subsídio, o que de certa forma poderá até mesmo ser chamado de piso, pois é um único valor a ser percebido pelo servidor.

Mal sabe a população que a origem desse subsídio – que também chamarão de piso, é o somatório do vencimento básico mais todas as gratificações percebidas pelos trabalhadores: ou seja, o TETO salarial. É mole ou quer mais!!!!! "

"Ivone:

Caro colega,

Acabei de ler a "GRANDE NOTÍCIA" em MANCHETE no Estado de Minas (http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2011/01/13/internas_economia,203531/governo-de-minas-adota-remuneracao-unica-para-servidores-da-educacao.shtml)

Deixei lá meu comentário...Talvez aguns achem que foi uma conquista. Para quem como eu está em final de carreira, sem nenhuma chance de progressão, nenhuma vantagem, muito pelo contrário. O cálculo foi feito sobre o salário + "penduricalhos". Porém os que não possuiam quinquênios, biênios e trintenários, tinham a PRC. A mesma "esmola para todos" no final, numa Manchete onde fica subtendido, para os que não estão na profissão, que ganhamos um belo prêmio. E a chance de manter a antiga carreira , com o mísero salário base possivelmente congelado´:-(.

Desculpas pelo texto meio sem nexo... é revolta, revolta e revolta... com tanto descaso de governantes, mídia e sociedade com nossa classe, com Educação Pública!!!

Abraços aos colegas. "


"Anônimo:

Euler;

Li a resolução, sem novidades como você já disse, gostei do espaço para tirar as dúvidas sobre o posicionamento.
Em relação aos últimos comentários, gostei da sua proposta, vivo as duas situações efetiva e efetivada, e na minha escola os professores da Lei 100 são muito competentes, não podemos dividir a categoria, temos que nos unir, e dar condições a todos de salários mais dignos e de repeito. Sou até mais próxima dos meus colegas efetivados do que efetivos, e também estou nessa situação no 2º cargo, gostaria de ter nele os mesmos direitos, porque trabalho com empenho, e muita responsabilidade. "

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Blog do Euler:"Políticos brasileiros não têm compromisso com a educação."

TERÇA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2011
Políticos brasileiros não têm compromisso com a Educação pública








A ausência de políticas públicas voltadas para a Educação denota uma total falta de compromisso dos políticos brasileiros e seus respectivos partidos com o ensino público de qualidade. E não se trata apenas de exceção, de um ou outro político ou partido: a regra, não a exceção, é fazer pouco caso e tripudiar com as questões e com os profissionais da Educação - área que constitui importância estratégica para o presente e para o futuro das comunidades brasileiras.

É notório que nacionalmente os políticos do PSDB e Demo tenham reconhecida aversão ao serviço - e ao servidor - público voltado para o social, como um todo. Mas, o PT também, no que diz respeito à Educação pública na modalidade ensino básico, não destoa desta regra comum praticada pelas elites. Tanto no governo federal (gestão Lula / Haddad), quanto nas prefeituras administradas pelo PT, a exemplo do que acontece com aquelas governadas pelo PSDB (de FHC, Aécio e Anastasia), PMDB, PSB, PDT e Demo, a realidade da Educação não é muito diferente. Ao não investirem em Educação pública (ensino básico), comprometem os destinos de milhões de crianças e jovens e adultos. E não apenas em relação ao mercado de trabalho - que parece ser a grande preocupação dos governantes -, mas enquanto perspectiva humana, aprofundando ainda mais o fosso existente entre ricos e pobres.

A realidade é que este desprezo para com a Educação pública contribuiu e muito para criar verdadeiros bolsões de misérias material e humana. Nas comunidades de baixa renda em geral prevalece o domínio de gangsteres (minorias) que ditam leis para os moradores - que são a maioria -, que vivem sem quaisquer amparos das instituições e leis que constam do texto constitucional do país. Não que os territórios dos ricos - bairros chiques e condomínios fechados e seus respectivos governos - não sejam igualmente dominados por gangsteres de colarinho branco. Disso todos sabemos. Mas, é fato que pelo menos existem regras e leis que permitem o mínimo de agasalho jurídico e institucional para os filhos das classes médias e abastadas.

Mas, para as elites dominantes, proporcionar educação de qualidade para os pobres é algo arriscado. Todo o esquema de poder dominante, que envolve um judiciário pró-elite, a mídia golpista e serviçal da direita, a democracia eleitoral que se reveza entre guetos das camadas de cima, etc, enfim, todo este esquema de poder estaria ameaçado. Nenhum político brasileiro envolvido com este esquema de dominação quer uma população politizada, consciente, capaz de cobrar seus direitos e de ir à luta, quando necessário, para alcançá-los.

Por isso, o engodo, a enrolação, a trapaça, a embromação, quando o assunto é investimento em educação pública. Lançam mão dos mais variados mecanismos de embromação para não investirem mais na Educação pública, especialmente naquele que é a peça chave nesse processo: o educador. Em escala nacional, investe-se menos que 5% do PIB na Educação hoje no Brasil; e aos estados e municípios, a maioria deles quebrados financeiramente, jogam-se os destinos da educação de milhões de crianças, jovens e adultos. Todos os principais (ou maiores) partidos políticos estão envolvidos nessa tramóia.

A causa da Educação pública de qualidade - que envolve necessariamente a valorização dos profissionais da Educação -, transcende os partidos políticos e os justos interesses dos servidores públicos desta área. Estamos falando da possibilidade ou não de criarmos comunidades com formação adequada, técnica e humana. E igualmente, da possibilidade de construirmos condições de superação das profundas desigualdades existentes. A depender dos políticos e políticas existentes - com raríssimas exceções -, pelo comprovado histórico de descaso para com o ensino público básico, pouco ou quase nada será alterado.

E para complementar e enriquecer o nosso texto de hoje (dia 11/01/2011) trancrevo a seguir mais um dos brilhantes comentários do nosso amigo e colega professor João Paulo, que o nosso blog acaba de receber.


***

"João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler

Eis aqui um material para ensinarmos nossos alunos a perceber corrupção nos atos dos agentes públicos. O Estado de Minas de domingo, jornal que tantas vezes nos combateu, à página 9 do primeiro caderno saiu com a manchete: ''Fiscais à caça de corruptos''. O jornal apresenta não só uma relação de sinais de corrupção como as instâncias onde devemos denunciar. E ainda tem reportagens com o sr. Fernando Fernandes de Abreu, que tem sido o terror de políticos corruptos de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce. Também tem outra com o sr. Wilson Otero, cuja figura deve aparecer nos pesadelos noturnos de políticos corruptos em Nova Lima, e também da Núbia Souza que em Belo Horizonte desempenha o mesmo papel moralizador.
Os sinais de corrupção são os seguintes:

* pavimentação asfáltica esburacada indica camada muito fina, possível colocação em piso sem infraestrutura e indício de aplicação de menos matéria do que foi contratado e pago e de desvio de dinheiro. [Professores se vocês que lecionam fora de suas cidades tiverem de viajar por uma estrada nestas condições, abram os olhos]

* Defeitos em obra nova detectados por cidadão ou divulgados na imprensa podem ter origem em descumprimento de projeto e utilização de serviços e materiais a menos do que se pagou eventualmente. [Exemplo, o anexo novo de uma escola. Menos de um ano depois, ao ver que caía do teto não uma goteira, mas UMA BICA D'ÁGUA, enquanto lá fora a cidade era castigada com uma tempestade tropical, o professor teve de separar alunos para a direita e para a esquerda, e renunciar assim a dar sua aula, pois os alunos puseram-se a conversar. O tal anexo foi inaugurado por Murílio Hingel Secretário de Educação do Itamar.] [OBSERVEM A CIDADE ADMINISTRATIVA]

* Inexistência de medicamentos em farmácias de postos de saúde e merenda escolar precária e de baixa qualidade podem ser resultado de compra fictícia e licitação apenas burocrática e de desvio de recurso público.

* Depositar taxa de inscrição em nome de empresa realizadora de concurso público também é indício de desvio de receita, licitação fraudulenta e de conluio e burla da ordem de classificação dos candidatos. [PRESTEM ATENÇÃO, se verem um caso assim num concurso, saibam que tem dente de coelho nesta história]

* Sonegação de documentos públicos requeridos por cidadãos para o combate da corrupção viola os princípios da legalidade, publicidade e moralidade. [SE ISTO ACONTECER, MINISTÉRIO PÚBLICO NELES]

* Campanhas políticas caras e incompatíveis com o salário do cargo são suspeitas e indício de corrupção.

Por fim peço desculpas pela prolixidade, sei que o meu texto não é de convidativa leitura, mas o considero importante. Quem ainda estiver com o Estado de Minas de domingo, não jogue fora a página 9. Fique com ela para orientar nossos alunos.

Saudações, João Paulo Ferreira de Assis."

"Rômulo:

Uma outra sugestão de material para ser trabalhado com nossos alunos (e não so com os alunos mas para a nossa formação política também) é o vídeo que está no Youtube do Manifesto Comunista em desenho animado (versão cartoon).

Criativo e muito bem produzido. Tem cerca de oito minutos de duração. Vale a pena conferir!

Link: http://www.youtube.com/watch?v=Xp4Owv2iY4I "

"Anônimo:

Euler, gostaria de saber se voce tem novidades sobre o subsídio pois nós efetivados estamos com medo. Além disso estamos com medo do concurso nos deixar sem emprego. É pouco na verdade que recebemos pelo nosso trabalho mas precisamos dele para sobreviver. "

Comentário do Blog: Caro Anônimo, sobre o subsídio não tenho qualquer novidade, além daquilo que já publicamos; sobre a questão dos efetivados, acredito que a situação deve ser mantida, tal como antes, já que a resolução 1773/2010, que é aquela que dispõe sobre o quadro do pessoal da Educação, praticamente reproduziu as normas anteriores: o efetivado será aproveitado na escola como o efetivo, a menos que não haja vaga, incluindo conteúdos afins, para tal aproveitamento. Sobre o concurso, não há qualquer sinalização de que ocorra a curto prazo, já que o governo argumenta que necessita de um quadro real de cargos vagos para publicar o edital. Isso sem falar na questão das 30 horas, que, enquanto não for resolvida, ficará difícil para o governo definir o real quadro de vagas existentes para fins de concurso público.

Comentário 2: A dica do amigo Rômulo é um complemento de altíssimo nível ao texto sempre esclarecedor do nosso amigo João Paulo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

BLOG DO EULER:"Anastasia já admite reajuste salarial para este ano."



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Anastasia já admite reajuste salarial para este ano

Após a repercussão negativa provocada pela declaração da secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, segundo a qual, apesar do crescente aumento de receitas, não haveria reajuste para os servidores este ano (2011), o governador Anastasia entrou em campo com nova declaração. Disse que pode haver reajuste sim, desde que os índices com os gastos com o pessoal não ultrapassem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E considerando a previsão de aumento da receita de Minas é possível sim que haja revisão dos salários ainda este ano. Além disso, o governador prometeu encaminhar para a ALMG, ainda no primeiro semestre, projeto de lei que prevê reajuste anual para os servidores de Minas. Isto é bem-vindo, sobretudo se o tal projeto não vier acompanhado de um tal número de amarras e obstáculos que o inviabilize na prática.

O nosso blog tem defendido a retirada da folha do pessoal da Educação da tal LRF, o que seria bom tanto para os educadores, quanto para as demais carreiras do estado, que teriam (teríamos) uma margem maior para reivindicar reajustes, sem o entrave constitucional imposto pela famigerada lei de irresponsabilidade fiscal. Na prática, esta lei só impede mesmo os reajustes aos servidores, já que não coibe práticas as mais variadas de desvios de verbas, manutenção de privilégios e superfaturamentos praticados por vários governos das três esferas da federação - municipal, estadual e federal.

Mas, considerando que o atual governo mineiro está no início do mandato, e levando em conta as entrevistas que tem dado em favor de mudanças de rumos, será que podemos prever uma era de recuperação das enormes perdas impostas aos servidores nos oito anos de governo Aécio-Anastasia? A conferir. Longe deste blog querer semear ilusões. Pelo menos nas entrevistas, ao contrário do seu antecessor, o atual governador tem falado na necessidade de reajustar os salários dos professores e manter uma política de revisão salarial permanente para os servidores do estado.

A lei do subsído aprovada em 2010 - lei 18.975/2010 - que criou novas tabelas salariais para os servidores da Educação de Minas, já está em vigor e o primeiro pagamento será no quinto dia útil de fevereiro, referente ao salário de janeiro de 2011. A lei implantou um novo teto salarial para os professores, passando dos atuais R$ 935,00 para R$ 1.320,00, o que representa um reajuste em torno de 41% - muito aquém do que merecemos, é claro. Tanto o reajuste quanto o período de implantação (janeiro de 2011) foram resultado da luta dos educadores mineiros, na maravilhosa greve de 47 dias ocorrida em 2010, embora o governo não tenha atendido as principais reivindicações do sindicato, como o piso integral de R$ 1.312,00. Além disso, o governo mineiro confiscou parte dos direitos históricos dos educadores. Um dos principais confiscos da nova lei, além do fim dos quinquênios e biênios para uma parcela da categoria que optar pelo novo plano (a outra parcela já havia tido este corte em 2003), foi o novo posicionamento na carreira, que desconsiderou o tempo de serviço prestado. Desta forma, praticamente todos os servidores foram posicionados no grau A da nova tabela, correspondendo ao início de carreira.

Tendo em vista o crescente aumento de arrecadação de receita do ICMS, o governador Anastasia poderá fazer justiça, pelo menos em parte, negociando com o Sind-UTE um novo reposicionamento para os servidores da Educação, considerando o tempo de serviço prestado - seja enquanto contratado ou efetivo/efetivado. Além disso, será necessário também rever os percentuais de reajuste para as promoções e progressões aprovados na lei do subsidio. A nova tabela reduziu estes percentuais de 22% e 3% para 10% e 2,5%, respectivamente, para as promoções e progressões. Até por uma questão de tratamento isonômico entre as diferentes carreiras do estado, será necessário que o governador restabelça os mesmos percentuais dos demais planos de carreira.

Uma outra demanda a ser considerada pelo atual governo diz respeito à redução do tempo de interstício para as promoções, especialmente para a primeira, uma vez que esta ocorre após oito anos do ingresso do servidor na carreira (três anos de estágio probatório e mais cinco anos do interstício previsto, combinados com cinco avaliações de desempenho positivas e a correspondente titularidade).

Muitas outras demandas serão reapresentadas e discutidas pelo sindicato da categoria - o Sind-UTE - com o atual governador. Entre elas, a realização de concurso público, a eleição para diretores das escolas, a prática de uma gestão democrática nas unidades escolares - o que é previsto pela LDB -, a questão das 30 horas, a ampliação do tempo extraclasse para a jornada de 24 horas (1/3 do tempo), além, é claro, do aumento salarial para todas as carreiras da Educação.

Os servidores de Minas, especialmente os da Educação, viveram nos últimos 10 anos um longo processo de perdas de direitos, inclusive salariais. Esperamos que o novo governo não seja uma reprodução automática do governo do Faraó, que não negociava com os sindicatos e movimentos sociais e praticou o choque de gestão pra cima dos servidores. O atual governador, nas suas primeiras declarações após eleito e empossado, tem se manifestado em favor de um novo direcionamento na política governamental, com maiores investimentos nas áreas sociais. Até quando as palavras do governador se materializarão de fato é o que vamos conferir e cobrar nos próximos meses e anos. Uma coisa é certa: pelo menos o atual governador mora em Minas Gerais. Isso, em si, representa um pequeno grande avanço em relação ao governador anterior.






Incorporo ao texto central os comentários abaixo, entre os quais o do nosso combativo amigo professor Luciano.

"Luciano História:

Euler, você sabe se os pós-graduados já irão receber os 1452,00 em fevereiro? O colega Rômulo começou o ano inspirado, belo comentário, um abraço a todos acompanhantes do blog em especial a você caro amigo virtual. Euler, você não para de escrever sobre os problemas da educação nem nas ferias, também, com o salário de professor o máximo que a gente consegue é viajar para a cidade que fica ao lado da nossa. "


Comentário do Blog: Kkk, pois é, Luciano, nossa diversão é continuar lembrando e cobrando as demandas da Educação. Sobre o posicionamento, acredito que se o servidor já tiver obtido a promoção no antigo plano ele ficará no nível correspondente à sua titularidade. Do contrário, terá que aguardar o interstício de tempo para obter a promoção na nova tabela. Mas, confesso que não tenho certeza se é assim mesmo. De qualquer forma, o posicionamento no nível e no grau já foi lançado no portal do servidor, nos dados funcionais de cada educador. Um forte abraço e aproveite as férias, mesmo que com pouca grana, rsrs.

"Luzia Gomes:

Euler, com licença, gosto muito de visitar seu blog e ler tudo que postam nele. Sou professora da rede estadual já com mais de 20 anos de jornada. Acompanhei e participei de toda a nossa luta em 2010, não estou criando expectativas neste atual governo, tenho os pés no chão. Mas, estou segura no fato de que não precisaremos fazer as constantes greves, pois já estamos vivendo "a greve fria", ninguém quer ser professor. Em nossa região (leste) não estão formando mais turmas em licenciaturas. O que será do futuro? Você pode ser um médico, dentista, advogado, engenheiro... mas antes tem que passar nas mãos de um PROFESSOR. "

"Anônimo:

Caro Euler:

Uma das questões que o sindute tem que colocar em pauta nas negociações com o novo governo, é esse plano de carreira, não vi ninguém satisfeito com ele, na prática ele não funcionou, fui efetiva por concurso em 2005, e não fui posicionada com a minha especialização, sei que na esfera federal é tudo automático e rápido nas progressões do plano de carreira deles, o nosso plano de carreira... foi te falar... ninguém merece...nem se implorar por um direito seu, não consegue, é só DESCASO. "

"Paulo Miquéias:

Prezado Euler;

Infelizmente permita-me contradizer parcelas de suas afirmações, mas aos olhos deste Geógrafo aqui, não vejo nenhuma possibilidade de melhorias salariais e também de condições de trabalho deste novo governo. A arrogância que eles desmonstram em entrevistas e pronunciamentos me provoca naúseas, só falta colocar o chicote e tronco nas escolas para os professores. Ainda em visita ao site da SEE, pude ler as afirmações da nova secretaria de educação enaltecendo a gestão anterior, afirmando que ocorreram significativos avanços em nosso Estado. Temos que vir ainda mais preparados para este ano e já emplacar ações mais impactantes em nossa luta, que NÃO VAI SER FÁCIL.

Um abraço;

Paulo Miquéias "

"Anônimo:

Olá companheiros!
Para tirar algumas dúvidas sobre o subsídio entrem no site www.almg.gov.br, clicar em legislação, clicar legislação mineira, escolher lei, digitar número da lei e ano.

Lei 18975/2010. Decreto 45527/2010.

Já conferi, mesmo assim continuo perdendo, como sempre.

Abraços. "

Comentário do Blog: A dica acima é boa. Não tinha lido o decreto 45527/2010 publicado no final do ano (clique aqui para lê-lo), que regulamenta em parte a lei 18.975 (lei do subsídio). Vejam a seguir como fica o posicionamento no nível correspondente, considerando a situação do professor na tabela atual:

CARREIRA [atual] NÍVEL GRAU =
CARREIRA [subsídio] NÍVEL GRAU

PEB I A . P = PEB T1 A . P
PEB II A . P = PEB T2 A . P
PEB III A . P = PEB I A . P
PEB IV A . P = PEB II A . P
PEB V A . P = PEB IV A . P
PEB VI A . P = PEB V A . P


Detalhe do Blog: Pelo que pesquisamos anteriormente na lei 18.975, o posicionamento no Grau (de A a P) corresponderá à somatória do vencimento básico com os penduricalhos mais 5%. Como os salários são muito baixos, muito provavelmente a maioria ficará mesmo no grau A do nível a que fizer jus pela tabela do subsídio acima. Assim, quem for atualmente PEB3 (de A, B, etc) e receber salário bruto inferior a R$ 1.320,00 ficará como PEB I A. Quem for atualmente PEB IV (A, B, etc.) e receber salário bruto inferior a R$ 1.452,00 pelo cargo ficará como PEB II A. É a mesma lógica para quem tem dois cargos. Quem desejar copiar as novas tabelas das carreiras da Educação clique aqui.

"Maria das Graças Souza:

Caros professores!

Não sou professor, sou mãe de aluno.Uma amiga professora,me sugeriu entrar nesse blog e deixar uma dúvida, sobre o que está acontecendo em minha cidade.Alguém saberia me dizer se é legal,várias turmas de uma Escola Estadual serem "mandadas" para uma escola Municipal. Está acontecendo algum processo de municipalização no Estado? A escola do Estado funciona no centro do município e a da prefeitura afastada, perto de um córrego, sem muita segurança. As turmas enviadas são de alunos de séries iniciais. Algo que nós pais de alunos possamos fazer?

Agradeço a atenção e sugestões, e quem sabe alguém conheça alguma lei que impede isso."

"João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler

Sobre o comentário da Professora Luzia Gomes, só tenho a dizer palavras de apoio. Aqui na região de Barbacena também não há mais licenciatura de professor, com exceção da de Química, no IFET, e Letras na UNIPAC. Acabaram-se os cursos de História, Geografia (que agora é misto com Meio Ambiente, se os parentes do Lafayette Andrada já não tiverem acabado com ele), Matemática. Agora na UNIPAC só cursos procurados, como o de Direito. Agora quem for de Barbacena e quiser cursar alguma licenciatura, há de ir para Juiz de Fora ou São João del Rei. A coisa complica, por exemplo, para quem é de Senhora dos Remédios (49 km de Barbacena), Alto Rio Doce (52 km) e Cipotânea (70 km). O que eles irão fazer? Será se os senhores pais irão querer arcar com imensas despesas de seus filhos durante a graduação, para que eles sejam professores? Duvido. E com isso começam a faltar os profissionais. Inclusive tive notícias de um aluno que saiu transferido da EE Deputado Patrus de Sousa para outra em Barbacena. Ele chegou lá e defrontou-se com a falta de um professor de Matemática, visto que a da sua nova escola padecia de câncer e estava no hospital. E ninguém se interessou em assumir as aulas. É este o futuro que aguarda a nossa carreira, se não se tomarem medidas urgentes."

"Anônimo:

Os dirigentes políticos já enfrentam a falta de professores, aqui em Uberlândia na prefeitura, as professoras efetivas de matemática não conseguem tirar suas férias-prêmio, por não conseguirem um substituto, elas podem tirar desde que consigam outro professor no seu lugar, o curso de licenciatura em matemática na universidade federal vai acabar por falta de procura. O apagão na educação já é uma realidade. "

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"O TEMPO": últimas notícias;" Anastasia admite possibilidade de conceder reajustes ao funcionalismo 05/01/2011 16h02"

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Anastasia admite possibilidade de conceder reajustes ao funcionalismo
05/01/2011 16h02

RODRIGO FREITAS



Diante da repercussão negativa da perspectiva de congelamento de salários dos servidores estaduais este ano, o governador Antonio Anastasia (PSDB) voltou atrás e admitiu a possibilidade de conceder reajustes ao funcionalismo. Entretanto, ele fez uma ressalva: para o aumento ocorrer, é necessário um incremento da receita do Estado. Anastasia também fez questão de frisar que os gastos com pessoal no orçamento do governo de Minas estão beirando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O aumento, a concessão de reajustes, que é sempre necessária, devida, e é sempre a primeira vontade do governo, depende sempre fundamentalmente do aumento da receita e de se colocar dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou o governador. Na última segunda-feira, durante a posse do novo secretariado, a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, havia descartado a hipótese de o governo conceder reajustes ao funcionalismo.

Anastasia estuda ainda a possibilidade de enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa que concederia reajustes anuais ao funcionalismo, com base na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado. A ideia do governador é que a proposição seja enviada à Casa ainda neste primeiro semestre. “Essa nova lei que permitirá reajustes com base na variação de ICMS é sempre algo a ser discutido. Eu sou o primeiro a considerar que é importante que haja anualmente a revisão”, disse o tucano.

Comentários
05/01/2011 - 18h02
DIOVANE BATISTA SANTOS
BH
Deve ter sido este tal bode que recebeu 14º Salario,pois foi até pra praia.
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05/01/2011 - 17h44
Raí
Contagem
Realmente um bode não sabe o que diz, se é que diz.
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05/01/2011 - 17h41
João Goulart
Belo Horizonte
Prêmio por Produtividade (14º salário) é a forma tucana de enganar o incauto. Como não concede aumento, empurra uma esmola anual como se fosse o messias. O que adianta receber R$550,00 (salário do professor com curso superior em MG) a mais no ano?
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05/01/2011 - 17h36
Daniel Paulo
Ribeirão das Neves
O funcionalismo com certeza não vai ficar sem o aumento salarial.É certo que se não ocorrer o aumento salarial , haverá greve.Vincular o aumento salarial com a arrecadação de ICMS deve ser estudado pelas partes , e os servidores tem de acompanhar de perto a tramitação de tal projeto , pois quem perde são os servidores.Os Deputados votam os salários deles de repente , e quando vemos , já estamos pagando a conta.
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05/01/2011 - 16h35
Bode na Praia
Dionísio-MG
Os servidores públicos não precisam de aumento. Receberam até 14º salário em 2010.
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Marco grego
Carandaí
Vc está inteiramente enganado cidadão. Vc é empresário? Ganha bem? Ou um baba ovo de alguém.
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05/01/2011 - 17h26
Paulo
BH
Caro Bode na Praia, "se a sua estrela não brilhou não tente apagar a dos outros".
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05/01/2011 - 17h32
Luciano
Barbacena
Antes de criticar, primeiramente passe em um concurso e depois venha trabalhar 40 horas semanais com escala reduzida de funcionários, ganhando salário base perto de 1 salário mínimo com 20 anos de casa, antes de sair falando essas lorotas.
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05/01/2011 - 17h39
SySy
Belo Horizonte
Ao invês de vc ficar falando que os servidores não precisam de aumento, estuda e TENTA passar em um concurso para vc também receber o 14ºsalário.
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05/01/2011 - 17h51
ranulfo firmino
simonésia
certamene este bode na praia não depende de serviços públicos. deve ser usuário de serviços pagos, pois somente com servidores bem remunerados, teremos serviços de qualidade.
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05/01/2011 - 18h02
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

JORNAL "O TEMPO":Anastasia promete corte de custos e descarta reajustes.

PREFIRO NÃO COMENTAR! APENAS ME VEM À MENTE: ELE DEVIA COLHER O QUE PLANTA! ( MAS COMO, QUANDO SE TRATA DE JUSTIÇA EM NOSSO PAÍS?!!!!)
VANDA





Orientação .Governador de Minas empossa seu novo secretariado e estabelece metas para todas as pastas
Anastasia promete corte de custos e descarta reajustes
Não podemos deixar que as despesas do governo aumentem, diz Renata Vilhena
Publicado no Jornal OTEMPO em 04/01/2011
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RODRIGO FREITAS

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FOTO: FOTOS: CHARLES SILVA DUARTE
Primeira reunião. Com o discurso de austeridade, Anastasia empossou, ontem, seu novo secretariado
FOTOS: CHARLES SILVA DUARTE
Primeira reunião. Com o discurso de austeridade, Anastasia empossou, ontem, seu novo secretariado
Com o discurso de austeridade e ética no trato do dinheiro público, o governador Antonio Anastasia (PSDB) empossou, ontem, seu novo secretariado, na Cidade Administrativa, com um aviso: os servidores públicos não devem esperar por aumentos salariais neste ano.

A grande responsável pelo chamado "núcleo duro" do governo é a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. Pupila de Anastasia, foi ela quem informou que o governo não deverá conceder reajustes. Assim, o Estado conseguiria atingir sua meta de baixar o custeio. "Nós não podemos deixar que o custeio da administração pública aumente. Então, nós seremos muito severos na condução da manutenção da administração para termos mais recursos para investimentos, pois a demanda da sociedade é muito alta", afirmou a secretária. "Neste ano, por enquanto, não está previsto nenhum aumento", complementou.

O secretário de governo, Danilo de Castro, outro que é do "núcleo duro" de Anastasia, fez coro às palavras de Renata e já avisou que o Estado tem que "produzir mais e com mais qualidade, mantendo o regime de austeridade".

Metas. O novo secretariado terá metas a cumprir, que serão definidas em março. A julgar pelas palavras dos secretários, a intenção da administração estadual é reduzir o custeio do governo ao máximo, para, consequentemente, aumentar investimentos do Estado.

Em seu discurso, Anastasia ressaltou que cobrará metas e empenho máximo dos novos secretários. Em seguida, em entrevista, o governador deixou claro que todos os secretários serão cobrados. "Vamos estabelecer metas. No mês de março será assinado o novo acordo de resultados para este ano, com metas específicas para as secretarias", garantiu.

AÉCIO. Durante a posse do novo secretariado, não faltaram menções ao ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB). Nos bastidores, o governo considera que uma boa gestão de Anastasia auxilia a caminhada de Aécio rumo a uma candidatura à Presidência, em 2014. Danilo de Castro afirmou que o novo senador é o "líder inspirador deste grande projeto". "Aécio seguirá com nosso decidido apoio e a solidariedade de todos os mineiros", afirmou.

As palavras de Anastasia seguiram o mesmo rumo das de Danilo de Castro. "O governo Aécio tornou-se um paradigma no que diz respeito à administração pública", disse o governador.

Bloco
PMDB vai confirmar oposição

Deputados estaduais do PMDB defendem a reedição do bloco oposicionista na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG).

De acordo com peemedebistas, o objetivo é se aliar ao PT, independentemente da adesão de outras legendas ao grupo, como o PRB. "Não dependemos de outros partidos para formamos um bloco. Com os parlamentares do PT, PCdoB e do PMDB já formamos uma oposição capaz de grandes conquistas na Casa", declarou o deputado estadual Antônio Júlio.

Os deputados da legenda irão se reunir, hoje, em um restaurante da capital, a fim de aparar as arestas. Segundo um peemedebista, que não quis ser identificado, os parlamentares da legenda também irão discutir o nome de um novo líder para a bancada na Assembleia. Antônio Júlio está cotado para o cargo.

"Vanderlei Miranda (atual líder da bancada) fez declarações que não correspondem à opinião da maioria. Ele e Zé Henrique são os únicos que querem aderir ao governo", declarou o peemedebista. (Ana Flávia Gussen)
Planos
Diretrizes já foram traçadas
O governador Antonio Anastasia sancionou, ontem, a Lei Orçamentária para este ano. A previsão de receitas e despesas do Estado é de R$ 44,9 bilhões, valor 10% maior do que o orçamento de 2010. Cerca de R$ 17,5 milhões foram destinados para as áreas de educação, saúde, assistência social e segurança pública. O valor, segundo o governo, é 13% maior do que o destinado no ano passado.

Na primeira reunião com o secretariado, ontem, quando o governador tucano sancionou a Lei do Orçamento deste ano, algumas diretrizes para a equipe econômica do governo começaram a ser traçadas. A nova secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, já elegeu sua prioridade: atrair investimentos. Segundo ela, o Estado não se dará por satisfeito em apenas exportar matéria-prima. "Exportamos frutas, por exemplo. Por que não exportar o suco? Por que não exportar a polpa?", questionou.

O secretário extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, anunciou que ainda vai tentar trazer a abertura do Mundial, em 2014, para Belo Horizonte. "É difícil, mas vamos tentar", disse ele.

RENEGOCIAÇÃO. O secretário da Fazenda, Leonardo Colombini, garantiu, ontem, que o governo de Minas vai lutar junto ao governo federal para a renegociar a dívida do Estado com a União - atualmente na casa dos R$ 60 bilhões. Ele criticou os "juros abusivos". (RF)
Comentários
04/01/2011 - 18h21
Chupa-cabras
Bh
As aparencias, E N G A N A M. Votam, depois ele lascam a banana: largam do meu pé. Só querem status pesssoal.
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04/01/2011 - 18h16
HÉLIO GARCIA
CONTAGEM
MINEIROS E MINEIRAS, NÃO PODEMOS ACEITAR ESSA ATITUDE. CRIARAM AS SECRETARIAS E SUBSECRETARIAS. AGORA FALAM QUE NÃO TEREMOS AUMENTO. GREVE GERAL AGORA. INDEPENDÊNCIA OU MORTE!!!
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04/01/2011 - 17h48
Eugênio Leite
Palmeiras dos Índios - AL
Também sou mineiro, pra mim isso não é novidade, pq tudo que vem dessa laia de FHC só nos prejudica, infelizmente o povo votou nesse sujeito e ainda pôs no senado esse bonequinho enganador. Lamentável o que fazem com os salários dos servidores, principalmente dos professores, isso vem de longa data, deste a época dos tais "francelinos", "trancredinos" e outros pilantrinos. Vamos aprender a votar gente, 14 vem aí, vamos pôr esses canalhas na sarjeta!
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04/01/2011 - 17h13
Jornal da Roça
Bh
Não está parecendo o tempo de Chico-Rei? Dentro das liteiras, davam ordens: sim, bem! Vão pra lá, vão pra cá; desce ladeiras, entravam nas jangadas: sim, bem! Samba do Crioulo doido. ACORDEM, gente.
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04/01/2011 - 16h52
Agricultores
Manhuaçu- M.Gerais
VAMOS UNIFICAR O PAIS NUM SÓ PARTIDO? P.T.
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Pepeu
BH
Me avise antes para eu esconder minha carteira dos PTralhas.
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04/01/2011 - 17h27
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04/01/2011 - 16h51
Jaime
Belo Horizonte
Parabéns, e visível que o povo não sabe votar, agora segura essa. Tenho certeza que o único lugar que falta dinheiro e no bolso dos professores,policiais e demais servidores públicos que continuam no sofrimento e desvalorização.
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04/01/2011 - 16h09
FUNCIONARIO TJMG
BELO HORIZONTE/MG
VOTA NO OMI, GENTE! VOTA NO OMI! AINDA BEM QUE NÃO DEPENDEMOS DO EXECUTIVO PRA REAJUSTAR NOSSOS MISERÁVEIS SALÁRIOS.
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04/01/2011 - 15h37
Rua Sergipe
Belo Horizonte
Implantando a monarquia de novo em Minas? FORA! Não tem capacidade de governar,mente pra si e para os que os circulam. Vai plantar batata.
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04/01/2011 - 15h19
O sertanejo
Mirabela
Não sei até onde os mineiros vão suportar esses Aécio/Anastasia. O discurso deles são altamente porevisíveis. Só conseguem governar com desmandos; com Leis delegadas; com imprensa comprometida e de certa forma, "escravisando" o funcionalismo público. Fora Aécio, fora Anastasia, GREVE GERAL JÁ!!!
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04/01/2011 - 15h07
Pepeu
BH
As urnas foram a resposta suficiente a estes parasitas do serviço público. O choro é livre...
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04/01/2011 - 15h07
Rua Curitiba
B. H- mg
'Aonde estão os 3,5 milhão? No meu bolso, não está;PEGA LADRÃO! ! ! '
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04/01/2011 - 15h04
ana maria
leopoldina
legal! adorei .....façam agora sua reeleiçao rsssssss
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04/01/2011 - 14h37
Bairro Santa Efigenia
Rua Piaui Bh
""" OLÊ, olê, olê, olá, 2014, LULA ""!!!
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04/01/2011 - 13h48
Bairro Sta. Tereza
Bhte
""""Um, dois, tres, o que é que é???!! psdb É MARCHA RÉ!!""" Bloco "xoque de indigestão" Carnaval 2011.
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04/01/2011 - 12h54
gamail1000
BH
Caros Mineiros, procurem na internet a origem de sua raça, vocês verão que os suevos foram nossos antepassado. O povo mais valente de todos os tempos, fizeram a reconquista e colocaram milhares de mulçumanos na ponta da faca e inclusive muitos romanos. Por isso, você imagina que os romanos estão até hoje sugando nossos antepassados e a nossa gente.Sabe-se que a maioria dos descendentes dos suevos, vieram para Minas e aqui firmaram suas familias, mil anos depois, esses romanos voltaram para sugar nossas riquesas.Por isso, não espere muito desses cabras que com os braganças e os Andradas nos vedem a 6 séculus.Pessem numa união desse povo e varram de vez essa gente de nossa nova terra.
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04/01/2011 - 12h46
Av. Alfredo Balena
B. Hte
VOTEM NO TRAIRA PARA PRESIDENTE! PLAYBOI... Bobos da corte do serra verde!! psdb é isto: marcha- ré.
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04/01/2011 - 12h42
Robert William
Belo Horizonte
QUANDO ENTRAMOS EM GREVE NOS CRITICAM POR CAUSA DA POPULAÇÃO, MAS É ESTA POPULAÇÃO QUE VOTOU NO ANASTASIA!!! GREVE GERAL JÁ
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FUNCIONARIO TJMG
BELO HORIZONTE/MG
QUEM VOTOU NELE FOI VC E SEUS AMIGOS E FAÍLIAS. AGUENTA AGORA A MISS THATCHER!
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04/01/2011 - 16h12
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04/01/2011 - 12h41
Robert William
Belo Horizonte
QUEREMOS VER COMO VAI AGIR A OPOSIÇÃO!? PT,PMDB- OS DEPUTADOS GOVERNADORES E TODA A FAMILIA DE SECRETARIOS TERÃO AUMENTO SALARIAL DEVIDO AO EFEITO CASCATA DE 100% E NÓS SERVIDORES FICAREMOS COM A ENCHENTE-DESABRIGADOS E DESALOJADOS- AGORA TEM QUE HAVER GREVE GERAL!!!!!!
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04/01/2011 - 12h33
Marcos
Caxambu
A grande maioria dos servidores públicos de MG, inclusive os da Educação, votaram na continuidade deste governo que não nos respeita. Tiveram a oportunidade de mudar. Agora aguentem!!!
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04/01/2011 - 11h47
jefferson salles
três corações
A lei 100 é uma aberração, um desrespeito a quem é concursado ou a quem quer fazer concurso público na área de educação. Moro em T.C. à 10 metros de uma escola estadual- Godofredo Rangel- mas tenho que caminhar 30 kms. todas as semana para lecionar em outra escola- Olímpia de Brito- pois na escola perto de minha casa, na minha área-Língua Portuguesa- há profesores efetivados pela lei??? 100 e que têm o mesmo direito que eu,no momento de escolher o local de trabalho.Então para quê o concurso público? Cadê o Ministerio Público que ainda não tomou prvidência quanto à essa imoralidade, que fere o direito de igualdade do cidadão quanto ao seu ingresso no serviço público? Quanto ao aumento, o sr. Anastaazia, vai conceder a si próprio o aumento imoral que veio de Brasília e que se estende aos poderes executivo e legislativo? Quando M.G., vai pagar, efetivamente, o piso nacional aos professores? Será no dia do São Nunca? Fora lei 100, direito e oportunidade a quem está se formando e quer ser professor. 2014, estamos esperando o sr.Aécio para dar o golpe final nesse partido que nunca, verdadeiramente, se preocupou com a ética e o cidadão
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04/01/2011 - 11h41
Marcos Salles Oliveira
Belo Horizonte - MG
Agora é que quero ver aqueles servidores públicos, alguns já antigos no Estado, elogiarem o Governo Anastasia tão quanto apareciam durante a campanha eleitoral. Agora, 2011 sem reajuste, segurem, assumam "porque o filho também é teu"
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04/01/2011 - 11h34
jair
visconde do rio branco
Votaram nele? Agora TOMA.
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04/01/2011 - 10h52
Flávio Augusto de Castro
Conceição do Rio Verde - MG
Eu acho que neste ano teremos de realizar uma greve geral. Não só de professores mas todo o funcionalismo público que está indo na contra mão do governo federal. Com essas atitudes, Aécio pode esquecer 2014.
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04/01/2011 - 10h23
Eduardo BH
Belo Horizonte
Pra isso aí, que chegam de "Governo", funcionalismo é igual a despesa. O Estado Mínimo do PSDB, com serviços públicos de péssima qualidade, profissionais altamente desmotivados, está mais que evidenciado nessa dupla Aécio/Anestesia. Enquanto isso, as grandes doadoras de campanhas eleitorais (grandes construtoras, empreiteiras e etc, etc, etc), vão deitar e rolar com o dinheiro público. E olha que MG é o estado que mais arrecadou ICMS em 2010 e gabam os políticos se ser a locomotiva do país. Para terem uma idéia, os policiais daqui, da escala de 27 estados, é o 19º mais mal pago no país. Dá-lhe metas, dá-lhe jeito PSDB de administrar para os ricos e poderosos.
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04/01/2011 - 10h18
Caio Pedro
JF
Essa é a nossa política pública. Os servidores podem esperar desse governo neoliberal mais arrocho e desrespeito. Também muitos deles votaram e pediram votos para ele!!! Agora aguentem!!!
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04/01/2011 - 06h43
João Goulart
Belo Horizonte
Os funcionários públicos que votaram nesse modelo reacionário, neoliberal e fascista são em parte os grandes responsáveis. No caso da educação, durante o período eleitoral "professores efetivados" pela absurda Lei 100 foram ao programa dos tucanos defenderem o atual desgovernador. Agora teremos que aguentar mais 4 anos de arrocho. Além disso, a Margareth Thatcher já avisou que não haverá concurso, mesmo tendo um termo de acordo que garantia a realização de certame público ainda em 2010 com previsão de publicação do edital até 30/07/2010. É um desgoverno sem caráter. Assina e não cumpre. Agora, encher as carteiras de empreiteiros com Linha Verde, a superfaturada Cidade Administrativa etc não falta grana. Em tempo: a famigerada dupla Aécio/Anastasia está sendo investigada pelo Ministério Público em função do desvio de R$3,5 bilhões da saúde.
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FUNCIONARIO TJMG
BELO HORIZONTE/MG
MISS THATCHER ??? BOA !
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04/01/2011 - 16h10
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domingo, 2 de janeiro de 2011

BLOG DO EULER:Dilma toma posse e fala em ensino de qualidade


Minas Gerais, local cujo nome, dizem, já foi liberdade. (Uai, que trem é esse, sô?)
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dilma toma posse e fala em ensino de qualidade

"Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens."

Palavras da presidenta Dilma Rousseff no ato de posse no Congresso Nacional, na data de hoje, dia 1º de janeiro de 2011. Vamos esperar - e cobrar - que as palavras se transformem realidade e não apenas promessas jogadas ao vento.

E, simbolicamente, foi muito importante assistir à posse pela TV da primeira mulher presidente da República do Brasil. Mulher e ex-guerrilheira, que combateu a ditadura militar, foi presa, torturada e não renega o seu passado. Agora na Presidência, terá a oportunidade de fazer avançar as conquistas sociais em favor dos de baixo. É o que esperamos e torcemos para que os ventos de mudanças e sonhos que varreram o mundo na década de 60 possam inspirá-la.

***
Incorporo ao texto central os comentários a seguir, entre os quais o do nosso combativo amigo e colega Rômulo.

"Rômulo:

Na minha humilde opinião, o maior "legado" deixado pelo último governo é a constatação (infelizmente ainda não para as massas trabalhadoras) de que não é possível alcançar mudanças profundas na realidade social pelo atual modelo de democracia.

Não é possível a emancipação dos "de baixo" (oprimidos e explorados) pela alternativa eleitoral. A domestificação do PT significou a caducidade do sistema político, que tinha sido caracterizado pela possibilidade do Partido dos Trabalhadores, dentro das regras do jogo, impulsionar um governo democrático-popular, e, portanto, provocar paulatinamente a emancipação do povo brasileiro.

Vivi uma miltância modesta, mas ao mesmo tempo intensa nesses ultimos 08 anos e digo sem pestenejar que a característica essencial do Lula nesta "Gerência" foi a de jamais convocar o povo para uma luta importante. Jamais chamou o povo para enfrentar algum interesse majoritário das classes dominantes. Se for falta de memória da minha parte, peço a gentileza de algum companheiro recordar-me alguma!

Enfim. Não quero ser contraditório. Faço a reflexão mas continuarei colocando o melhor dos meus esforços nas lutas coletivas. Nego esse sistema, mas luto dentro dele. Afinal o novo surge do velho!

Podem atirar as pedras, mas achei a fala sobre educação pública da Dilma Rousseff uma fala genérica. Queria ter ouvido que haverá uma luta enérgica para aplicar 20% do PIB em Educação já esse ano e que eles iniciarão um processo de federalização do Magistério Público na educação básica brasileira. Dispensariam os deserviços do Haddad e o devolveriam ao Banco Mundial.

Para completar nomearam o Mercadante como novo Ministro da Ciência e Tecnologia. Reproduzo o comentário do meu Pai: "É a raposa cuidando do galinheiro".

Rômulo - terminando a fase paz e amor! "

"mora:

Atenção!!! Apesar da saída da nazifascista Vanessa Guimarães da SEE, o discurso permanece o mesmo. Ana Gazzola assumiu dizendo: "precisamos rever o salário dos professores, mas esbarramos na LRF". Ou seja, a característica de Estado Mínimo permanece. Portanto, não esperemos nenhuma mudança substancial no trato dispensado à educação em MG. Vamos nos preparar para a luta novamente.

Em tempo 1: o PL 2215/08 que institui o Plano Decenal da Educação foi aprovado pela ALMG em Dezembro de 2010. O projeto garante o PISO NACIONAL como vencimento básico e está na mão do governador para ser sancionado. Por que o carcará não o assina???

Em tempo 2: o concurso público deveria ter seu edital publicado em Julho de 2010 e até agora nada. Por que não foi publicado até hoje??? Medo dos efetivados "dançarem"???

Em tempo 3: o Portal do Servidor já publicou o posicionamento na nova carreira (subsídio). Como era de se esperar, a grande maioria do professorado com curso superior foi posicionado em PEB1A. VERGONHA!!!!

Eduardo - Professor de História/ BH. "